terça-feira, 6 de julho de 2010

eu e você


Um... Dois... Eu e Você



Muito me alegrei quando a poetisa Mitvisky, mulher por excelência...! Em uma noite, enquanto as suas narinas sentiam a sua própria suavidade, transportando-lhe a sua doce beleza e o seu belo suspirar; eis que a poetisa moça mergulhou nas profundezas do seu ser, buscou no calar dos seus suspiros, a métrica palpitante e eloqüente da sua cadência exemplar! Muito me admirei, quando ela com suas mãos, transpassou-lhe o seu espírito, acendendo assim, o vivo fogo que no seu íntimo a convidada loucamente a se auto-descobrir...! Certamente a bela poetisa, com a sua face cheia de luz e a sua mente focada naquele que tanto a aspirou; dirigiu os seus olhares a fonte da sua inspiração de tão sublime composição! Mitvisky tem um doce talento para exaltar a maestria dos sentimentos humanos e corre, também dentro dela, um oásis que suplanta todas as suas tristezas! Eu e você certamente nasceu, quando a poetisa, elevado pelo o bater do seu coração e a doçura da sua imaginação, eis que abri-lhe o seu refúgio, colocando a mostra a sua simplicidade e o admirável pensar que bateu-lhe no seio cujo gosto, assim espero, que lhe Suba a língua...! É lindo Mitvisky olhar-te e saber que no teu espírito pulsa uma doce fonte de delícias, onde os teus próprios lábios se fartam e os teus olhos revelam os fluxos de felicidades que na tua face são contínuos...!





Dois mundos... dois seres... duas vidas!

Duas almas... dois sentir... duas feridas!

Dois corações a pulsar... um mesmo ritmo...uma mesma sintonia...

Duas ... diferentes... cadências!

Um... a ... clamar... se dar... se entregar!

O outro... a... se declarar... se desnudar... se buscar!

E os dois... a viajar...se expor... se ocultar...

Através das palavras... um aludir... um reiterar... um delirar!

Duas faces... duas dores... duas existências....

Duas formas de amor... duas vivências... duas indulgências...

Dois refletir... dois suspirar... dois afligir...

Dois... náufragos... combalidos... desvalidos...

Dois em um... um em dois... e um... por que?

Precisamos...ser assim...

EU e VOCÊ?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A AMIGA




^~ A AMIGA ~^






Ouvi quando a porta se fechou e no piso da minha casa os apressados bater dos pés que corriam como asas sobre um desespero imenso. Aproximou-se, sentou-se ao meu lado, enquanto, com as mãos, segurando a minha cabeça eu permanecia inerte. Eu sabia que ela vinha ao cair das primeiras lágrimas. ”Chegou!” assim pensei e como uma criança assustado busque refúgio nos seus braços do meu medo e tristeza. Pude senti o calor humano a invadir minha alma. Fechei meus olhos enquanto meu coração pulsava cada vez mais, é como um pedido de socorro! Deixei que as lágrimas falassem o que eu estava sentindo naquela hora e quando, ela estendeu os seus braços de afagos, entreabrindo seus lábios molhados também de lagrimas, os meus disseram-lhe, gotejando em cada silaba o meu admirar que, naquele momento, se deliciavam diante da minha eterna e tão extremosa amiga.



Eu tenho a quem me socorre, e aflita

Divide também minha dor em seu riso

Seu calor conhece o meu espírito

Funde-se no peito a sombra, o paraíso

Sufoca em si mesma o meu grito

Afaga a dor que me deixa tão contrito

Banha-me com suas lágrimas vivas

Fortalecendo o meu corpo partido

Enlaça-me e através dos seus sentidos

Posso viver aquilo que não é sentido

E, durante o seu abraçar sinto vida

A própria vida dando vida pela outra vida



Obrigado cara amiga...! Obrigado porque o meu coração muito se alegra pelo o teu respirar e pelo teu olhar que sempre fitam meus olhos, deixando-os transparecer por ti, a lua monumental dos teus afagos! Eis que em ti tenho buscado a minha paz e muitas vezes tu se entregar a mim em ouvir os meus apelos, esquecendo do teu tempo e dos teus afazeres! Onde quer que eu esteja, baste que eu chore, tu se encaminha e vem até a mim, também com lágrimas nos olhos e eu já me considero culpado pelas as tuas rugas e tua pele sofrida! Agradeço a ti mulher exemplar, porque o amor que a mim devota é majestoso e belo! Eis que choro nos teus ombros e quantas vezes eu molhei o teu vestido de festa, impedida-a que fosse ao baile! Quantas vezes sujei a tua maquilagem ao contato do meu suor e das minhas lágrima que afrouxaram as pálpebras, e tu, sempre sentada a me acariciar...!



Amo-te pelas as tuas construtivas palavras! Nunca dizes "pare de chorar e sim chore...!" E meus olhos mergulhados no mar te olham com candura serena e doce. "CHORE" E EU CHORAVA! Quase nada falava enquanto eu estava a chorar, mas assim que as forças voltavam e as lágrimas retrocediam dentro de mim, era que se levantava, olhava a minha face, e com um jeito de carinho, as tuas lágrimas começavam...! "Porque chora?" Perguntava eu a ti e aí, era que explodia o gozo de ser teu amigo! "É porque eu tenho que viver as tuas dores para saber como te dirigir e como te olhar e como também te pedir...!" Assim dizia...! E eu, esclarecido pelo o teu falar, começava a contemplar a tua expressão solicita de amparo e prazer! Quão maravilhosa é ser o teu amigo!






Obrigado cara amiga...! Obrigado porque agora eu ruflo e meu coração, meu Deus...! Em toda a sua insensatez, porque bêbados estão os meus olhos e sedento
a língua que no doce dos lábios tenta saciar-se ao lembrar-se de um sabor que nunca aconteceu...! Obrigado porque tu estando comigo, posso abrir meus lábios e fazer confidências...! Grande não é o mar e nem o infinito...! Grande não foi o sonho da minha juventude...! Grande é o que agora me enlevas e no qual, transcende,
e avassalador, percorre toda a dimensão da terra...! A minha beleza está viva e existe...! Sim, isso porque as minhas lágrimas agora fluem e fluindo, tenha a sensação que dentro do meu peito bate e vive um coração tresloucado, onde o primeiro sabor do mel ainda não escorreu...! Obrigado por tuas atitudes e por confiar
em um ser que aos teus olhos é desconhecido...! Obrigado por saber que me ouves...! Porque aqui os acordes não param...! Meu Deus...! Fizestes o
belo rio e eu não consigo banhar a aminha alma...! Destes o céu a mim como presente e eu não consigo fitar as tuas estrelas e nem sentir o aroma do teu jardim...! Céus! Há uma essência e sei que sinto, mas quando tento alertar o
meu nariz...! Ela, a essência, é um gás fugaz, e logo vem o vento e a dissipa do
meu nariz...! Ei podes tocar-me e colocar-me de volta no dorso de um sonho?
Vem, ó cândida...! Ó celeste luz, porque em mim não há um rastro de luz...! Vem ó doce sonho, coloca os teus lábios exposto porque assim verei a tua macieira onde o pecado na habita e o teu fruto é saboroso, podendo usufruir do teu manjar! Ei Pode roubar-me e por um instante, junto contigo, mostrar-me dentro de ti, se bate o teu coração, causando assim, um rio de espumas flutuantes, porque o meu é feito de plumas e néctar! Te junta eu a ti e podemos então, juntar a tua espuma flutuante e com as minhas plumas voaremos eternamente, deixando o rastro do néctar para as boca quando provarem saberem que eu e você somos o amor que tanto aspira aos corações! Venha doce amiga de novo a minha casa; porque meu seio treme e o meu olhar te procura! Vem porque a minha espera te espera e o meu coração só tem prazer em ti!



E, quando para a sua casa ela retorna, eu já não ouço o bater da porta. A sua essência está aqui! Pernoita no ar que percorre todos os cômodos do meu coração. A porta fecha-se, mas posso senti que ela deixou impregnado em mim, um pouco do seu carinho e amor! Passo meus pensamentos no semblante que aqui dela permanece e espero que amanhã, quando, se por acaso, voltar a chover e me causar danos, eu sei que ela virá! Ela sempre vem com a sua destreza e encanto, onde do seu seio emana o refúgio constante, glacial e belo, de um doce coração de mulher...! “ Eis que em ti meus olhos procuraram o inefável e admirável sabor que foi posto no teu seio caridoso e incomparável...!”



E vi quando ela ultrapassou meus sentidos!

Afagou-me e por um momento eu a vi...

Ultrapassar todos os limites nunca vistos!

Eu senti e vivi imensamente tudo isso...!

E, olhando-a assim que abriu a porta e saiu,

Um anjo que não usava saia ou vestido...!

Uma amiga que compartilhou a minha dor,

Em formas doces e suaves feitos risos...!

sábado, 3 de julho de 2010

O MEU SAX


-- RETORNO AO MEU SAX --



Eis que hoje eu retornei aos meus antigos acordes! A minha embocadura, apesar de passar alguns dias no seu descanso, repousei na boquilha à minha boca e com à minha língua, busquei a melhor forma para emitir os agudos que soavam alegremente, como se elas me exaltasse pelo o meu retorno. Fechei os meus olhos, saboreando naquele momento o som harmônico que flutuava como sensação sublime aos meus ouvidos. Tirei uma doce nota, bem alongado, movimentei muito rápido o ar que saia do meu diafragma a procura da harmonia bem talhada e perfeita. O som de uma nota soou...! Flutuava ali, envoltos a sonhos e desejos o meu pélago...! A minha vontade estava exposta aos meus ouvidos e abruptamente, subiu nas minhas emoções, à alegria do meu retorno a casa do meu espírito...! Passei alguns dias longe do frescor imenso da minha grande sensibilidade! À vontade, depois de algum tempo, tinha regressado tão saudosa que, meus olhos gotejaram lágrimas, enchendo assim a campânula do meu sax. Aprumei-me, estendendo à minha mão, colhendo todas as notas que dançavam e pulavam diante de mim...! Coloquei-as uma por uma de volta ao meu desejo. Contemplei sorrindo com os meus lábios, o meu prazer que ali sustentava à minha alegria e o meu sonho de novamente me erguer sobre a escala cromática maior do DO ao Ré! Passei os últimos dias sem a suavidade e o encanto do meu som harmônico, onde eu acalentava à minha dor...! E hoje eu me vesti e me perfumei, para retornar assim ao meu lugar, porque aqui, a maioria das vezes, eu posso lançar um cântico admirável a alguém que é digno de louvor, quer seja um amigo ou eu mesmo que, na profundeza soberana de um sentimento, mão cansa de se lançar na salvação absoluta de uma alma humana.




Eis que alegre fiquei... Depois de andar a esmo envolto a sentimentos escondidos, pelos quais eu tinta o total desconhecimento da sua existência, onde as minhas emoções se encantaram por algo que agora julgo que é loucura, aprumo-me e em minhas mãos retornam os belos uivos afinados do meu instrumento. Aqui sou eu que traço com notas sentimentais o título e o final da minha ópera, dando a ela um prenuncio suave e um final glamoroso. Sustento diante de mim a peça monumental que vai fazer que, a partir deste momento, eu possa olhar para o meu metal feito a ouro, com suas curvas exatas, onde posso abrir a minha boca, recolocar os meus lábios, e com o meu sopro, fazer tinir o metal, vibrando assim “ o cântico celebre que foi exaltado em diversas formas e, que este belo cantar, seja exposto diante da minha única forma de amar, que é o amor, tão sublime amor...!” E hoje, assim que retornei a minha casa, recomecei os meus velhos acordes e eu sei que cada nota que pulsar, caminhará sobre o meu buscar, relembrando assim, a tua forma e teu gesto que foi plantado e onde eu tocar o meu instrumento farei louvor a ti pela a engraçada forma de te encontrar, e a dolorida, também forma, de te perder...!


DO, RÉ, MI, FA, SOL, LÁ E SI te saúda: “ Bem-vindo harmonizador e compositor!”

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A POMBA


--- A LUA, A FLOR E UMA POMBA ---



Bebi sim no cálice de ouro dos teus acordes um suave vinho que ultrapassou a minha fértil imaginação. E pude ver sobre ti uma bela lua, onde tu, a caminhar nas águas cristalinas, molhando os teus pés e o branco do teu vestido, onde uma pomba, semelhante a ti e da cor também do teu vestido sobre o galho de uma árvore, abismado, fitando os teus belos cabelos que caiam sobre os teus ombros te acompanhava silenciosamente, porque tomado, pelo o elixir que fluía da tua face, misturando-se nas densas cristalinas águas, onde as flores aquáticas te cercavam e jogavam as suas misturas no teu dorso nu, fazendo assim que a tua pele, iluminada pela a grandiosidade da luz da lua chamasse a atenção dos pássaros da noite que sobrevoavam a tua frente, onde o teu molhado vestido flutuava, fazendo um tapete para receber a sua diva, celebrando assim a tua leveza e a tua graciosidade; ela, a pomba, de soslaio jogava em ti um brilho de admiração e louvor! O vento suavemente caminhava, deixando seus ouvidos ousados para ouvir as tuas pisadas e o arfar dos teus suspiros que se confundiam com o borbulhar da água que sobreposta aos teus pés, subiram a tona para respirar e explodir em um gozo imenso pelo o ardor do teu cheiro que se levantou dentro delas. A pomba te olhava e seguia todos os teus movimentos celestiais e perfeitos. Tão perfeito que a lua, admirada da tua beleza e inocência, baixou-se bem perto do rio, recolheu uma gota de água e um pouco de terra e ali mesmo moldou conforme a ti, forma e jeito, e depois, levou a tua semelhança a um pedestal exemplar, onde nas noites minguantes, onde a lua se torna pequena, apenas uma metade, a lua sempre te olhar, como se fosse tu a outra metade, completando-a em si o seu verdadeiro tamanho.




A pomba te olhava e enquanto isso, um belo azul começou a se formar no céu, com nuvens brancas da cor também do teu vestido, desenhou no firmamento a tua face que resplandecia e era mais forte do que o brilho da luz da lua e a natureza te celebrava de várias formas eloqüentes por passar o teu espírito em sua trilha e no seu campo....!




Pela manhã levantei-me e fui aos meus pombais. Mas eis que lá chegando, uma pomba, pousada sobre os meus umbrais, a qual não fazia partes dos meus pombais; olhava-me, parecia que no seu olhar trazia a luz da lua! Nas suas plumas uma bela flor, onde dela emanava um perfume doce e suave! Suas pétalas abriam e se fechavam, e do seu interior fluía a essência de uma alma caridosa! Aproximei-me da pomba singela e do seu pescoço retirei um fio de cabelo de alguma madeixa. Lentamente, pequei aquele pequeno fio e por uma necessidade a qual desconheço, levei-a as minhas narinas e logo um vento frio, mas de aroma bem variado, eis que tocou meu coração e eu me virei depressa, procurando o tão suave odor, e, de repente, apossou-se de mim um êxtase , e pude ver, através do meu olfato, como se fosse um espelho, uma diva que saltitava em um campo qualquer e colhiam as estrelas do céu, e as colocava um a uma aos seus pés para fazer sair dela o espírito de admiração que sempre se mostrava diante de si em admiração e contemplação aquele corpo onde ejaculava o seu paraíso; o qual o seu próprio espírito pegava cada estela e as jogava como fagulhas incandescentes no interior da sua diva, alimentando assim, para que ela vivesse eternamente no seu paraíso monumental e cérebro, onde emanava do seu palacete a luz da sua alma e a lua da sua beleza...!




Chorei ao vê-la! A sua face se desenhava na minha imaginação que emitia ao meu coração um pulsar eloqüente, onde meu coração, cansado de tanto bater, não se contentava e mais rápido batia. Vi naquele rosto uma maestria perfeita que seduzia loucamente as emoções que desciam em mim como forma de chuva celestial e doce, molhando o meu rosto e trazendo a sua agradável delícia de um refrigero...!




A pomba, olhando-me, parecia que queria sussurrar algo e dizer: “ Eu vi uma deusa em toda a sua forma completa...! Eu vi a cor da sua pele, o alvor da sua alma e a beleza do seu corpo...! Eu vi a grande admiração das flores e da água que se levantou em borbulhas cristalinas, explodindo em louvor e gozo pelo simples fato dos seus pés tocar-lhes! Eu senti a água que ficou com gosto, pois bebi dela quando para cá vim, e o seu sabor é uma delícia retirada do bálsamo que se ascende de uma forma desconhecida ao coração que ama! Eu vi a cor da água que mudou totalmente para um azul superior ao azul do céu, dos campos, das flores! Um azul, assim chamo, porque me confundo da dúvida que se tornou superior a minha visão! E eis que aqui venho para expressar aquilo que meus olhos não querem aceitar!”




E a pomba, abriu as suas asas, sacudindo o seu cansaço, mas antes, olhou-me e nos seus olhos, eu pude notar algo como se fosse um chamado: “ vem comigo e tu verás aquilo que os teus olhos nunca viram e no teu coração jamais desceu tamanho prazer; onde a tua sensibilidade e as tuas emoções se renderão ao sabor supremo da sua morada monumental...!”




E a pomba vôo...! E, da sua plumagem caiu uma pluma, onde o vento, levemente a trazia no seu dorso, isso porque também queria senti o odor que o alimentava e tinha conhecido. Ela vinha traçando no ar pequenas curvas: ora para a direita, ora para a esquerda, parecia que o vento não queria dispor-se da sua leveza e da sua graça. Estirei a minha mão, e antes que ela pudesse cair por completa na terra, agarrei-lhe e não sei também o porquê, levei as narinas, onde pude senti o vento roçar o meu rosto, abrindo o meu olhar, e, docemente, parece que o zéfiro sussurra: “É METVISKY...!"



Todos os dias agora, eu sempre vou aos meus umbrais...! Na esperança de reencontrar aquela pomba, já que o amor da minha nova diva não me pertence, pelo menos assim, com a minha pomba nos meus umbrais, eu possa saber onde ela está e o que faz, e isso, conforta o meu coração, trazendo a ele, mesmo que sendo utópica, uma forma de se viver um grande amor...! Uma fantasia que pode virar um sonho real e ofegante...! Que em mim se faça a luz para dirigir os meus sentimentos, trazendo assim lucidez ao meu espírito que sempre freta a luz admirável do seu próprio sonho...! Permita-me, ó doce luz, que esteja eu na beleza da tua claridade e no gozo do teu gosto alimentar...!




É tu o meu doce e grande gibão de ouro?

A minha pele suavemente sempre te veste!

Visito-te diariamente e neste pequeno espaço,

De vestir as tuas poupas, o teu batom eu passo...

Olho-te e vejo teus olhos sorrirem e me pedes,

Os teus sapatos guardados lá no nosso quarto,

E lá eu vou buscá-los e quando para ti retorno...

Meu Deus...! Deixai anjo que teus pés eu calço...!

Que beleza aflora em ti e entre os teus lábios...

Um suave e enamorado e festivo beijo te caço,

O teu corpo trêmulo a mim logo se entrega...

São duas almas que ali alegremente no seu amor,

Buscam e sentem o prazer, o seu doce e seu sabor...!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

SAUDADES


ENSAIO DE UMA SAUDADE



“Ah... Amor!

É universal e, portanto, deve ser cantado...!

Em todas as suas línguas,

E finalmente, a doçura de um amor

Tão desejado...!

SEJA FELIZ...!

Isto é o que você deseja...!

Mas, não esqueça esta menina aqui...!

[ Mitvisky ]




Não percebes que em mim, eis que se tornaram parte do meu pensar as tuas músicas o teu jeito de se expressar e, da minha carne; o fluir do teu mundo, no qual me entreguei à riqueza exemplar do teu suspirar e pulsar quando, os teus belos poemas vieram até a mim, com aromas angelicais o qual comparei a tua face que sempre subiu aos meus olhos, fazendo assim que se abrissem os meus lábios e, com um jeito ousado, levantei aos teus ouvidos uma declaração de amor que deixou propenso no meu coração um medo e um receio...! Não percebes que quando a ti me dirigi, abri o meu medo e diante dos teus olhos expus a face recém-formada da tua angelical e florescente candura invadindo todo o meu “eu”, ultrapassando os limites de um sentimento que se alourou aos teus belos dotes criativos e sensatos, fazendo assim que o meu olhar sustentasse dentro de mim uma nova forma visionária da minha própria existência que até ali, aos poucos se esvaia no turbilhão da solidão...! Foste tu com o teu suave odor e as tuas palavras que antes para mim eram desconhecidas; elevando em mim a grandeza dos meus argumentos para que eu, crescendo ao eu lado, pudesse ver os sulcos da tua pele e o pelo do teu braço eriça-se, fazendo com que isso meu coração insinuasse a perguntar: ”tu o amas...? Foste tu que dirigiste a luz que antes apagada, apenas ofuscava no vazio de um infinito, e hoje...! Hoje eu vejo a luz no céu, no brilho dos meus olhos e sobre o espelho dos mares, aonde sempre vou para ver a tua face sobre a superfície da água, e quando vem a maré, parece-me que tu vem até a mim e com o teu jeito, insinuas com o teu sorriso e convidas-me a um passeio sobre a areias que, aos tocar dos nossos pés elas brilham e sussurram: “sejam bem-vindos...!” Fostes tu que brotou com o teu conhecimento e tua maestria na minha alma um espírito vindouro e elegante, onde o amor que raiou na minha primeira imagem quando, em pé, com o róseo do teu batom e da tua camisa, abriu-se no meu peito, rasgando assim o véu da minha masmorra, levando-me ao paraíso cheio de adornos, onde o teu perfume sempre visita, causando assim tumulto aos olhares que te devora e querem usufruir do doce dos teus sorrisos, causando em mim uma leve nódoa de ciúmes...!




Saudades...! Aprisionou-me aos teus pés, onde faço no chão, com as lágrimas que vestem a ausência do teu ser sublime, um enorme cachoeira salgado, onde toco a ponta do meu dedo, levo o seu sabor aos lábios, como se fosse para sentir o sal da minha amargura e a necessidade que me causa o teu agir e os teus passos que profundamente, deixaram mascam profundas no meu espírito que, olhando a cachoeira aos meus pés, tem ânsia de mergulhar para sentir na sua pele o frescor do ardor teu corpo, onde as linhas sinuosas e belas, jamais artistas conseguiram desenhar em uma tela ou até mesmo imaginá-la sutilmente, através do seu talento...! Fui eu que ergui a ti uma forma suprema de olhá-la e desejá-la como uma obra grande e criativa da minha necessidade e, neste belo aguçar, o teu sorriso fundiu-se em mim, vôos alucinantes, onde o teu ser angelical apoderou-se por completo da minha inocência, fecundado assim aos meus olhos, uma grande admiração por ti que passa muito além daquilo que tens conhecimentos; e a tua razão e os teus argumentos nunca serão capazes de provar uma essência que brotou e que agora, sucumbe-se com a tua ausência e o teu genuíno aroma que explode em formas de rosa desfigurada. Como se fossem as flores do campo juntas, a desfolharem suas pétalas falando: “bem me quer e mal me quer”, mostrando assim a sua nudez para te chamar a atenção...! E agora sou eu e o meu espírito que procura a tua forma enseada deste o levantar do sol e o deitar da lua que, abismados no firmamento se contorcem e as estrelas no seu silêncio, incendeiam com fulgor a minha procura para se tornar mais visível aos meus olhos o som deixados pelo o abrir e fechar dos teus lábios...!




Saudade...! Que argumentos eu os usaria agora para providenciar em mim a razão da tua existência na minha vida e tudo aquilo que senti e vivi quando ao teu lado, pude desenhar uma névoa exemplar da mulher única e ímpar que, naquele momento, olhava-me onde eu via a sua língua doce e os seus dentes a morder os seus lábios como forma suprema da mulher exata que se estendia ali, diante dos meus olhos e dentro do prazer que tinha a mente em saborear tamanha musa, graciosa e bela em todas as suas formas do seu existir..



.!

E agora achas que fujo...! Que lugar esconderá os pensamentos que tanto aclamam e chama o teu nome na angustia da tua ausência! Existe por acaso, onde esconder aquilo que não se esconde e aquilo que viverá eternamente? E eis, que em mim, a tua face se faz presente! Eu senti o teu perfume! Eu estive contigo! Eu vi teus sorrisos e as tuas tristezas! Eu compartilhei o grandioso crescimento singular e efervescente de uma mulher que, apenas me olhando eu vi o céu em todas as suas formas celestiais onde eu, levemente, toquei nos meus lábios com um desejo superior a todas as sensações, em beijá-la e por um momento, apenas isso, por um momento, fazer que as grandezas do céu sucumbissem diante a tanto gozo e beleza magistral...!




Assim pois o teu amor em várias línguas

Traduzi-as e como um colar de pérolas

Eu vou dispô-las, uma a uma traduzida

E fazer delas o mote dos meus versos

Olha...! Atenta-te, pois as tuas belas linhas,

São dispostas seguidamente em fantasias,

Traduzi-as para a minha doce língua,

Para senti o seu melhor gosto e alegria

É porque assim tuas palavras são lindas!

Ao meu ser que sempre te contempla!

E para sempre onde eu viver...

A tua alma será sempre a minha,

Esteja tu onde estiver...!