segunda-feira, 12 de março de 2012

TRANSPOSIÇÃO: CORPOS

                                  CORPOS
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O império que se origina na mente. Que tem o poder da fruição da linguagem dos desejos... A vulnerabilidade de um olhar que se levanta, para explorar o campo semântico, onde, primeiro: a visão ilustrativa, segundo: eis que se levanta a etimologia dos sentidos, é quando o fascínio do corpo desenvolve a hipérbole na língua, e essa, mede o aparecimento na mente humana da criatividade, cheias de fermentações, não se escota, por que a visível representação que se morda, conforme o mar de visões que sobe ao coração; impulsos violentos, e as suas substâncias absorventes, importunam as crescentes palpitações, que sentem os rastros penetrantes dos desejos que pernoitam, fazendo a sua ardência e cravando os seus sinais eloquentes. A voz enternece, arrepia e a vontade se inicia...
Ah! Coração que almeja os suspiros que abafam bocas! Faz voar no céu o retrato do meu rosto de ébano, cheios de estrelas! Por que a flecha voa e na sua lei, recolhem as delícias dos olhos, torturados, fechados, abertos... Semicerra a tua boca, por que o sútil instrumento, a língua, tem asas do onipresente, e os astros que se movimentam, a sua porta, quando retocam as grandezas dos movimentos íntimos, causam explosões, e as pétalas se abrem, e as mãos se movem e alcançam o seu pólen… Eu sou o teu jardineiro e vim aqui da flor cuidar. 
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Oh! Estelífero mundo fulminante, reluzente, onde se assanham as fúrias das mãos que avistam o áureo corcel dourado! É à força do mar, do sol que desce da lua, e que se tonteia cheia  de estrelas! Oferece a tua carruagem e permita-me que nela tome o meu assento, e entre zéfiros, ósculos floridos e ardentes, eu possa plainar nas tuas folhas, onde suspira o beija-flor e as flautas cadentes dos nossos olhares... Que querem falar aquilo que o coração sente.
Oh! Flor de lábios tentadores! Exalas o teu hálito, por que ele é o meu paraíso. Desenrolam as flores dos teus risos... O relento do teu jardim espera o seu jardineiro e hoje vim cedo para ver o teu botão se abrir, entre as pétalas da tua face... Oh, Minha flor! Receba meus cânticos de amor...
“Então canta para que o meu desabrochar seja mais delirante e as minhas pétalas não caiam mais de mim”. – pediu a flor.
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Ah! Anseias-me teu perfume quando emanas.
Das flores diversas do teu olhar.
É a brisa que se espalha na pele santa.
O coração canta: “deixa-me te amar! Eu posso te amar?”
Pressinto ainda recente teu perfume nas narinas.
São toques das tuas unhas a me roçar.
Sinto de volta a essência a me tocar.
São doces que se abrem em suaves  nectarinas.
 Refugio no interior do fogo que faz incendiar.
Tuas feições na  mente é minha sensibilidade particular.
Oh! Não quero e nem desejo outra no teu lugar!
Tua voz celeste é à flor dos meus suspiros.
É o perfume que deseja tanto o meu escutar.
Se não permites que morra eu por ti, então me deixe esse amor exalar.
Ah! As pétalas é a simetria da tua face. São as disposições despensas do teu oxigênio; onde a luz sensível faz a moagem dos óleos, dos azeites, produzindo o sabão cheio de pigmentações, para a composição do teu cheiro e do teu lubrificante na pele. 
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Oh! Tuas pétalas e sépalas são tão idênticas, e me ladeiam, nos jardins gozados pelos os meus pensamentos, celebradas pelos as flores dos vales de admiração dos meus olhos. Respeitosa razão da luz cintilante, que entroniza o éter do céu de atenção... Que cativas os meus olhos. Que belo luminar de giros mirabolantes se faz nas texturas das tuas virtudes, e no portentoso abrandar do teu néctar, quando escore nos fulgores das tuas pétalas, o doce solúvel do abrir dos teus olhos. É brilhante o ferro em brasa do topázio, que fulgura no sagrado e justo pendor dos arcos que te cerca.
Parabéns! – assim falo...
Parabéns, ó asas que brincam nas variações e vibrações do fulgor do teu doce! Pelos os talos suaves que alegram os montes de saudades que se elevam, e a ti atiram suas fragrâncias que se acendem, antes de chegar até a ti, iluminando assim, a mais perfeita dos paraísos! Que gozo! As estrelas das núpcias te saúdam e meigamente, abre-te os braços, leva-te ao camarim e relata o ápice brilhante do teu doce. Abalas-me e transporta o meu apalpo a comoção eloquente do amor que tremem os olhos e comove o espírito que se derrete... Eu sou o teu jardineiro e posso te tocar.
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Ouves o meu assobio... É a sentença de beleza que te entroniza nas assembleias dos meus aplausos... Olha a alteração no céu da minha face... Eu te comparo aos altos templos estupendos com suas belas rainhas... Oh! Serápis!
Meu coração é prole das bênçãos da tua alma e da progênie do teu espírito. Oh! Símbolo nítido do fruto da graça do amor! Obedeço às obras da tua lei...  E a obediência servil da minha fé, é exaltar a pureza dos teus cristais... A leveza dos teus giros na minha alma. Oh! Excelsos utensílios guardados, são os sábios ardores de reverência do teu coração, e o meu tributo, são os ais brilhantes de ares líricos que sobem como balões, cheios de gases de vida! Ofertas dos manjares dos meus lábios, que conduz neles, o anjo do incenso... É o renascimento do céu que proclamas o seu novo raiar cheio de mimos nos seus olhares. Em mim o teu domínio é acentuado e o mar me afoga em tua busca. Eu sou o teu jardineiro e posso te banhar. 
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As minhas mãos recebem a tua alma, e nos seus olhos, palpita o meu beijo, incitando as vertigens dos meus gritos espessos, persecutórios e que inelutavelmente, despedaça o seio meu que te agita; oscilando entre sinais e sintomas palpitantes, onde os sentidos vibram, e as sensações das temporalidades, encaminham-se para o exílio loquaz do prazer, onde o improviso carece apenas dos diálogos linguísticos, que são murmurados timidamentes, sussurrados, apenas pelos os olhares das línguas... Os olhos fechados saboreiam, enquanto as bocas abordam as múltiplas formas alarmantes de ais e sorrisos, definidos pelo o gosto expansivo do corpo.
Ah! A grande síntese é promover a queda do batom dos teus  lábios e compreender os sons prolongados da lesividade do elástico da tua pele... Que se contorce, que se rompe, para receber os princípios dos abalos. Oh! Que sujeito determinante! Privilegiado pelo o universo das medidas que enfatizam o cobrir do corpo, como um lindo vestido, ornamentado de polaridades atrativas aos olhos! Pérolas subjetivadas pelas as visões dos espetáculos dos prazeres, onde se mergulha nas suas alegrias... Agarra o doce do seu aceno e as alterações das batidas do seu coração; fazendo bater a fábrica das suas sensações, e determinando, o delírio da malícia do sargaço infantil, quando vem chegando o orgasmo!
Teu corpo é o meu alimento! É sincopado de doces agasalhos para a minha pele... É interpretante e nele vejo a minha transfiguração em fogo ardente e suave. Eu sou o teu jardineiro e posso as tuas lindas pétalas balançar. 
 
   Carlos Alberto
    albertoesolrac
    silêncioelágrimas  

sexta-feira, 9 de março de 2012

FOGO E SONHOS

Subjugado sou... Sempre serei por ti, ó fogo! 
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O fogo que sobe decisivo nos domínios dos sentidos.
Lembranças vivas que abrasam e não se explicam.
A luz contida... Latente e que na pele se aplica.
Desejos colossais que no seio escondidos...
Olha-me e roça com o seu batom mexido.
Pela a língua que se move no seu quente ardor de vida...
   Eu procurei as minhas convicções, e elas vieram nos componentes inconscientes, que pleiteavam nos seus devaneios. Evidencie-os quando me dirigi aos instintos, que intermediavam os meus pensamentos, em uma zona bem profunda. Fui manipulado e me aperfeiçoei ao seu nível com tendência rítmica, por que foi o meu coração que impeliu a evolução dos meus olhares, onde esses, queimados pelo o fogo, fez-me abrasar a doçura do ultra vivo fogo ardente, privilegiado com doces, e ele me levou a brincar com as suas brasas incandescentes, onde a sua explicação, ao meu coração, era simplesmente, o seu airoso amor e seus efeitos significativos.
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 O fogo balsâmico com a sua umidade eloquente, penetrante, cortante, mas necessário à nutrição da mente e a purificação harmonizados dos sentidos insinuantes, e cheios de desejos profundos.
E, quando vi o fogo, eis que me peguei a andar por lugares de estruturas desconhecidas, mas tão radiantes, que o seu império, seus tesouros, seus doces se esconderam dentro de mim, e, percebi que eu queria subir aos seus pícaros colossais... Soltar meus gritos na sua luz e ver-me andar nas suas fagulhas, com os pés descalços, para sentir se realmente, ele, o fogo, queimava...
      E queimou! Queimou por que eu fui ao seu braseiro, tonteado como uma mariposa pela a sua luz, expus o meu coração ardente, o explícito ao seu Vesúvio. Secaram-me os lábios e ele colocou o seu perfume ardente na minha boca, foi onde, adormecido, pude perceber a sua chama que consumia meu ser... Incendiando os meus lábios. 
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O sagrado da sua realidade eloquente, do seu conceito, das possiblidades e distinção do SIMBOLISMO do efeito do fogo nos olhares, tecendo na imaginação, a acessível verdade da sua atividade, de uma instância que percorre o signo sensível da energia de um espírito, que se agracia e nele é atribuída a função deslizante do seu voo: o fogo feito amor e sonhos...
“ – Queres ser o senhor da minha lareira e saber como me dirigir entre sonhos e fantasias ardentes... – Perguntou o fogo a me olhar e sorrir...
Como? – indaguei... Como fazer depois o teu controle? Por que acendido uma vez no coração, terei uma voz colérica, e o fenômeno do teu complexo, incendiará mais os confusos e ingênuos abrir dos meus sentimentos. Devo tocar-te e te soprar, pondo-te na espiritualização da minha voz?
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Oh! Não percebes que eu ainda sou uma criança e, tomando-te por inteiro na minha pele, ela chamará o calor da tua luz... O perigo de um grande incêndio dentro de mim se levantará e sem controle, as minhas inibições correrão nas chamas engenhosas do teu arder... Oh! Sentas-me e proponhas as tuas ações; por que as tuas lendas provocam o acender da tua lareira em mim......Devo experimentar o fundo da tua combustão? O teu caracol no meu coração estar fechado... Não devo abrir o seu incendiário dos teus devaneios, experimentar os teus instintos. E se tu, se agregar por definitivo no meu íntimo, e depois, retirar-te, deixando apenas os teus reflexos, o que farei? O sempiterno da tua intervenção virá por acaso, na minha realidade, e aliviará o teu poder, que ficará nos lugares mais inóspitos e sensíveis do meu ser?
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Examina em mim a estrutura, por que as dificuldades do teu acender em mim será acesa e nunca mais... Oh! Nunca mais! As evidências do teu gosto sairão da minha boca! Não percebes que choro quando eu te olho! Não percebes que a minha pele treme e o teu som paira nos meus lábios! Convidas-me a te sentir, e depois... Ficarás tu para sempre no inconsciente da minha alma e nas delícias dos beijos! Lanças-me os teus domínios e faz as tuas oscilações agregantes e cheias de ritmos... Oh! Não! A tua lareira provocará a ruptura do meu abrigo, e eu para sempre, estarei contigo, na dependência do teu espírito, que converge com sinais as marcas acessas no corpo.
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- Eu
Poderei te aquecer e fazer por instantes, vibrar os acordes da minha música nos teus olhos...” disse o fogo ardente e convidativo.
Oh! Aquieta-te, ó fogo! Não projetes o teu andar por que repelente sou! Não colho a festa do teu prazer e as flores delicadas do teu véu são mortais flagelos que queres me entontecer... Violar os estiletes celestiais, brilhantes, verdejantes dos meus alegres suspiros, que ofereço a minha alma, como louvor de um concerto sem dor? O Teu céu engalanado, petulante, oferece-me as tuas primaveras, e nelas, os teus dentes que mordem as alegorias do teu próprio disfarce? Voltas os teus olhares subjetivos para a percepção do meu coração, que, fitando-te, deseja o teu recurso acionador dos teus abalos... Queres fixar os teus temas nos meus olhos e depois, abordá-os, olhando a minha alma com a tua subjetividade?
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Oh! Chamas-me e propõe que eu me sirva do teu banquete e me balanças nos teus braços de aconchegos, depois ergue a tua taça e me convidas a um brinde a tua memoria...
Terei que convocar os teus salões de núpcias... Flautas das tuas pupilas adormecidas para te despertar?
Teus olhos estão cheios de lágrimas e nos teus lábios, repousam milhões de amores entronizados nas infidelidades das almas?
Queres que eu receba os fluxos da tua tendência e os excessos dos teus movimentos por dentro de mim? Ah! Queres descer à minha matéria e receber as minhas lágrimas como torturas por sonhar com o teu paraíso?
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 Não quero o teu xarope balsâmico nem lamber os restos que ficam na tua colher, por que o teu mel, no principio, desce doce e suave e depois... Depois! Acumulas os teus cavacos e punhados de azeites inflamáveis e acende no coração a tua fogueira, apoderando da espessa fumaça que entra nos olhos, e os transforma em tições de lágrimas flamejantes, que descambam em velocidades translativas, efluentes dos teus talentos ambiciosos, aproveitando as correntes das narinas enamoradas, eis que se alocam e lança a tua substância atrativa, e nos seus efeitos, os meus vestígios líricos serão derrubados do meu espírito, que cairá inconsciente pela a dependência do teu ardor...
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Oh! Temo-te, por que correm pelos os campos harmônicos dos meus sonhos, as tuas viçosas labaredas, fazendo despertar o aguçar ingênuo de um coração que quer te provar... Isentas-me da tua experimentação; pois as tuas fórmulas são para mim agora diferentes, e os meus devaneios não mais se desenrolam no teu círculo, e sim, apenas na fantasia do teu conhecimento e nos complexos da tua clássica análise de apenas olhar, tremer e querer viver-te em ilusões profundas dos teus atos...
Voltei e tudo foi um fracasso!
Tentei lutar, mas destruído.
Voltei com o coração doído.
Tudo foi obra do teu acaso!
Agora só me resta alto gritar.
Chorar nesta tua vida covarde.
Gritar no teu vale que arde…
Ensinar o coração não mais amar.
Oh! Não mais seguirei avante!
Cansei-me, pois o coração a delirar...
Só quer morrer neste instante.
Ficarei mórbido neste meu lugar!
Quem sabe quando a lua mudar…
Poderei ainda cantar o seu canto!
 
   Carlos Alberto 
    albertoesolrac
   silêncioelágrimas

domingo, 4 de março de 2012

POEMAS AVULSOS

ESCAPISMO
 Eu estou de mudança
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Cada vez que sorvo o ar angelical do abrir do dia, eis que deixo entrever nos meus lábios, a luz do nascer do meu novo espírito... Com o seu expressivo céu azul... Tingindo pelas as maravilhas dos perfumes delicados que se expandem pelas as minhas narinas. Inexcedível doçura é o nascimento das afeições dos meus olhares e o meu escapismo é olhar a flor de atitudes inusitadas, que abrem e fecham suas pétalas, como se me convidasse: “Ouças-me e faça subir o meu cheiro em ti...”

Estou de mudança para o trânsito de um espírito
mais denso em
suavidade. A canção  sempre me acompanhará,

porque ela me lembra 

quando o humano me
chamava e eu sempre me escondia e chorava. As

reflexões serão postas em um novo

período da minha
existência. Eis que mudo e uma nova aurora

despontará! Quem sabe,
mais perto dos amigos, eles não me convidarão a

beber do seu vinho e falar mal das suas mulheres!
Enquanto isso, arrumo aqui o desmantelado

coração solitário. Eia! Que
sejam fecundos os zéfiros da nova cidade! E

quanto a ti, ó doce
Brazlândia! Quantas vezes me vistes chorar!

Quantas vezes recolhestes
as minhas lágrimas! Ah! Sempre te amarei, ó

cidade do meu
crescimento! Simplesmente, Adeus! Mas sempre te

visitarei quando
surgir às primeiras gotículas de lágrimas na minha

face... Afinal... É no
teu solo que dorme o meu maior tesouro... A

pérola da minha vida que
foi extorquida abruptamente e com ela também

repousa uma parte de mim!

Ó mãe Selma!As nódoas de lágrimas nunca se

extinguirão,

porque... Elas têm o teu doce e cheiro.

MORREU COM ELA 
Morreu com ela a esperança da minha vida
O gênio do poeta. A lírica aérea.
Oh! Deus! Deixai desfolhar da poesia,
A meiguice dos olhos pálidos divino dela!
Ardente sabor eu vejo a graça nela
Nos meus tortuosos dias sempre a vejo
Bem perto, encostado ao seio dela
Um príncipe da cor do sórdido pejo!
Morrem comigo as cores dos sonhos belos.
Amanhã... Amanhã ao som da lira fúnebre!
Virão aos meus dilatados olhos cegos,
O prazer de sentir os momentos eternos…
A dor! A dor me consola! É remédio?
As lembranças doloridas dos olhos dela?
Amanhã... Amanhã para o meu grande tédio,
Virá com ele, juntos! Oh, Deus! É ela! É ela!
Choro nesta vida e no fadário singelo
Meu dolorido coração já não vê o belo
Por que seu perfume ele roubou dela
Agora sussurra sempre e vive a sonhar com ela.
                  
DEIXE-O IR
Deixe-o ir para o Spleen do cemitério
Deixe-o fumar seus charutos e beber o seu vinho
Não negue ao poeta o seu maior adultério
Deixe-o que siga só no tortuoso caminho…
Deixei-o ir à masmorra dos que estão mortos
Não lhe negue o beijo e seu doce desgosto
Mostrai os sulcos do seu rosto torto
Deixei-o seguir avante, deixe-o de coma!
Mostrai onde ele deverá repousar o seu corpo
Levai-o ao cemitério mais próximo
Dê-lhe do liquido que bebeu a divina morte
Levai o seu cadáver para a terra que chora
Deixo-o partir, pois a alvorada o adora...
Ensinai o caminho para seu coração que se apavora
Deixai-o junto dos que sorrindo dormem…
Nas catacumbas que os orvalhos molham
Fechai a tumba! Oh! Adeus triste poeta!
Ninguém denotará porque tanto chora!
Adeus, ó cantador! Eis que se abre a porta,
Do fogo do amor que no teu seio aporta!
Abriu...Saiu...Ó poeta não vais embora! 
                    
É ELA A FLOR
É ela! – sussurrei ao vento. É ela a flor!
A doce pétala meiga da rosa perdida
É ela! – A cândida estrela da minha vida 
A que vai fazer o meu coração bater por amor 
Que bela virgem! Que filha doce da Santa Maria! 
A que trará alegrias ao coração aflito
Não mais chorarei as margens do Cocito
É ela o aligeiro sonho que estava perdido!
Oh! Acordo é apenas um sonho meu entristecido 
Seu rosto doce, suado, quis Deus
Que fosse um simples adeus
Vivo privado do fogo ardente do meu peito!
Meus olhos refletem os teus! 

                     
 PRESSÁGIOS LÍRICOS

A ave chulas frases…
Pousou na minha cama a
ave afeia infernal.
Tinha olhos grandes. Fitava meu rosto mortal.
- Sois de Põe? – Perguntei – É irmã do nunca mais? Vens dos tempos passados? Dos ancestrais? O que fazes aqui? - Ela sussurrou sorrindo:
- “Creias em mim, ó mortal! Creias no imenso!”
- Oh! Não entendi... - retruquei – O que queres dizer com o imenso? E a ave cega de odeio me fitava. Seu negro corpo em fogo se transformava e assim falou:
- “Venho da divina comédia... Dos sonhos dos que amam o Spleen, e sou o anjo Carionte! Creias em mim, ó mortal! Creias no imenso! O
Imenso daquele que é gente!
E achas que aquilo que sente
são germinações da boa semente!
- Gente! Imenso! – Arquejei – Crer em ti, ó soberba! É pasmar na eloquência! É que na adestra fúria o lúgubre coração canta! Regozijo da pasma e vil angústia que ele derrama! Forjo nos púrpuros dias os clamores, ó minha santa sacrílega, que nos céleres ares o foice corta! Adestra coração! Adestra ufano o farpão da morte! Aligeiro mergulho no Late, ó deusa Vênus sagrada! Malditas hórridas vozes atroavam com falsas chulas frases! O ledo amor mavioso adeja meu sórdido coração! Banhando no ensanguentado rio da amargura! A densa lavra de cumpridas asas afias triste chora! Logrando dulcíssimos suspiros nas boninas flores! No sólio do ínclito o vate sente aeras dores!
Forja coração no peito o amor!
Onde ruflam as asas e estoura o tédio da amargura! As narinas enviam os ares ao coração da formosura!
Mugindo as suas rochas em furações vozes a ave canta!
Quem é ela? Apaixonada! Talvez cópia do infiel letal engano!
A maldita chama afável do jogo do abandono!
É o amor assim? Que no seio acende e apaga a chama?
E da sua Belona, onde do seu pasmar, o coração não cansa!
Adejam os farpões as lágrimas que vertem os néscios! Amores no peito e corações em danos!
E tu ave agoureira em férreas dores me abrasas! Não sou eu o mais perfeito cadáver da tua sepultura? Sou raça! Apedrejas-me antes da minha hora! Mata a cega alma que raivosa lágrimas derramam! Ó sepultura! A mãe que no seu seio o condenado réprobo repousa!
Na lousa...
Na nostalgia...
Corta os ciprestes que cobre o túmulo... O  que verás? A volúpia dos lábios que uivam nas trevas pedidos! Acorda coração e respira o ar de dor e da vida! Acorda, suspira e chora!
Nas solidões...
Das concepções...
E tu, ó ave amarelada com o ouro profano! Cucurbitácea de golfões de sórdidas frases!
Cobras-me!
Pois o teu quinhão são minhas lágrimas!
Ave agoureira!
Tua fronteira não sou eu!
São os que se perdem...
No êxtase do prazer...
A carne voluptuosa...
Não conheço o seu ardor... Apenas sonho com ela, pois sou humano!
E sou eu que apascento o meu desejo no seu curral de cheiro!
E a cordeirinha me olha... Enamora-se...
Atiça-me, chama e chora!
Eu sempre digo: te segura, pois chego agora! 
E lá nunca retorno! E o suor bate na minha boca e fala: " vá lá moço experimentar do meu doce.." 
Uivou a ave irosa:
-“ó mortal! Ó sólio da agonia! Ainda és criatura e não filho do Altíssimo, portanto, tenho em ti poderes! És tufões de gentis dores que na carne voam...Apedreja os cadáveres que nas lousas dormem! Na cadeia asperíssima a tua língua soa! Funestos hálitos de atrozes sons que queimam! A tua iniqua vida e tua perdida entranhas!
Estranha...
De carnes oferecidas...
Sangues unidos pelos os ásperos beijos...
Assim falo:
Oh! Eu pasmo nas febres cingidas pelos os tropéis das paixões... Eu não beijo e os meus lábios são acessos ingênuos...
Embalde grito para aferrolhar mais ainda o meu coração.
    Na solidão...
De lama...
De lavra...
Sou também fúria que o zéfiro sopra.
Sou nódoa..
 Da avareza... 
Vileza...
E tu, ó ave! Quem tu és? A amargura?
O tédio?
Respondeu-me ela?
- “Sou pungente”! O alicerce dos teus tributos escondidos! Dos olhos que te fitam... E te acham o santo!
Santo caído...
Santo profano...
Ó mortal inquieto...
 
Eu rogo!
Creias em mim, ó mortal! Creia no imenso!
Das asas...
     Das noites eloquentes...
             Dos teus pecados...
Creia em mim, mortal, porque, transformado sou, mas nunca deixei de ser gente... O fogo da minha pele é o mesmo que em ti também ascende e acende!
Mortal! Roças-me e me ilumina! Sou oferenda do prazer do teu ser.. Ó mortal crendo em mim subirá com um leve perfume do teu incêndio para o meu céu!

Ah! Ave profana!
Tu me olhas... Rondas-me...Provocas-me...
Levanto-me abro a minha porta e saio.
Vou ouvir a delícia da minha infancia nos acordes que traço.

Ufa! Edu, voltarei para a minha bateria e suas batidas incessantes e eloquentes... Moço, foi lançado o convite... Fechamos os olhos e vamos dormir nas proporções sustendidas dos nossos abalos. Vens comigo?

Carlos Alberto
                             Albertoesolrac
silêncioelágrimas


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A PERCEPÇÃO DO VOO

A SEMÂNTICA: AMOR
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Rasque os fenômenos da minha pele... O teu retrato que foi gravado na luz dos meus olhos... Acenda-o!
Ah! Minha alma! Consola-me! Estou perdido e não mais consigo ver o teu paraíso… Por que se foram os teus colibris, e nos teus campos solitários, não mais fecundam os sonhos que plainavam nas tuas campas, nos teus bosques. O teu perfume não sobe mais as narinas, e feridas foram as suas asas...
Ah! Minha alma! Consola-te também!
Indômitas irrupções nostálgicas... Remanescentes!
A difusão energética… Súbita e impetuosa de um olhar de fruição e aflição, nos paradoxos de vulnerabilidades da sensibilidade, percepcionada com metáforas, metonímias, ilustrativos para o predomínio da luz da alma, que na sua visão epistemológica, do ser, dentro da luz do dispositivo do grito, quer experimentar e observar as suas retinências, nas evidências da face que se consome, quando exercita seus sorrisos...
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Ah! Minha alma... Quero o maioral dos amores!
Amar-te-irei com a língua superior a dos anjos...
Com a forma crescente no instrumento imprescindível do grande coração; eliminando as ruas raízes profanas, substituindo assim, os seus assentos frios, e iluminá-los, pelos os fachos do conhecimento único do amor verdadeiro. Acentuá-lo a uma nova instituição intelectual, normalizando dentro do seu paradigma, o teórico predomínio visual da intuição dos seus olhos, que se acenderão na galáxia das constelações do teu ser.
A minha boca estar cheias dos teus profetas e os perfumes prontos a explodirem... E quem me ouvirá? existe alguém sensível que possa me provar? Quem? Desafio a lógica dos corações humanos com os seus sentimentos.
Quem receberá a primeira gota? Por que o ato da sua doutrina acrescentará a misericórdia, construindo o escutar sensível...
Oh! Faz coroar os mais altos e elevados propósitos, encravandos nos meus lábios, as sublimes confecções dos beijos ardentes, iluminando a atuação da minha aliança e as movimentações dos períodos dos meus desejos...
Oh! Ações das forças inspiradas pela a ascensão dos sonhos!
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São pródigas de interpretações as avaliações que faz a boca do gosto, e que desarmam as informações que correm na mente de um amor sentido...
Os traços românticos da minha personagem... Meus olhos evidenciam a existência de um lugar sensível, e a sua ação, faz-me notar o ato pulsativo do espírito, que se desloca por dentro de mim, rufla as suas asas e com a visibilidade cognitiva do seu ardor, define os lugares por onde deve meu espírito passar.
A lâmina atravessa o campo de imantação das forças dos meus sentidos, e o meu corpo, participa da emancipação dos abalos, e nesta inconstância, eis que me apregoa a velha águia que do alto grita:
- “Vem voar comigo e beber do vento que alimenta as plumas, no teu caso, os sonhos...”
Oh! Onde estar o meu dispositivo do voo? A razão dos ensinamentos significativos dos sentimentos? Eu devo olhá-lo, aplumar as asas e me lançar na beleza do seu olhar? Nas delícias dos seus suspiros e fazer cindir, dentro dos seus beijos, que o meu primeiro voo será celestial, produzindo na pele, a razão da ação que plainam nos meus olhos e faz a sua habitação na minha face...
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“-Vem voar”- Também fala o colibri que se ausenta...
Provocas-me... O céu também me pertence! Qual é a tua ênfase, ó colibri? O teu significado? Ilustra os teus voos à necessidade do meu espírito? O teu recurso são voos apenas... Gesticula o teu corpo e não faz transbordar a área mais sensível dos alicerces da plainarão do espírito, a sua sutil sensibilidade de coração, que sente as múltiplas formas dos voos?
E certamente nenhuma mudança acontecerá, ó colibri, por dentro de ti! Apenas o vento a tocar-te!
 “ – Vem voar comigo...” – Pediu a divindade ungida com os seus ornamentos e nos lábios, um fervor de desejo e festejo.
Oh! É o coração com os seus processos... Os seus atos e as suas ações! É a força que se dobra na sistêmica fortaleza das alumiações da vontade e faz explodir a potência sensorial dos juízos abalados, desalojando-se do mundo limitado, fazendo romper fortemente, as insensíveis anulações do espírito, e dos ecos dos espetáculos, dos efeitos da sensibilidade e da fruição do odor existencial em si...
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Ah! Revela a ti a necessidade do intento das tuas asas, em querer sacudir-te?
É um aroma subir nos empenhos das tuas virtudes e santificar a sublime fonte dos teus suspiros. Precipitar-se nos precipícios luminosos das cordas eternas dos teus olhares, e nele fazer vibrar o cheio primor dos teus olhos. Na arte das traduções dos teus lábios; lançar-se entre as folhas do teu corpo, procurando te esconder comigo nas suas ramagens... Verter nos teus voos harmonizados longos eflúvios de ais saudosos. Admirar-se da elevação da tua boca, gozando assim, o seu sereno abrir e ver a exposição da tua língua, analisando na minha face o sabor do meu gosto...
Desmaiar diante do céu dos teus olhares, agitando o teu coração que se recolhe, em buscas das tuas criações ingênuas, mas equilibradas, pela a rigidez da escolha dos teus lábios, que se entreabrem para receber o fogo.
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Oh! Que voo atroz me convida a buscar os teus imagináveis pensamentos? Mostrando os teus voos líricos e a existência que confere na tua boca, os diálogos proféticos de arrebatamento!
Nasce na tua árvore o admirável fruto, e o seu exótico, será levada para o Éden dos amores, onde a sua pratica será revestido de dóceis suspiros, que rolam dos teus olhos e balançam as folhas dos teus sentidos...
Enflorar na tua pele, os orvalhos do meu coração, que suspira no ardor das tuas asas rendidas, volvendo-me nas fibras do teu corpo, a minha alma voando contigo... Cingindo os teus seios e soluçando nas carícias dos teus anseios...
Fazendo palpitar nos meus dedos, a pulsação do teu perfume melindroso e no meu ser se esconder, e eu te espremo, e o teu hálito me molha...
E Tu me dizes: “vem voar...”
Nos respingos da tua saliva... Na onipotente ornamentação dos teus lábios, com o teu batom que te dar vida... Bato na tua câmara em busca da luz que anima a tua existência...
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Oh! Voar! Demonstra a personificação da tua intencionalidade... Dos teus desejos, intensificando na tua boca, os conflitos dos tremores, para a organização do teu campo romântico.
O lapso oral dos teus discursos têm as reflexões do meu gosto e quando me olhas...
Retiram de mim o teu vocabulário de ais ardentes...
Aborda os teus desejos que fluem visíveis na tua face...
Faz o percussor dos teus olhos na minha pele, buscar lugares sentido pelo o teu coração, onde a sua persuasão, faz a comunicação da tua ânsia por dentro de ti...
O significado do meu ser significante é a dialética do teu inconsciente. Que faz a subversão do meu sujeito, na ardência das tuas cartas, enviadas ao teu espírito, de clamor pela a minha estadia por definitivo na tua alma...
As formulações dos teus esboços são gravadas pela a técnica dos teus dentes que te corta os lábios, onde o teu principio se completa: os sonhos que voam além do teu prazer e te causam completas intepretações, que a obra mulher em ti é alcançada...
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A dinâmica do teu olhar, quando se apercebe do meu doce, te faz dialogar contigo, construindo assim mais um sentido em ti...
Ah! Voarei contigo e nesta tua bela paisagem, anunciarei os elementos dos teus ciclos de mulher e a origem do progresso dos teus olhares sobre mim... A textualidade da luz do teu ser trará referencias da transparência das citações dos teus prazeres...
Oh! Eu quero ouvi a tua alma ranger os dentes no meu espírito... Apertar o seu coração e inquietar a morada da sua consciência! Derrubar as representações dos seus gritos, escritos nos seus desejos, e fazer compreender, as representações dos seus sussurros, por que as vozes serão o ponto significativo aos seus ouvidos, da ação do curso dos delírios do teu eu mulher, que falas e deixa-o tonteado na sua instabilidade, fazendo ressaltar no seu trono de prazer, o pacto consente e inciso, que ele promoverá ao seu coração, a ardência significante e bem alocada da tua língua no ato penetrante do teu beijo.
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Proferes, assessorada pela a tua inocência o mexer dos teus olhos que me amas! Proferes a profetizarão da tua linguagem e neste momento, no teu nível consciente, a posição de interlocução dos meus lábios que também confessarão, com olhares, gestos, pulsações e sinais de ais que também te ama...
Inquieta-me e borbulhar do pavilhão dos meus sentimentos, porque a cisão da tua voz por dentro de mim fará subir a multiplicidade do teu ato, e descreverá os sinais que tombam em mim por ti.
 - “Vem voar comigo”... – Assim me chamas e me convidas.
A tua voz soa e no predomínio dos teus olhares em mim, a luz da tua marcha atua nos cânones dos meus olhos. Na transição dos teus movimentos flui a sensível satisfação do teu elo instrumental e essencial aos prazeres das oscilações da tua pele... Ela quer se mover e ser tocada no supremo subjetivo da tua valorização particular, o teu eu de mulher, para fazer a cristalização do teu trono superior de beleza, e das confissões que querem ouvir os teus tímpanos...
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Ah! Deves saber que em ti não se esgota a obra do teu ser. A qualificação exemplar que adstrita na lâmpada do teu olhar soberano e único. O objetivo do teu voo é o contato de proximidade da função do teu corpo, em assimilar os efeitos dos ardores, para atualizá-la ao teu nível mais sensível, tornando-te uma sistematização ímpar, no teu ser que se promulgará mais mulher... Mais ardente... Mais doce e cheia de profusões de tematizações eloquentes, para te tornarem doces e encantados os teus sorrisos...
“- Como estão as tuas asas, cansadas?” – Pergunto-lhe...
“ – Oh! Não! Não paramos, pois Consigo ainda e devo alternar nas flores e frutos dos meus suspiros, e no mais alto nível das minhas energias, das minhas forças, por que vivo estás o meu alimento, atingindo no âmago da minha vida, o alargamento do teu eu infinito, envolvendo a conexidade do meu eu mulher, nos fenômenos de atrações dinâmicos dos teus movimentos conscientes, engrandecendo-me nos períodos de dormências do amor que flui em mim por ti...
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Os meus indutores, as narinas, estão acopladas nos estímulos existentes do teu organismo, e a minha digestão, começará pelos os meus olhos, efervescidos pelas as mostras das tuas visões exemplares...
Ah! “Sinto que a minha deficiência estar sendo afetada, seduzida pelos os voos dos teus toques, e a minha pele, é agora uma cadeia cruzada de hálito da tua boca, que pulsa e faz com que eu retorne as primícias dos meus ardentes sonho...”
Pergunto:
“ – O que vês amada minha do alto pélago dos sonhos?
Contenta-te os teus olhos com tantas belezas e gira em ti as estrelas das tuas criações líricas?
Responde ela:
“ Oh! Tonteias-me as sensações de clarezas e à distinção que tens os meus olhos do fluir do espetáculo que não se esgotam nas expressões da minha face. O que sinto é o meu mundo original, e os seus utensílios disponíveis nele, é a prática que anseia meu coração.
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Como é possível recolher-me dentro de mim e, enquanto te abraço, o eterno elemento da minha sensibilidade, o amor, no seu plano superior, cava por dentro de mim, a estética adormecida, a subjetividade feminina, que causa inquietações a minha língua, e os meus olhares em ti, são postos, onde se fixa a minha estabilidade e dissolvem as dúvidas que tenho do amor... Obrigas-me a te dar uma resposta de consideração e afeto. O meu rosto é só liberdade! O meu olhar acolhe a qualificação representativa de amor dos teus abraços, que são fortes e doces, fazendo-me segura em todos os meus atos e se o meu semblante cair de tristeza, sei que serei receptivamente recebida, com os teus sons, olhares de amigo, autenticidades das tuas palavras de efeitos sensíveis, manifestando em mim, os afetos e percepções que sinto na minha alma quando contigo estou...
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Vejo a interação vinculante das minhas qualidades feminina na sua sensualidade, e meus sorrisos são mais quentes e apaziguam as minhas dores... Alcanço a minha redenção e me vejo possuidora do cetro e trono divino, porque a figura do meu poeta me molda e sabes a minha necessidade... É divino o inspirar que te causa a minha divindade, onde do meu inconsciente alcanço, com as minhas próprias mãos, as medidas da minha grandeza e as viagens que faço por dentro de mim. “Agora compreendo quão grande eu sou e como, todos os dias, poderei renascer, tal como a Fénix, é nos teus braços...”
Os meus sentidos são emotivos e são revelados, quando esboça nos teus lábios o lírico e se comunica comigo, usando-me, assim as revelações explodem emotivas, pelo o meu eu e o meu coração se concentra, nos tufões de arrepios por todo o corpo, deixando-me mais viva e vulnerável.
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Lúcida e sensível, transporto o meu sol, que me aqueces para todos os lados do meu corpo. Estremece e palpita as garras suaves e perfumosas, arrancando o meu coração, e nele, o fulgurante sereno perfume, de mãos incandescentes que se eleva na comunhão secreta
dos meus lábios, que se calam, mas gritam cheio de dádivas supremas, pelas as pérolas que me enfeitam, e o cintilante diadema que me colocas a cabeça... Quando falas comigo, o ímpeto da minha saliva faz explodir na minha boca, perfumes desconhecidos e eu colho, quando falas, as sensações, tal como um beijo na boca, e absorvo a umidade no meu vestido, que molhado, suscita no meu corpo um mar de prazer..
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Pois bem, então voamos e já que estamos sobre um lago, olhe lá para baixo e faça da superfície das águas o teu espelho e diga-me o que vês lá em baixo...
 Vejo uma mulher onde na sua mão direita segura um determinado pote de aroma, cercada por várias essências e que suscitam ao seu redor um redemoinho de emoções, pois vejo que chora. Ela desliza na pele um óleo, e  que lhe sobe as narinas, um vapor que cobre todo o seu corpo. Uma substância aromática, e agradável é o seu cheiro, parece-me que emana das flores que nascem pelo o seu corpo. As substâncias voláteis do seu ser arrastam da sua boca, um líquido tão precioso e cheiroso, que daqui posso sentir seu odor. O seu fluído é supercrítico de densidade, leve e oscila na quente temperatura do seu corpo. A difusão dos gases que explodem quanto toca a sua pele, parece-me que se encravam, e seus agentes de aditivos, introduzem nos seus lábios, a caramelizarão do doce, sofrendo assim, alterações nos seus olhares, onde percebo que se entrega e se admira da sua beleza. Ah! Como é bela! Quem é ela?
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Respondo: Oh! Não vês através dos vivos verdes olhos teus, o cristal que reflete a tua imagem? Não pereceres os círculos das tuas primaveras de amor? Címbalos soam e rompe a valsa que transita no teu coração ardente e convidativo? Inconfundível nos mármores. reflete a Afrodite, sobre os veludos serenos das flores? O nítido espelho recolhe a tua simetria... A incandescência das retinas são ferrões que na luz se encrava o amor... Com seus beijos elevados, iluminados pelos os toque e clarões do amor... Oh! Não sentes que ela é você, quando o teu verdadeiro perfume é devolvido ao teu corpo... O sopro da presença da mulher em sua ascensão invade o seu ser. O seu perfume que borbulha e faz círculos de ouro, envolvendo a tua personalidade hábil em espalhar seus odores por todo o teu corpo...
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- Tenho fome... - Disse ela
- Abra a tua boca e coma... Mas não mastigue. deixe ser derretida pela a tua saliva, depois me fale se foi saciada a tua fome... Depois ela falou cheia de beleza e singeleza:
- Oh! É algo divino! Estimula a saliva receptora da mistura das sensações gustativas, onde o paladar da minha boca sentem até o cheiro da sua delícia. Os meus receptadores sensórias denotam um ingrediente sublime ...A minha papila gustativas e gomos gustativos informam ao meu cérebro uma substância volátil[ate com concentração intensa de potencialidade, e suaves odoríficos. E os seus estímulos vimíneos são intensos e vibratórios... Que delícia o ressonar alternados do alimento que me colocastes a boca! Atua no meu organismo e no seu processo de identificação, conhece intuitivamente o alívio da saúde que passa no meu ser. Eis que me olho para dentro de mim e faço despertar as celebrações e os ritos dos complexos de fortalecimentos que me enche-. O meu psique é despertado pelo o sabor do alimento, a percepção profunda que nunca mais terei fome, é perceptível em mim agora, o eterno pulsar de entonações delirantes que equilibra a minha fome...Oh! Assumo a exaltação poética que camuflada nos meus olhares, expressa os diálogos manifestados e sentidos de visões apoteótica, e que de imediato, percebo a ação do teu alimento, ingerido pela a minha boca, afinal, o que me destes de tão delicioso assim? – Quis saber...
Expliquei-lhe:
Comestes um pedacinho do teu mundo e que se escondes nos teus momentos de lágrimas. Assim é o teu alimento, entretanto, com os afãs dos dias, nem percebes a doce comida que em ti habitas.
  Extasiada falou:
- Ah! Queria voar mais alto! Nos altivos reinos de conquistas, de céu imenso e  movimentos de formas invisíveis e sensíveis das flores dos beijos de vontades, por que me sinto fortalecida pelo o néctar que me foi servido por ti
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O fluxo da minha alma em ti flutua
O meu beijo que beija a tua lua
O coração que no teu perfume urra
Olho-te e a minha fala da boca não se desnua
Oh! Rogo aos teus pés o éter do vapor
Da língua que lambe os lábios nus
Ó meu amor! Ó coração disfarça a tua dor!
Deleitoso, arde e efervesce na tua seara.
A primeira luz serena na tua face
O fogo da aurora e que sem disfarce
Nos trêmulos olhares meus eles se acham…
 Ergamos o teu memorial nas estrelas luzentes dos teus olhos... Nos purpúreos sorrisos da tua boca... Entre aplausos febris de odores gentis te elevamos ao egrégio prodígio da luz consoante, nascida pela a beleza das correntes da tua alma ditosa… Voar, assim queres tu… Penetramos no átrio do teu corpo… Nos sussurros dos teus gemidos e celebramos, exposta a mesa, a grandeza do teu nome mulher e levantamos a ti um altar genuíno, onde serás celebrada pelas as legiões dos anjo, com os cânticos que emanam das tuas narinas, e bebamos do licor da tua saliva que jaz a porta do teu e o meu desejo…
Quando o sol nasceu nos meus lábios... Partiu-se logo que
brilhou... E uma migalha restou... Apenas uma réstia de saudade
que a sua boca na minha deixou... E as estrelas que nos meus
olhos restaram... Caíram todas pelo o ardor dos lábios que as
tocaram...
E para um novo céu todas elas se mudaram...
E o que em mim ficou...
O sabor do teu batom que nunca mais me deixou... E na ânsia dos

meus olhos que choraram...
Já não mais sei quem eu sou
Ou se sou a dor que o amor no seio deixou... Ou se sou o amor

que sentindo a dor se fechou...




Carlos Alberto
albertoesolrac  silêncioelágrimas
Este será o meu último postar. Levarei um novo periódo ate recolher as minhas pérolas peridas... Obrigado por todos que aqui visitam...
Abraços...
 


“ Não mando beijos porque meus lábios são asquerosos e o hálito da minha boca fede a humano...”