sábado, 10 de julho de 2010

A PARTIDA


A CASA


---- A partida ----



E vi quando, entrando ali, exposto nos meus lábios, um tênue tédio de amargura olhou-me e pude perceber que a casa estava em ruína, entrei e vi a minha inocência a chorar e perguntar: -“ Por que passamos todo o inverno aqui, não foram dados a nós cobertores para aquecer a nossa pureza e o coração, na frieza do vento, já não consegue esconder o seu tremer...” Sim, era verdade...! Mas retornei para buscar aquilo que era meu e de direto! Ela tinha se fechado lá...! A minha inocência não mais poderia ficar exposta aquela casa que lhe negou abrigo. Negaram-se os primeiros fluxos e os frutos de um sorriso que tentava se abrir para o mundo e para a redenção da sua tristeza! Voltei aquela casa e já na via o meu prazer que tanto circulou pelos seus jardins. Vamos inocência porque hoje a nossa liberdade será comemorada e nenhuma cadeia aprisionará aquilo que renasceu e agora vive mais forte e doce na sua procura...! Vamos, porque a noite virá e temos que buscar o repouso do nosso olhar...!



Oh! Eis que mudo o teu ser que é constante!

A uma asquerosa cilada do teu semblante...!

Eu cresci e o mal que foi outrora tão grande!

Já não mais reluz como em mim se fazia antes!

Abandonei-te e agora seguirei neste levante...!

Mais forte! Mais bonito! Mais puro que criança!

Eis que no meu peito se levanta nova esperança,

Contigo quebro e não mais renovarei a aliança!

Gritará só quando a noção te fizer uma sabedora;

Da perca infinita do amigo e do seu doce epífora!

Seguirei esquecendo tuas paisagens errantes

Os teus milhões insensatos de perdidos amantes

Agora eu sou a bela luz que oscila no horizonte

Um novo ser que agora só quer seguir o seu avante...!



SONETO



Eu Retornei a esta casa de coisas vis e malbaratadas!

Relembrei o meu sótão, velhos sonhos abandonados!

Busquei no meu espírito, naufrágio do meu passado!

Revivi as velhas emoções no meu peito dilaceradas...!



Fiz e desfiz a construção do meu coração amargurado!

O velho saguão sentiu o eco dos meus próprios passos!

Ouvi um som lúgubre, mórbido nos convidativos laços!

Convidando-me ao retorno de um amor já sepultado...!



Nada mais me prende a esta casa onde eu chorava!

Sofri amargurado nas sensações de um mau advento,

Banhava o meu coração preso no cárcere algemado!



Retornei a minha casa e agora permaneço tão ciente:

Não quero mais os amores que do riso vem o vento,

Rouba-me a paz e o meu coração que se faz doente...!


"Eis que o meu espírito respira a nova paz, fazendo o seu borbulhar de alegres lágimas...!"

sexta-feira, 9 de julho de 2010

POR QUE TANTO AMOR...?


VISÕES


--- POR QUE TANTO AMOR...? ---

I capítulo




Pedir a um amigo que digitasse e me enviasse por email o primeiro capítulo de um ensaio por nome ”Visões”. Isso porque estou tão atarefado que pouco tempo me resta, possivelmente vou ter que dividir até o ar que sorvo: pela manhã respiro e pela tarde suspiro! O “coitadinho,” não que aqui o termo grafado signifique “pobre diabo”, mas sim, “fiel amigo e escudeiro Sancho pança “ atenciosamente me atendeu na sua simplicidade Às vezes me pergunto se foi gentileza ou por que... Bem, quanto à suspensão da minha idéia nos pontinhos expostos lá em cima, é preferível que eu acredito que foi sim, gentileza e prazer por me ter com amigo e não interesse... – dizem que dinheiro compra tudo e até as pessoas vem e se entregam de graça – Vamos então a primeira parte do ensaio “por que tanto amor assim...?”







E veio até a mim, com o seu rosto a resplandecer e a sua aureola que emitia uma luz, mostrando assim em mim os meus pecados.

- Por que te afliges a alma? Ouvi os teus clamores e aqui venho para te acalentar! Erguer-te diante de mim, pois a ti mostrarei a ansiedade que busca para responder as tuas perguntas...!

- Sou eu digno da tua presença, pois sou pecador e a ti ainda não levantei uma verdadeira adoração! Disse...

- Sim, - o retrucou – é verdade...! Mas também é verdade que eu vi o desespero da tua procura e o cansar das tuas perguntas sem respostas! Eis que aqui estou para te mostrar às respostas que os teus olhos não vêem e o teu coração já não consegue acreditar na possibilidade que o que vive e respira não é fruto teu e sim, de mãos celestes; que em ti foi colocados para assim, fecundar dentro dos nossos olhos a bela grandeza de ver em ti a nossa semelhança e ao mesmo tempo sentirmos o gozo de te apontar diante do nosso concílio e dizer: “estão a ver a criatura que criamo, pois ela é capaz de amar e sentir o mesmo amor que nela foi postado por nós.

- Por que tanto amo assim? Perguntei ao mesmo tempo em que mordiscava meus lábios com a minha língua.

- Sentes tu a dor quando mordes os teus lábios? Ferem-te eles com os teus dentes? Perguntou-me ele ao mesmo tempo em que eu escondia a língua, ficando apenas as marcas nos lábios, continuou ele, resplandecendo no seu olhar um leve sorriso angelical.

- Julgas que aquilo que está em ti a clamar pelo o brilho que resplandece a escuridão, te causando assim, uma longa espera, na qual te sentes impaciente e cheios de dúvidas! Observe que os lírios do campo, as flores além de algo belo exalam seus perfumes e sempre esperam que alguém ou mesmo uma borboleta, uma abelha venha e prove do seu mel. As estrelas são sustentadas lá no firmamento, emitem o seu brilho, e a lua, em toda a sua singela beleza, às vezes altas, às vezes tornam-se tão baixas que é quase possível tocá-la! O sol astro rei de toda a constelação, imenso pelo o seu tamanho é superior o tamanho da terra! O mar, com suas águas azuis e cheio de mistérios e belezas! Todos eles são belos e não chamam por olhares que os façam se sentirem egoísta e prepotente!

- Mas eu só quero amar...! Disse.

- Sim, - continuou ele - Se todas essas grandezas que a ti revelei, tivessem um coração humano, certamente eles cobrariam também o seu quinhão! O maior amor está naquele que espera! Naquela que sabe que basta um olhar para se ter o gozo de uma busca! O teu amor apenas se restringe ao teu egoísmo e a tua sede de se mostrar amado! O amor único é aquele que na sua procura não sussurra, não grita e nem arde, apenas vive a sua espera, sonhando o que fazer e como receber em si esse belo sentimento! O amor que te enche e peito, o qual o julga ser maior do que os outros te torna pequeno e insensato, isso porque constrói dentro de ti uma grandeza que só tu achas que tens! O amor é compreensivo até na sua ausência! O amor não confunde e nem trava dentro do íntimo, sentimento profanos e mesquinhos! Faça uma auto-analise do teu sentimento e busque o sossego na tua procura! Não irrite a ti mesmo, isso porque, fazendo assim, eis que um dia chegará, depois de longa espera o teu momento, enquanto isso faça um belo monumento a este amor, porque se ele for realmente como dizes ser, ele esperará, mesmo que leves séculos e séculos um dia se postarão diante de ti e será sustentado e erguido diante da tua beleza! Não te julgues que é em ti que está todo o maior amor do mundo! O maio amor do mundo está naquele que sabe esperar; naquele que nada fala, apenas observa o cair da chuva, ansiando que a sua terra fique mais firme, onde se poderão produzir belos frutos; quanto mais cai a chuva, mas ele deseja que assim caia, porque um dia, quando cessar as águas, a sua terra estará firme e rica em ingredientes.!

- Queria amar, assim me dizes...! Ora, qual a oração solitária que não deseja saltar o seu imaginário, transportar todo seu limite de lucidez, eleva o seu coração a um sonho que tanto acende o desejo da sua mente, trazendo assim aos seus olhos a esperança de um viver, pelo qual tanto anseia e se sonha! Deves amar e saber que existe também; também uma espera: toda a terra pela a chuva, as flores pelo o seu outono, onde elas se mostram mais lindas e frescas, e até o respirar precisa do seu tempo, assim como o piscar dos olhos, porque, se eles piscarem sem intervalos de tempo, de tornará cego e isso te proporcionará a uma imagem opaca e sem brilho...!

- Por que aquilo que estar em mim, assim julga o meu eu, é tão diferente das outras pessoas, quer dizer, parece que amo mais...? – Perguntei.

- Ora, era assim que deveria ser! Era assim que os seres deveriam amar, e demais...! Amar demais não traz a loucura e nem o ciúmes; pelo contrario, amar menos aí sim, traz ciúmes, dissabores e impaciência! Quanto a ti, que dizes amar demais, continue a amar demais, porque eu sei que amas e também sei que este teu amor nasceu porque foi posto o fogo sensato da razão suprema e em ti situa-se o olhar humano do teu coração pleno e sábio, pois tu tens o gosto e o prazer de não vulgarizar o teu amor, tornando-te diferente, e essa diferença deveria amá-la, porque ela está exposta no teu espírito e te pertence, portanto, anima-te e sinta a tua diferença do teu ser na indiferença que nos outro tu ver! Há uma barreira no teu olhar porque se tu dizes que ama diferente então deve ter a paciência da vinda daquilo que o teu coração possa também sentir a diferença! Não te entregues a acusações ardentes contra o teu amor, virá em breve, mas para isso deves continuar a ser diferente para quando, aquilo que for diferente chegar, tu possa sentir o seu gosto e aí verá que vale apenas esperar o complemento exato do teu ser, que o sustentará e o elevará na tua diferença...!

- Amar demais só nos torna diferentes, - continuou ele - Para se ter esta diferença no amor é preciso não somente amar, mas sim, saber que o outro coração também sente as mesmas dores e que devemos ter o cuidar e o zelar dele como a nós pertencestes! Eu sei que ama demais e também sei que há uma profusão de amor e bondade no teu íntimo! Sei que o teu amor é pacato em bondade e benignidade! Posso te olhar e expor diante de ti a grandeza inocente que vive no teu coração sempre a te espreitar...! A verdade, assim tu nasceu e fostes dotados de sublimes sentimentos, onde a tua candura e o frouxo perfume onde foram depositados são mais propensos a se infiltrar dentro do próprio ar, tornando-o assim mais propicio as narinas humanas! O amor que em foi postado na tua alma, é mais cândido do que os sonhos de uma menina e mais puro do que a inocência! É verdade que às vezes, no teu desespero, isola-te a procura do silêncio, onde tu e ele, juntos, compartilham, ele te traz os prazeres dos teus sonhos enquanto tu leva a ela a tua agonizante espera!

- Então devo amar assim? – Perguntei

- Sim...! - Respondeu ele e depois continuou.

- Deves amar com toda a intensidade, isso porque com a mesma vontade e riqueza que anseia, deves entregar-te com a mesma medida que pesa os teus sentimentos. É verdade que ama torrencialmente e deve ofertar este amor à cândida razão da incomparável pureza genuína, que exposta dentro do teu ego, eis que ela se sente como única, é um grito soberano pela a límpida gotícula que oscila verdadeiramente, onde as trevas, apesar de querer afugentar a viva chama que resplandece ingênua e cândida na sua morada!

- E se eu me feri neste amor ardente? Perguntei interrompendo.

- Sim! – Disse ele. Pode acontecer que, entregando o coração, expondo-o a mostra, não de outro sentimento, mas sim, da vaidade humana, pode sim, feri não só o teu coração como a tua alma! Mas deve amar ardentemente, ingenuamente e docemente, mesmo que o outro ser não tenha sentimentos semelhantes aos teus, poderá sim, sentir que em ti se torna grande a imensa doçura da tua alma por não ser correspondido pelo o peso contrário daquilo que não esta em ti!. Deverá se sentir soberano, isso porque, mesmo que venham as dores saberás que no teu seio arde um tempo que é diferente da época, ou seja, em ti se fará tempo, onde sempre brotará espécies raras e tão genuínas! Um tempo onde não cessará o teu crescimento, que sempre será contínuo e exemplar Um tempo que nunca findará e o seu crescimento se expandirá por toda a vasta campina do teu olhar! O tempo sempre levará a admiração da tua imensa procriação secular da tua beleza que incessantemente não pára de frutificar, enraizando assim, no solo do teu ser, a supremacia eloqüente e absoluta de um ser fecundo e simplesmente, admirável. Quanto à época, refiro aos sentimentos que se entregam a volúpia insana de um fluir que a todos correspondem e nunca se inflama! A época está dentro daqueles que insanos no seu vulgar amor, abrem-lhe a sua cova, joga a sua alma e prateia solitariamente na sua arrogância, engana a si mesmo, entretanto, permanecem da sua torre semelhante as suas pedras! A época quando vem, eis que tens bons frutos bem vistosos aos olhos, mas acabam-se o doce do açúcar, a chuva não mais vem, e como os frutos de épocas, acabam-se, esperando que na próxima época venham de novos os frutos e depois acabam e assim, sucessivamente vivem. Ora, corpos se perdem e se isolam na falsidade das palavras que voam a procura das suas satisfações pessoais. Do que adianta usar a técnica da mentira para se usufruir a promíscua de uma loucura? Como se deves usar de artimanhas insondáveis e insanas só para se ter um refluxo de prazer, assim como o mar vai e volta, mas na sua ida remover a areia da praia, assim é a deidade que se oculta na mente ufana, se entrega para buscar o seu prazer e depois, já satisfeito, fica fitando o tamanho rombo causado pelo o ir e vim das suas mentiras, tornando-se assim propenso a uma chaga cancerosa e cheia de veneno!

- Ora, – continuo ao fazer uma pequena pausa para respirar. Olhou para o céu da noite onde passava correndo uma estrela que certamente caiu-se no mar.

- Quando se ama está em jogo à dor que pode vim, envolvida em uma decepção. Onde feridas podem brotar, causando assim danos que às vezes chegam tão alarmantes que sucumbe e priva o amor de novamente se arriscar! Não se pode ficar fora deste risco, ele é soberano em todas as formas de se dar. Quando ruflam os tambores no seio, saudando a chegada de um olhar digno de púlpito, se apregoa também os terríveis dissabores que virão, é preciso que se ame e sofra! É preciso aprender com os erros que traçam nossos próprios pés! A entrega do amor, impulsionada também pelo o desejo do coração,

Tende a se erguer ou permanecer exposta ao fracasso de uma busca! E quanto a ti e a tua bela forma de amar, deve seguir a trilha d a tua procura, porque promissoramente poderá ascender à busca calma da segurança que aspira aos teus sonhos! Dedica-te e se pelo o amor foi abandonado, jogado ao extremo absurdo de uma negação, ainda te restará saudosamente sorver de ti os perfumosos ares únicos que estão aglomerados na sua mente, fazendo assim que a tua diferença seja a diferença não expostas na face dos outros. E quando refletir a doce ingenuidade de um amor que veio ao teu peito; saberá que predomina sob toda o esperar da tua procura, o singular amor! Deve abastecer-te a olhar do contrário inverso que não vêem os outros olhos, isso porque a luz que vem do teu coração te revela o fluxo contínuo da cicatriz profunda que em ti foi posta! A cicatriz que permanece em ti nunca vai ser evaporada, a tendência é que a cada dia, com o levantar de cada manhã, a pureza do teu coração e o fluído que escorre nos teus lábios, aumentando assim cada vez mais a tua inocência, não vai nunca parar de correr, sempre vai se estender até o reencontro do teu amor a sensibilidade plena de uma mulher que a ti ofertará e sentirá gozo de um amor verdadeiro e único! Deve saber também olhar a constância da tua busca, não se entregar a vãs volúpias, onde o afã predomina nos seres, ou seja, carne para a carne e o espírito para chorar a sua entrega no pudor, ocupando assim o vazio do seu viver em orgias dilacerantes, onde o prazer se torna mais agregado a um falso amor...!

O vento predominava. Parecia que ia chover e por um momento tive a sensação de chuva dentro de mim, onde a brisa, com mãos tão suaves, balançava no meu íntimo, uma gota de sentimentos que a minha vontade acabara de criar. Olhei a vasta campa onde as flores se contorciam com a sua suavidade e desejei extrair-lhe o néctar para sentir o seu doce, alimentando assim o frescor dos meus olhos que gotejavam a inocência e por um momento, no abri e piscar das minhas pálpebras, pude contemplar a bela cachoeira que efervescia no meu interior. Uma nódoa de desejo de levantou no meu querer e com um suspiro fiz com que ele atravessasse a minha alma, repousando como um bálsamo, amenizando assim, o semblante cândido de uma busca que não se sossegará até encontrar o seu descanso e a sua forma plena de se doar. Aquele ser permanecia diante de mim. Estanquei uma lágrima que começará a fluir e no meu silêncio, ele com a sua voz doce recomeçou. Encostou bem perto a sua face das minhas narinas e disse:

- Gosto de sentir pulsar em ti a radiante estrela de todo o sempre! Em ti foi formado a grande emancipação do amor e para que ele sobrevivesse, tinha que ser colado em ti, porque a tua forma de amar eis que os anjos celebram, e cantam louvores majestosos e te tens como um ser digno de admiração! Foi lançado sobre ti a glacial forma única de se amar e este amor, onde murmuram as águas que enaltece o seu fluir! Onde contam as aves todas juntas procurando a sua real beleza! Montanhas são atiradas e derrubadas porque o que está dentro do teu ser sucumbe todas as outras formas de vidas! Cantam os ventos do sul, norte, leste e oeste, levando no seu dorso o teu aroma, onde se prostram a terra e o céu celebrando a radiante luz que emana da grandiosidade dos teus sentimentos. Eis que em ti se faz a constelação exemplar de um amor celeste que soa aos olhares humanos como uma utopia, e eles se perdem, desacreditando na sua própria beleza! Ama porque está no murmúrio da tua alma e no silêncio genuíno do teu olhar aquilo que só tu ver, e esta visão, sobrecarregadas de essências que se

explode quando, o teu coração, emudecido e tresloucado, sente no ar o odor daquilo que não foi sentido e ele tem a necessidade de tocar, isso porque ele sabe que existe, baste que se levante os lábio, deixe-os tocar na imensa crosta do desejo que se oculta no breve olhar! Há o mais sublime dos ungüentos, porque ele, quando ativado pelo o teu querer se expande, trazendo a ti unicamente a cura de todos os males e estar naquele que ama e tu, meu caro amigo, apronta-te porque virá o mundo contigo celebrar a tua tamanha constelação...

O tempo passa, mas o teu amor ficará como a reconstituição do próprio amor que foi negado pelo o coração! Os teus lábios falam da sensibilidade imensa, enquanto bocam exaltam a perdição do amor, a tua, pelo contrário, emudece, saboreando a delicia do esplêndido amor que é desconhecido a sociedade...

- A minha forma de amar, de viver uma longa espera, dedicando-me a um sentimento que me dói, isso porque sinto que em mim, não que exista tanto amor como me falastes, mas sinto que no meu peito há uma necessidade constante de abastecer a milha alma na forma de amar além do meu entendimento, causando assim uma pureza que sempre sinto quando meus olhos tremem aos primeiros suspiros de uma calma que me adormece o meu pensar, molhando o meu sonho que se torna cada dia mais puro e sublime... – Disse-lhe enquanto pensava na estrela que momento antes acabara de cair no mar.

- Acredita que as estrelas caem no mar? Perguntou-me. Adivinhando aquilo que eu pensava. Tentei dizer algo quando ele pausadamente sussurrou para si mesmo:

- A pureza de um amor...! È possível sim que a estrela tenha caído no mar! È possível sim que ela esteja atônica no seu caminhar e para buscar o seu refrigero, ela resolveu tomar o seu banho, mas nunca vai apagar o seu brilho porque ela é uma estrela, assim como nunca será esquecida eis que a ti presto louvor porque assim como ela, brilha também na pureza do amor, e, enquanto assento-me aqui para te falar da tua maior virtude, sensata e plena, onde desconheço qualquer coração que seja semelhante ao teu, na forma eloqüente de amar. Respirarei um pouco do teu ar porque tenho que me abastecer da tua grandiosidade e tão imensa profusão de sonhos e belezas. A beleza do teu amor será exposta diante de ti e esta sensação, agora será entregue ao seu único dono, submisso na forma singular do amor.

terça-feira, 6 de julho de 2010

eu e você


Um... Dois... Eu e Você



Muito me alegrei quando a poetisa Mitvisky, mulher por excelência...! Em uma noite, enquanto as suas narinas sentiam a sua própria suavidade, transportando-lhe a sua doce beleza e o seu belo suspirar; eis que a poetisa moça mergulhou nas profundezas do seu ser, buscou no calar dos seus suspiros, a métrica palpitante e eloqüente da sua cadência exemplar! Muito me admirei, quando ela com suas mãos, transpassou-lhe o seu espírito, acendendo assim, o vivo fogo que no seu íntimo a convidada loucamente a se auto-descobrir...! Certamente a bela poetisa, com a sua face cheia de luz e a sua mente focada naquele que tanto a aspirou; dirigiu os seus olhares a fonte da sua inspiração de tão sublime composição! Mitvisky tem um doce talento para exaltar a maestria dos sentimentos humanos e corre, também dentro dela, um oásis que suplanta todas as suas tristezas! Eu e você certamente nasceu, quando a poetisa, elevado pelo o bater do seu coração e a doçura da sua imaginação, eis que abri-lhe o seu refúgio, colocando a mostra a sua simplicidade e o admirável pensar que bateu-lhe no seio cujo gosto, assim espero, que lhe Suba a língua...! É lindo Mitvisky olhar-te e saber que no teu espírito pulsa uma doce fonte de delícias, onde os teus próprios lábios se fartam e os teus olhos revelam os fluxos de felicidades que na tua face são contínuos...!





Dois mundos... dois seres... duas vidas!

Duas almas... dois sentir... duas feridas!

Dois corações a pulsar... um mesmo ritmo...uma mesma sintonia...

Duas ... diferentes... cadências!

Um... a ... clamar... se dar... se entregar!

O outro... a... se declarar... se desnudar... se buscar!

E os dois... a viajar...se expor... se ocultar...

Através das palavras... um aludir... um reiterar... um delirar!

Duas faces... duas dores... duas existências....

Duas formas de amor... duas vivências... duas indulgências...

Dois refletir... dois suspirar... dois afligir...

Dois... náufragos... combalidos... desvalidos...

Dois em um... um em dois... e um... por que?

Precisamos...ser assim...

EU e VOCÊ?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A AMIGA




^~ A AMIGA ~^






Ouvi quando a porta se fechou e no piso da minha casa os apressados bater dos pés que corriam como asas sobre um desespero imenso. Aproximou-se, sentou-se ao meu lado, enquanto, com as mãos, segurando a minha cabeça eu permanecia inerte. Eu sabia que ela vinha ao cair das primeiras lágrimas. ”Chegou!” assim pensei e como uma criança assustado busque refúgio nos seus braços do meu medo e tristeza. Pude senti o calor humano a invadir minha alma. Fechei meus olhos enquanto meu coração pulsava cada vez mais, é como um pedido de socorro! Deixei que as lágrimas falassem o que eu estava sentindo naquela hora e quando, ela estendeu os seus braços de afagos, entreabrindo seus lábios molhados também de lagrimas, os meus disseram-lhe, gotejando em cada silaba o meu admirar que, naquele momento, se deliciavam diante da minha eterna e tão extremosa amiga.



Eu tenho a quem me socorre, e aflita

Divide também minha dor em seu riso

Seu calor conhece o meu espírito

Funde-se no peito a sombra, o paraíso

Sufoca em si mesma o meu grito

Afaga a dor que me deixa tão contrito

Banha-me com suas lágrimas vivas

Fortalecendo o meu corpo partido

Enlaça-me e através dos seus sentidos

Posso viver aquilo que não é sentido

E, durante o seu abraçar sinto vida

A própria vida dando vida pela outra vida



Obrigado cara amiga...! Obrigado porque o meu coração muito se alegra pelo o teu respirar e pelo teu olhar que sempre fitam meus olhos, deixando-os transparecer por ti, a lua monumental dos teus afagos! Eis que em ti tenho buscado a minha paz e muitas vezes tu se entregar a mim em ouvir os meus apelos, esquecendo do teu tempo e dos teus afazeres! Onde quer que eu esteja, baste que eu chore, tu se encaminha e vem até a mim, também com lágrimas nos olhos e eu já me considero culpado pelas as tuas rugas e tua pele sofrida! Agradeço a ti mulher exemplar, porque o amor que a mim devota é majestoso e belo! Eis que choro nos teus ombros e quantas vezes eu molhei o teu vestido de festa, impedida-a que fosse ao baile! Quantas vezes sujei a tua maquilagem ao contato do meu suor e das minhas lágrima que afrouxaram as pálpebras, e tu, sempre sentada a me acariciar...!



Amo-te pelas as tuas construtivas palavras! Nunca dizes "pare de chorar e sim chore...!" E meus olhos mergulhados no mar te olham com candura serena e doce. "CHORE" E EU CHORAVA! Quase nada falava enquanto eu estava a chorar, mas assim que as forças voltavam e as lágrimas retrocediam dentro de mim, era que se levantava, olhava a minha face, e com um jeito de carinho, as tuas lágrimas começavam...! "Porque chora?" Perguntava eu a ti e aí, era que explodia o gozo de ser teu amigo! "É porque eu tenho que viver as tuas dores para saber como te dirigir e como te olhar e como também te pedir...!" Assim dizia...! E eu, esclarecido pelo o teu falar, começava a contemplar a tua expressão solicita de amparo e prazer! Quão maravilhosa é ser o teu amigo!






Obrigado cara amiga...! Obrigado porque agora eu ruflo e meu coração, meu Deus...! Em toda a sua insensatez, porque bêbados estão os meus olhos e sedento
a língua que no doce dos lábios tenta saciar-se ao lembrar-se de um sabor que nunca aconteceu...! Obrigado porque tu estando comigo, posso abrir meus lábios e fazer confidências...! Grande não é o mar e nem o infinito...! Grande não foi o sonho da minha juventude...! Grande é o que agora me enlevas e no qual, transcende,
e avassalador, percorre toda a dimensão da terra...! A minha beleza está viva e existe...! Sim, isso porque as minhas lágrimas agora fluem e fluindo, tenha a sensação que dentro do meu peito bate e vive um coração tresloucado, onde o primeiro sabor do mel ainda não escorreu...! Obrigado por tuas atitudes e por confiar
em um ser que aos teus olhos é desconhecido...! Obrigado por saber que me ouves...! Porque aqui os acordes não param...! Meu Deus...! Fizestes o
belo rio e eu não consigo banhar a aminha alma...! Destes o céu a mim como presente e eu não consigo fitar as tuas estrelas e nem sentir o aroma do teu jardim...! Céus! Há uma essência e sei que sinto, mas quando tento alertar o
meu nariz...! Ela, a essência, é um gás fugaz, e logo vem o vento e a dissipa do
meu nariz...! Ei podes tocar-me e colocar-me de volta no dorso de um sonho?
Vem, ó cândida...! Ó celeste luz, porque em mim não há um rastro de luz...! Vem ó doce sonho, coloca os teus lábios exposto porque assim verei a tua macieira onde o pecado na habita e o teu fruto é saboroso, podendo usufruir do teu manjar! Ei Pode roubar-me e por um instante, junto contigo, mostrar-me dentro de ti, se bate o teu coração, causando assim, um rio de espumas flutuantes, porque o meu é feito de plumas e néctar! Te junta eu a ti e podemos então, juntar a tua espuma flutuante e com as minhas plumas voaremos eternamente, deixando o rastro do néctar para as boca quando provarem saberem que eu e você somos o amor que tanto aspira aos corações! Venha doce amiga de novo a minha casa; porque meu seio treme e o meu olhar te procura! Vem porque a minha espera te espera e o meu coração só tem prazer em ti!



E, quando para a sua casa ela retorna, eu já não ouço o bater da porta. A sua essência está aqui! Pernoita no ar que percorre todos os cômodos do meu coração. A porta fecha-se, mas posso senti que ela deixou impregnado em mim, um pouco do seu carinho e amor! Passo meus pensamentos no semblante que aqui dela permanece e espero que amanhã, quando, se por acaso, voltar a chover e me causar danos, eu sei que ela virá! Ela sempre vem com a sua destreza e encanto, onde do seu seio emana o refúgio constante, glacial e belo, de um doce coração de mulher...! “ Eis que em ti meus olhos procuraram o inefável e admirável sabor que foi posto no teu seio caridoso e incomparável...!”



E vi quando ela ultrapassou meus sentidos!

Afagou-me e por um momento eu a vi...

Ultrapassar todos os limites nunca vistos!

Eu senti e vivi imensamente tudo isso...!

E, olhando-a assim que abriu a porta e saiu,

Um anjo que não usava saia ou vestido...!

Uma amiga que compartilhou a minha dor,

Em formas doces e suaves feitos risos...!