domingo, 10 de outubro de 2010

A MÃE

                                                                     A MÃE
                                                                     SELMA


                                                       
        "A ti, ó belo canto harmonioso! Ó suave incenso do oriente! O teu odor se eleva e vem às minhas narinas! Sinto o teu perfume e o meu coração morre extasiado pela a saudade! Ó profunda mulher e mãe da minha geração!  Aquela que fecundou nas suas entranhas quatro lindos varões e uma mulher! Eu te elevo e faço cair a chuva na minha face para embelezar a visão do meu amor por ti! Ó dádiva soberana e doce! A tua formosura estar ainda na tua casa, porque, quando tu partistes, deixastes o teu perfume no teu lar, e ele, o perfume, sempre vagueia, despertando-se assim, quando estamos à mesa juntos, relembrando da tua face e dos teus modos, no imaginário do poeta filho, cuja inspiração ascendeu e habitou nele por tua causa, eis que o fogo visionário nos tocam e somos tomados por uma festiva, ardente e nostálgico pensar da tua ausência! Façamos silêncio e deixamos que as nossas narinas procurem sentir a tua essência e o teu calor que nos visita e se assenta no nosso meio...!"
Até quando a tua espada cortará a minha alma?
No teu castelo, já me nega o seu refúgio!
O teu ferreiro a teu pedido moldou uma cruz!
E coloca-a no meu coração, privando-me da luz!
 


Não te esqueço, quando os teus olhos
Percorria a minha face de menino e os teus dedos
tocavam com a suavidade a minha pele ingénua e tu, doce Selma! Como me fazias ri, explodindo assim em gozo, o meu primeiro olhar de amor sublime por uma mulher! Senti que naquele momento, eis que o meu coração se abriu e disse: - "É AMOR...!" Sim! E foi! Porque, quando tu me olhou, deitando sobre mim o teu olhar de mãe, eu pude compreender que o vazio já não mais existia mais e, que dentro de mim, começou a brotar os primeiros ramos de oliveiras, dos quais, mais tarde os arranquei e fiz com eles, a comemoração da tua grandeza e profundeza jamais vista! Usei-as como sobra para afugentar a secura do teu labor e também em elevação do conhecimento supremo da tua existência e acima de tudo, a de mãe, porque, o meu corpo não cansa de arder quando, mesmo subtilmente, relembro o que foi e o que fez tu na minha vida! Sempre me aninhava ao teu corpo, dando a segurança onde, jamais poderia eu encontrar em outro corpo feminino, porque em ti, existia a fortaleza e o refúgio de onde eu só saia com a tua permissão...
     Eu vi correr entre os teus lábios o prazer de uma mulher! Eu pude parar, olhar-te e através da minha mente imaginária pude também penetrar no teu coração e de lá, tocar e senti que tu, estava dento de mim, mas do que eu dentro de ti, isso porque, sempre se preocupava quando eu saia com os amigos e a demora era constante! Quantas vezes permanecia sem dormir a minha espera! - "Filho, não chegue tarde...! Sim! Assim dizias porque o teu cuidado se fazia exemplar e hoje sinto a saudade da tua preocupação! A saudade dos teus mimos e afagos! A saudade de chegar do meu serviço e saber que a minha bela encantada senhora estava a minha espera, como se fosse a minha namorada, mas era...! E, com um beijo, j´a exposto nos teus lábios e me recebia, e eu...! Olhava-te e me perguntava que tipo de nardo era aquele, suave e doce e a marca do teu beijo permanecia até o dia seguinte quando, sempre se renovava, como as flores do campo em sua estação! E o teu beijo era como se fosse um tipo de marca,  onde o teu selo se expandia e se traduzia assim: "EU TE AMO".



     Fostes o meu primeiro deleito e grande amor! Fizestes acalentar a minha ansiedade e com os teus bons conselhos me tornei o homem a quem tanto ansiava a tua alma! Plantou em mim o descanso dos teus olhos e a tua paciência exata e doce! Instruiu-me a arrancar dos sentimentos a promissora e sustentável riqueza de um coração! Ornou-me com as tuas lágrimas de bálsamo, onde sempre arrancava os teus suspiros! Criastes-me ensinando o bom comportamento da beleza humana! Como eram admiráveis os teus conselhos e soberana a tua beleza! Destes-me os teus seios e deles tirei o meu sustento e o meu respirar! Aninhou grudado ao teu corpo a tua própria carne, quando sempre me subiam as tristezas e as dores! Vistes-me e acompanhou todo o meu crescimento e, quando em mim se abateu um terrível mal, fostes tu que levantou um clamor e fez a tua promessa para que eu voltasse novamente pulsar a vida em mim! Acalentou os meus anseios e por muitas vezes me sustentava no teu frágil colo e jogava com a tua língua o teu mel! Devo e tenho a necessidade de penetrar no silêncio a arrancar as tuas boas lembranças! Com cai a chuva em mim! Como faz trovão e tempestade!



     Lágrimas e chuvas! Assim foi naquele sórdido dia onde houve a profanação, a violência do tombamento de duas almas: uma morreu e para sempre não retornará! A outra, revestido agora com o ígneo fogo do rompimento do seu trânsito progressivo de um mundo para um outro mundo, onde se denota a sua promiscuidade, não da carne, e sim, dos aspectros daqueles que se autodenominam humanos! E as suas arrogâncias total! Eu bem quisera que naquele dia, quando te vi inerte no involucro, arrancar a minha própria vida e plantar no teu espírito novamente! Eu quisera levantar dentro de mim um belo manancial, onde a tua vida ressuscitaria e novamente voltasse a sorrir! Tenho que cantar e exaltar a plantaforma dos teus pés e o teu olhar!
     Tu brincava com a tua ingenuidade! Para me arrancar um sorriso não media esforços e sempre me levava a doces risos, porque, sabia como penetrar dentro da minha alma e buscar em mim o teu encanto e a tua doce fantasia!
     Lembras do batom? Um dia te comprei um porque eu queria que usasse nos teus finos lábios delicados e tu, não gostava daqueles tubinhos de cera! Um dia te trouxe um e a ti ofertei! Lembro-me que o pegou, destampou-o, era de morango o seu sabor, porque tu amava comer morangos! Olhou-me com o batom na mão e disse: - " Não poderei usá-lo porque ele vai me roubar o gosto da tua pele e eu preciso todos os dias sentir o teu sal porque assim sei que emana a minha delícia preferida" Era o sal mãe? Eu era o sal da tua existência que sentias quando me beijava? E a minha cor tu a formava quando fechava os teus olhos...! Sus e Eia" Como naquele dia eu morri de ri...! Foram tantos os risos! E o batom ainda estar intacto no teu quarto! Ele não teve o prazer de conhecer a doçura dos teus lábios e o encanto da tua saliva! Puxa batom! Que pena que por ti não passou o mais cândido e genuíno dos lábios!
     Cantarei a ti, ó doce pomba forasteira! Eis que me abrigo na tua cândida lembrança e dela retiro o mel e sabedoria que correm nos meus lábios, adoçando assim a dor que ainda tenta se erguer e fazer a sua morada! Sustento diante dos meus olhos os teus enlevos !
Tu não me permitiria que eu trocasse naquele dia a minha vida pela tua!
E tu se foi! Foi-se como vão os amores dos corações! Foi-te como se vai, ao vento, o perfume que vagueia e aos pouco se esvai! Foi-te, é verdade! Mas deixastes a tua herança e ela viverá até o cair do meu semblante e a morte do meu espírito! Foi-te, mas em mim ficou os teus bens e por muito tempo os levarei porque, enquanto eu estiver com vida e o meu coração bater e pulsar eu vou te buscar! Vou te buscar nas lembranças da tua existência e no ardor do teu cheiro que estar impregnado em toda a casa e, as tuas plantas sentem saudade e retiram do ar o teu odor para sustentar a a criação do teu néctar! Teus filhos e o teu esposo ainda vivem e acima de tudo, a nossa grande admiração pelo o teu enorme coração de mulher diva e soberana, explodem na face da tua prole, quando cada olhar dos filhos se cruzam um com o outro...!



Dormes! Eu também aqui durmo...
Teu sono é profundo e dolorido!
O meu vem sempre revestido...
Do roçar em mim do teu vestido!









Faz-se um ano que fostes para nunca mais voltar...



Trilhou os teus pés na árdua vida e no teu ansiar...


Feristes os teus pés e nas pedras os vi sangrar...
Foste tu, Ó mãe! Que me ensinou como amar...!


Não levastes o perfume que um dia eu te ofertei!
Agora eu o procuro para minha sede se fartar!
Porque, assentindo-lhe o seu odor, o fino cheiro,
É suave e doce como foi o teu doce breve olhar!


Derramo em mim cada gota desta tua essência!
Lembro? - Filho, podes o meu bom perfume usar!
Não desperdício nenhuma gota na minha pele!
Assim um novo odor o meu corpo vai transpirar!


Fostes e um vazio permanece ainda no meu olhar!
Como tenho anseios! Oh! Deixai-me ainda tocar!
O teu sonho que me cerca e não cansa de rodear!
Em mim o teu cheiro impregnado vai se encrustar!







Teus olhos eram duas pérolas brilhosas...
O luzir deles eram como se fosse ouro...
Tinha no coração o teu maior tesouro...
Suave perfume maior do que os das rosas...
Teu hálito era o nardo e mirra preciosos...
Incensos variados de escolhidos gostos...
Os sons da tua boca eram leves gostosos...
Acordes perfeitos que saiam harmoniosos...
A tua doce face era uma estrela luminosa...
Olhava-me de forma dengosa e carinhosa...
Era uma mãe meiga e suave, dócil e extremosa...
Desconhecia no bosque a perfeita e linda rosa...
Ela estava plantada em mim na sua forma ditosa...






Carlos Alberto:
 Neste domingo, 10 de Outubro de 2010. Foi postado exatamente às 18:28. Muito me alegrei, porque, durante todo o dia, eu permaneci com a tua candura e doçura e pude,  mesmo só, fazer das tuas lembranças um cálice de alegria, por saber que viveu e que por mim se doou, dando a tua vida, e esta, que a mim foi entregue por ti, ficará eternamente cravada no meu coração! TE AMO...!
O tempo se fecha! As nuvens estão pesadas e aqui começam a cair os primeiros respingos de um temporal que se aproxima! Tomara a Deus que este vendaval possa deixar que esta noite eu adormeça, sem me causar o medo dos seus trovões e raios que agora são constantes no céu e dentro de mim...!






































quinta-feira, 7 de outubro de 2010

CUPIDO FERIDO

                                              CUPIDO FERIDO


Foi ferido pela alígera flecha o anjo mensageiro!
E ela veio como o  zéfiro que sopra rápido, ligeiro!
 No seio a marca da flecha que derrubou o guerreiro!
Sangrando o coração que pulsava no seu seio!





Eu fui teu amigo! Abri as correntes da minha confiança e joguei-as aos teus pés! Falei do meu amor e do grande mar que me invadiu quando te vi! Eu busquei o som divino que soa quando o coração, elevado pelo o canto harmonioso do pássaro formoso, peguei-o e fiz o teu alimento e a tua obra-prima! Eu teci para ti, com as minhas lágrimas genuínas; risos de encanto e doçura e mesmo na minha tristeza, fiz silenciar à minha dor e te ofertei o esplendor da minha companhia! Também recoloquei nos teus lábios, quando se encontrava triste, sulfúreo e graciosos contentamentos de felicidades! Elevei-te a supremacia dos deuses e contigo também chorei pelas as tuas fadigas e os teus desencontros na vida! Levei-te a um trono, onde desconhecia a tua alma a sua macieza e fiz do meu peito o teu assento e o teu celeste descanso! Estanquei dos meus olhos as lágrimas e delas sorvi a tua doçura e o teu espírito de mulher! Encantei-me e também procurei sempre fazer coisas novas para trazer ao teu ser uma paisagem alegre e límpida! Puxa moça! O que fizestes? Privou-me e com o êxtase da separação permaneço a fitar um velho barco sem velas e o mar, já não mais suporta as minhas lágrimas, porque, o seu sal explode quando bate nas suas águas azuis, multiplicando o seu sal e causando encalhamentos nas caravelas que nele navegam!

Por que arrancastes dos meus olhos o seu encanto?

Desfazendo em fim aquilo que eu amava tanto!
Por que machucou um espírito que se fez santo?
E a ti cantou! Exaltou teu nome no seu sublime canto!

Não há mais nos meus lábios a alegria: eles não chamam...!
Apagou-se a luz e não mais vejo o teu semblante...!
Puxa! Aquele amor que senti por ti não é mais como antes...!
Por que tu causaste a cegueira da luz que deles emanam?

Feriu-me e nem percebeu que a dor se levanta...!
E dentro do coração morre o seu suave
Aroma...!
Na carne um espinho! Mata a alma que não canta...!
                                             



Por que lançou sobre mim a mágoa da tristeza?
Eu que de ti fiz a mais encantadora e sublime dama!
Entretanto, feriu-me porque tu se fez vossa alteza!
 
Foi-se o primeiro suspiro e dele fez-se o medo!
 

O doce que brotava dos lábios o sal brotou no seu terreiro...
A volúpia que eu sentia em te dar o beijo primeiro...
Perdeu-se e eu me recolhi, retornando ao meu segredo!
Desfez-se o coração em soluços que subiu ao peito!

Uma dor que se alojou, bebeu e fez seu banquete!
E agora quer se alojar por definitivo, bebendo o mesmo leite!
Sufocando-me com suas garras no meu apertado leito!

Apaga-se a vontade que faz suspirar o meu desejo!
Estar morrendo o sentimento que te fez à primeira!
Como também a ânsia de te dar um gostoso beijo!


Fecha-se para ti o meu amor que não é passageiro!
É um grande sabor que sempre viverá a vida inteira!
Nunca trocará aquela que será o seu amor primeiro!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

PROVE-ME E APROVE!

Quando te fecham os olhos tu me busca...!
E, para me ver tem que se fechar...!
Fechando teus olhos tu me sentes...!
E tens a vontade de me cheirar...!
E neste cheiro vem em ti a sede...!
A enorme vontade de me tocar...!
E na busca e no fechar e no cheirar...!
Explode  o desejo de se entregar...!

Prove-me e a aprove nos teus lábios cor carmesim!
A subtil chama de uma doce saliva! A bela  delícia!
Também em mim existe uma grande doce malícia!
Mas ainda assim sou ingénuo no teu olhar sem fim! 



Beba-me! Instrui a tua boca a sorver o meu manancial!
Busque com a tua língua o sabor que existe em mim!
Sou arado no meu céu! Sou um grande querubim!
Sou o sentido do sensível sussurro de um seio virginal!



Sinta-te o meu gosto! Arrebata-te no meu gracejo!
Faça valer  o meu sabor no teu corpo e no espírito!
Ah! Deixai-me que te possuía porque eu sou assim!



Assim eu o sou! O sabor que propaga no teu desejo!
Sou o amor que abastece a vida! O teu suave grito!
Cola-te junto a mim e vivemos para sempre até o fim! 

Sussurre com leves ruídos as palavras para tua alma!
Fale aos ouvidos com a tua sensibilidade, enamorado!
Busque, porque no fechar dos olhos o néctar desejado!
escorrerá no abrir da tua intuitiva emancipada calma!

Abre a tua boca e deixe aflorar a delícia do teu riso amigo!
A formosa estrela que radiante dentro de ti se abriga!
O sol que aquece o teu sonho e que silenciosamente viga!
E dentro de ti pulsará o novo que por muito tempo foi antigo!

Prova-te e aprova o novo sonho que ascenderá suave contigo!
Deixe que o teu pensar se torne o teu maior e doce atrativo!
E  assim saberá que em ti habita o teu melhor amigo!

Deite a tua admiração no ser que vive no seio da tua vida!
Torna-te o maior companheiro daquele que contigo é afetivo:
O teu coração que tanto participa desta tua grande lida!


     Ouse, se assim quiseres! Ouse fechar os teus olhos e deixe-me penetrar na suavidade dos teus lábios, porque, no canto deles, eu depositarei um sabor que a tua língua se prostrará e o teu coração de mulher, jogará as súplicas diante do teu desejo, implorando que o ardor permaneça e seja por definitivo o teu sabor e a tua vida! Ah! Eu sou o único que te causa a fragilidade! Sou aquele que desfaz o teu ser;   tornando-te dependente porque, quando se junta a tua sensibilidade e o amor, eis que no teu seio de mulher é visível a tua fraqueza! Eu posso penetrar em ti, até mesmo por um olhar! Os meus olhos são cativos e nele habita a visão da tua alma feminina! Posso te conquistar apenas por um sorriso meigo e doce! Posso perceber aquilo que em ti não é perceptível! Misturo-me no teu olhar e quando, tu dirige os teus olhos pra mim, eu posso inclinar a minha beleza; jogar um sorriso e diante de ti ser exaltado e contemplado! Eu posso com um gesto silencioso; deixar que o vento diga ao teu coração, que sou aquilo que anseia o teu espírito! Permita a mim e se permita que no meu toque sútil, possa trazer para a tua existência a límpida e gotejante emoção que pulsa em ti! Deixe-me, através do meu cheiro, penetrar pelas as tuas narinas e dentro de ti fazer o conhecimento  daquele a quem sou e que ebulição atinjo no coração!



Bem, é verdade que tu me tens nas mãos, mas eu te tenho dentro de ti mesma, porque eu sou assim! Forte e absoluto e no teu interior, sou eu quem comanda as tuas sensações e a tua incansável dedicação a mim! Estou exposto na tua vontade e no teu desejo! Sou maior do que a tua festa de quinze anos! Maior do que os teus sapatos, teus vestidos, porque, são eles que testemunham de mim! São eles a fantasia da tua beleza, quando sempre vem a mim se apresentar toda ornada e pintada! Sou eu que sustento a tua alegria! Trago risos e lágrimas! Mas mesmo no longo eflúvio delas, tu ainda faz insinuações e o teu corpo se molda e se entrega! Sou eu que te causa a tua vaidade, porque te pinto dos pés a cabeça e uso os teus lábios para falar de mim! Estou no teu riso e, quando se entreabrem, os teus lábios, tu se derretes por mim! Sou a tua primícia e sabor e mais nada te invadirá a tua boca a não ser o meu odor! Tu me pegas e eu te envolvo! Tu sonhas comigo e eu completo em ti o círculo da tua procura! Sou eu que faço nascer em ti os primeiros sonhos que são maiores do que a tua mocidade! Por que sou a vida que te sustenta para sempre.




É verdade que me vestes, mas sou eu que te dispo! E, na tua nudez, o teu corpo se torna dependente de mim, porque  o calor que te envolve é maior do que a tua sustentação e a tua segurança! Permaneço no ardor da tua pele e nela sou eu que trilha, levando a tua boca o fechar e o abrir! Eu fecho a tua boca e abro-a também! Faço com que digas coisas desconhecidas, mas sensíveis e cheias de uma suavidade e fogo constante! Eu te tenho mais do que tu a mim! Eu sou o cair da tua saliva que escorre depois do afã da tua delícia! Eu me sujo no teu batom e, quando mais me impregno nele, levanta-se dentro de ti a profusão do teu
prazer  e a tua encantada entrega! Te arrebato a uma loucura na qual, em êxtase, o teu espírito de mulher a mim se rende e se entrega! Eu sou o brilho dos teus olhos e o deleito da tua alma!
aprofundo-me, quando o teu corpo procura ejacular com os teus suspiros medrosos, o perfume que se oculta no prazer das tuas susceptíveis instabilidades! Percorro-te, quando fecha os teus olhos, levando a ti a sensação absoluta de segurança que arrepiam  os teus cabelos e no balançar deles, mostro a ti a grande sagacidade do meu prazer!





Sou eu que te leva para o teu leito e nele, ouso a traçar insinuações a tua criatividade que se expande, quando é tomada por uma imensa e sobrenatural cheiro de ardência e o teu coração se expõe, sendo cativada pela a dormência do teu corpo que se eleva e depois se curva, como se fosse uma flor ao vento, sendo dirigida pelo o tocar suave do zéfiro do meu sopro, e as emoções se confundem com a tua fusão de risos e lágrimas! Eu coloco no teu corpo o meu sabor e nele tu flutuas e ao mesmo tempo mergulha, buscando dentro de ti as últimas forças para suportar o gozo da tua fantasia que passeia envolto a tua constante busca  sem fim! Eu sou a bela melodia que ousou e penetrou na tua sensibilidade de mulher! E tu me olha e se reveste com os sonhos que ainda permanecem em ti! Tu me bebes e eu
te purifico! Tu me serve e eu diante de ti engrandeço a tua bela

doçura e o teu semblante exemplar! Eu percorro tudo aquilo que
há em ti só para te ofertar com o meu perfume, o seu doce e a
sua suave fragrância! Eu te cerco  e vou eternamente permanecer
contigo, porque, não existe  vida sem o deitar da tua espera e o
raiar da tua entrega...!




Eu sou a tua espera e em ti eu me completo! E, quero elevar o gosto que palpita no teu olhar! Traduzir o sorriso que emana da tua face e o bater da tua alma, em versos harmoniosos e célebres! Quero exaltá-la e diante de ti, derramar as minhas lágrimas, um bálsamo que emite admiração e suavidade eterna! Em ti eu faço os meus versos! em ti busco o meu esconderijo para traçar no meu futuro as primeiras delícias que a mim nunca foram entregues! Levantarei a ti
um clamor, porque, eu ainda não sou independente de ti! Eu ainda sou o que sonha! O que busca e o que ainda espera o ilibar de um espírito que me possa encantar e seduzir o que vive em mim!




     Prove-me e aprove! Por que no silêncio do teu prazer o meu toque  será subtil e te causará sussurro, revestido com longo ruído impecptível aos ouvidos, mas sentidos pelo o calor do teu corpo e o bater do teu coração! Prove-me e a ti levarei os manjares que
são ofertados aos Reis e Príncipes!
Colocarei diante de ti o meu sabor que se levantará e te invadirá,
 pairando as tuas asas, mas o levantar do teu espírito se aplumará e verás a minha bela forma transfigurada em teu desejo! Farei
silenciar em ti os teus lábios, porque eles ficarão saboreando
o doce do meu suor e o sal do meu ardor! Deixe-me ser
confundido com os gritos que ecoam ardentemente ao vento,
quando se abrem as bocas!
Deixe-me ficar visível na tua face e radiante nos teus olhos! Os teus lábios falará de mim! A tua pele buscará sempre a minha presença e o meu trilhar constante na tua carne! Permita-me te dizer: ! Eu sou a tua própria criação e a tua semelhança emana do meu toque e do meu suscitável prazer! Eu te confundo, mas te conserto! Te crio e tu me alimentas!
Eu te faço frágil e forte! Prove-me e aprove, porque diante de ti o teu perfume te confunde! Ele cheira e eu dissolvo o meu ardor em todo o teu corpo!






     E eu ainda sou o aroma variado do sabores
do incenso de muitas cores que se queimam e sobem para fazer
em ti o seu pedestal! Invado-te, causando assim sempre o teu
retorno para mim! Solto o meu cheiro, penetrando na tua pele, causando-se assim, a doce
conspiração dos teus suspiros e do teu prazer que se alocam eternamente nos teus olhos, quando,
subtilmente, disfarça o dirigi do teu olhar, tentando enganar-me, mas eu te pego e te volto para a
minha grandeza! Sou o teu cheiro e o teu refúgio! As grandes
águas que te invade, causando assim, em ti, o enorme rebuliço dos teus sentimentos que se
despertam,  para depois correr no teu íntimo sobre o dorso do teu prazer imenso!






Prova-me e me deixe procurar a completa fusão suprema que se aloja na tua vontade, eis que solta
eflúvios de lágrimas, gracioso e belo! O meu incenso é cabível a tua
língua, porque o seu gosto límpido, remete-te o meu sabor para a tua alma feminina, que se entrega e se
deleita... sobre as pétalas do teu ensejo e alucinantes gritos...! 



E o meu sabor te causa radiante tremer, porque nunca me esquecerá e para sempre vou permanecer
contigo e, nos sonhos, ainda vou te causar o abalo do teu corpo que muito me buscará, para sentir em mim o meu gosto e a minha gloriosa forma incriada de causar a grande constelação da tua alma, do teu corpo e do teu doce espírito de mulher
" Então! Podes tu fechar os teus olhos, comandar o teu espírito para à minha direção e, com o teu jeito suave, passar a tua língua sobre o meu doce...? Te direi: "Nunca mais faltará em ti entendimento da minha soberania no teu coração! Prove-me e caia em êxtase...! Por que conhecerá os anjos e junto com eles, voará em busca  daquilo que ainda é mistério aos teus olhos e ao sentir do teu coração...!







Albertoesolrac...   " Bem, é verdade que ainda cabe uma consideração, a saber: Por onde quer que teu espírito passe, nunca cansará de ofertar o teu primeiro sabor a tua própria língua, porque um dia com ela, deliciou-se e ainda com ela, também...! Sorveu o gosto iníquo
do seu outro ardor...!"

sábado, 25 de setembro de 2010

EU VI O TEU CORAÇÃO...!

                   




Assim amas porque em ti há uma reforma!
Que te faz ser graciosa, meiga e formosa!
Tornando-te pétala espansa de uma rosa!
A verdadeira e única em toda a tua forma!


Assim amas porque em ti há nova prova!
De um novo ardor que te deixa mimosa!
Fazendo em ti a essência leve e cheirosa!
Que desce aos teus lábios e te faz nova!


Assim tu amas porque teus olhos denotam!
A luz! A vida! A mulher alegre e dengosa!
O viço do amor que dos teus olhos brotam!


E assim ainda mais amas, quando tu colocas!
A tua lembrança na paixão que vem carinhosa!
Sobe a delícia, um desejo que falam as bocas!







     Eu vi o teu coração! E muito te enalteço pelo o grande amor que o teu espírito foi tomado! Admiro-me da tua pureza e do teu afã grandioso e sensato! Eis que em ti, ó doce mulher! A delícia de um sonho que sempre te rodeou e de te se apossou, penetrou nos teus castros odores de mulher sensata e doce! A tua respiração foi entrecortada porque, olhando o teu coração, sentindo a tua alma e cheirando as tuas narinas, os teus ouvidos foram despertados, elevados ao som de pífaros e cítaras, e, neste voo celestial, a tua candura e a tua vontade de amar, eis que se explodiram juntas...! Cresceram diante dos teus olhos o teu paraíso que, dentro de ti, estava ainda a inclinar-se para o teu nascer, mas, quando a tua pele foi tomada por uma onde de frio, as tuas emoções pulsaram e a tua necessidade de amar e ser amada, que estava adormecida no pélago da tua alma, olhou-te e disse: “o amor chegou...” E tu, em um movimento de gozo e constante alegria, abriste os teus lábios para poder sentir e saborear, - porque naquela hora o sabor te subia a língua.-  O doce que tanto procura a tua boca chegara! E os teus olhos, tomados por um encanto gracioso e meigo, se exasperaram e neles foram colocados o teu pensar e a tua procura que haviam chegados...!

      Eu vi o teu coração...! Quero admoestar-te pelo o que fizestes, é claro que, a tua participação não vem de ti; e sim, do mais alto poderio dos sentimentos que cortaram com voluptuosidade e com grandes forças, fizeram romper em ti a tua fragilidade, causando assim, não a ruptura do amor e sim, juntando-os dentro de ti, para romper demasiadamente, impetuosamente, através do teu querer, a sua grande ebulição, causando assim na tua alma de mulher as primeiras sensações de um grande amor e eloquente delícia exata!
      O teu ser de mulher ascendeu-se e tomou várias formas, isso porque, o teu coração foi arrebatado e tresloucado! Levado a um exílio supremo, onde a doçura dos teus lábios foram fermentados pelo o prazer do leite puro e límpido! As tuas pálpebras se fecham e o teu espírito se incendeia pelas as palpitações que tanto sonhara tua alma de mulher!
     E eu...! Eu também fui assim! Eu também assim vivi e tenho ainda que completar em mim o meu círculo! Eu doce amiga! Eu muito sou agraciado pelo tamanho amor que no meu espírito poético é declarado! Muito me admiro como também muito anseio com enorme desejo, que em ti seja feitos, o fluxo das lágrimas saudosas e a eterna solicitude de uma felicidade vigente! Eu gosto de ti, doce amiga! Doce porque onde habito, dentro de mim, já não mais há refúgio e assim, o doce deve vim de fora, portanto, vejo em ti a candura e a exemplaridade  de uma mulher que trilha caridosamente em busca da sua felicidade!
    Deixo a ti as minhas considerações verdadeiras e explicitas nos meus escritos; isso porque, se me olhares, frente a frente, verás que pulsam nos meus olhos e corre nas minhas veias, o sangue do pacto que fiz pelo o meu gostar por ti e, se por acaso, ainda tu olhares na tua ousadia, saberá sim, que eu tenho uma eterna dívida contigo, porque, ouvi dos teus lábios os primeiros suspiros de saudades...!
   Um belo abraço e viva porque tu és uma bela mulher!
                                 
                 




A ti Corine! Porque resplandece o teu brilho e a tua suavidade...! E, quando abre-se a tua boca e mostra a tua língua, eis que o acuçar é visível aos olhos que sentem o prazer da tua  inocência que  se retrai, deixando-a mais sensível e sedenta a tua meiguice...!
 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

     Sonetos e sonhos na imaginação de um poeta!
Daquele que tanto ama seja prosas ou versos!
     Brotando do íntimo amores espansos diversos!

Delícias de um sabor que sonha o anacorreta!
     Cada linha escrita com desejo doce ardente!
Coisas que enloquece aquilo que se sente...

Um bater constante e no coração da gente! Mata e não mata a saudade que é presente!

Um sonho que se eleva, um olhar analtece...!
Uma espera que chega e quando ela desce...!
Ao coração, o impossível sempre acontece...!

Soneto é de ouro! É uma grande   cinderela!
Precioso é sua forma, como parece com ela!
Tem a mesma medida que tem o corpo dela!

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


      Coloco na minha pele o perfume com teu nome...
O fogo que emana dos teus olhos me incendeia...
     O teu sabor me flerta e tanto me rodeia...
Alimentando o desejo que no meu seio se consome...
     Olho-te e a tua face é o meu próprio espelho...
Reflexo da delícia que explode no meu peito...
     Imagino-te exposta e deitada no meu doce leito...
Descansando a tua beleza infinda no meu joelho...
     Escorre pelos meus lábios a fuga de um passeio...
A vontade de te prender com o calor dos beijos...
     Fazer palpitar a emoção oculta no meu anseio...
E te vejo como um sonho em suspiros e devaneios...
     Uma grande fonte submissa aos meus desejos...
Ah! Deixai que eu possa descansar entre teus seios!
----------------------------------------------------------------------------------     Ah! Deixai-me olhar-te, pois o prazer ascende...
Elevar-te ao teu trono que é imenso e estar ausente...
     Pois diante de mim a tua essência se faz presente...
Como um arco-íris o brilho dos meus olhos se acende...
     Deixai meus gemidos expressar o que só sente...
Um coração que se entrega ao um olhar carente...
     Não me prive deste meu querer que na tua frente...
Faz tremer a escondida emoção da gente...
     Permita que a minha mão toque a tua face...
E que possa ela andar sem usar disfarce...
     Mergulhar na tua pele feito um doce enlace...
Ouse atrever-se, deixe cair a tua máscara...
     No teu prazer, por favor! Também me cace...
Vamos plantar nosso sonho na grande seara...
----------------------------------------------------------------------------------
     Já me vejo no meu futuro com a tua ausência...

Sem o teu calor que aquecera as noites frias...
     Não saltarão dos meus lábios as doces alegrias...
Ocultarei dos meus olhares a tua insana aleivosia...
    Não terei o encanto da luz do teu olhar cortante...
Sou versos não escritos em um papel branco...
    Lágrimas saudosas que dos meus olhos arranco...
Dor e gemidos inexprimíveis que seguem avante...
    Como o círculo que se forma na superfície da água...
Quando pela a mão uma pedra é arremessada...
    Cresce e depois some deixando no meu peito mágoa...
E serei apenas o vazio que na tua mente se ocupa...
    A buscar a minha face já um tanto ultrapassada...
Seguindo triste e só nesta tua árdua indócil garupa...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

QUEM É AQUELE QUE SOU EU?

E vejo no silêncio, quando deixo a minha cabeça cair e a minha mão tremula, relembro tudo aquilo que até
agora guardei nas entrelinhas dos meus pensamentos.
Sou eu que tenho que me levantar e,erguer dentro de mim, a força que no meu espírito habita e ainda me convida para viver nesta existência. Eu tenho que levantar dentro de mim o belo campo onde brotavam todas as sortes de vidas...! E voltar, assim como faz o sol todas as noites, 
para ascender mais forte e cheio de vida! Eu tenho que seguir e trilhar o caminho sensato que me levará a paz e a emoção profunda!









E, quanto a meia-noite o céu repousa frio
Descansa o meu espírito a olhar a bela lua
Arranca do seu seio a dura e pesada cruz
E suspira a meditar triste e tão sombria!

SONETO




Ah! Se pudesse este coração que chora!
Navegar no seio de uma flor perfumosa!
Conhecer o sabor da lágrima caudalosa!
Fugir da dura dor que tanto lhe devora!






Ah! Se pudesse esta alma sempre aflita!
Desfrutar do amor o seu desejado fruto!
Do doce o puro néctar com sabor e tudo!
A delícia nos lábios, a vitória da sua luta!






Ah! Se pudesse a dor que triste navega!
Encontrar no amor o seu maior refúgio!
Daria visão aos seus olhos que são cegos!



Mas, o aferrolhado e vil fado sempre tece!
As sombrias desventuras de um feio tédio!
Não dar amor ao coração que ansioso pede!






E disse eu a minha alma:
- Fica comigo e permaneces em mim porque arrancarei dos meus olhos a minha dor que é inerente a minha sensibilidade e ao meu maior prazer de amar e ser amado! Fica apenas um tempo, e quando a luz chegar ela te elevará ao teu trono supremo, onde a ti ofertarei as delícias de sabores variados a tua língua que agora se desponta pela a necessidade do doce açúcar que te remete às sensações ingénuas! Fica pelo menos nesta nova tentativa ousada que vou lançar sobre as profundezas do meu maior apego: a nova redenção da busca do perfume que ainda corre invisível no vento, mas sentem minhas narinas a sua presença, remetendo-me a uma nova esperança! Fica comigo porque tu me dirás quem é aquele que em mim sou? Aprenderei contigo, através da tua maior inocência celestial porque também em mim ainda vai se completar a necessidade do conhecimento que efervesce nos meus lábios e cresce no meu desejo! Fica comigo porque se saíres de mim o meu ser se esvaziará e eu não mais poderei suplantar em mim o efémero prazer de um sentir! Fica pelo menos até o ressurgir do meu último suspiro que permanece à deriva no mar abrupto que explode dentro de mim!
E disse a minha alma aquele a quem sou...!
- Poderia sim, colocar-me diante de ti e fazer celebres orações para aquele a quem sois! Mas, eu tenho que me dispor e sair para frente da minha batalha que é: Tentar fazer se completar em ti a parte que te falta e eu vou ter que permanecer diante da procura do teu afável tesouro que também é meu, porque, se eu não encontrar, como poderei habitar dentro de ti se também o meu sonho é viver cada êxtase da gota do sabor! Eu faço a parte essencial a ti que é fazer pulsar o teu coração, entretanto, tu não fazes a tua que é me proporcionar às púrpuras emoções que durante todo esse tempo desconheço! Eu sou a tua própria vida e tu nada fazes para alcançar dos meus olhos a admiração e o esplendor celeste da tua imagem! Eu vivo pelo o sentir e pela as palpitações dos sentimentos! Nega a mim o maior de todo o ouro! Eu pertenço a ti e tu renegas a mim o direito de obter a carta de alforria para que eu possa sobrevoar o sólido estado da graça do amor! Tu te acomodas e não vai à luta porque temes que o teu coração seja machucado! Eu preciso das sensações, até mesmo das dores para que eu me sinta soberano e vivo, entretanto, o que fazes tu? Priva-te e ao mesmo tempo me mata! Isola-te e ao mesmo tempo me faz acampar ao teu redor para que eu junte as tuas lágrimas e as espalhem no campo da tua espera!
Disse eu a minha alma:
Eu tenho procurado a minha própria visão! Bem sabeis que durante todo este tempo eu saí para a peleja em busca da ardência e o prazer! Tu esteves comigo e bem viu e sentiu o meu grande clamor quando, aos teus pés, implorei com a harmonia dos meus lábios o unguento que curaria a minha busca! Eu padeci quando me atirei naquele olhar que fitou o meu semblante já cansado pela a minha procura! Eu me entreguei de uma forma sublime e doce e não fui eu quem ultrajou e fez sucumbir dentro de mim o ocaso do frear dos meus sentimentos! Eu levantei no subterrâneo do meu ser os meus sacrifícios que formam buscados de uma forma tão difícil, nos quais, muito padeci a procura do seu bem-estar, e, quando achei que os tivesse encontrados, eis que o vento de uma bruta tempestade os levou para um além-desconhecido! Eu joguei no meu espírito o ingrediente do seu sabor e pude absorver através do meu querer a sua radiante formosura e doçura! Eu me dispus e fui ao campo colher os meus perfumes para ofertar a essência que se completaria em mim, entretanto, o belo frescor com a sua delícia não se curvou diante de mim e nem também quiseram penetrar dentro do meu sonho e, voltando a olhar a minha vontade vi que, solitário, o frouxo suspiro me fez ficar amedrontado com a fuga do meu próprio alimento!
Disse a minha alma aquele a quem eu sou...!
Não te acuso pela a falta do teu alimento! É verdade que às vezes nos foge o néctar que é servido à imaginação suprema! Apenas te acuso por violar a tua libertação, tentando se aprisionar no alcácer das solidões profundas! Eu tenho te seguido e feito diante do meu concílio a tua redenção! Bem sei que foi eu que em ti ornou com roupas celestes a tua maior riqueza! Fui eu quem recolocou em ti a promissória cadência genuína dos teus sentimentos! Assim te abasteci e assim te fiz surgir separadamente dos seres, porque é praxe que se tenha pelo menos um que traga o conhecimento completo da profusão sensata do amor que de debate solitário no espírito humano! Eu te fecundei através das minhas lágrimas e o meu grito foi para que os teus passos não se desviem da jornada cândida que trilho a beleza dos sentimentos humanos! Eu sei que padece pela a tua forma que se torna insensata para aqueles que só sentem prazer violando as leis do coração humano! Eu assim te fiz, porque eu também preciso olhar um só, da então fracassada vida humana e ainda, deitar a minha cabeça e poder sonhar com o futuro, porque, certamente, onde haverá um só que se torne verdadeiro e puro, há uma possibilidade de se podar as raízes dos males que invade a terra! E eu ainda te espero porque estou contigo e o teu círculo é ainda a minha e tua existência...!
SONETO
( NÃO SE MATA)




Não se pode morrer em um espírito ressuscitado!
O suave amor que por ele sempre foi desejado!
Não se pode esquecer de um cândido passado!
Um coração que tanto bateu lírico e apaixonado!




Não se mata um grande amor e que foi buscado!
No altar do seu belo enlace e lá ele foi sonhado!
Não se priva a alma do seu lindo belo estado!
Viver no seu seio o seu eterno amor enamorado!




Não se mata um sentimento que no seio postado!
Vive agraciado e sempre a querer ser tão amado!
Suspira e exala o seu doce ar límpido apaixonado!




Não se mata o amor que foi ingénuo plantado!
Penetrou e cresceu e o seu aroma enraizado!
Cravou-se em um belo olhar que foi eternizado!







" Muito tenho olhado o meu próprio sangue! Corre e descamba nas minhas veias o ardor da amargura e a decepção da própria carne! As lágrimas que descem têm sabor de constrangimentos insano e o corpo treme em pensar que tudo aquilo que acreditei, hoje são apenas subterfúgios para a minha própria enganação!"