domingo, 12 de fevereiro de 2017

SOMBRA E LUZ







SOMBRA E LUZ
Os rastros de um olhar 
sob as paisagens fechadas e melancólicas, e que deambulam o grande relâmpago da solidão, duradoura aflição, e bem onde na sua biografia poética o seu personagem exótico traça lânguido a luz inerme dentro de uma sombra, e onde a coleção dos seus ruídos conduz a vulnerabilidade da sua alma, e também de onde se subtraia o desejo, e que esse se converge à absorção dos seus anseios em um grande templo da desolação.

Percepção anêmica, e bem
  desarmado o seio que bate e treme, e que suscita sobre os passos fugitivos doidejantes despedidas, e que não contidas tristezas se alargam, e que depois apagam as riscas das alegrias, pois não se lhes aliam as fragrâncias da flor, e que exclusivista não planta o seu odor no sabor.

Além e remota a
 plangente lua chora com os seus contornos
 murmurantes. Constelada fantasia onde nas suas bordas azuis pousa a dor.

 Palpitações e anseios 
soluçantes onde tomba o frescor do amor, e que ecoa convulsa a agitação que vibra febril no pulso do ardor, presa, insensível aroma que não denota nenhum sabor. Íntima escuta que não se eleva o seu esplendor.


Eu tenho sono
 dentro de um súbito olhar que transita à flor da pele, e onde o seu gesto ameno implora pelas as promessas que na nau das lágrimas caminham cheias de faíscas entrelaçadas, e com enormes partículas que alimentam o imaginário. Negra miragem de um ósculo que no seu cenário esconde seu doce, e que apesar de ser tão triste, o espírito que vela no jardim tem o tom significativo da surpresa imóvel que odeia mentiras, e que partilha as pálpebras com o sal que afoga as luzes nas sombras das dores. Músicas com melodias e suas estações entre duas dimensões dos lábios, e sobe e desce como se fosse uma fragmentada ampulheta. Um som lânguido que vem banhando solitário e confuso uma boca que não se molha, e com a sua língua embalsada que estremece intrépido os lábios que se mordem.
Descobrir o que a
 mente tece e assim poder sentir aquilo que o coração não esquece. Olhar O QUE SE REVELA no universo de uma face, e bem onde têm seus sonhos abaulados de profecias recônditas, entremesclados de fantasias e ilusões, e com a mediação do justo e verdadeiro amor.

Oh!
 Primitivo árbitro que cerca os pecados da alma! Órgão que acessa o fenômeno da culpabilidade! Quantas vezes chorei inocente pelos os atos dos outros? Passagens que não respiram a ingenuidade de uma alma?

A máxima saborosa
 de um tempero onde lhe é peculiar o sintoma da inveja. O trânsito da sua predileção que coabita em toda a sua formosura, e com o ciúme do seu coração. A grande escuridão que abnega a sua fé em prol do seu egoísmo DE LUZ.

EU FALO DA SOMBRA E LUZ!

Estranhas repúblicas 
que moram no íntimo, e com o seu feudalismo de comédias, mimos de tragédias modernas nos dramas largamente difundidos por uma boca profana.

Preciso comer o
 pão da eucaristia, e nos sacramentos dos seus cânticos, assim fortalecer os movimentos dos meus olhos que exercem grandes fascínios pelos os pecados. Porque o primogênito do meu primeiro olhar desfila a nudez sedenta da carne, e o bater das asas da minha fome já começa a emplumar por todo o meu corpo a ganância que é costumeira ao humano.
Um repouso aconchegante
 sonha a matéria na vivificante brisa do amor, e depois pôr em movimento outra vez a “vida” ungida com suas relíquias férteis da bondade, e COM UM FAISCANTE tremor no código da mensagem que me entrega no simples gesto do meu olhar.

QUE BELA ARMADILHA DO FOGO!

Incendeia e rompe 
e traz à tona o desejo QUE SE INSTALA NA
 ALMA.

 ACENA E GRITA
 E TAMBÉM VIBRA O SEU CORPORAL, E COM níveis exorbitantes das paixões, e que rompe a dinâmica da inocência, e dolorosa se instala e depois se acena no berço ardente da falência do espírito.  

O eixo das imagens
 sem a consistência dos sentimentos, e que resultam em páginas brancas insinuantes, e sem a concentração expressiva da sensibilidade criadora do mundo particular e sem nenhum aneurisma.

Grandes formas complexas
 se acentuam nas emoções, e que nas cinzas do seu sofrimento ainda queima uma réstia do futuro que se adianta para assim fazer sofrer mais a atração do passado.

Doloroso é o encaixe
 do seu medo nos lábios, é por onde se aperta com os dentes as frustrações que são seguidas por apalpáveis medidas que cabem na palma da mão, produzindo assim o imposto dos suores que salga mais a esperança. E como doí beber o áspide que produz a vida! 

Porque a
 agilidade da língua traça o seu veneno, e nas suas proporções débeis se divulgam os edifícios sombrios onde moram a sombra e luz.

ESTOU CEGO! 
O corpo na carência
 ardil de um gozo que exalta exasperadamente todas as congruências da carne, criando a ciência do medo, e que essa perpetua no principio do avanço das lágrimas emotivas, a desembocarem com as suas variedades amargas nas veias profanas dos desejos.

A luz está nua 
e vestida vem à sombra com o seu traje convidativo. Variedades excessivas de tantos diamantes a reluzirem dilatadas imaginações que prosperam na mente humana. 

A passagem da consciência
 onde se eleva as opressões que divide o homem em dois. As ambiguidades implícitas no seu tempo contaminado por névoas pesadas, e que não se consegue enxergar, e o seu oposto é posto diante de si para extorquir um EU acorrentado por sintomas de acusações.

Dissonâncias que dissolvem
 as alegrias da vida. Elevações insensíveis das imagens que pintam cada passo e não fixa as elucidações na alma humana, e a efusão da força do coração é arrebata pelo o anjo da discórdia.

Onde habita o verbete da salvação?
  A tolerância sujeita a mutabilidade, e sem o triste apanágio do instrumento da sua aflição?

O contraste da propagação das
 luzes causam sombras ao coração, e a virtude da razão não instaura no âmago a razão, e as evidências justificam que o ser jaz gritante nas roupagens das mentiras, e dolorosa é a multiplicidade que se subdividem em quatro partes para um só negro coração.

Eu morro
 a cada dia. Fecho meus olhos em silêncio e como das migalhas do pão, e assim busco a cegueira entravada no pluralismo do barro que me gera, e no fanatismo do horizonte que me espera sempre me lanço temeroso a esperar por ela.


 Tudo é delírio! 
O desejo sem a lógica dos seus eufemismos. Os complementos simbólicos do amor que são lançados nas ilusões, e onde se projetam velhos fantasmas inacabados!  As ideias abstratas sem súbito caráter do real! 

É A MORTE!

Cesso o inconsciente de uma explosão
 sentimental, e na profundidade dos seus ecos peço perdão por ser tão sensível! Balanço a casualidade adormecida da minha inocência e me jogo nu a espera de um novo nascimento. Viro-me com a vergonha que se acende, e no súbito relevo de um pensamento, eis que me escondo impregnado da justiça na mente.

Uma voz que se 
eleva nas alturas, íntima e cheia de uma realidade inesgotável, atmosfera profunda presenteada por uma dádiva suprema, e onde as suas transmutações é um “amor fati” regado por um imenso cenário dinâmico e criador das suas vontades.

Grandes empreitadas
 das informações que cercam singelas o bom artesanal das palavras, lapidadas com suas mentiras, perfuradas com precisão com as nódoas dos pecados, roliços sons que atrevidos alfinetam o tecido da pele, encrustado o fio do entusiasmo que percorre e cinze a carne, nascendo admiráveis hastes para enganar o mágico traçado das verdades.

Sempre vou ao 
seminário da discórdia, e o meu anfitrião sempre pinta o seu itinerário deslumbrante, é por onde as figuras de explicações das suas metáforas são sempre alusivas aos deslocamentos das suas constituições macabras, e nas transposições dos seus eventos sempre renasce o trágico discurso onde o curso das suas figuras sempre o salva dos pecados, e atinam aos inocentes a persuasão das suas palavras.

Salve-se quem puder!



Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas


Brasília, 12/02/2017
15:22

Ah... o ser  humano!
 Demasiadamente desumano!




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O NORMAL DO MEU MUNDO





O NORMAL DO MEU

 MUNDO

 Olhares que procuram
 o desconhecido, e que no corporal dos seus pensamentos, atina, a certa medida, a motricidade conhecida, e que investiga a ressurreição complexa da vida, e que ainda ordena a desordem da visão que sempre se ver desatinada no torpe do desconhecido.

 A mímica com os 
seus gestos no ar e dentro da ação do calar. A transbordar sinais nos lábios com a vontade de falar. Grande afã do derramar dos mitos nos sonhos, e que são constantes na beleza do seu voar. Pois perturba a retórica plasmada dos versos compilados por um belo coração que tanto hiberna na metafísica metrificada de um sentimento dourado.  

 O rasgo da minha alma 
que suporta o sensível dos atos apaixonados, e que além e veloz, e nas ilusões badala as emoções que faz palpitar a  carne. Esplendidamente cálida a finitude da luz que não se abala, e que se balança nos múltiplos braços da consolação, e que no trovão da noite afaga o medo. A grande dimensão de um perfume que toca o cavalgar trôpego da escuridão. Pois se penetra no conhecimento recôndito da alma, introduz-se a probabilidade do feio se tornar belo, e com os seus movimentos nas vozes dialéticas dos métodos que compreendem o fluir dos sentidos, e para assim nas suas discussões trilhar as verdades dos conceitos dos temas que causam as insanidades.

O impacto violento 
das lágrimas que se banham nos choros das suas dores. A roda que gira o símbolo insidioso do fim da miséria. A tecer o seu jogo louco de espera. A aparência eterna do império de um poeta que se mistura na loucura de uma mulher que não o espera. O voo de um olhar que descalça o circunflexo do verbo amar. O transporte do "logos"
 no papel artístico de um autor a sonhar. A vereda de um beijo com o seu crivo a despojar a vontade, e assim alimentado o copioso prazer que suspende metamorfoseado o juramento, e que no constante da criação das suas bodas privilegiadas é a companheira autêntica do derramar da paixão, e que nela acende o sopro aureolado das informações apaixonadas em um coração.

O NORMAL DO MEU
 MUNDO

Ritmos suavíssimos das
 delícias que se dedilham no gemer dos acordes 
da saudade. 

AS ASAS DO DESCONHECIDO QUE 
ATIÇA O AMOR.

O definido e perfumado 
de uma matéria que absorta no seu achado 
espera por ela.

 O ouvir esplendor. 
O atinado balançar do afeto com suas marcas
 paradisíacas.

 A viçosa e viva
 presença das paisagens que se alimentam com o suave perfume das suas doces e encantadas flores.

Imaculadamente claro
 a altivez do límpido destino que sempre ri dos acessos das cerimonias do sabor, e bem hipnotizado pelas a paixão seduzida de um Aedo que se entrega ao seu brincar rouxinol do seu presente AMOR.

As avalanches das sensações
 que inunda um rosto ansioso, e onde suas narinas farejam o fantástico aparato que acompanha cada batida do seu coração. Tresloucado e concentrado o viço que anela o seu hálito garboso. 

Polidas e mil e
ainda outras tantas diversas palavras douradas no jaspe enigma dos seus sonhos tão cheios
 de contos de fadas. 

Alentos que removem
 os versos apaixonados, seduções com frenesis, e às vezes desembocados, precipitados, mas cheios de anelos, e entre vendavais das locuções desvairadas, e com os seus vocábulos derramando prazeres. Ornatos que se elevam da sua fala e onde se obtém o seu significado, E AINDA vestido com um blusão de gala, enigmático e entre metáforas ENTRELAÇADAS.

Ai e ai!
 Aproximam-se os efeitos oraculares de uma inspiração impregnada de um alvor, e onde os sopros do seu vapor fluem emanações fecundas e sagradas. Uma aura mágica contagiada por uma alada fé. Pois dócil soa a voz que prega as apreciações que versejam pelos os 
mares dos seus versos.

 Os gritos fantásticos
 das pinturas que coroa o cisne que nada no seu lago de AMOR. O salto raro da formosura que transborda o cálice da aventura. A abundância das suas piruetas que frenéticas atiçam as grinaldas de flores no rosto do autor. Porque suspira e não cala a clássica força que envolve as leis que se desamarram, e mágicas são as verdades de uma boca que faz fluir a liberdade.

Então eu grito... PORQUE O
O NORMAL DO MEU MUNDO 
NÃO SE CALA!


Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas

Brasília, 01/02/2017

16:11

" Por favor... Ouça a música e descubra onde estou..."


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

DOIS SONETOS COM EMENDAS E UM POEMA DESESPERADO



DOIS SONETOS
(COM EMENDAS)
E UM
POEMA DESESPERADO.

Sinto frio, a terra oscila e eu caio.
Vejo o céu nu oculto nas trapaças.
A noite tem marcas dos fúnebres passos.
Cravados no abandono da minha carne.

O vento úmido mistura se com o sal.
As lágrimas que dos olhos caem,
Tento saber o que se passa...
Entre o céu e a terra que se esvaem.

Nada sei... E se sei... Confundo-me!
Com a semelhante imagem criada.
Igual a minha... Logo o mundo cai.

Cai, sim! – Ergo-me levando a graça.
A dor que a mim fora amputada.
Amanhã o universo por mim passa.

POR QUE...
Como se tem o dia também se tem a noite.
Entre a vida, tem-se também a morte.
Viver é preciso se ter consorte
Mil bússolas
 Para se chegar ao norte.
E ainda ter sorte.
E “eu” ainda...
Ergo os olhos percebo uma miragem
Aspecto horrível que forma o sonho
Bebo do cálice e a sobra eu ponho
Na comida que me leva tua viagem

Envenenarei tua alma que é maldita
Entorpecer a ignorância da tua calma
Farei da bendita tua alma amada
O instrumento para chibatar tua carne

Pérfido! Ingrata foi tua vida vazia!
Aos outros nada fizestes, só roubastes!
Não salvou quem naufragou no rio!

E teus olhos incandescentes ardem
Essa vida vazia que se acha
Fecunda pelas dores dos teus passos

 
"O ESTRANHO"
 se insinua no resguardo do seu 
medo.

Lança
o fulgor de uma luz que lhe cega os 
olhos.

Contornos 
irregulares das pupilas que queimam  os 
abrolhos.

Açoitado e a murchar
 na dor o coração aflito 
delira.

O cansaço oculto vem à tona, e amordaça-me a mesquinhez de um entre errante, a habitar o seu remorso alarmante, e nas nódoas de pecados confessados, eis que ele se torna mais anjo, entre caricias de beijos profanos, voraz e a sugar os prazeres das suas insolências de serpentes, a víbora eleita e asquerosa esposa,  distinções rígidas no habitáculo da vida humana, e hiante a falsa profetisa se levanta, e dentro de um crânio do engano,  e sob o olhar de um anjo que tem fome, esfomeados ouvidos a exortarem os pedaços de desenganos, e bem profanos as velhas bacantes o convida a beber dos seus corantes, e temerário passo esquelético, e da sua refeição não como, mas sinto tanta fome,  e a cúpula apocalíptica me chama, e pálido no sol ofuscante do seu império me escondo, e afronta-me o ornar vulgar do seu diadema no carnaval do velho dilema:

 "Como ou não como?”


Mas sinto tanta fome!

E fervilha 
o crânio indistinto, e que respira o ar que borda o veneno das hienas, escorpiões ululantes, míseros desenhos que estupra a paixão, iníquo detrito que da língua emana, e chama como se ela fosse santa, emoção que se agarra em um caixão de espanto, e se planta falsidade no patíbulo hipócrita de uma boca que aclama a dizer que sempre sente fome.

-Então coma demônio!



Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas


Brasília, 16/01/2017

21:11

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

REAÇÕES DOENTIAS




REAÇÕES DOENTIAS


Uma reação no agir
 das excitações da existência, e não deixar ceder os sentidos que cerca o corpo, e que depois liga a alma com os seus anestésicos, e que cambaleiam agonizados com suas máscaras profanas, porque exilado está o júbilo, e esse se disfarça para que não seja encontrada à flor da face a tal felicidade.
Espalhar os tremores 
pelas as teias fecundas da paixão e arrancar as informações do fundo de um coração, e que no seu transe romântico se deixa raptar pelos os súbitos embalo da pele e nos seus sinais derramados, e assim ascenderem as suas infiltrações que caminham por toda a alma.

QUEM ME ENTENDE?

Quantas estranhas
 advertências circulam misturadas nos ares amorosos, e que depois são derretidas instruções para a consumação da obra do amor?
Escutar o coração, 
e na criação da sua atmosfera de adoração, respirar infiltrado na sua matéria, e no silêncio que revela as vibrações insondáveis dos seus sussurros, e assim rastreando os seus reflexos que ativam nos olhos as funções incríveis dos gráficos absolutos do AMOR... 


SER O SEU DOADOR.

POBRE SOFREDOR!

Tempestades balançam,
 e dentro delas o presságio da dilaceração do corpo, e falsamente a instrução da salvação foge das mãos que se esmiúçam dementes na autocrítica de uma avaliação falsa.

Caótica é a coletânea
 dos suspiros, e que vêm acompanhados pelos os introdutórios calafrios, e que atinam os níveis profundos do medo, e isso porque todos eles têm identidades e alianças, e ainda bem susceptíveis de novas regras nos seus tópicos mais sensíveis.


O som exclusivista 
e com uma tensão inquieta, o grande colapso da voz que nasce em um tempo perdido, sôfrega escurece a crédula realidade, e incompletos mínguas esfaceladas os sonhos que dilaceram fundidos no bronze profano da fantasia, e derretida pela a claustrofobia sem nome.
Máscara! Máscara!
 Deslumbra no isolamento aventureiro da digníssima inocência o manifesto do fetichismo dos desejos, e que o protestante do seu poder faz a dominação na alma sem autoridade, e na sua bela língua materna, e sobreposta na inércia, a revelar o cotejo dos múltiplos sentimentos na detecção variante de um percurso, porque perturbante é a nódoa do clarão espectral da iluminação que faz  sombra apavorante em um império que suscita um príncipe sem a sua rainha.
Que grandes
 comunidades recônditas e sem nomes! 

Distorções 
dos costumes, e depois celebrados pelas as igrejas que vendem os pecados! Críticos conservadores que se escondem, dotados e moldados por uma ideologia mentirosa e suja de fedores!


O ímpeto que existe 
dentro de mim lança um desafio sobre os tópicos dos métodos de uma voz uniforme, e que se atola nas suas argumentações especulativas, e que ainda arrasta a sua língua pelo o dorso de uma mão discursiva, e que bem persuasiva leva arraigada em si as divergências e controvérsias de um espírito dócil e inocente.

Escuto apenas as 
mensagens ingênuas, e dentro delas evidencio o fim de um reino, e com a sua apologia de loucura, imobilizando os sonhos de um doido que atravessa a música do seu imérito império, e que desencantado repete oscilante os movimentos da sua realidade, e bem no seu duplo jogo de ironias onde se escondem as mensagens de fervores da consciência, e que esta tomba envergonhada do seu possuidor.

Ah! Compilados períodos
 dos gozos que se arrastam feitos suspiros, e que na quarentena das suas febres estampam os falsos aplausos de agonias! E os seus apupos gozam sob um retrato o sarcasmo.

É A MORTE!

Fixo o ritmo da comoção
 do poema, e o seu dinamismo estável aplico na efetividade das suas lágrimas, e faço a polaridade dos seus lampejos suspenderem através do silêncio os seus beijos, E BEM DENTRO de um coração cansado, abatido e desiludido nesta malfada vida.
O Seu hospedeiro é doentio 
e o desdém do seu riso é um preconceito absoluto do estado febril das suas fantasias distorcidas, ruidosas zombarias impregnadas dos descasos, atmosferas de sussurros moribundos a bradarem no escuro “d’alma”, e com as suas máscaras adjacentes dos rituais grotescos das suas falsidades, vastos presságios, ridículas e cínicas palavras a desencorajarem os servos tonteados pelo o suicido.

Imaginações férteis dentro 
de um calabouço que alucina. O conflito do seu tempo que se estende dentro das suas retinas, instruções minguadas, incrédulos cérebros incompletos que se definham alocados pelas suas mentiras.

Selvagem alma no expoente
 maior do escuro das suas trapaças, e onde transita pelo o seu deserto o desprezo, o selvagem folclórico da sua maldita raça.
Oh, benção imaculada!
Desarticulados os membros
 morrem nos atróficos olhares de
 quem me olha! 

Ensandecida euforia a 
respirar o ar que dá a vida, e que camuflada na sua alegoria fatigante não rompe os viés de uma tristeza que jaz adjacente no espaço do isolamento.

Reconecto o plano
 iluminista do meu campo epistêmico, e na operação irracional dos seus eventos, deito-me nas suas crises diversas e mapeio os seus afetos, reconstruindo assim suas sensações e proferindo os múltiplos acesos dos seus densos dramas pelo o coração humano.

E QUEM ME SALVARÁ? 

Eu Sou:
Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas

Bsb, 05/01/2017

18:50

" E que lance na minha carne a tua última pedra! Pois não matarás uma alma ressuscitada..."

domingo, 1 de janeiro de 2017

SINAIS LÍRICOS






SINAIS LÍRICOS



Sublimes manifestações
 que preponderam nas agitações desenfreadas de um coração, e onde se agiganta, e bem esfomeado, o seu vibrátil gosto de um senso agitado, e que nos seus extasiados sentidos revelados se declara totalmente 
apaixonado.
- O AMOR?

Que suave anelo a possuir
 o dom singelo de um coração, e bem unido e a 
pulsar com o seu elo belo! 

A olhar o querubim 
que sorri diante de um beijo dado da cor carmesim, rasgando-se aliciante o desejo de um afeto peregrino, e que se lança dentro de um labirinto para se prender e se tornar 
enamorado.
Grito e tenho dito
 que no infinito do amor sempre apascento o seu escrito, e atino ainda o seu perfume cúmplice que se recolhe na calada do pouso da língua.

 Um estímulo 
esmaecido do efeito coercitivo, e bem dotado de um vínculo, porque quando se estar face a face, eis que o coração se enche e tomba de alegria, e a sensação, e por excelência, tem-se o cordão do fôlego da vida, afeição nascida na lúcida medida, a ocupar articulada e sensível os olhares de beleza quando o amor brota a vida.

Movente é a música que passeia
pela a sua alma e na luz dos seus olhos, porque trêmulo espreito, e que depois deito sobre ti todos os meus pensamentos, e no lençol dos meus sentimentos te cubro constantemente, e enquanto dorme ao meu lado, repouso também deitado, e entre teus braços, e respiro aéreo o perfume da tua face.
- O que eu vejo?
- O que eu sinto?
- O que eu ouço?
A análise reflexiva 
das sequências das tuas imagens que se alastram, e com intuitivos símbolos cortejados e cheios de enlaces, memórias que mergulham nas palavras, e que nos seus diálogos somente a ti se declaram, e onde caminha pelo o meu rosto a portadora insondável das verdades, a insigne que capta o acervo poético da vida humana, o acalento que trilha e testifica do cântico sublime que se afirma a cada dia dentro da alma que ama, espalham alegrias, e se acrescentam as claras brumas fluídas dos assentos siderais dos afetos, organizam-se e também articulam no íntimo as vozes das músicas acústicas que determina
 a sina.
Dons de acessos 
práticos a minares dos horizontes
 do verbo amar.

Fulgor útil na mística
 liberdade de se doar, aceso e aberto, e entre versos e reversos, atinado nas noites serenas de um frouxo olhar, e onde se deixa cravar a flecha do verbo gostar.


Expressar melodicamente
 a concentração dos percursos de atenção, e que se dedicam as apropriações predominantes das aquisições das ilustrações, e bem dinâmicas nas seduções rastreadas que se desdobram nas visões eloquentes da beleza.
Permeia meus braços
 com o seu perfume, repartindo assim as oscilações múltiplas da completude da minha alma, pois o desnível do meu sangue apupa o calor dos teus abraços, a ler nas entrelinhas dos teus sorrisos a chama da razão que toma conta dos nossos corações.

Adapto-me aos gozos que bordam nas minhas veias o sangue da paixão, e assim durmo forte nos receptáculos dos teus braços, e consciente dos espetáculos dos teus beijos, e com ricas cenas de desejos, e que me leva a murmurar o teu cândido nome.

MAIS!

Férvida embriagadora
 audácia, e bem abundante o clímax ardente dos prazeres de todos seus afagos, a bela ânsia que colhe das memórias as energias com o seu galardão festivo de alegria.

E converso e voo
 em comemoração ao amor em festa, e a sua bela temporalidade privilegiada com as suas cores, e dentro das suas interseções e círculos, diagramas propícios às cogitações de todos os meus sentidos.

COMO EU VIVO!

Oh, lux clara! 

Sol sensível do meu afago! Busco a nítida compreensão singela da fragrância abrasadora dos teus olhares! Pois descoberto o túnel amanhece acrescido pelos os teus odores, e assim revelado a forma da circulação que no meu coração se acha, e cresce, e assim subo no pedaço que floresce pela a tua doce alma.


Pois o verbo
 é divino, eterna floração, simultâneas safras de um licor perfumado. Gozo de um paladar que se colhe das suas flores, milagroso ardor até nas suas folhas. 

E NESTA HORA
 MEUS OLHOS TE ACHAM!


Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas

Brasília, 01/01/2017


09:03


"Apenas o silêncio soa o seu medo na face da sua fantasia..."


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

VEM...







Vem...

                           Pintar 
os lábios e deixar 
os dentes furiosos.
Nos sonhos
 imensos das músicas que se prolongam à surdina os seus beijos, e dentro de um céu que confessa o seu amor ao anjo, e esse nos seus voos que se declara enamorado pela a alma que rodeia o espírito fortificado do superior doce ardor ímpar.

Nas anônimas
 ousadas fantasias que despontam já no oceano. 

A extraírem do sal
 o doce, e das gargalhadas que temperam os sorrisos da inspiração, e que na passarela por onde passam seus pés, moldam-se constante o seu círculo de amor, soluçando e chamando pelos os arranjos florais da obediência das palavras que na entrega nas suas combinações, soltam-se das cores dos suspiros, e feitos tranças nas pistas arranjadas dos atos  imperam os vestígios dos seus contos de fadas, endereços de gozos nas intenções sensatas da alma que verseja enfeitiçada pelos os aromas sonantes dos aconchegos dos calorosos abraços.
Triunfal
artista a saltar na bruma que apluma o ungido do correr cingido dos sentidos, e dentro de um coração humano tão voraz.

E prostrado
na auréola da vida, e no astro de força nascente, e bem estendido pelo o interior, e assim sacudindo os vapores de ânsias e vertigens, e que se agitam na luz do espasmo que não se distancia, e que e se doam aos afagos e carícias de uma taça marcada pelos os lábios nela compreendida e desenhada.

Falo da mulher
 sensata a olhar seu espírito garboso que voa consigo e dentro de um sonho.

No luar esplêndido que brota dos olhos, dispersas e sonoras esperanças que trançam ideias de claridades nas canções das pupilas que cintilam, e assim ressoam os grandes vendavais de alegrias.

Ah, sinais intensos!
Quero me flagelar
 com as ações das tuas ânsias, lançar-me no trovejar interminável dos teus gritos rasgados, passar com o arco do amor pelo o céu do fogo das tuas promessas, erguer-me nas espumas primaveris do sol da tua lua, e entre as folhagens do ouro-oliveira dos círios dos teus olhos, e nos melaços incandescentes das polpas dos teus lábios, e por onde correm tempestades de braços atados, e onde neva estrelas nos compassos de todos os passos dos pés apaixonados, a ceifarem cânticos de fogo nas planícies do sangue, e onde os seus portões abrem as comportas das paixões, e seus celeiros se enchem de felicidades, e soa a foice que escuta o cair dos perfumes pelo o pescoço, e não saciado a boca que invade os mares impetuosos dos sonhos, e febril com traços de doces frescuras nas vozes que se permitem, tiritantes de ardências fecundam que convidam.

Desejos que se rompem,
 desprendem-se dos bulícios sagrados do coração no estridente veio da ânsia, faiscando ramos acessos de eloquentes prazeres das cúpulas de brilhos do jardim, e que estalam perfumes oníricos e com uma apatia de serem apenas fecundados.

Incompreensível criação
 simbólica de uma língua expressiva que não se cala.

 Extensos e riquíssimos detalhes que são pintados na sua face.

 A impulsionar nos modelos
a beleza artesanal da residência cristalina do clímax da paixão, e que contempla as águas de ascensão que meditam no silêncio da sua obra, e que doa o amor, e com os seus diálogos de misericórdias, serenas e lúcidas alegrias que embalam a flor mimosa, e que para flutuar libera pouco a pouco todo o seu estoque de perfumes.



Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas


Brasília, 01/12/2016

11:56

"Por enquanto ainda 

vivo aqui..."