sábado, 17 de junho de 2017

CORAÇÃO EM TRANSE








CORAÇÃO EM TRANSE
O olhar que sonha
 e se agarra no bocejo dos gritos, e esses se desatinam amarrados.

 Isso porque o 
coração está no cárcere e o chiste captado dos seus “ais” são ânsias misteriosas, e que em formas de penumbras silenciosas são agitados pela a ROSA que tanto aspira por um íntimo perfume atencioso. 

A forma que se
 agita, e brotando a vasta vontade, e que em cada passo dos seus suspiros se enrosca, e longamente nas luzes inconscientes do misterioso absinto que geme.

 O mitológico isolamento
 de um coração que não mais participa do beber bendito do AMOR, e que no deserto da sua amargura não semeia mais na alma os pomposos frutos de sabores, e que no pulso da escravidão de uma solidão, e sem razão, cai em trevas sem o dourado das volúpias.

 A arquejar murmúrios
 nus no naufragar das ânsias que se perdem.
PORQUE um beijo 
de mulher se confunde no lauto banquete do seu medo, e onde o domicílio da sua viagem são as ilusões. A penetrarem nas máscaras errantes que cobrem a face malbaratada, e bem ONDE o mostruário da beleza se mostra falso. Isso porque não acesos estão os olhos, e que na cronologia do ser ver e desejar se perde diante do seu falso espelho. E bem alto o beijo que oscila com apenas sua metade molhada, e bem agarrado pelos os dentes cortantes que não liberam o seu gosto.

 O infinito saboroso
 do seu grito, e entre mil desejos a permanecer absorto e com medo dos prazeres, sem o esplendor do astro maior que tece a pele calafrios de emoções, a flamejarem as asas, e bem resumidas, e na esperança desterrada, ansiosa e nunca adiada de uma alma desgarrada, milagres arreados dentro de uma nostalgia enlaçada por uma aragem alucinada, e onde seu eco ressoa agnóstico na paisagem de contemplação do além-cântico penitente e meridiano, e bem poético de sentido fenomenológico, porque a construção do seu fiar demora, e as repúblicas da "Sociedade dos Lobos" devoram a luz que nasce nas entranhas do AMOR.
Insólito detalhe 
gravado no coração, e onde uma viagem íntima se desenrola silenciosamente.

 Significativa dimensão no arquipélago da metafísica e no lirismo das memórias que rebuscam suas velhas histórias. 

Porque a dissolução
 da sintonia na alma é apenas um artigo sem ideia, e mórbida teoria de uma tensão masoquista que habita na carne.

APRENDEREI A VIVER 
SEM ELA?
Falta-lhe 
sonolência e a confusão nervosa de um "EU" doente arregala seus olhos, e com o seu conjunto de batalhas macabras, moradia sem condições dos sentimentos QUE DESATINAM DORES IMENSAS.

Um Orfeu a atravessar sua agonia
 Mórbida e só.

Um animal biográfico
 dentro de uma sombra tortuosa, e a distrair a grande associação da plateia entediada, e que no seu coliseu grita:

Ave Caesar, morituri te salutant.
A fervilhar
no coração a ausência do desejo que é devasso, e que não age no consolo da vida que enfada, e com gestos feios da persuasão que foi concebida por uma grande solidão que atiça a separação.

Um punhado de beijos 
jogados ao chão. Tamanha e estranha visão que mata de medo o coração.

 Grande Babel
de conversações dos pavores a  tremerem as mãos, E NA CADEIA ETERNA DO MEDO VIVE desenganado o coração,e cheio de permuta a labutar sem emoção, proscrito e a beber a sua amarga recordação.  



Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas


Bsb, 17/06/2017

18:58



"Adormeço olhando uma oferta do silêncio 
que flui pelos os desejos de uma mente, e bem quando essa 
se acende ao fechar dos seus ardentes olhos".



quinta-feira, 1 de junho de 2017

CARTA A UM POETA




A vida
 palpita no seu âmago, e que bem depois se abre inquietante e provocante, e ainda descortinada com todas as suas imagens, e nas extensões das suas perguntas insuspeitadas sempre levanta a força introduzida por um mergulho, e bem exemplar pela a sua sensibilidade, e onde se evoca a voz do Aedo com o diagramático da narrativa sensível que o faz viajar a sua maior odisseia. 
CARTA A UM POETA
E eis que o moço
 retorna a sua velha casa. Agora a esmo  e 
a reviver torrentes de lágrimas.

E, se por acaso, no seu casulo tivesse ele permanecido, certamente estaria como Brás Cubas EM SUAS MEMÓRIAS:
“Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da minha miséria...”.

" E se assim fosse nada existiria..."

Agora também 
como Brás Cubas ele deve lançar também as suas batatas e escrever com o sangue das suas veias, e no meio do vermelho da sua carne toda a sua tristeza.

- Ele perdeu tudo!
 

Um tesouro
 célebre com um aceno verdadeiro.  O eixo dos ícones com vultos vazados, mas com desenhos sombreados pelo o seu passado, e se por acaso, ainda assim existir em sua face tantos disfarces, apenas um enche a sua alma. 

" O congênito da gestação do seu nascimento..."  


- Deves partir moço... Que Deus te abençoe!


Latente prazer 
do signo que não tem abreviatura.  Recurso verbal para expandir o límpido diagrama dos seus sons, e que é colado na cartografia do seu espírito. Um código para ler o mundo dos sentimentos.

- Adeus!

 E entre um 
olhar gélido e um quadro trêmulo do corpo, e bem quando  ELE SE domina apaixonado.

Que bela 
abordagem meu amigo! Pois o seu “eu” não é fictício e ele sussurra e coteja a alegria quente que pulsa pelas as suas veias sinceras.

Epistolar e relevante 
é a posição da sua prosa poética, e com muita relevância a transposição das suas convicções que se acercam das inovações que flutuam pelo o seu coração, e que sem maquiagens os seus mais belos clichês são fragmentados para a passagem epistolar da sua comunicação sincera e sem rodeios.

Comprime-se
 e depois se rompe, e de maneira exuberante o seu singelo coração, adornado por emotivas fusões de risos, pois se vê em cena as luzes que arremessam os seus fachos, e um pendor austero, autêntico e bem embalsado pelo o sacrifício de manter em pé todos os seus preceitos.

- Seus risos sempre foram escondidos!

O baile da sua voz 
são frequências ortográficas com pontuações recônditas, e que leva ao seu coração as entonações do seu medo.

 Porque  louvável!
 Louvável é o elemento humanitário que caminha com suas pisaduras suaves pelo o ínfimo do encanto sereno dos seus perfumes, afugentado os pedaços volúveis de insensatezes, e assim cingindo a alegria dos seus sorrisos, subindo às alturas do seu espirito e a exaltar o lirismo, e nascido das lágrimas puras a contemplar as sensações para sustentação de toda a obra da sua vida, equilibrado e elevado em toda a sua totalidade absoluta, e que, entretanto, perambula às escondidas dos olhos humanos.  

- Anda tão cabisbaixo.

A alteridade do 
seu mundo interior é uma epopeia a buscar no universo da sua personalidade a riqueza consoladora, a embriaguez peregrina de uma pura índole que no louvor da sua matéria se tornam todos os seus conteúdos bem inspirados, e ainda articulados pela a maestria da ampla consciência que caminha ao seu lado, e que essa sem interesses ocultos e sem dissimulações em configura a sua justificativa em prol do resguardar dos sentimentos humanos.

- Ele chora quando alguém fere outro.

Impulsos seculares... 
Convecções de diálogos seguidos por canções graciosas e saltitantes, constantes e sempre aludidas pelo o prazer dos cânticos sensíveis, anseios delicados e sugestivos pelo o uso das aliterações simbolizadas pelas as abas poéticas do seu íntimo, raízes dos sermões com o intuito de conclamar o integrante da beleza do amor.

- E como ele pulsa a vida!

Ó alma virtuosa! 
Pregador convertido dos interesses dos outros! Privilegiado é o espaço onde teu hálito habita! A pulsão do prazer no seu último volume, e que se embebeda pelas as músicas, luminoso e dentro do baile onde a festa o arrasta para seus espetáculos, porque ela fita o poeta e fia nele a beleza dos sentimentos tão sensivelmente humano.

- Um oásis sem engano!

Indagador... 
 E sem heterônimos, e com um humor que sempre desponta o auxilio da clarividência de um intelecto que investiga a sensação da emoção pelo o coração, e que no liame, apesar de estreito, e do sacrifício das suas lágrimas, transmite o cunho da sua virtualidade ao cenário da tristeza que sempre vem recebê-lo sorridente e com maus egos.

- Ele se desfaz em lágrimas.

O amor que auxilia 
o princípio das suas formas. A sintonia latente nas brincadeiras das suas canções. O signo das suas viagens que guarda o calor do seu som. Os seus corredores feitos da matéria viva onde a potência da sua apertura guarda o sabor de um percurso infinito e cheio de dádivas superiores. O vínculo da sua melodia concentrada de sentimentos com as densas palavras a exprimirem os conteúdos das predominâncias dos carinhos. Líricas saudações nos projetos densos que se equivale à palavra AMOR.

- Como é bom te olhar!

 Mas...

Oh, tudo inútil meu moço! 
Ninguém consegue vê que dentro da sombra existe uma réstia que balança o concentrado do seu gosto, e que atira o afã da música que se estira no íntimo compasso do sabor!

- Quem é o cego?

Entrelaçados pelo
 o seu interior as emoções de harmonias e equilíbrios não são apenas simbólicas, mas canonizados pelo o seu cosmo em toda a sua harmonia, e bem acabado, e onde nas suas medidas... Não passa um só milímetro diferente uns dos outros. Porque ricamente bordadas as suas vestes enlaçam os corredores da libertação da alma, e bem ritmada as suas mensagens nos altares dos seus olhares, e no ventre dos sons harmoniosos que saem da sua boca, e que um dia voaram no céu, e depois na terra até cair no mar.

- Está tão perto moço!

Que belo visionário encantatório! 

A liberdade do pulso
 poético a ornar as batidas do seu coração, e com notas marcadas pela a metafísica absoluta, e bem centralizada no ínfimo da alma. A passear nos limiares inefáveis encoberto por um censo único e real, mesclando os mais belos poemas que soluçam ao enlaçar  das suas raras lágrimas. A convergência de dois mundos que se unem para as composições das suas mensagens. As audácias das correspondências dos seus olhares a transitarem por sobre eles os efeitos da difusão do realçar da corrente soberana e sensata do amor, lastreando-se assim a absorção da acepção da sua índole com o seu dinamismo de sensibilidade do seu espírito, E BEM articulado de virtudes e líricas paisagens de descanso e paz.

- Como é belo!

E que doce e suave
 cognição sensível no humano e com um espírito reto. A inspirar imagens de referências e não grotescas do conceito de um prazer que se mostra humilde, traduzido pela a sua BELA cor. A sua forma e acima de tudo o seu conteúdo exemplar. Harmônico áudio sem distorção, e de alta fidelidade nas graduações dos volumes exigentes dos seus eloquentes sonhos.

- Como ele se agita!

O excedente 
da sua exterioridade que paira no temporal da integridade da sua alma, e que no ritmo do seu corpo exterior a sua obra de arte se confunde com uma ilusão metódica.  O significante da introspecção do seu caráter que na confissão do estilo da definição do espaço da sua educação, embala a unidade dinâmica do seu coração, E BEM quando esse verte grandes lágrimas para a mobilidade dos seus sonhos.

- E ninguém o percebe!


A pluralidade 
aberta da sua mente alargada por belas caricaturas que perpassam no romantismo nostálgico, e que cismadoras arrancam o botão lamuriante de uma rosa que se debate entre suas folhas. A denotar bela ovação da razão que figura no gênio potente das  recreações dos sentidos e sem pontuações. 


Oh! 
Quão grandes pedaços de percepções! 

Memórias com inscrições
 dos signos da saudade a carregarem os
 símbolos da felicidade! 

Irrigações soberanas
 dos preceitos absolutos de 
paz e amizade. 

Porque
 em ti tudo emana bondade! 

E não é estática 
a energia e luz dos teus olhares que se consome em grande prosperidade! 

  E o instrumento maior que EM TI HABITA e que se chama AMOR não está embutido na falsidade. E a abordagem da gravura do seu respeito gera o encanto do auge da salvação que nunca lhe será censurada! 

E COMO BRILHA A TUA ELEGANTE FACE! 


Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas

Brasília, 01/06/2017

19:44



" Um mitema recôndito de uma partícula irredutível, e 
bem empacotada com o seu imutável. "  






segunda-feira, 1 de maio de 2017

OBRAS-VIVAS






OBRAS-VIVAS
NOTURNOS TÉDIOS 
das dores desvairadas que se entregam desleixadas a um GRANDE mal secreto, e que espuma embriagado as pictóricas paisagens de misérias, e que são acolhidas pelas as falsidades humanas nas praças de penúrias das suas falsidades.


 O místico 
torturado de um romântico que no seu panteísmo se embriaga com o pífio vazio da sua semelhante carne, dilapidando a si mesmo como escape da sua utopia, atormentada e dilacerada alma que tonta e na enseada branca do mal uiva debaixo de um outeiro, e entre pedras e areias, e tendo como confidente a grande solidão presente.      
            

Diluído o meu “eu”
alheio, e bem na chuva de um som lânguido, e ainda dentro de uma rua seminua a olhar o “ente” que não se esquece do seu padecer.

 Vagarosa magia 
que se atrela tão triste e anônima as sequelas do âmago pelo o indistinto passeio que se faz por dentro do ser.

E como doí minha cabeça!

Indômito e louco 
a raiva sem fim e tudo que há dentro de mim rasga o pulso teimoso dos olhares que se entreolham cheios de areias.

 E tomados de folhas
 secas a volverem seus pensamentos no turvo abismo que alardeia a sua consciência ardente.
- Estou cego?

Porque me arranca 
o chão da existência a matéria, e o seu fóssil cria caos que se dissolvem profundos e imundos nos ares da razão sem solução, e o pobre coração tomba inerte nesta nova era!

- E quem é você que me rodeia?

APENAS SOU:

“A luz de inverno
 dentro de um fósforo aceso que incendeia a candeia da esperança, e que não sossega o seu bulício que entornam os sonhos no seu azeite”, E QUE TENTAM EXCLUIR AS MINHAS MÚSICAS com suas representações cheias de encantos. A fervilharem misteriosas as dimensões dos acenos cândidos dos abraços miscigenados dos perfumes que incendeiam as entidades das vibrações que contêm todos os seus deliciosos beijos.
Meu coração tem
 grandes feridas, e bem onde nas suas fendas o seu salvo-conduto são as lágrimas que se escancaram nas correntes das dores, alargando a distância da felicidade que separa a paz.

 Porque irracional
 e contraditório foi à imitação vulgar que fizeram com os movimentos da minha língua, acrescentando-lhe arrasto e rodopios que não foram nascidos da santidade, e sim, das tragédias insensatas e falsas, mas tão bem calhadas das censuras dentro das muralhas dos seus grandes desejos perdidos.

Os soluços que
 avessa à alma, e que na exposição mística do seu clamor desatina sobre o linho onde as citações de um coração se molha em lágrimas, e como doí as rupturas do sangue a correr em outras veias, mas do mesmo nome!

- Socorro! 
Trago-o no meu coração agora a inefabilidade, e que fora doado pela à divisibilidade da carne-e-sangue!
Eu durmo e acordo.

Quieto eu amanheço a olhar o teto
Súbito silêncio a molhar meu peito
Estridente vazio me prende no leito
Das minhas dores sou o arquiteto

Soando selvagem ecoa a fala
Som fugidio que não aquieta
Mal que no coração se instala

Que voz é essa que não se cala?

Súbito sono invade as pálpebras
Sinal estranho a articular sem nome
Agonizante e lentamente me mata

E olho e depois saio à rua
Uma nauseabundo Mulher
a mim se insinua
A pairar na minha frente totalmente
 Nua.
É sublime!
 É sublime o secreto espaço íntimo que recôndito agita os coloridos das Obras-Vivas, e que traça a graça tocada pela a sublimação desembaçada dos olhos verdes que se viram esbulhados cheios de tantas belezas, E QUE solitários enquadra a poética no seu visionário, e onde na sua geometria se guarda as mágoas desvairadas.
 
A consequência
 do meu abrigo é o devaneio que sinto na síntese da memória que se arrasta na velha locução do seu imemorial refúgio, e onde as suas lembranças fixam apenas as tonalidades em brilhos, e que, opacas no seu dia-a-dia, as ordens das luzes do seu fogo se tornam apenas faíscas, e que pouco clareiam o aposento do seu descanso.

E assim EU tombo em todas as suas
 OBRAS-VIVAS!


Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas


Brasília, 01/05/2017

20:08

segunda-feira, 17 de abril de 2017

CORAÇÃO EM TRANSE










CORAÇÃO EM TRANSE
(vendavais poéticos)

Parece que dorme!
Eu tenho dito:

- Acorde!
O precioso
 testemunho de uma andança que respinga e faz arder por dentro do íntimo à lírica exaltada que lava a alma com a sua beleza.

Dinâmicos
 e despidos “ais” que sustentam com o seu equilíbrio as estações dos voos nos sentimentos, e onde brada a forma sensata e genuína de uma dádiva que movimenta cada página da alma. 

Um belo
 absinto que contempla os lubrificados lábios, e que esses no seu conceito inigualável bebem da água viva, e que transbordam intraduzíveis cores no “uni-verso” eloquente do coração apaixonado.

 Porque
 se alça os olhos para o céu do amor e dele se retira o sol celeste da vida que reflete na sua face nossa própria existência.

Oh! Por que não me ouves se em ti 
EU me acho?

Imutável é a instabilidade
 dos teus abraços que me leva para o espaço e encanta augusto o rugido que se agita, E BEM na energia quente que pelo o interior faz arderem ínfimas palpitações de um oceano, e que suspenso se enche pelas as pálpebras os mil aspirais misteriosos dos pensamentos que somente quem ama sente.

- ACORDE!

O BEIJO
Mentolado sabor que inflama e que sobe pelo 
o céu da boca.

 Espumantes dos sentidos 
que se despem enlouquecidos. Denso borbulhar de uma língua que se arrisca nos seus ANSEIOS atrevidos, e que bem quente e decalcada no frio dos calafrios se deixa entorpecer pelas as construções sem pausas dos seus fôlegos, e que nas suas ações se agita e pulsa vida. 

Músculo a
 colher o silêncio, e que depois escuta os alardeados alaridos dos ventos que abala o interior. Escapam e vêm à tona suas tempestades. O mar onde o seu veleiro alegra o cume do ápice das suas folias que se juntam calorosas e inflamadas pelos os tombos alçados da alma, e que se mistifica em um chamado para exaltar a revelação que banha por toda a sua face.

Rosto aureolado!
O amor que suspende e que aclama ardente pelo o fogo que devora. A chama da alma que proclama a flama do entusiasmo febril do peito, e que namora e implora pela a bendita luz-flor que mora na aurora DAS SENSAÇÕES INTENSAS, e se formam na fascinação dos encaixes dos seus sabores, e nos proeminentes sentidos que se aguçam em cada toque das suas plumas que infinitamente voam.

Porque se 
tocam por dentro as canções, e que em festas fazem palpitar as delícias de um coração, e esse sacramenta o diadema do seu universo que recoloca no seu céu cada “estrelinhas”, e elas fluem o incenso dos sentidos que nas resinas dos seus pensamentos fabrica o seu mel.

PLATÔNICO?


    O BALOUÇAR
 de ânsias que no silêncio gritam sob as folhas dos gemidos. As garras dos desejos que prendem os roçarem dos 
calafrios.

  A gravura se
 pinta nos seus musicais emocionantes, e os seus movimentos com sons e cores é um ardente belo quadro onde a sua matriz sai dos lábios, e apaixonado ela nem percebe que todos os meus versos são dedicados a ela, e todas as doses dos meus pensamentos é o exercício dos instrumentos nos olhares que leva a imagem dela.

 Porque à surdina 
sempre dedico o meu amor a sua doçura, e onde se revela a sua delicadeza, aroma que atravessa todos os meus sentidos e assim despertando o seu sol que me rodeia.

E aquece 
a seleção romântica dos cânticos que sempre tece a ela a poética de um céu dentro do seu universo, E COMO EU TENHO ÂNSIA EM GRITAR O SEU NOME! 

Angel! 
A ninfa a colher flores nos subterrâneos dos meus 
versos! 

Moldam
 figuras significativas quando te olho e o emocional elevado joga as minhas narinas o licor do teu perfume, detalhes dos contos de fadas profundos, emoções consteladas e bem açucaradas. 
Oh! É tu a minha amada? 

A mexer
 com o recôndito da minha alma! Pois se pula sorridente nas núpcias, e sereno e atônico se bebe da colmeia que acumula o mel. Porque vigora o seu brilho que repousa em uma face, e que fazem se entreabrirem os lábios cheios de felicidades, e dourado e repousante o calor que inflama a fleuma noturna de um olhar delirante que se ganha em um rosto róseo que não mais coabita nele espantos.

 A mutação de
 um sorriso que dentro do jardim do amor morreu. A compreensão de um emissor a distribuir as suas orações essenciais para a sobrevivência dos SEUS SENTIMENTOS, tresloucado pelo o discurso direto, e sem rodeios às manifestações em festas dos ardores do AMOR, E COM A SUA ORDEM INVERSA a repetir o mesmo sabor em alto relevo do seu ardor!

 Oh! Aprimora-me
À JOIA DO VERSO que vem nas tuas pupilas esverdeadas. O espectro do teu anel de rubi na ilustração soberana da tua face, e onde bem cravejado OS VOCABULÁRIOS DOS SONS nas clássicas poesias da tua voz. A perfeição culta das abordagens da tua língua no tratamento pautado dos licores que untam as vontades. Cenas de brilhos que se abrem quando te entreabrem os lábios... Ela nem percebe a falta que me faz!  

O CLARO IMENSO 
DAS EMOÇÕES a deixarem seus rastros bem equilibrados em cada soar das batida de um coração.

 Claridades mansas 
de uma asa que se lança no espaço das aventuras dos anseios a beberem o intenso e imenso licor da juventude, e que vibra a corda do amor que soluça verdejante o seu campo fértil de mil soluços delirantes.

Porque eu rasco 
tal como o vento os mil estandartes cheios de entusiasmos do AMOR, e a velocidade das minhas asas tais como hélices a exaltarem as ações agressivas das multicores da sua face, e no infinitesimalíssimo dos seus verbos eu não desfaço das suas pontuações de respiros para o descanso das propostas das expressões de saudades, e que nas suas formas e conteúdos se unem as criações perfeitas das suas sensações, e que sem objecções, e ainda mirabolantes de efeitos, e bem na pintura do peito onde se acha:

O SEU CORAÇÃO!
Recriar a figura
 enigmática de integração, e com os seus simbolismos indecifráveis pintar o corpo do AMOR, e na perfeição das suas formas traduzir a técnica que se destaca quando silenciosamente se apaixona pelos os seus enlaces, porque a atração de um amor não deverá ser somente erótica, e sim com círculos de atrativos que modelam as suas paisagens para a eterna gratificação do amor sincero. Porque o céu do AMOR às vezes manda mensagens codificadas, e assim apresentando o modelo da sua divindade. Um doce espírito elevado que dentro do seu universo se debruça encantado por todas as áreas das suas imagens, e assim os conceitos da valorização de toda a sua leitura CRIA um visual de objetos sagrados.

Áureo é o número platônico do meu 
amor. 

A sua fruição dentro de um retângulo da 
paixão. 

Proporcionalmente ilustrado pelas as razões de uma solidão.

 Dividido em partes
 desiguais pelas as emoções, e onde as suas diagonais são espirais estáticos dos “medos” que afoga o meu coração. Um arranjo com os módulos de A Z e entre números fracionários que causam calafrios aos sentimentos, e onde as suas medidas não têm nenhuma relação com a felicidade que tanto se sonha. Apenas um conjunto interligado que ainda chora em sua total construção.

Ou... (PERDIÇÃO!) Sei lá! Quem sabe: 

SALVAÇÃO!




Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas


Brasília,17/04/2017

20:20

APENAS SOU:

“A luz de inverno dentro de um fósforo aceso que incendeia a candeia da esperança, e que não sossega o seu bulício a entornar os sonhos no seu azeite”





sábado, 1 de abril de 2017

HABITAT



HABITAT


O impulso do hálito
 leve e solto, transparente e dotado de um licor absoluto, e que no limiar dos seus pulsos acessa o universo respiratório dos aromas que corporifica a essência da
 bela dama.
O habitat
 concernente a um olhar mistificador, e que condicionado de uma recepção romântico é tão marcante pela a luz da experiência, e com a ânfora da sua real aliança a exortar o nome da mediadora com a sua mágica fonte.

Emoções intensas
 e à vista para assim fluir um coração corrigido e assinalado por um epitáfio sem fim. A penetrar nos teóricos rolantes dos ruídos acesos que acessam com suas roupas de galas o fogo da purificação, intenso e aromatizado por um auge vibrante, pegadas que se aventuram nos riscos cativantes e viciantes dos beijos, vapores à luz de um alquimista que partilha fixo a ordem dos pensamentos, e com o seu secretismo corrente de vinho, e bem extasiado pelos os alaridos exorbitantes das delícias do amor.

Porque 
se esbarra em um coração 
ditoso.

Sublimes
 virtudes de um espírito 
perfeito.

Eu tenho 
dito e como também feito:

-“Bebendo e sorvendo do amor o seu gosto...”

E eu habito no 
firmamento de esplendor e cheio de súditos gloriosos. Fecundado pelos os olhares E COM sonos carregados pela a fonte dos desenhos criados por uma alma, e ainda intitulado:


- “O enamorado...”
Escuta! 
Escuta coração essas vozes
 doces! 

A língua
 materna da esperança que consola o adolescente e faz renascer o velho.

 O arrebatamento das abençoados promessas que caminham no reino celestial do amor. A correnteza sensata que penetra nos sopros da alma e alimenta as mensagens de um coração de puro movimento angelical.

É onde DESCANSA o moço.

Ele dorme 
na ilusão que cresce
desatinado pelos os seus amores.

Entre as
 cascatas que brilha a vida
ele chora carente pelo o amor.

Liberdade e liberdade!

 Ataviada e a balançar, e também apregoando o órgão instrutivo da amizade. Perseguindo os anseios que bate no peito. A alcançar os seus ruídos que deixa o coração em deleite. Ímpeto amoroso que enche o leito. A arderem às escutas que transitam proibidas nos anseios. Lacrados perfumes que estouram todos em devaneios, e os tímpanos se inclinam nas elevações das suas ações, onde as virtudes e sensações dos ritmos melódicos do amor o leva as ousadias dos incêndios apaixonados, ensandecido e erguido pelos os braços aconchegantes da vida.

Mimosa e graciosa!
 Cascata de afeições a escorrerem pelos o seu lago os afagos do amor! 

Afia! 

Afia a rosa o seu aroma, e tácteis emoções visuais chove da colina. Entre gritos e gemidos de fogo que escapam dos seus sentidos. Alaridos que apura a mistura do sal doce da joia rara, pois se cria flutuações na língua e as afetações encorpadas dos beijos ganham tonalidades maliciosas no fluir das vozes que se enamoram.

Pois afogo 
os teus cabelos na minha boca e desloco os teus lábios embevecidos de feitiços, e o tom sensual nos meus olhos lentamente morre.

 Mas de um súbito
 salto, e as pupilas se esfregam e logo depois retornam a medida exata quando ELAS RENASCEM..

Eu ergo as mãos
 aos raios brilhantes do abrir dos teus olhos, e neles apregoou o sol do meu destino, e atino sucumbido pelo o ensejo de obter o seu topázio, e se por acaso, e dentro dele me acho, desmancho-me e perturbo-me tentando alcançar seu vestido de alça.



Carlos Alberto

albertoesolrac
silêncioelágrimas


Brasília, 01/04/2017


14:47