domingo, 9 de fevereiro de 2014

CORES VIVAS


Lembrar se erguendo do forte vento
o qual não o tememos. Porque 
queremos
vivenciar o seu furor que sacode
 altivo a
aproximação de um rosto a flamejar
 perfeito
pela a transferência de um fogo 
que não vemos.
Bate e saem centelhas na rocha 
que se torna
tão mole quanto dependente.
Eu te recebo devorando com o puro paladar o sensual
 da nutrição da tua alma no calor alegre do sangue
 da minha carne. A preparar o que entra pela a pele 
com instintos suculentos a desafiar o cortante dos 
meus dentes, porque as mãos da minha língua te
 recebem aguçadas no gozo das faíscas dos fluxos
 dos sensíveis signos que a ti se revelam.
E EU TE BEBO.

Morrer-de-Prazer
O clímax entende dos raios nos gritos.
O prolongado abarcar profundo dos olhares a
ambicionarem as rasgadas gotas translúcidas
das volições de um desejo, e na língua do corpo,
e que escreve sensual o seu tocar e o seu
cheirar nos encaracolados soluços de sutileza
a se despedaçarem sobres ais de palavras na flor
poética. A mover o sangue... A se irrigar nos
impulsos das erupções das Cores Vivas que
vemos nos pulsos do coração que desenha e
leva até a sua consciência, os tons das
suas misturas.
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Bordar a mão com paciência 
o brilho da primeira camada de arrepios, e
na pérola sensual gravar o nome do seu autor.
O microcosmo entregue a magia dos
movimentos que carregam as artes visuais a
espelharem impulsos tão ardentes pelas as
aventuras dos espaços das cores, sons e
ritmos dos sentimentos.
Um ornamento a dançar e a se perder
e depois se reencontrar saltitante a se gaguejar...
Excedem-se nos ares que se esvaem fluxos de
orgasmos que passeiam contínuos a
engravidarem a potencia do desejo, e que aceso
emerge da metamorfose do fogo a consumir
os bordados das flores, e nas suas estações
recebe o símbolo de influência do seu
crescimento por entre muitas cores.
Pois torneadas são as expressões 
dos músculos, e nas suas ceias utilizam às
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proporções perfeitas dos encaixes do seu
equilíbrio que é altivo a exaltação da hierarquia
da alma nos seus jardins de delícias. E o que
nasce se ouvem com olhos atentos, e nesta hora
eis que se ativam os cinco candelabros e se
sentem as alterações nas formas cubica de
cérebro sensorial a riscar o que escreve a boca nos amontoados transparentes dos afãs de desejos.
E o transitório mutável e consciente dá consistências os enfiados de pontos na pele
cerceada pelas as ideias criativas e recheadas
de eventos de construções colossais.
Ágil é a capacidade de uma unha 
festejada revolver o óleo de uma estrela do amanhã,
mas é nas suas noites que os seus compostos
físicos descobrem o visual das cores vivas que
podem ser lavados por lágrimas nas
gestações das fecundidades dos talentos que
sente e vive o coração.
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Por que se abre toda a carne, 
e em defloração se desonra a privacidade
acelerada dos desejos possuidores dos delírios
inebriantes, e os ouvidos são desnorteados
no punho erguido da paciência que perturba
todas as saídas dos gritos, e esses a se
derramarem entorpecidos nos seus pedaços de
soluços, mas engomados os macios dos seus
afagos a agirem em todas as dobras da pele,
e que no seu cenário das suas revelações se
ardem, e não resistem e se abrem a ferverem os suores
que se soltam e moldam o esforço da explosão
atônica. Gingando e sonhando a mil gargalhadas
a brotar a tempestade que gira oscilante e
frenética nas cores vivas que são pintadas.
E abre-se a armadilha e aprisiona 
o ousado que se agarra em abraços cheios
de efeitos para ser estourado depois no jardim
de flores das lágrimas, e que são consagradas ao
erótico que salteia dançante nos 
laços de uma núpcia tão desejada.
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Oh! Devo beijá-la!
Falta-me o ar! O fluxo íntimo cola aos
meus ouvidos e a sua sensualidade sai correndo
para os meus braços.
Por que a vertigem dos seus sentidos me alcança
profundo com as tremedeiras de um vinho
pululante de energia no cósmico da estrela
radiante que se mostra possuída de vibrações
nos rodopios de ebulições da sua alma!
E como ardem os lábios 
transfigurados de caprichos! E não esgotam
as suas convulsões, e o seus ares de mil afetos
  se juntam ao corpo que se envereda em trilhas
cavadas pelo o sangue na sua maior obra
de arte. Esfomeado se entrega a mistura das
suas cores vivas embriagadas e fervescentes
no ar do fôlego que sopra e sopra e
pede mais e mais.
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Por que eu olho a tua face
e vejo nela A PROPAGAÇÃO DOS RASTROS SEM
DISFARCES a ampliar a visão estonteada dos
meus olhos, e na tentação da temperatura do
teu hálito eu mergulho dentro de ti. Não
resisto aos teus sintomas que me deixa fraco
e a contorcer os olhos da minha face, e no
fogo e ar da tua terra é onde a ferocidade da
tua respiração me enche de devoradores, e
que ardem e gritam, desabafam e choram nas
misturas corpo e potencias triunfante a cheirar as
bebidas de emoções, e que se espalham nos
sorrisos até acessar as áreas dos prazeres
de delícias. A jorrarem nos abraços que são
dados tão apertados.
Oh! Solta-te os cabelos e os efeitos
serão imediatos à excitação erótica dos enrosco
dos “ais” a untarem constelado o
mel que me enlaça!
Arrancar a proteção do teu batom
para sentir a queda dos teus lábios a abraçarem
queimados a luz do fogo das cores vivas, e que
expostas ao candelabro de luxuria, e entre
chamas tímidas e depois alçadas de enormes
asas a se despertarem despenteados e sagrados
nos beijos com olheiras, e que vestem os
frescos prazeres da sua ressuscitação na cama
de tremores das suas cores primárias até
as suas cores terciárias.
Mais entre tantas mil cores eu ainda prefiro
uma só: a cor eterna da tua carne.
 
Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas

Brasília 09/02/2014
 20:30

" Revelas-ti a mim que eu te direi quem eu sou.
 Rastros ocultos de desejos da tua alma..."

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

EU SEM MIM


“E hoje acordei como
 águia... 
E o meu desejo é voar…”
GoodNight
“Magníficos são os 
atrativos 
dos teus olhinhos inocentes. 
É onde anjos recolhem todas as 
pétalas e as transformam em brilhantes superiores para ornar a candura
 dos teus olhares, e jogando na tua
 visão o pólen celeste da misericórdia,
 e que ainda nas asas da tua face eles
 brincam ruflando o teu fôlego vivo 
para que te tornes um verdadeiro Oásis.
 Que belo ser estonteante de 
primícias dos concertos 
das verdades!”
“Beber-te-irei com 
os meus olhos
 para que o meu coração 
também fecunde
 a tão bela ingenuidade 
do teu 
rosto onde resplandece 
a luz 
da verdade dos milagres 
eternos 
DA SABEDORIA.”
EU SEM MIM…
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Às vezes faço uma oração e à tempestade se acalma.
Decorado e se refrescando com a luz a se vergar... Eu sou acordado pelo o saboroso abanar do amolecer do meu coração. Fascinando o ar dos olhos da adoração da minha alma. A exprimir atônico o mais belo tráfego intenso e iluminado de desejos sagrados e puros na doçura majestosa DO AMOR.
A boca celestial que se derrama como um vinho. À sua tarde a semear os beijos de estrelas na afeição dos risos a dançarem anelantes PELO o sudário ingênuo dos olhos com o seu ar a pender... Um céu com o seu ventre dançante, a abrir a sua porta e um ANJO SEMPRE ME CHAMA.
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E QUE ME CHAMA CANTANDO:
“Por que olhos de fulgores rodam a vã realeza com as suas insolência e tristezas, e que se retiram, e a lei do espírito gira a explodir a sua claridade no cetim alucinado do jogo da felicidade por onde todos os meus sorrisos passam”.
“Contemplar aromática a sala da minha face, e na sua solenidade de afeições lançarem a loura calma frágil e bela a te oferecer o melhor dos seus cristais.”
“Por que exalas um fulgor erguido por um perfume que tonteia um sonhador, e com sedas belas a vestir sedutores os milhões de cores da absorção esplendida de quem eu sou.”
“E se assim sou… Um anjo… Poderás tu também ser… E AINDA MAIOR DO que eu SOU.”
EU SEM MIM…
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EU SEM MIM...
Não consigo Ver e
Tear a claridade do horizonte com um sol delicado nos fios de lãs dos sorrisos. Fazendo cumprimentos saudosos às lágrimas de risos que se estendem pelo os tapetes dos olhos. A receberem a primeira aurora dos desejos, por que a alma se descobre quando uma subtil voz declara pendurado nos delírios dos suspiros a gemer vibrada no berço onde coroa a alegria a sua face.
Eu sem mim...
Fica frio o silêncio sem o purpúreo oriente onde se revela um oceano de espuma tão extenso a não confortar as dores que o coração sente, e também não exala os momentos de harmonia que atendem aos clamores doces ausentes, porque o entusiasmo não me abarca e eu não embalso o ar dos seus perfumes que me enlaça, e suspenso, a um anjo descrente pertenço. Impetuoso intérprete de tudo aquilo que o meu coração sente. E se assim me sinto MAL e medito junto a uma lua que NÃO MAIS me inspira e fugitivo aos seus pés ELA desliza a exclamar tão suave:
“Sobre o meu dorso se sente e comigo vença!”
EU SEM MIM…
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Deito-me e também me insulto.
E o peito na sua discórdia me arremessa as marchas fúnebres de raios mortais a me enfurecer. E eu me torne tão frágil no combate que desmaio e adormeço com a vergonha de um eu sem mim, e que me mata.
Mas o mesmo anjo que me ouves, e que canta e empunha a sua adaga me salva, e que também lança a sua justiça na justa alma que baila. Auxiliada por uma inocência tão cândida e bem alceada. Um uma força a rodear a minha fragilidade.
Mas ele fala:
“Eu sem mim não me perco e me acho!”
“Sou maior do que todos aqueles que se calam!”
Eu sem mim não promovo o amor em mim.
E as porções frescas da sua fertilidade NÃO jogo às preces dos meus sorrisos afrodisíacos que não se abrem.
As pérolas e aos brilhantes, e do ouro esculpo a minha face singela, mas tão calada.
Não me confesso aos meus olhos e não enxameio o seu interior, porque neles não pertencem às glórias das alegrias das noites da forma áurea da minha percepção que não se cristaliza, e ela não respira e também se retira.
E vem à tona a intensidade fascinante da melodia cheia de cores de sensibilidade, e que imediata não se preocupa com a música, o ritmo e na melodia e o seu volume não revela o enigma que tanto me olha e a ele se elogia.
EU SEM MIM…
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É sem um olhar excedente...
Desconhecido que não se debruça e não se fixa, e que depois se solidifica ao impacto do alheio do espírito, e sem as iguarias dos seus voos de pendores suaves, e não alcance à distância do amor as suas vasilhas da alma que necessita se encherem de ritmo, sons e cânticos criativos a se transbordarem festivas nas pálpebras que se molham e se estendem as suas alegrias.
Eu sem mim é tão triste! Não existe deleito do meu sensível. Cava-se um abismo tão ridículo a espera de abraços que não existe.
Não flutuo
Nos sons reluzentes da flauta da vida.
E não palpitam meus lábios banhados de risos das suas alegrias.
Não sente a flor o açúcar dos meus beijos.
E o seu mar sem maré não se agita.
Nas aventuras de sensações do beber do seu perfume.
EU SEM MIM…
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MAS… OH! 
É preciso olhar a cena de uma melodia animada. E mergulhar nas emoções do seu mar de afagos, e no reino sensitivo da sua sede QUE capta o meu viver e os meus sentidos. Assim  SORVEREI E EXALAREI o caminhar unido de olhares nos sorrisos do AMOR.
E o seu mover é tão feminino e delicado. A dançar entre os seus belos passos.
Oh! Eternamente sublime a murmurar:
Viva e viva!
Somos a vontade!
Beijá-la ajoelhado o hálito da minha boca sagrada ao estrelado do seu céu perfeito!
Ai! Que adornos encantados os seus ares que respondem aos meus sonhos de celebrações na brisa a vagar, e nos tons de volúpias onde palpitam os murmúrios a falarem:
“Nunca mais ficarás
sem mim!”
 
Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncio e lágrimas

Brasília, 11:00

"Ouves-me..."
"Assim direi..."
"Entretanto te escondo de mim..." 
"Se eu sei!"
"Sempre eu diante de ti me ocultarei." 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

ORFEU ACORRENTADO


ORFEU ACORRENTADO
As lembranças que liberta
 o universo da sensação, e nelas também AS DORES. Onde a sua razão exprime a coragem do espírito ao choro dolorido da sua paixão, e de onde olhos choram e procuram uma forma de atingir um instante de paz.
E eu duvido quem é aquele que se locomove suave pelas as linhas de um amor!
E a aparência da sensação vem com o seu olfato. Esfrega a sua pele e traz os seus perfumes fortes. E com ouvidos tão atentos para prender qualquer artífice de fuga do seu prisioneiro que leva a sua soberana marca cravada como sinal da sua memória no fundo do seu peito.
Eu sei bem o que é o amor.
ESTAR PRESO...
SAMAEL ACORRENTADO
Desprezível e sem fim
 dentro do seu universo!
Inexoráveis são os gemidos doces, e que pela a violação abrupta o seu sublime foi roubado! O brilho de pavores que embarga a sua força e cria o desespero do amor na dor.
Alguém me ouve?
Eis que te prende na lua que te aquece, e a sua cólera dentro do teu  sono vazam os teus pensamentos que aumenta o fogo do dilúvio da força que um dia alimentou o amor.
Apenas o silêncio! 
O maior privilegio de um titã é obter o desígnio do símbolo de luz sensível da sua divindade. Um tesouro que se guarda. E cai o imortal.
Um ruído!
Enrijece o cunho nítido do seu prazer, e o mundo ornamentado das suas maravilhas estar repleto agora de variantes dores. Porque o coração está sujeito aos vórtices de velocidades delirantes e também da morte.
Um mover! 
E no mito se procura as verdades. Sonhos cheios de imaginações que fornecem o maravilhoso, lendário e crescente amor. Porque o seu Olímpio gera deste um céu azul onde se vislumbra uma legião mágica de segredos, dúvidas e enigmas na esfinge que joga as suas fantasias. Como também os transeuntes de inveja que cercam e roubam os seus licores. E todos eles riem da aparência dos que sofrem pelo o amor.
E nasce a dor! 
Dar-se vida as figuras dos cursos dos astros que governa toda a condição do ser.
Esmagam-se e não poupam as artes que plateia o coração do vivo pela a sua felicidade.
Nas noites chegam os sonhos, e a sonolência deposita a formação de suavidades ou abalos.
Insinua-te dentro do meu raciocínio e ultrapasse o seu incognoscível, pois o que me atrai ao teu mito é o herói legitimo que capta os meus sentidos, e que indica a luz iluminada, e o incentivo das gravações do rapto de um olhar vinculado de legitimidade a se apregoar no espírito da sua verdade.
Por que quem ama
um dia chorou! 
acorrentado
E o sêmen gerou o seu amor
 que caiu sobre a face de um fertilizador que brotou o poema de exaltação na sua maior variante. E com pinturas e turbilhões de partículas que formou o vórtice de velocidade e penetrou nos entrechoques da alma.
Eis a matéria! Ela foi feita para sustentar e suspender, e se assemelhar conforme as suas figuras emanadas de alegrias ou tristezas. E também oferecer o seu equilibro na sua finíssima linha do amor.
Ou também a sua queda!
Que belas graças seduz o cognominado mundo dos sentimentos?
Invejas-me porque o teu mal te impedes de fluir na eloquência sublime das verdades, e a perturbação da tua mente perpetua um universo doente, e sem os fenômenos naturais da paixão.
Retiro a tua máscara e salva está à alegoria da minha imaginação, entretanto o inesgotável do oráculo propaga o seu astral malévolo, e com a sua magia disfarçada anda pelo o sangue de um mártir que se agoniza.
Que belo escândalo é o efeito da Cruz amorosa com as suas múltiplas figuras mitológicas? Sem a prudência dos conteúdos singelos e puros e que são feridos!
MAS ISSO NADA IMPORTA!
Dragões homologam as suas formas pagãs, e a grande fonte da Gália causa afogamento nas pupilas que olham uma camuflagem.
Uma voz me diz que tudo isso é  AMOR!
E QUE UM DIA FOI A SUA VERDADE!
Parte-se e  também se chega ao envelhecimento do ciclo da vida, e com simbolismos de aprendizagem estampados na face, e às vezes o modelo delicado sofre sequências tão ardis.
Por que quem chora tem tatuado na sua face nódoas de lágrimas nela encrustadas!
Oh! O ritmo foge e a eufonia rítmica da sua decadência aclara os sintomas do seu ego.
 Foge-te alicerceado pelo 
o vice-versa de um coração transbordante de paixão. A eclodir no desconforto das suas vozes. E insubmisso ao enlace mutilado da crise romântica!
E nesta hora não sabemos 
quem realmente somos!
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Eu vim te queimar!
Latente é o envasamento predominado deste imobilismo descritivo do olhar ensaísta, e que impulsiona a sua expansão no território da alma que não se aquieta na sua pele viva.
E estão esvaziados os disfarces despojados do seu gibão de gala, mas com uma roupagem do usual da lenda do mito, onde a sua fábula relata uma acepção de uma realidade sem interferência do seu sobrenatural.
E a parábola do sentimento foi uma ação intencional de um imaginário que circunscreveu ao exprimir o nível fixo de um gesto. Uma palavra na imagem emotiva de uma mensagem ilusória no inconsciente da forma de um amor.
Eu tenho tanta pena de ti!
Estar claro o jogo de um nó de ritualização invisível que prende o ser e faz jorrar o sentido do seu sagrado. É às vezes nos causa tanto mal.
E a luz se movimenta  ondulada de beleza com o seu farol enorme de um olho só. Transparente a
brilhar. Enchente de faíscas e causando uma enorme chama de ardor.
E aí nem eu sei que
 animal agora 
EU SOU?!
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  Apta à língua aprende a se
 mover pela a criação,  e  sem redenção da origem de um bulir cronológico na recriação do seu mundo de suavidade, e na intuição que aflora o seu sentimento transitório.
A compreensão do seu finito descobre o seu infinito na fraca criatura que se entrega. Incapaz, mas cheio de luminosidade no sensível sacramento de um sinal que lhe permite eternamente sonhar, e sobre ele, e ainda com o seu som nas belas iluminações a palpitar de desejos... 
Magníficos são os cognominados dos seus poços engenhosos que rejuvenesce a vida. E quando se estar lá em baixo se grita.
E aí amamos!
RENASCEMOS OU ENTÃO MORREMOS.
Onde está o refúgio para apaziguar a dor? A Misericórdia deveria ser cambiante NA CONSOLAÇÃO de um ser que alimenta o hospede que só causa lágrimas.
Por que se brinca e se adormece na aurora da infância do amor, e nos sonhos da fogueira das flores APAIXONADAS.
Às sombras de o belo despontar da sua candeia inocente. Perfume azulado e sereno e dourada com cânticos dos mil amores, e na vida doce das noites de encavados rumores...
Beijando aroma do mar ingênuo. Primavera a folgar e a olhar o ar bordado de delícias a correr descalço nas suas asas ligeiras. A tocar ditoso e lindo as borboletas das suas cachoeiras. ABRINDO o selo que prende o prelúdio do primeiro olhar. A sondar e caminhar nas lágrimas que desatam dos seus olhares.
E POR FIM
 MORREMOS DE TANTO
 AMOR.
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Eis aqui
Orfeu...
Por que choras,
ó belo Orfeu?

O terrível que te aferra arrastando brasas da grande lei da serpente! O trágico verdugo a bailar...
OH, CÉUS! TÃO ASSIM... SUAVE E DOCE E INOCENTE?
Fogo! Fogo! Fogo! Nasça-te de novo! A pele está enroscada! Espalhe as aderências das tuas sensações, pois as suas lesões causam morte ao espírito que desaprendeu a voar!
Só e no liame da desventura estar o seu escuro e a ti passa o que é sentido NO SILÊNCIO do teu peito.
A Pã sopra a sua flauta nas entranhas das suas alegrias. Estão caídos e enluarados os teus frios que te chicoteiam repletos de delírios. A tua alma que sem escapatória JÁ NÃO SE SERVE dos favores do amor, e não alcança, e cansa-te estirado e exausto o teu corpo que se esmaga. Tomado pelo o arder das gargalhadas que pelo o portão dos teus ouvidos se lançam. Derrotado pelo o chicote da paixão que a ti AVANÇA.
E tudo isso é vingança!
Eis o martelo de pesadelos nos turbilhões de perfumes que ficaram presos aos teus cabelos. Novelos de anseios a balbuciarem e morderem a fluidez das águas da tua pele que te envolvem com dolorosos gritos.
Que bela múmia voraz e lascívia a se fartar e espalhar o seu limbo!
Ah, Dédalo! Os teus beijos não têm asas e todos morrem afogados nas lágrimas! Pois o cio dos seus espasmos são criptas VAZIAS.
Quem subirá nas siderações onde habitam os anjos? E que com eles se tornará um BELO arcanjo e DENTRO de  um cântico  que o amor não chama?
E se o amor chama é um engano.
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E uma luta dolorosa de uma
 imagem que se despe do seu abstrato, e acorda os contingentes DE TODOS os teus sentidos que estão acorrentados.
E a LOBA do amor é uma adolescente que caminha pelo os teus sonhos a vislumbrar os desfechos de intrigas não elucidativas nos enigmas dos teus sentimentos.
 Às vezes sentimos tanta fome!
Oh, auscultação da verdade! Algo se move e eu pressinto. Fujo e recolho o CÃO que me ocupa  com  a sua visível aparência. Inquietações  do vinho que pulsa a vida.
Lambe-me por que
A Malévola ESTÁ presente, e o estado angustiante do seu coração, e com as suas formas de teias encrustados nos  lamentos dos beijos baba a boca que deseja.
Clarifica-se uma  sondagem na construção de uma temporalidade que desordena a tua paz, e o teu coração não mais dorme.
Eis aqui ORFEU a parte que te cabe!
Dolências dos órgãos volêmicos da castidade, e que são diluídos nos alentos de correntezas das tuas tristezas, e com cio de punhais frígidos nos beijos do frio dos teus lábios.
Vibrações de fantasias que cantam a velarem enluaradas as estrelas que caem da tua face flamejante, e com o áspide de amargura a te cercarem por todos os lados. E só há uma que fica... Entretanto ela te cospe a face.
E FALA:
“Oh, esse não é o meu homem”
Fosforeado com o quieto lago que te lava e te afaga. Ao seu mar secreto que paira nos vapores mórbidos dos teus lábios, e os teus braços sem forças tocam, mas não abraçam, e sim, mata o pregado do aço que escorre aos teus pés dilacerado, preso, amortalhado pelas as ilusões do teu rosto esfacelado. E o pobre do cachorrinho espera as suas amiúdes migalhas.
E agora o Cachorrinho late.
DEIXA O RABO CAIR ENTRE AS PERNAS... ROSNA E SÓ QUE AGORA  MALTRATADO...
BAIXA A CABEÇA E SAI.
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Orfeu...
Ouves o atordoado que te esfria no seu vazio, e sem esforço a tua alma anda a percorrer as náuseas dos suicídios, a dormir perdido nas suas fantasias. É  Inútil a tudo que circula ao teu redor.
E o mar triste da tua noite chora notas que flutuam nos teus ouvidos, e a tua noiva não vai embora.
Que beijo sinistro! Da virgem que vela a soluçar nas manhãs dos teus sonhos, e o seu suarento riso não te deixas dormir.
Sofrer amando a morta rasgada com a sua máscara de saudade e um frio sorriso de escárnio.
E a devassa oferta o beijo das trevas na vadia carícia que suga e espreme o leite  do seu  seio. A fervilhar o teu respirar que cresce e  amordaçando a cólera que manuseia todos os sinais do teu peito.
A repugna vadia age na vontade que evola nódoas confessadas da obra sem medo, e que nauseia saciando a preço de contradição do amor que foi angelical.  E consola confessado os remorsos alegres da ilusão das tuas fantasias.
Respira o seu veneno apunhalado dos bordados dos seus instintos, e meio aos seus Escorpiões viscosos e as Hienas sussurrantes do lodaçal dos teus sentidos.
Oh! Que bocejo feio nos gestos dos teus gritos que engolem o mórbido olhar da tua emoção, e que se agarra para não ser consumido, e a plateia das insonolências das ardentes Serpentes dos prazeres aleija o amamentar da tua boca ao recolher o seu leite. O arremessador das agonias nas tuas ardentes noites tão vazias.
A auréola do anjo se inebrie e não prepara o seu reluzir, e come o néctar consagrado às delícias do teu deleito. Afronta-te e contigo se deita no encarnado dos teus lábios, e não repõe o gosto que atiça fogo a carne e a prepara para a romaria das festas sacras ou profanas.
Quão santo!
Oh! Orfeu que bela fera traz guardado no teu seio! Embebedando o amante na mirra onde cheira os ritos de ídolos vestidos de gemidos a soluçarem pela a tua garganta!
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ORFEU MARCADO E SAGRANDO.  
Oh! Que cérebro momentâneo e retardado experimenta a dose maior da sua ruptura? E com seu esplendor de ouvido traiçoeiro a causar dormências no alienado? E esse ouve vozes apenas das pinturas íntimas e divinas de um afeto desconhecido em um belo quadro QUASE humano.
Irritado o chá forte que bebes te vicia! Torna-te melancólico, e precoce é o tabaco com os seus estímulos de excessos de distúrbios a alimentar a atmosfera da tua existência. As suas miragens te engana!
Úlceras que te olham... Os caminhantes solitários das correntes que assombra o teu fôlego de vida.
Cai-se em prantos.
Engoles a ânsia máxima do que a ti é permitido, e te tornas reduzido nos seus prazeres de eloquências.
Que bela angústia encantadora da mulher que transfere o chamuscante mergulho da sua beleza para ti?
 Entrega-te ao pó, pois as suas cinzas emprestam o seu conforto para a tua consolação.
Ajoelha-te diante dos seus símbolos e recolhas as suas lavras vivas e coma. Por que
Malévola
lobo
É a LOBA que te olha, e dentro do seu coração se ocupa com a sua maquiagem artificial e suas artimanhas. Onde o seu natural do censo de um eclipse da  verdade do amor não é mais visto.
E enquanto ela pisca Orfeu és consumido.
É a evidência furiosa que talha secreta as suas dominações, e dispersos e secretos joga seus diademas cintilantes na joia da alma que se entrega as suas luxúrias radiantes.
E sobre a sua vergonha se estende um monarca que ejacula tão apaixonado ainda pelo o amor e os seus maiores evento.
E a NUME escuta a boca que solta fulminante o seu meteoro feito raio, e que cai no cachorrinho que alimenta a LOBA no seu mundo profano de engano.
Entretanto o
EU-HOMEM Orfeu... 
Continuamos a viver no seu doce engano.
Pronto!
Assim também a LOBA me come!
 

 
Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas

Brasília, 06/02/2014
20:27

"Auto-cravar-se dentro de si mesmo os pregos da sua crucificação para depois medir o tamanho dos cravos que ficaram encrustado na carne.
E eu meço o seu tamanho e assim saberei o tamanho do grito a soltar da minha boca." 




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

AOS TEUS LÁBIOS


Derrama-te na boca serena que absorve.
Sinais de carinhos que envolvem teus lábios.
O teu doce ardente minha língua devolve.
O ardor de delícia do seu abecedário.
De A a Z do teu dicionário.
O prazer
A escorrer pelo o teu SER.
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Na aurora da luz triunfante a resplendecer uma flor sem vaso.

A caminhar ao acaso e insaciável nas delícias que passeiam. Espremendo colossais de fogos das suas pétalas em trânsitos crepitantes.

A respirar o inédito e exótico do incenso, e que discreto pende a calma agitada da sua folha no esmaecer das luzes divinas.

E assim são eles...

Trêmulos, palpitantes e que choram ao descobrirem sua macieza, e depois sentem a alva fusão que corta e que rompe, e que cambaleia nas misturas da Vênus e anjo a desnudar ébrio o perfume de vapores.

Cheios de encantos de uma campa da esperança perfumada de lírios, e que dançam puros e generosos a varrerem estrelas criadas pelo os pensamentos tão humanos.

Oh! O brilho se regozija nas melodias de júbilos que se fundem cheias de tumultos. É a harmonia a contemplar o que se passa pelo o interior de quem se ama.

Alargando-se à porta da boca com expressão que acena e pede para matar sua fome. Sereno aceno que envolvem e vestem os belos lábios na sua noite santa.
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E enfloram luminosos dentro da boca tumultos de salivas, e sem escolta, e que se expressam serenas, e reparam a alegria do fluir a pedir à roupa que envolve e levanta a santa das glórias e redentora do nome da súplica. 
Imensa e sem leme a desdobrar o creme que no clamor treme, sacode e geme e rola a reluzir o seu transporte sem medo, e a destilar extremosos os seus grandes eventos.

Que belo jardim molhado! Onde nele se desbulha o silêncio de uma forma exaltada. Agarrar o seu mel que se arrebata em pedaços dentro dos abraços, e como arado a semear seus leves passos.

Por que assim eu te contemplo, e descoberto, e ainda perto de ti meus lábios aperto, ou se apertam, e com a minha boca bem aberta.
 
Deixando a beber em ti os suspiros que falam a soluçar no mansinho do beijo. A erguer a sua fala tímida, mas pede e exalta com carinho o riso do som do berço da canção a acordar o colo macio de júbilo. Alivio do coração de brandura que se eleva e dorme na sua aventura.

E acerta a faísca e risca a luz que se enfia em um lampejo que explode ideias e aflouxa a fulguração que nos lábios mora. Incandescente, ó nua a mim te apresente!
A vibrar as cordas de caricias em bandos de névoas purpurinas a piscarem e mancharem os olhos que se inclinam.

“Se quiseres também me pinte!” 

E mais belo, puro e celeste o súbito sublime do seu vivo alarido que empresta a sua sesta ao corpo, e entregue aos risos da vitória, e traçando sendas excelsas das suas glórias, e que se estendem a se espargirem no dom dos afagos que mais belos ficam quando a tua língua me provoca.

“Nossa! Por que não me morde logo?” 
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E chamo o sol divino do seu evento.
Os seus efeitos que o coração sente.
E bebo seu fino licor.

É no seu vento…

Oh! Que belos lábios flamejantes com a presença de fragmentos a bater um no outro!
“Minha língua está torta! É porque em outra ela se
 enrosca!”
 
A saltitarem centelhas incendiárias que rompem sonhos e rastreiam as referencias dos anseios nos elementos do fogo que devora.

“ Por favor SEU Fogo me mostre!”

Tombando a luz e queimando o encontro da realidade que incendeia o despertar do acesso ao um dos teus simples beijos.

É DESEJO? 

Pois o maravilhoso, o intocável de uma coluna iluminada à noite…

E TOCADA por um vento QUE escuta a voz e percorre com a sua aragem À SUA PORTA.

Agarrando-se aos sopros vivos de um alento, e que respira insuflando no seu fôlego o óleo tão escorregadio
.
Um prazer divino que se solta da sua boca e,
 
PARECE TORRÕES DE MEL!

Que estonteante! Triunfantes e semeando o brandear dos ais que se rompem a subirem abraçados pelo o licor da fome tão apetitosa.

Oh! Chama-me para dentro do teu sangue!
E lance…

Os assovios de excelsos que se constelam nas estrelas dos olhos.

A claridade da sua vitória semimorta pelo o andar das lutas das delícias que vagueiam TÃO PRAZEROSAS.

E em cada porta dos olhos se conforta e reparte o caldo celeste do tesouro que evola a cada hora.

Importa?

Então, abre-te os lábios e me molhe! E depois me recolhas.

FECHE-ME E NUNCA MAIS ME SOLTE!

Aprovo!

E também se quiseres me morda! 

Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas
Brasília, 03/02/2014
“ Eia que tudo recomeça. E de novo
voltamos
ÀS LÁGRIMAS…”
“Sejam-bem-Vindas!”
19:30