Simplicidade da língua que ama
Meu amor tem gosto e formosura!
Ah! Quem me dera! Ó realidade!
Mas em mim são doces verdades,
Tantos sonhos que no peito oculto!
Ah! Amada minha! Eu estou aqui e venho aos teus pés me derramar como o mais suave dos perfumes...
Quero o aconchego do teu seio e nele repousar para te contar todos os meus segredos...
Quero me abrigar no calor dos teus braços e beber das fontes das correntes das tuas delícias...
Quero sorver todo o teu manancial, porque assim será saciada em mim toda a sede do meu interior...
Quero, ó amada minha! Quero ofertar a ti todo o louvor dos meus lábios e também todo o meu sublime amor...
Eu quero ó amada minha! Quero te tocar e te sentir...
Por que prazer maior não há...
Eu quero amada minha a tua companhia e o teu fretar; porque o maior prazer para mim é te olhar e te amar...
Ah! Vou me derramar também em manancial, porque assim voarei nas asas do teu espírito...
Eu sempre estarei aqui a louvar o teu doce nome...
Exaltarei o teu amor, porque ele
É a minha própria alma
E também é puro e santo!
E voarei ao teu santo átrio,
Tocarei o teu espírito, porque assim nascerei de novo para te amar!
Eu sou o belo vaso do teu azeite e nunca serei quebrado...
O meu coração respira o perfume do teu jardim...
Para depois exalar o suave odor que vem de ti...
Águas cristalinas jorram da tua boca e do teu hálito...
São profundos bálsamo da tua essência que agora também habitam em mim...
Por que em ti há uma fonte para saciar à minha sede e matar os meus desejos...
E como a águia o meu desejo é voar e aos teus pés chegar, para depois ao céu te arrebatar... Ah! Amada minha! Assim como no jardim as abelhas anseia pelo o néctar, à minha alma suspira por ti...!