segunda-feira, 17 de abril de 2017

CORAÇÃO EM TRANSE










CORAÇÃO EM TRANSE
(vendavais poéticos)

Parece que dorme!
Eu tenho dito:

- Acorde!
O precioso
 testemunho de uma andança que respinga e faz arder por dentro do íntimo à lírica exaltada que lava a alma com a sua beleza.

Dinâmicos
 e despidos “ais” que sustentam com o seu equilíbrio as estações dos voos nos sentimentos, e onde brada a forma sensata e genuína de uma dádiva que movimenta cada página da alma. 

Um belo
 absinto que contempla os lubrificados lábios, e que esses no seu conceito inigualável bebem da água viva, e que transbordam intraduzíveis cores no “uni-verso” eloquente do coração apaixonado.

 Porque
 se alça os olhos para o céu do amor e dele se retira o sol celeste da vida que reflete na sua face nossa própria existência.

Oh! Por que não me ouves se em ti 
EU me acho?

Imutável é a instabilidade
 dos teus abraços que me leva para o espaço e encanta augusto o rugido que se agita, E BEM na energia quente que pelo o interior faz arderem ínfimas palpitações de um oceano, e que suspenso se enche pelas as pálpebras os mil aspirais misteriosos dos pensamentos que somente quem ama sente.

- ACORDE!

O BEIJO
Mentolado sabor que inflama e que sobe pelo 
o céu da boca.

 Espumantes dos sentidos 
que se despem enlouquecidos. Denso borbulhar de uma língua que se arrisca nos seus ANSEIOS atrevidos, e que bem quente e decalcada no frio dos calafrios se deixa entorpecer pelas as construções sem pausas dos seus fôlegos, e que nas suas ações se agita e pulsa vida. 

Músculo a
 colher o silêncio, e que depois escuta os alardeados alaridos dos ventos que abala o interior. Escapam e vêm à tona suas tempestades. O mar onde o seu veleiro alegra o cume do ápice das suas folias que se juntam calorosas e inflamadas pelos os tombos alçados da alma, e que se mistifica em um chamado para exaltar a revelação que banha por toda a sua face.

Rosto aureolado!
O amor que suspende e que aclama ardente pelo o fogo que devora. A chama da alma que proclama a flama do entusiasmo febril do peito, e que namora e implora pela a bendita luz-flor que mora na aurora DAS SENSAÇÕES INTENSAS, e se formam na fascinação dos encaixes dos seus sabores, e nos proeminentes sentidos que se aguçam em cada toque das suas plumas que infinitamente voam.

Porque se 
tocam por dentro as canções, e que em festas fazem palpitar as delícias de um coração, e esse sacramenta o diadema do seu universo que recoloca no seu céu cada “estrelinhas”, e elas fluem o incenso dos sentidos que nas resinas dos seus pensamentos fabrica o seu mel.

PLATÔNICO?


    O BALOUÇAR
 de ânsias que no silêncio gritam sob as folhas dos gemidos. As garras dos desejos que prendem os roçarem dos 
calafrios.

  A gravura se
 pinta nos seus musicais emocionantes, e os seus movimentos com sons e cores é um ardente belo quadro onde a sua matriz sai dos lábios, e apaixonado ela nem percebe que todos os meus versos são dedicados a ela, e todas as doses dos meus pensamentos é o exercício dos instrumentos nos olhares que leva a imagem dela.

 Porque à surdina 
sempre dedico o meu amor a sua doçura, e onde se revela a sua delicadeza, aroma que atravessa todos os meus sentidos e assim despertando o seu sol que me rodeia.

E aquece 
a seleção romântica dos cânticos que sempre tece a ela a poética de um céu dentro do seu universo, E COMO EU TENHO ÂNSIA EM GRITAR O SEU NOME! 

Angel! 
A ninfa a colher flores nos subterrâneos dos meus 
versos! 

Moldam
 figuras significativas quando te olho e o emocional elevado joga as minhas narinas o licor do teu perfume, detalhes dos contos de fadas profundos, emoções consteladas e bem açucaradas. 
Oh! É tu a minha amada? 

A mexer
 com o recôndito da minha alma! Pois se pula sorridente nas núpcias, e sereno e atônico se bebe da colmeia que acumula o mel. Porque vigora o seu brilho que repousa em uma face, e que fazem se entreabrirem os lábios cheios de felicidades, e dourado e repousante o calor que inflama a fleuma noturna de um olhar delirante que se ganha em um rosto róseo que não mais coabita nele espantos.

 A mutação de
 um sorriso que dentro do jardim do amor morreu. A compreensão de um emissor a distribuir as suas orações essenciais para a sobrevivência dos SEUS SENTIMENTOS, tresloucado pelo o discurso direto, e sem rodeios às manifestações em festas dos ardores do AMOR, E COM A SUA ORDEM INVERSA a repetir o mesmo sabor em alto relevo do seu ardor!

 Oh! Aprimora-me
À JOIA DO VERSO que vem nas tuas pupilas esverdeadas. O espectro do teu anel de rubi na ilustração soberana da tua face, e onde bem cravejado OS VOCABULÁRIOS DOS SONS nas clássicas poesias da tua voz. A perfeição culta das abordagens da tua língua no tratamento pautado dos licores que untam as vontades. Cenas de brilhos que se abrem quando te entreabrem os lábios... Ela nem percebe a falta que me faz!  

O CLARO IMENSO 
DAS EMOÇÕES a deixarem seus rastros bem equilibrados em cada soar das batida de um coração.

 Claridades mansas 
de uma asa que se lança no espaço das aventuras dos anseios a beberem o intenso e imenso licor da juventude, e que vibra a corda do amor que soluça verdejante o seu campo fértil de mil soluços delirantes.

Porque eu rasco 
tal como o vento os mil estandartes cheios de entusiasmos do AMOR, e a velocidade das minhas asas tais como hélices a exaltarem as ações agressivas das multicores da sua face, e no infinitesimalíssimo dos seus verbos eu não desfaço das suas pontuações de respiros para o descanso das propostas das expressões de saudades, e que nas suas formas e conteúdos se unem as criações perfeitas das suas sensações, e que sem objecções, e ainda mirabolantes de efeitos, e bem na pintura do peito onde se acha:

O SEU CORAÇÃO!
Recriar a figura
 enigmática de integração, e com os seus simbolismos indecifráveis pintar o corpo do AMOR, e na perfeição das suas formas traduzir a técnica que se destaca quando silenciosamente se apaixona pelos os seus enlaces, porque a atração de um amor não deverá ser somente erótica, e sim com círculos de atrativos que modelam as suas paisagens para a eterna gratificação do amor sincero. Porque o céu do AMOR às vezes manda mensagens codificadas, e assim apresentando o modelo da sua divindade. Um doce espírito elevado que dentro do seu universo se debruça encantado por todas as áreas das suas imagens, e assim os conceitos da valorização de toda a sua leitura CRIA um visual de objetos sagrados.

Áureo é o número platônico do meu 
amor. 

A sua fruição dentro de um retângulo da 
paixão. 

Proporcionalmente ilustrado pelas as razões de uma solidão.

 Dividido em partes
 desiguais pelas as emoções, e onde as suas diagonais são espirais estáticos dos “medos” que afoga o meu coração. Um arranjo com os módulos de A Z e entre números fracionários que causam calafrios aos sentimentos, e onde as suas medidas não têm nenhuma relação com a felicidade que tanto se sonha. Apenas um conjunto interligado que ainda chora em sua total construção.

Ou... (PERDIÇÃO!) Sei lá! Quem sabe: 

SALVAÇÃO!




Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas


Brasília,17/04/2017

20:20

APENAS SOU:

“A luz de inverno dentro de um fósforo aceso que incendeia a candeia da esperança, e que não sossega o seu bulício a entornar os sonhos no seu azeite”





sábado, 1 de abril de 2017

HABITAT



HABITAT


O impulso do hálito
 leve e solto, transparente e dotado de um licor absoluto, e que no limiar dos seus pulsos acessa o universo respiratório dos aromas que corporifica a essência da
 bela dama.
O habitat
 concernente a um olhar mistificador, e que condicionado de uma recepção romântico é tão marcante pela a luz da experiência, e com a ânfora da sua real aliança a exortar o nome da mediadora com a sua mágica fonte.

Emoções intensas
 e à vista para assim fluir um coração corrigido e assinalado por um epitáfio sem fim. A penetrar nos teóricos rolantes dos ruídos acesos que acessam com suas roupas de galas o fogo da purificação, intenso e aromatizado por um auge vibrante, pegadas que se aventuram nos riscos cativantes e viciantes dos beijos, vapores à luz de um alquimista que partilha fixo a ordem dos pensamentos, e com o seu secretismo corrente de vinho, e bem extasiado pelos os alaridos exorbitantes das delícias do amor.

Porque 
se esbarra em um coração 
ditoso.

Sublimes
 virtudes de um espírito 
perfeito.

Eu tenho 
dito e como também feito:

-“Bebendo e sorvendo do amor o seu gosto...”

E eu habito no 
firmamento de esplendor e cheio de súditos gloriosos. Fecundado pelos os olhares E COM sonos carregados pela a fonte dos desenhos criados por uma alma, e ainda intitulado:


- “O enamorado...”
Escuta! 
Escuta coração essas vozes
 doces! 

A língua
 materna da esperança que consola o adolescente e faz renascer o velho.

 O arrebatamento das abençoados promessas que caminham no reino celestial do amor. A correnteza sensata que penetra nos sopros da alma e alimenta as mensagens de um coração de puro movimento angelical.

É onde DESCANSA o moço.

Ele dorme 
na ilusão que cresce
desatinado pelos os seus amores.

Entre as
 cascatas que brilha a vida
ele chora carente pelo o amor.

Liberdade e liberdade!

 Ataviada e a balançar, e também apregoando o órgão instrutivo da amizade. Perseguindo os anseios que bate no peito. A alcançar os seus ruídos que deixa o coração em deleite. Ímpeto amoroso que enche o leito. A arderem às escutas que transitam proibidas nos anseios. Lacrados perfumes que estouram todos em devaneios, e os tímpanos se inclinam nas elevações das suas ações, onde as virtudes e sensações dos ritmos melódicos do amor o leva as ousadias dos incêndios apaixonados, ensandecido e erguido pelos os braços aconchegantes da vida.

Mimosa e graciosa!
 Cascata de afeições a escorrerem pelos o seu lago os afagos do amor! 

Afia! 

Afia a rosa o seu aroma, e tácteis emoções visuais chove da colina. Entre gritos e gemidos de fogo que escapam dos seus sentidos. Alaridos que apura a mistura do sal doce da joia rara, pois se cria flutuações na língua e as afetações encorpadas dos beijos ganham tonalidades maliciosas no fluir das vozes que se enamoram.

Pois afogo 
os teus cabelos na minha boca e desloco os teus lábios embevecidos de feitiços, e o tom sensual nos meus olhos lentamente morre.

 Mas de um súbito
 salto, e as pupilas se esfregam e logo depois retornam a medida exata quando ELAS RENASCEM..

Eu ergo as mãos
 aos raios brilhantes do abrir dos teus olhos, e neles apregoou o sol do meu destino, e atino sucumbido pelo o ensejo de obter o seu topázio, e se por acaso, e dentro dele me acho, desmancho-me e perturbo-me tentando alcançar seu vestido de alça.



Carlos Alberto

albertoesolrac
silêncioelágrimas


Brasília, 01/04/2017


14:47
    

sexta-feira, 10 de março de 2017

A BELEZA DO ANJO







 A BELEZA DO ANJO
A
O doce melódico de um suave sentido constituído pelo o fluir da música, e com os seus instrumentos rítmicos, e onde na sua maior variação se alocam os saltitares das suas sílabas. É dentro da sua canção maior onde sobrevivem as clarezas das formas abstratas envoltas pelos os sonhos da realidade. Entorpecido ardor de um ANJO.

Oh! Você me entende?

N
ÍTIDO o licor da sua textura onde as explorações dos olhares se deitam nas faíscas da beleza que eclode do singelo ritmo, e onde a expansão da condensação PELOS os seus lábios apresenta o compasso de um prelúdio, e de andamento dinâmico, e bem entre a partitura da respiração, E ONDE essa pontilhada por notas introdutórias de um concerto remete ao sonhador as saliências das batidas de um metrônomo, e onde o núcleo do seu áudio é um “AI” e sem a distância de um “UI” até a um espanto de um “AH”!

G
estos belos e efeitos de concentrações de múltiplos sorrisos expandidos pela a homogênea oscilação concentrado de um raiar temporal! E que paira no gotejo das fagulhas dos olhares que acende a pira do prazer, e assim começa o fogo que logo depois se espalha nas lágrimas de felicidade.


E
 bem articulável e sensato na dinâmica expressiva de uma face ornada por miríades de estrelas, e no plano recíproco do olhar da sua vontade um afã da sede que anseia ser molhada por tantos ensejos. Um acordar matutino de uma brisa que se expande ao abrir do sol que suga as suas gotículas de desejos.
L
 ímpida a intensidade do brotar da meiga gesticulação do particular sabor do olhar.  O licor que se derrama tomado por um mel que emana um doce exemplar, e que sussurra visível e intenso pela a admiração que plaina do seu dorso a ejaculação. Um lindo presente de um flertar sobrecarregado de sabores. A bela classe no forte da seleção de uma altura onde os olhos alcançam a perfeição, traduzindo assim a intensidade de uma duração que pressiona a tecla de uma tão ardente face de mulher.
Oh! Você me entende?

A
lto arranjo onde o seu enunciado elucida o segredo de um coração, e que bate e tisne e grita no invólucro que recebe o “Tum e Tum” da admiração, isso porque quando se olha há uma clara ampliação de um belo campo que ocupa com o seu domínio. A fase sonhadora da alma, e com tensões e grandes significações do teórico conteúdo da sua beleza, e onde todo o seu aparato sonda a profundidade de uma canção cujo titulo é apaixonada, e o seu musical intuito é uma melodia dentro do seu verbo AMAR.


É
 Demais! Veneram e esperam as ânsias dos prazeres em olhá-la assim tão singela e castra! Tenro pomo que inspira as noites ardentes dos sonhos... Infinito e sedento o bendito firmamento que se entrevista exausto. Porque dos seus rios se arrancam as mais inesgotáveis fontes lindas de sobrevivência, retinindo sobre as suas rochas os meigos soluços que se abraçam nos vapores indagadores de um hálito, e que escreve no ar a singela beleza da sentinela que espreita dos seus olhares.
L
 indissíma imanência das metáforas que se lançam nos pensamentos de quem olha. A espetacular grande reviravolta da instrutiva transição de sentido interior, e que escreve o seu projeto no balbuciar de uma língua que se alonga entorpecido pela a visão física, e que na sua integridade configura o ato exterior em um grande sonho eloquente, e onde o seu excedente é viver de dentro pra fora os ardentes conteúdos que causam voos alarmantes a alma.


Imenso é seu espaço que aumenta o GRANDE volume dos gritos, e a visão colossal e artística ativam os significados ao significante que enche o horizonte da sua consciência, e que abarca o substancial da sua existência, fazendo assim que se elevem através de asas fictícias os sonhos ardentes e prazerosos de uma mente audaciosa.



N
ítida e bela leitura de um essencial que goteja o desígnio da criação sublime! O belo no seu maior acabamento almejado, e bem proporcionado a uma grande correspondência. Porque sob o olhar do céu a atmosfera de adoração se enraíza, e o incenso dos seus licores intensos invadem as narinas e fatigam as fantasias que se embrulham entre prazeres doces. Porque perambula o pó da beleza pela a face do encanto que bebe o seu mel e causa ardência aos olhos. E esses olham a tamanha beleza fecunda que germina o verde-bosque.


D
elícias cintilantes de um diamante secreto, e com as suas regiões de dominações dispersas nas dádivas das virtudes, e bem talhado por uma mística joia com as suas pérolas a reluzirem o sacramento que prepara o prazeroso óleo da preposição do aconchego. A impor no seu universo a ROSA FLOR a sua matriz de luzes com o seu diadema forçoso sobre o seu belo coração que se abre para receber a dádiva da sua luz.
Oh! Pilares velozes! E que sustentam a flor e o pássaro que brincam no seu arrebol! Como é doce e vigoroso e sereno a açucena que distende da sua voz como um cântico sublime! E claro e divino e transparente seu hálito translúcido abre as porta do AMOR.

A
dornado e refinado o despertar magnífico da alegria em cada seção dos seus sorrisos.
 Atributos que transpõem as virtudes do belo, e com a sua condescendência atraente no corpo da música. 
E que eloquente voz meiga poética com sonoro acústico de um coração que bate no compasso da sua beleza.
- De quem eu falo?

Leia-me oculto no simbolismo secreto das palavras!

- Oh!Desculpe-me! Apaguei!



Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas


Brasília, 10/03/2017
20:20

domingo, 12 de fevereiro de 2017

SOMBRA E LUZ







SOMBRA E LUZ
Os rastros de um olhar 
sob as paisagens fechadas e melancólicas, e que deambulam o grande relâmpago da solidão, duradoura aflição, e bem onde na sua biografia poética o seu personagem exótico traça lânguido a luz inerme dentro de uma sombra, e onde a coleção dos seus ruídos conduz a vulnerabilidade da sua alma, e também de onde se subtraia o desejo, e que esse se converge à absorção dos seus anseios em um grande templo da desolação.

Percepção anêmica, e bem
  desarmado o seio que bate e treme, e que suscita sobre os passos fugitivos doidejantes despedidas, e que não contidas tristezas se alargam, e que depois apagam as riscas das alegrias, pois não se lhes aliam as fragrâncias da flor, e que exclusivista não planta o seu odor no sabor.

Além e remota a
 plangente lua chora com os seus contornos
 murmurantes. Constelada fantasia onde nas suas bordas azuis pousa a dor.

 Palpitações e anseios 
soluçantes onde tomba o frescor do amor, e que ecoa convulsa a agitação que vibra febril no pulso do ardor, presa, insensível aroma que não denota nenhum sabor. Íntima escuta que não se eleva o seu esplendor.


Eu tenho sono
 dentro de um súbito olhar que transita à flor da pele, e onde o seu gesto ameno implora pelas as promessas que na nau das lágrimas caminham cheias de faíscas entrelaçadas, e com enormes partículas que alimentam o imaginário. Negra miragem de um ósculo que no seu cenário esconde seu doce, e que apesar de ser tão triste, o espírito que vela no jardim tem o tom significativo da surpresa imóvel que odeia mentiras, e que partilha as pálpebras com o sal que afoga as luzes nas sombras das dores. Músicas com melodias e suas estações entre duas dimensões dos lábios, e sobe e desce como se fosse uma fragmentada ampulheta. Um som lânguido que vem banhando solitário e confuso uma boca que não se molha, e com a sua língua embalsada que estremece intrépido os lábios que se mordem.
Descobrir o que a
 mente tece e assim poder sentir aquilo que o coração não esquece. Olhar O QUE SE REVELA no universo de uma face, e bem onde têm seus sonhos abaulados de profecias recônditas, entremesclados de fantasias e ilusões, e com a mediação do justo e verdadeiro amor.

Oh!
 Primitivo árbitro que cerca os pecados da alma! Órgão que acessa o fenômeno da culpabilidade! Quantas vezes chorei inocente pelos os atos dos outros? Passagens que não respiram a ingenuidade de uma alma?

A máxima saborosa
 de um tempero onde lhe é peculiar o sintoma da inveja. O trânsito da sua predileção que coabita em toda a sua formosura, e com o ciúme do seu coração. A grande escuridão que abnega a sua fé em prol do seu egoísmo DE LUZ.

EU FALO DA SOMBRA E LUZ!

Estranhas repúblicas 
que moram no íntimo, e com o seu feudalismo de comédias, mimos de tragédias modernas nos dramas largamente difundidos por uma boca profana.

Preciso comer o
 pão da eucaristia, e nos sacramentos dos seus cânticos, assim fortalecer os movimentos dos meus olhos que exercem grandes fascínios pelos os pecados. Porque o primogênito do meu primeiro olhar desfila a nudez sedenta da carne, e o bater das asas da minha fome já começa a emplumar por todo o meu corpo a ganância que é costumeira ao humano.
Um repouso aconchegante
 sonha a matéria na vivificante brisa do amor, e depois pôr em movimento outra vez a “vida” ungida com suas relíquias férteis da bondade, e COM UM FAISCANTE tremor no código da mensagem que me entrega no simples gesto do meu olhar.

QUE BELA ARMADILHA DO FOGO!

Incendeia e rompe 
e traz à tona o desejo QUE SE INSTALA NA
 ALMA.

 ACENA E GRITA
 E TAMBÉM VIBRA O SEU CORPORAL, E COM níveis exorbitantes das paixões, e que rompe a dinâmica da inocência, e dolorosa se instala e depois se acena no berço ardente da falência do espírito.  

O eixo das imagens
 sem a consistência dos sentimentos, e que resultam em páginas brancas insinuantes, e sem a concentração expressiva da sensibilidade criadora do mundo particular e sem nenhum aneurisma.

Grandes formas complexas
 se acentuam nas emoções, e que nas cinzas do seu sofrimento ainda queima uma réstia do futuro que se adianta para assim fazer sofrer mais a atração do passado.

Doloroso é o encaixe
 do seu medo nos lábios, é por onde se aperta com os dentes as frustrações que são seguidas por apalpáveis medidas que cabem na palma da mão, produzindo assim o imposto dos suores que salga mais a esperança. E como doí beber o áspide que produz a vida! 

Porque a
 agilidade da língua traça o seu veneno, e nas suas proporções débeis se divulgam os edifícios sombrios onde moram a sombra e luz.

ESTOU CEGO! 
O corpo na carência
 ardil de um gozo que exalta exasperadamente todas as congruências da carne, criando a ciência do medo, e que essa perpetua no principio do avanço das lágrimas emotivas, a desembocarem com as suas variedades amargas nas veias profanas dos desejos.

A luz está nua 
e vestida vem à sombra com o seu traje convidativo. Variedades excessivas de tantos diamantes a reluzirem dilatadas imaginações que prosperam na mente humana. 

A passagem da consciência
 onde se eleva as opressões que divide o homem em dois. As ambiguidades implícitas no seu tempo contaminado por névoas pesadas, e que não se consegue enxergar, e o seu oposto é posto diante de si para extorquir um EU acorrentado por sintomas de acusações.

Dissonâncias que dissolvem
 as alegrias da vida. Elevações insensíveis das imagens que pintam cada passo e não fixa as elucidações na alma humana, e a efusão da força do coração é arrebata pelo o anjo da discórdia.

Onde habita o verbete da salvação?
  A tolerância sujeita a mutabilidade, e sem o triste apanágio do instrumento da sua aflição?

O contraste da propagação das
 luzes causam sombras ao coração, e a virtude da razão não instaura no âmago a razão, e as evidências justificam que o ser jaz gritante nas roupagens das mentiras, e dolorosa é a multiplicidade que se subdividem em quatro partes para um só negro coração.

Eu morro
 a cada dia. Fecho meus olhos em silêncio e como das migalhas do pão, e assim busco a cegueira entravada no pluralismo do barro que me gera, e no fanatismo do horizonte que me espera sempre me lanço temeroso a esperar por ela.


 Tudo é delírio! 
O desejo sem a lógica dos seus eufemismos. Os complementos simbólicos do amor que são lançados nas ilusões, e onde se projetam velhos fantasmas inacabados!  As ideias abstratas sem súbito caráter do real! 

É A MORTE!

Cesso o inconsciente de uma explosão
 sentimental, e na profundidade dos seus ecos peço perdão por ser tão sensível! Balanço a casualidade adormecida da minha inocência e me jogo nu a espera de um novo nascimento. Viro-me com a vergonha que se acende, e no súbito relevo de um pensamento, eis que me escondo impregnado da justiça na mente.

Uma voz que se 
eleva nas alturas, íntima e cheia de uma realidade inesgotável, atmosfera profunda presenteada por uma dádiva suprema, e onde as suas transmutações é um “amor fati” regado por um imenso cenário dinâmico e criador das suas vontades.

Grandes empreitadas
 das informações que cercam singelas o bom artesanal das palavras, lapidadas com suas mentiras, perfuradas com precisão com as nódoas dos pecados, roliços sons que atrevidos alfinetam o tecido da pele, encrustado o fio do entusiasmo que percorre e cinze a carne, nascendo admiráveis hastes para enganar o mágico traçado das verdades.

Sempre vou ao 
seminário da discórdia, e o meu anfitrião sempre pinta o seu itinerário deslumbrante, é por onde as figuras de explicações das suas metáforas são sempre alusivas aos deslocamentos das suas constituições macabras, e nas transposições dos seus eventos sempre renasce o trágico discurso onde o curso das suas figuras sempre o salva dos pecados, e atinam aos inocentes a persuasão das suas palavras.

Salve-se quem puder!



Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas


Brasília, 12/02/2017
15:22

Ah... o ser  humano!
 Demasiadamente desumano!




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O NORMAL DO MEU MUNDO





O NORMAL DO MEU

 MUNDO

 Olhares que procuram
 o desconhecido, e que no corporal dos seus pensamentos, atina, a certa medida, a motricidade conhecida, e que investiga a ressurreição complexa da vida, e que ainda ordena a desordem da visão que sempre se ver desatinada no torpe do desconhecido.

 A mímica com os 
seus gestos no ar e dentro da ação do calar. A transbordar sinais nos lábios com a vontade de falar. Grande afã do derramar dos mitos nos sonhos, e que são constantes na beleza do seu voar. Pois perturba a retórica plasmada dos versos compilados por um belo coração que tanto hiberna na metafísica metrificada de um sentimento dourado.  

 O rasgo da minha alma 
que suporta o sensível dos atos apaixonados, e que além e veloz, e nas ilusões badala as emoções que faz palpitar a  carne. Esplendidamente cálida a finitude da luz que não se abala, e que se balança nos múltiplos braços da consolação, e que no trovão da noite afaga o medo. A grande dimensão de um perfume que toca o cavalgar trôpego da escuridão. Pois se penetra no conhecimento recôndito da alma, introduz-se a probabilidade do feio se tornar belo, e com os seus movimentos nas vozes dialéticas dos métodos que compreendem o fluir dos sentidos, e para assim nas suas discussões trilhar as verdades dos conceitos dos temas que causam as insanidades.

O impacto violento 
das lágrimas que se banham nos choros das suas dores. A roda que gira o símbolo insidioso do fim da miséria. A tecer o seu jogo louco de espera. A aparência eterna do império de um poeta que se mistura na loucura de uma mulher que não o espera. O voo de um olhar que descalça o circunflexo do verbo amar. O transporte do "logos"
 no papel artístico de um autor a sonhar. A vereda de um beijo com o seu crivo a despojar a vontade, e assim alimentado o copioso prazer que suspende metamorfoseado o juramento, e que no constante da criação das suas bodas privilegiadas é a companheira autêntica do derramar da paixão, e que nela acende o sopro aureolado das informações apaixonadas em um coração.

O NORMAL DO MEU
 MUNDO

Ritmos suavíssimos das
 delícias que se dedilham no gemer dos acordes 
da saudade. 

AS ASAS DO DESCONHECIDO QUE 
ATIÇA O AMOR.

O definido e perfumado 
de uma matéria que absorta no seu achado 
espera por ela.

 O ouvir esplendor. 
O atinado balançar do afeto com suas marcas
 paradisíacas.

 A viçosa e viva
 presença das paisagens que se alimentam com o suave perfume das suas doces e encantadas flores.

Imaculadamente claro
 a altivez do límpido destino que sempre ri dos acessos das cerimonias do sabor, e bem hipnotizado pelas a paixão seduzida de um Aedo que se entrega ao seu brincar rouxinol do seu presente AMOR.

As avalanches das sensações
 que inunda um rosto ansioso, e onde suas narinas farejam o fantástico aparato que acompanha cada batida do seu coração. Tresloucado e concentrado o viço que anela o seu hálito garboso. 

Polidas e mil e
ainda outras tantas diversas palavras douradas no jaspe enigma dos seus sonhos tão cheios
 de contos de fadas. 

Alentos que removem
 os versos apaixonados, seduções com frenesis, e às vezes desembocados, precipitados, mas cheios de anelos, e entre vendavais das locuções desvairadas, e com os seus vocábulos derramando prazeres. Ornatos que se elevam da sua fala e onde se obtém o seu significado, E AINDA vestido com um blusão de gala, enigmático e entre metáforas ENTRELAÇADAS.

Ai e ai!
 Aproximam-se os efeitos oraculares de uma inspiração impregnada de um alvor, e onde os sopros do seu vapor fluem emanações fecundas e sagradas. Uma aura mágica contagiada por uma alada fé. Pois dócil soa a voz que prega as apreciações que versejam pelos os 
mares dos seus versos.

 Os gritos fantásticos
 das pinturas que coroa o cisne que nada no seu lago de AMOR. O salto raro da formosura que transborda o cálice da aventura. A abundância das suas piruetas que frenéticas atiçam as grinaldas de flores no rosto do autor. Porque suspira e não cala a clássica força que envolve as leis que se desamarram, e mágicas são as verdades de uma boca que faz fluir a liberdade.

Então eu grito... PORQUE O
O NORMAL DO MEU MUNDO 
NÃO SE CALA!


Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas

Brasília, 01/02/2017

16:11

" Por favor... Ouça a música e descubra onde estou..."