domingo, 19 de setembro de 2010

SONETOS






SONETOS


E teus olhos têm a sensibilidade da esperança
Uma luz que sempre vagueia na tua inocência
Há ainda em ti um belo fluxo da doce ardência
Um doce encantado e puro coração de criança

A tua face tem a beleza das águas do oceano
Verde de um campo, onde a borboleta dança
Dentro de ti a essência cada vez mais avança
Tornando-te bela a cada passar de todo ano

Os lábios tem a maciez da espuma flutuante
O prazer da vontade que encanta o homem
O sonho que figura na vontade estrondeante

O teu sorriso é um convite da tua elegância
São fluxos de felicidades que nunca somem
Dando a ti o odor suave de uma fragrância





Quanto amor resvala no sonho de quem ama
Reclinada dorme a diva exposta aos desejos
O prazer explode nos lábios em doces beijos
E a sua boca ansiosamente pelo amor chama

Entrega-se ao calor do desejo que se inflama
Uma nódoa de prazer invade seu semblante
O amor chegou e não mais será como antes
E ela se rende a delícia exposta na sua cama

Quantos ardores se subdividem da profusão
Dois sabores diferentes: o morango e limão
Dois corpos se fundindo em uma doce ilusão

Segue-se no peito de quem ama a confissão
A vontade de se entregar todo seu coração
Feito um aroma suave do incenso da oração

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A SAUDADE




SONETO

A SAUDADE

Como eu anseio pelo a presença da tua vinda!
Para poder te falar de um medo desconhecido!
É que, na tua partida fiquei triste, enrubescido!
De poder sumir tu por completo da minha vida!


Tenho enfado e a noite me é agora indiferente!
Não tenho mais o sabor cândido da tua delícia!
Eu sempre me lembro de que tu foste à primícia!
A fazer o meu coração a bater tão onipotente!


Como te espero e pelo o som que sai da tua boca
Ouvi-la cantar e com o belo agudo da tua voz:
-“Albertus! Espere-me! Vou pegar a minha coca!


Tenho saudade de poder deitar a cabeça no teu cós!
Alegrar-me com os teus lindos risos e logo empós,
Falar um ao outro o que existe diferente entre nós!




' A SAUDADE FAZ COM QUE O MEU CORAÇÃO TE BUSQUE E, NA

TUA AUSÊNCIA, DEPOSITO O TEU PERFUME NOS MEUS LÁBIOS

E LEVO-O COM A MINHA LÍNGUA PARA DENTRO DO MEU ÍNTIMO,


PORQUE ASSIM, TU SE TORNA
VISÍVEL AOS MEUS OLHOS E SENSÍVEL AO MEU ESPÍRITO...!"


SAUDADE DA BELA MITVISKY!

Ela nos deixa na mente, um vestígio de procura e o seu cheiro nos levam a ter palpitações grandiosas, é como se penetrasse um leve espinho, mas causando um tremor lancinante a carne! Mas é fascinante sorver dela a sua essência e o seu manjar doce! Assim me encontro! Assim eleva-se diante dos meus olhos o gostar da tua tão radiante companhia! Eu fui criança quando ao teu lado ri e chorei de ínfimos gozos, isso porque, o teu perfume penetrava na luz dos meus olhos, absorvendo do teu corpo a tua candura e o teu jeito único de ser “diferente.”
Eu gravei a tua diferença com cores de ouro para que ela se torne sempre radiante; quando, e para ti, os meus pensamentos se aplumarem e saírem a tua procura! Já provei de muitos sabores, variados foi o gosto dos sorvetes e doces, mas em nenhum deles encontrei o teu açúcar e nem o mel que é exposto às línguas não é mais doce e suave do que a tua presença e a tua existência! Eu gravei o teu nome na própria saliva para que ela possa todos os dias sentir o teu sabor e a tua doçura, isso porque, a minha saliva te levará, através do meu paladar, até ao meu coração que te formará em uma doce visão radiante e verdadeira!
Saudade! Eu posso me dirigir aos momentos que contigo vivi todo o meu olhar, traduzindo assim, como companhia da grande saudade que por ti sinto! Há uma enorme mancha no meu coração, mas sempre é limpa quando, meu espírito angustiado procura o fluir da tua voz e de repente, eis que começa a chover dentro de mim, lavando e levando o meu desespero e trazendo esperança a dor do meu peito! que, aos poucos se esvai com a certeza do teu retorno a minha lírica e oa odes que são maiores do que as de Duíno! Eis! Eis que se abre a minha espera e eu vou ornar o caminho da tua volta com lágrimas de alegrias e risos de flores...!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010



OS SONHOS DE SOLRAC



Foi-se a minha primeira pomba e hoje forasteiro!



Não mais retornei aos meus doces pombais!



Afadigado solto ao vento meus angustiantes ais!



Ela foi a primeira mas será também a derradeira!



E eu nunca mais voltarei aos meus pombais!



Um dia ela cansada, abatida voltará! Mas não pousará mais nos meus umbrais...!



" Eu estive olhando a imensa dimensão que se formou quando os meus lábios,

sentindo o ferro do fogo incasdecente, eu fui marcado e com um sinal, eis que

abriram-se as minhas carnes e a terra conheceu o sabor do meu sangue, onde

ela própria cobriu com o seu barro mais árida para não soltar o seu cheiro ao vento,

porque, não deveria existir mais do que uma essência única e singela! Assim ela me fez
para sentir por todos, aquilo que os seus corações não mais sentem..." "O AMOR'





Quem te ungiu com o óleo da justiça?
Sobrepostas estão em ti as doces velas!
Que queimam e o seu fogo nunca se apaga!
Iluminando a vida que sai dos teus castiçais!
Quem te colocou acima de todos os outros!
Pois até a diferença se nota no teu falar!
Há uma só forma no teu coração de amar!
E tu velejas nesta realidade onde a fonte!
Aclama pelo o desejo da ordem de se gostar!
Só tu ascendes e faz a natureza chorar!
Com a divina candura de um teu simples olhar!
Quem te fez assim, tão grande!
Elevou-te as serras, montes e montanhas!
Tu para eles se torna um ser estranho!
Mas essa é a tua bela forma de se doar!







Atrevo-me, ó castro amigo! Atrevo-me a quebrar o teu silêncio e expor a maestria grácil e loquaz dos teus primeiros e eternos sonhos! Atrevo-me porque eu sei o quanto em ti explode a necessidade voraz de pisar os teus pés nas plumas alvas das aves da terra e também sei que os invólucros da flor das gramíneas estão suspirando pelo o calor do teu sol e pelo o bálsamo das tuas lágrimas! Atrevo-me porque também eis que se levanta o meu admirar e a minha constante amizade pelo o amigo! E também, pelo o outro lado da minha alma, aquele lado onde ela tem prazer e sonhos delirantes, também muito anseia a se derramar com a tua beleza e o teu pulsar constante que causa a luz nos meus olhos e o sussurrar alegre do meu coração!
E como o ferreiro que trabalha o ferro no fogo, o talhará agora com o mesmo fogo, só que sagrado, a grandeza exemplar do teu olhar que não se cansa de procurar ainda nesta existência a lírica extremosa e santa! Sacrificarei as minhas lágrimas diante de ti, porque sei o quanto tens padecido nesta tua inconstância, onde a tua busca se torna uma masmorra, padecendo assim o belo homem que Deus ornou em ti! Quero com exatidão, com a leveza de uma folha quando levemente cai do seu galho, elevar-te ao sabor supremo do meu orgulho! Sim! Há em mim um orgulho por fazer parte do teu campo e contigo conviver! Admiro-me também da tua amizade sincera e doce! Eu tenho que abrir os meus lábios e sorver de ti o teu sabor e o teu manjar que sempre é servido! Por que a minha caravana seguirá com ouro e mirra para ofertar a ti e estes belos presentes que são em memória a tua sabedoria e o teu colosso amor! E, nesta mesma terra, levantarei um monumento a tua grandeza onde todos que por aqui passar, saberá que no seio do universo suspira e respira a graciosidade de um bom espírito humano!
E que espírito! Quem foi que te vestiu e te ornou com caríssimas jóias e vestimentas radiantes! Quem foi que te colocou como cabeça da nossa terra e geração futura? Por que a tua cisterna não seca e o teu campo não morre! O teu jardim floresce e cheira a incenso celestial e puro! A tua arca é de ouro com brilhantes trazidos do oriente e na tua cabeça estar colocada o reflexo da sabedoria e o prazer da alegria! Quão solúveis são as frases que brotam do oásis da tua alma! Como são infindáveis os teus pensamentos e instrutivos a alma humana! Como explode em ti os raios gotejantes de ensinos e cuidar pelo o zelo dos sentimentos alheios; são como se fossem os teus, onde tu pole cada um diante de ti, limpando-os, tornando eles assim, transparentes e cheios de brilhos! Incendeia nos teus olhos a sensibilidade e quando eles percebem que os corações, aqueles que te cercam se entristecem, eis que tu levantas dentro de ti, silenciosamente o teu clamor e se derrama aos pés da piedade, implorando que a vida não lhes imputem o amargo e o dissabor do seu gosto!
E eu quando te vi ousei no meu olhar!
Dentro do teu mundo lá penetrar!
Andei colhendo os teus doces perfumes!
Purificados pelo bálsamo do lume!
Mais doce do que a tua presença!
Não há mel e nem elixir e nem crença!
Apaixonei-me pelo simples modo do teu falar!
E contigo todos os dias como desejo estar!
Oh! Deixai-me te ver, te sentir e te tocar...!
E neste toque, o teu lindo amor exaltar!
Permita-me eu por ti me enamorar...!
Assim como corta aligeiro no céu o relâmpago, trazendo um clarão por extenso em toda a terra, eis que em ti, basta um leve sorriso para te ganhar a tua admiração e o pulsar dos teus olhos que não se cansa de nos fitar! Conceda-me, caro solrac! Conceda que eu possa dividir contigo o meu dia e deixes que eu sonhe...! Que eu sonhe...! E não permita que acorde em mim o belo resplandecer da tua alegria e constante odor!
Onde estar suspenso o jardim de Nabucodonosor? Certamente não diante dos olhos, porque agora não mais existe, entretanto, o teu jardim é maior do que o dele, porque em ti vive, tornando-se assim o teu paraíso! O maior dos conquistadores, Alexandre, o grande, certamente se renderia a ti, porque a tua espada tem o aço do conhecimento que não é humano e o brilho genuíno da glacial candura dos anjos! A tua presença é como se fosse o rugir do leão como também o olhar do cordeiro! Há mansidão e atrativo coloquial em todo o teu ser! E eu, estando contigo! - Sinto-me seguro no teu abrigo, onde as tuas palavras me sustentam e me causam a alegria que foi esquecida pelo o coração humano...!

QUERO AMAR






Eu tenho te seguido constantimente e estou em cada toque teu! Sou eu quem usa as tuas mãos para suspender as bordas do teu lindo vestido! Eu penetro no teu silêncio e
avanço no correr da tua procura quando, abaixa a tua cabeça e a tua calma, silenciosa e
doce avança no teu íntimo! Eu sou aquele que faz bater o teu coração a procura do meigo
encanto que trará sorrisos aos teus lábios que tremem, quando sente a sede de refrescá-os,
com o bálsamo da tua vontade e a singeleza do teu prazer! Sou eu que te levanta e faz com que os teus pés caminhem sobre as pegadas da minha espera! Eu sou o prazer da divina providência que faz fechar os teus olhos e no seu apagar, eis que se tornam mais claros e límpidos, isso porque, no fechar


deles, eis que se levantam as luzes que trazem a claridade e paisagens a tua mente! Eu sou o teu modo de pisar e os teus cabelos que o vento suavemente toca para sentir o seu cheiro e a sua ardência! Assim como o céu te observa e a terra sente o pisar dos teus pés, o meu coração a cada suspirar teu é penetrado pela a tua imagem que se aprofunda e eu tenho que tocar em mim, porque assim, sinto que vivo por ti! Por que assim, eu posso sutilmente criar no jardim que habita dentro de mim a contemplação do nascer de uma rosa cheia de ardor e maciez e que, goteja o viço do amor único!

Eu sou aquele que contigo caminha!

Que suporta os teus doloridos espinhos!

Sempre ao teu lado estou e não me ver!

Por que a tua alma pertence a minha!
E assim contigo silenciosamente caminho!

Eu sou o ardor da tua sensibilidade e o sentimento que te ocupa o único órgão sensível a tua vontade! Sou o que sente o calafrio do teu corpo, quando a tua mente se retrai e traça dentro de ti as recordações que te levam a se tornar depedente e tão mulher! Eu sou as palpitações da tua ansiedade e da tua doce espera! Foram criados todas as formas de vidas na face da terra, mas, é ímpar a forma que faz sussurrar o peito e abrir a imaginação.! E, exemplar! É a vida que faz arder e crescer a fértil mente de quem ama; sendo a tua forma humana que, junto com a tua beleza se agrupam ao teu doce espírito e alma, fazendo-te, além de mulher, uma diva que resplandece em qualquer lugar que pisam os teus pés e o teu perfume emane! Sucumbe diante de ti o firmamento e o meu céu vem dos teus sorrisos; do abrir dos teus lábios e da luz que emitem os teus olhos, como se fossem a própria vida criando vidas!

Eu vivo por admirá-la é meu jardim!

Que cresce em saber que tu existe...!

Existindo saberei que não terá fim...!

O amor que é dedicado a ti...!

Posso morrer mas ficará nos outros!

A lembrança de quem tanto amou assim!
Eu sou aquele que alimenta a vaidade do teu coração, com um amor que é constante aos outros olhares, entretanto, tu não sabes, isso porque, ocultando-o de ti, posso atrever-me e em cada sonho construir a visionária paisagem do meu futuro! Eu posso sonhar contigo e ainda posso viver cada momento ao teu lado, porque...! Por que eu sou a tua própria existência e o teu espírito é o que me alimenta! Eu sou o teu maior sonho que sempre se faz presente no teu olhar e nos teus lábios, quando, silenciosamente, ousas sussurrar: "QUERO AMAR"











quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Basta te olhar...

Assim como se reflete em ti, quando vai diante do teu consultor, olhar a tua maquigem e os teus belos dotes femininos; eis que do outro lado, exposta em um visor que transcende a tua imagem para a tua outra semelhança; igual e sem nenhum desvios de sinais do teu corpo, sempre se ver e ousa a te arrumar, retocando os teus charmes, por que queres chamar a atenção, quer seja de um olhar masculino ou até mesmo feminino, para que sintas através dos olhares que são dirigidos a ti, que estas pronta para o teu banquete e para a tua profunda realização sentimental! A verdade, a bela diva permaneces diante do seu espelho e é tão vaidosa que não consegue ver, sobreposta sobre a tua imagem, uma outra imagem invisível aos teus olhos, mas sentida pelo o teu coração! E tão ansiada pelos teus íntimos segredos que ficam acesos...!
Eu sou aquele que um dia penetrou no espelho da tua semelhança e através de um doce suspiro pode contemplar a

tua beleza de uma única forma transmitida: "a lembrança" por que basta que eu te olhe para sentir, surgindo em mim, a privacidade de penetrar no espaço de um breve olhar e sentir sensações profundas no seu interior, onde a cada correr dos teus dedos na paisagem do vidro que reflete a tua face, sou eu querendo que me toque, porque assim, poderei expôr a ti a singela eloquencia do meu amor que a cada dia não se cansa de te comtemplar e falar da tua existência...! Eu sou o silêncio que emudecem os teus lábios quando coloca o teu batom! Eu sou
aquele que não dorme quando tu silencia a tua voz, fecha as tuas pápebras e a luz dos teus lindos olhos se apagam, mas o teu coração bate a suspirar nos teus lindos sonhos...! Eu sou aquele que respira por ti quando vêm as lágrimas, porque, basta te olhar...!


BASTA TE OLHAR...




Basta te olhar para que eu perceba que pede
No teu cândido olhar um adágio de desejo
No abri e piscar dos teus olhos um segredo
Uma fonte ao convite da minha grande sede


Basta eu te olhar para que eu sinta na pele
O incendiar do fogo da roupa que me veste
A tua pele morna sobre a minha sobreveste
A minha memória que permanece tão impele


Basta eu te olhar para saber que em mim cede
O cheiro do teu corpo que me salta na mente
O desejo que me rodeia é doce e tão somente
O prazer do sabor de um beijo o coração pede

Baste eu te olhar e sinto o cheiro do teu cabelo
Um fogo inconstante que vem e me incendeia
Teu perfume, essência que sempre me rodeia
Gotículas de saudade que tanto sorvo e bebo

Neste meu olhar eis que o sonho é um desejo
Que palpita como os teus arquejantes seios
Adormeço nos macios e confortantes anseios
Pensando em roubar de ti um caloroso beijo





sábado, 11 de setembro de 2010

A UM ANJO




-- A UM ANJO --









Tu Tens a bela forma e a face de um anjo!
A meiga lírica no seio daquele que ama!
Um cesto de flores em forma de arranjo!
Hálito doce quando abre a boca e chama!

Tu tens nos teus lábios o brilho dos diamantes!
No teu caminhar a leveza de uma alma santa!
Ao teu redor sempre atenta tua alma encanta!
As tuas pálpebras como dois lindos mirantes!

Tens a graça e mimo de uma inocente criança!
Rico rio de beleza do teu interior se levanta!
Um coro celeste de belos anjos para ti canta!
Rica constelação em forma de colar te alcança!


O som do teu coração é flecha que acerta o alvo!
O teu sorriso é reflexo de uma linda paisagem!
A donzela que flutua em sua bela carruagem!
Meu doce refúgio onde permaneço sã e salvo!

Em ti a bela riqueza dos teus gostosos afagos!
De todas as mulheres tu és a mais agraciada!
A mais simples e pelo o meu olhar admirada!
A simplicidade dos teus doces e meigos passos!

E tu exposta ao vento canta e dança!

Mas a minha imaginação te alcança!

Esta e a minha bela aliança!

Lembrar-me da tua face de criança!




sexta-feira, 3 de setembro de 2010

-- O DESCANSO --

Quem é que procurou e nunca obteve...?
O gosto do sabor de um sonho, o desejo...!
A delícia que é exposta na relíquia dos olhos!
A dimensão profunda de um espírito ansioso!
Que se enamora por uma pomba forasteira!
E que no seu seio tornou-se a primeira...!
A luz que com seus raios quebrou o seu silêncio!
Com o seu toque despertou no poeta o ensejo!
De sorver a saliva que vem como premio no beijo!




A ti belo amigo, pois no meu silêncio, onde as dores trespassavam o meu espírito, eis que tu se levantaste e vieste até a mim e juntos bebemos as lágrimas, sendo tu testemunha do meu grande juramento, e o meu segredo estará em boas mãos, porque a tua carne se contorce com o meu tormento e os teus lábios estremecem com a minha busca sem fim e sem preceitos! É verdade que muito procurei, mas eu tenho que calar os sonhos que fumegam e o coração que anseia! Eu tenho que levantar agora diante de mim o silêncio e permanecer nele até que a última réstia de desejo que há em mim possa se afugentar e procurar outro abrigo! Tenho que pausar tudo aquilo que, aos doze anos de idade a criança começou a cultivar! Lembro-me da minha fuga, quando, meus olhos cansados e atônicos, observaram as primeiras dores que saíram da alma humana para um espírito infantil! É tempo de procura! É tempo de sentar e olhar tudo aquilo que foi reservado ao meu coração, onde a esperança por muito tempo permaneceu em mim, mas que hoje, eis que o cansaço da longa espera já não mais suporta os enfados daquilo que não mais existe! Morreram! Sucumbiram-se as primícias dos ”ais” que agora soam angustiantes e sem brilhos colossais!

Reservo-me, ó doce amigo! Reservo-me agora o meu tempo! Ele será trilhado e bem trabalhado, assim como o ouro nas mãos de um ourives! Farei agora, diante de mim, coisas impossíveis! Arrastarei para o meu interior a capa que me foi doada para estancar o sangue das minhas feridas! O meu unguento será mais eficaz e veloz! O tempo certamente se aprofundará diante dos meus olhos e eu meu doce amigo, terei um tempo extra para aliviar aquilo que me causa dor e tristeza! A evasão de tudo aquilo que estar alojado no meu eu, eis que eclodirá e saberei como conduzir aquilo que foi o sustento da minha alma e enlevo dos meus olhos! É preciso que se pernoite, sentindo o frescor do vento bater na face, causando assim um refrigero dos lábios que soltam palavras doloridas!

Sentarei a sombra do pinheiro muito amigo!
Ao frescor da inocência que brinca comigo!
Voltarei aos belos sonhos porque eu contigo...!
Vencerei todos os meus maiores inimigos...!

Passarei aninhar o belo sorriso que se escondia dos meus lábios porque tinha pudor e medo de se expor! Não haverá mais a rotina de uma busca celestial, porque o homem dormirá e enquanto ele permanecer no seu sono profundo, eis que chorará a terra com grandes chuvas e inundações! Não haverá mais nos campos o mexer das flores e relvas, porque o vento ficará preso e imóvel em uma masmorra! Eu vou silenciar o que e faz o meu grito ascender em forma de desespero! Vou dar um tempo ao meu tempo que tanto demora chegar! E, quem sabe! Quem sabe se o meu tempo estiver dentro do tempo que é lento e voraz eu ainda possa esperar não na contagem do tempo e sim, do meu próprio tempo! Eu vou até o fim e por causa da necessidade do meu coração não medirei esforços para conseguir se sobressair dos limites que o tempo me impõe!

E aqui morre o vermelho que não é tinta!
O coração que chora com a dor não extinta!
Mas são lágrimas doces, puras e tão limpas!
Sou eu quem as derramas, mas quem pinta?
É sim, a própria vida que descamba aflita...!

Obrigado Raskinov por ouvi-me e sempre permanecer presente nas minhas dores! Quero também te agradecer pela força e dedicação, porque tens me ajudado na minha obra e sempre vem me corrigi quanto à vivacidade da personagem! Certamente busquei os teus conselhos e as tuas palavras de sabedoria e, quando for dada por completa a obra, certamente será o primeiro a saborear, mas o prefácio, como homenagem a ti, será exposto uma dedicatória ao homem e também ao amigo!

Eia! Tenho que ir porque agora voltaremos para a filosofia e a artes dos pensadores! A minha retórica estar a minha espera e a todos deixo a paz que é sonhada e difícil o seu buscar concreto! Que a vida me seja leve e menos profana! Vamos à outra história que permanece inerte quanto à sensibilidade humana! Até breve..!

Brasília,03 de setembro de 2010