terça-feira, 1 de novembro de 2016

ONDE ESTOU




ONDE ESTOU?


A luz
 dos instintos na sua maior 
dimensão. As forças de contingências nos conteúdos do seu ver, ouvir e sentir.
A lógica da sua ciência
 no campo de investigação de um coração, e que, às vezes, e na coerência dos seus argumentos, segue a vertente de um fenômeno que se debruça TÃO INGÊNUO, e que na sua arguta e brusca dependência eleva a sua tateante busca.


Ser aplaudido e possuir
 a beleza das estações das flores.

 A balançar o seu perfume.

Recitar em voz
 alta as confidências que foram faladas nas “Alamedas”do silêncio da alma, e que possui como atrativo o palco dos ventos ardentes.

PORQUE AS MINHAS NARINAS
 RESPIRAM!

Devolves-me o
 meu ofício e não ridiculize o meu vício! Isso porque os teus olhos recusam a simplicidade, e somente a soberba é o teatro da tua morte! 

A aparência do sujeito 
com o seu belo elo arquitetônico.

 A construir a sua obra que espelha seus perfumes para serem manipulados PELOS OS PENSAMENTOS DE LIGAÇÕES SUBLIMES, e QUE SOPRAM do seu céu as tempestades, e que no senso da oralidade se encaminham na sua relação com o seu próprio “EU”.

 CÉUS!
 QUEM ASSIM É?
A matéria 
no seu vazio, e com o seu universo propositadamente pessoal. A chorar na sua grande consciência, e sem o conhecimento da grande obra que ela é.

A PUXAR O SEU FADO!

Oh!
 Quem assim chora infinitamente sombrio, e tendo como inimigo a si mesmo?

O milagre
 que reside na esperança, e que depois se revela através dos olhos, e que no belo da sua doce simplicidade percebe a gloriosa ressuscitação de um coração que foi machucado.

 Sintomas de aplicações
 no calendário dos seus sentimentos, e que, à medida das atitudes dos sopros causam rupturas aos gráficos dos suspiros.


Os alicerces 
da compreensão que são herdados das fundações internas dos sentimentos, e que se alocam diante dos olhos pasmos.

 Porque se transita
 coberto e desnudo pelas as maldades da alma humana, e que na sua frequência mais abrupta se faz inocente a capa esvoaçante que cobre o monstro, e neste adágio absoluto a comportada toga vira um vestido de prostituta.
Meu Deus!

Devo confidenciar 
apenas a um só ouvido? Isso para que o outro não espalhe sobre a terra das tantas bocas o segredo aurífero de um combustível CHEIO DE DISCÓRDIAS? 

 E que desatinam
 a queimarem evolutivos na exaltação magnifica que restitui
 os esplendores da agonia!

 E que resvalam pronunciados e exaltados pelo o som do eco, e entre os seus dois efervescentes lábios tão cheios de amor?

O pendor elevado
 da profusão dos traços e sinais a causar na alma a partilha dos organismos, e que dentro de um "eu" são oriundas as tristezas, e de soslaio sempre olha com um olho aberto e o outro fechado e ousa a  perguntar:

- ESTOU ONDE?
Devo obstruir 
com os olhares as grandes paisagens para andar por elas todos os meus sentidos?

Por acaso
 seriam meus ouvidos evoluídos, e tudo que a minha boca falasse pareceria verdades?

 A forma obscura
 dos seus risos que estariam defronte da minha face para soltar seus gritos de escárnios, e assim salvaria depois
a minha alma?

Onde vive o homem 
sem conteúdo, e com a sua arqueologia dos ossos da sabedoria?

As inversões
 de potência da sua política fria na prosa da mentira.

 A soltar
 a exposição pública da sua CARNE de agonia.

 Um longo 
apêndice, e com secções incompletas da falsa medida do homem, e que ejacula do seu trono os monstros da sua existência.
Pensamentos teístas 
com os seus espectros irreais.

 Porque o centrismo
 do egoísmo é uma ilusão de um interior que é vítima da pobreza do seu externo, e que no seu último parágrafo de salvação acende uma fogueira, e
que se deita bem articulada para as conexões necessárias do embalsamento do seu corpo tomado por sinais, e que no introdutório do seu silêncio apenas lágrimas na execução exótica de uma lúcida causa bêbada, e desvairado um dos seus tantos comentários a causar rubor pela a sua face.

- Por acaso devo eu te seguir?


 Que MONSTRO é
 esse que se deita bem articulado para as conexões necessárias do embalsamento do seu corpo? E que é tomado por sinais falsos, e que no introdutório do seu silêncio apenas lágrimas na execução exótica de uma não lúcida causa bêbada, e desvairado um dos seus tantos comentários, e assim a causar rubor pela a sua face?

As contingências
 de um rosto na disjunção da sua desgraça, e com insuficiência de imaginação, e assim no contágio dos instantes em que seus dedos deslizam pela a sua face. Espantos que alçam voos e com o alimento vazio da alma no seu transe. A debruçar no entardecer das suas lágrimas, sozinho e pequenininho, à sombra da tensão do medo, e no afiançar dos seus segredos, partido pela a tragédia, entre derrotas e fugas.

E sob o signo
 da tristeza a esfinge é um espectro vivo no atino do caos, e com suas garras de aço, punhais inundados de ódios, um oásis dos logos das derrotas, ela atina o sensível, desdobra a cartografia dos sentidos e causa morte as complexidades intensivas de um espírito.

- Onde estou?


O mundo com a sua
 linguagem absurda, proliferando contágio das suas maldades humanas, e tudo isso pautado pela a mesma carne dos      desenganos.    



Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas

Brasília, 01/11/2016

20:10

Eis que as férias chegaram. 
Vamos voar!
         

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

SOU EU


SOU EU 

MÁGICA É A MÚSICA
 com a sua linda poesia que transporta, e com suas batidas de percepções, fluindo, criando a voz ritmada, a mover emoções, sacudindo os sentidos, mesclando efeitos no teatro imaginário dos pensamentos, e que se deitam para beber do bálsamo do aroma harmônico que nasce no coração. 
Um cenário crescente 
cheio de impulsos, e com requebros dentro dos movimentos repentinos, e que o faz voar alto e bem longe, e sem dissimulações no seu semblante, verdadeiro e exato, e sem fachada falsa, o amor leito a gozar no peito o leite, e exibindo no seu eixo a imortalidade de um perfume que nunca finda o seu odor, a metamorfose de uma auréola que circula da cabeça aos pés, irradiações de uma chuva celeste a purificar OS SENTIMENTOS VERDADEIROS. 
OLHARES ÍNTIMOS 
 com ritmos infinitos que
 se desdobram e aprovam o seguimento da nova aurora, confiáveis nas circulações e misturas dos seus verdadeiros sorrisos, aplausível e que subdividem todos os seus sentidos para dá a vida.

 Envolve-se nos delírios 
da beleza, exalta e sustenta seu verbo vivo, ascendem com compromissos os favores exatos dos prazeres, os sentimentos de multiplicidades que fundam a expressão do bom gosto, e dentro de um juízo que se parte para a fundação do seu belo universal e sábio provador, e sem a negação de todos os seus instintos que dominam, cercam com os seus rodopios a efetiva unidade do coração, pulsante, objetivo e ímpar no seu conceito do AMOR, LIVRE NA AUTONOMIA da prática dos seus impulsos, suscitando internamente a beleza, eliminando a resistência, sem contradição do seu campo amoroso.
E eu me dissolvo
 assim como os beijos, e com os seus frescores maravilhados, inebriados pela a cerejeira do afã da vontade, infiltrados na medida exata dos olhares, e que se agacham e sentem os florais dos pedaços da cor rósea na alma, efetivos prazeres saboreados dos lábios, e que acesos descrevem movimentos maravilhados dos rodopios do seio nos anseios do brando calor do peito, e a aplacar sem fim todas as delícias de um simples sabor, pois é enervante, palpitante o brilho que reluz dentro do diamante que festeja o espasmo convulsivo, e que passa rápido e lento na união fascinante dos aromas flamejantes dos gozos de seduções que enchem toda a matéria.

Porque se inclina
 e se atina, e se pede e também se espera o leito das palpitações.

 Voluptuosos rastros
 NO PRELÚDIO INTENSO DO AMOR, e com os seus bandolins que passeiam dentro das suas memórias, luminosas a expõem o sonhado da criação da alma na sua face, a beber o gosto ardente das delícias dos esplendores que cantam a flauta serena e harmônica do odor, e entre o gênio e o dom que embalsam todas as declarações eternas do seu verdadeiro AMOR. 
E também se brinca
intenso com o espírito sereno e pagador das verdades, sem débitos, e a romper os pecados, e ser o possuidor magnífico do gosto que comove, e assim ilustrando os chamados da verdade, e com vínculos das convulsões das palavras que brotam a realidade.

 E se corre de
 forma gostosa com os objetos de texturas, e com suas formas inocentes, e bem no contato da cor e som, estimulando a mente que se desenvolve no seu ambiente o zelo, e ativo e curioso o coração que tanto prazer sente do pulular ardente e doce da beleza do AMOR.


Agarrar o guizo dos seus
 gritos, e se lambuzar logo depois, e em seguida, e com os afazeres extrovertidos dos seus sorrisos, e na chuva dos seus papéis colorido, e sem medo e receio abrir os braços elásticos para esconder todos os seus atrevidos gemidos.

E SIMPLESMENTE AMAR 




Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas

Brasília, 24/10/2015

20:00


"Eis que chegará a grande solidão do aedo"

sábado, 15 de outubro de 2016

PORQUE AMAR É...



AMOR  
PORQUE AMAR É...

A colisão efetiva 
pelo o interior, e as suas reações de fusão ocorrido pela a temperatura e a pressão.

A irradiar 
grandes energias que brotam
 da vida.

 E por momento
 foge A AUSÊNCIA DA CONSCIÊNCIA QUE SE DEITA com o seu inalante, E ASSIM reagindo às misturas dos prazeres que causam batimentos em toda a área sensível do coração, e que se entregam as magias das delícias dos eventos do AMOR.

 PORQUE AMAR É...

Contrição que
 confessa extasiada o consolo da vontade, e que oferta carícias e suga as emoções dos beijos,e que agarrados criam um mundo doce e delicado, e que desenham ululantes os gritos figurantes que bordam os sons da boca que confessa o seu nome, e que cintilam na comunhão secreta da dádiva mística do seu universo.

A brincar
 com as suas pérolas e lírios inflados e férteis dos frutos que nascem DENTRO DO AMOR ETERNO.
Ativo fogo que sara
 as enfermidades. A luz da meditação onde O FACHO do seu pensamento é a ação inesgotável de uma energia de autocorreção do grande ciclo da salvação, e que próspera e propaga a esperança no coração de quem na preparação do seu maior elemento, docilmente a ele se entrega para viver  todas as suas emoções.

A cura que baila
 na loura lua que copia os movimentos do seu Sol. A eterna vela transparente que levanta a força dos ventos e faz navegar a bela nau por mar adentro e por dentro daquele QUE O AMOR SENTE.

Fantasiado com o seu ardor
 e com os seus trajes de várias cores. A explorar brilhante a sua carruagem que voa salpicada de estrelas acesas no luxo magnético dos desejos, e que desfilam suas folias que ardem nos cantos do AMOR que dilata o coração, e entre contos e poemas cheios de deuses e semideuses.

 TORNAM-SE DEUSES!


A encenarem em 
voltas dos coroados círculos dos hinos que se lançam e alcançam a brisa que estoca efeitos e tremores, e os braços e pernas que tremem pelos os apetites que afogam os passeios dos anseios,e bem no ar dos aromas onde flores dançam a janela dos abraços.

 O CHEIRO NA VIGÍLIA
DA LUZ SE ACENDE ATENTO.

O vaso que chove
 o seu azeite, e bem nos lampejos do peito que na sua cama de seda deita o vento arrastado dos giros dos beijos.

A moverem murmúrios
 nas encostas das costas, e frente e dorso que se hasteiam até ao céu.

Um mar onde 
suas frotas repletas de barcos preciosos navegam pelos os campos das avalanches das águas que abrem fendas e fazem soluçarem cascatas nas agitações dos montes que se encobrem com as suas belezas.  

A mágica aurora 
tingida por magias com as suas tapeçarias que pintam os ruídos, e giratório e florido a doçura do seu cesto que envolve o uníssono do espírito mediante paginas declarativas da recepção consciente que integra a fala do AMOR, o cíclico da figura de renovação que distingue a evolução dos sorrisos, o borrifador oculto das alegrias, e com o seu fetiche brilhante. 

Solúvel é o ar da sua música
 que prega a evaporação do equilibro, relâmpagos que afundam as reminiscências dos seus desejos, e sempre a sonhar com os seus fecundos beijos dentro de um céu perfeito, e onde sonâmbulos os braços envoltos de enleios atiçam as brincadeiras dos sentidos, alimentando sonoros florescerem dos “ais” molhados de inquietudes, e que enfeitam as prateleiras dos olhos que se ajeitam na beleza de todos os seus maravilhados poemas, berço dos devaneios de um garimpo, porque basta dois dedos para abrir e girar a chave de todos os
 seus segredos.
E como se injeta 
nas veias o raiar da liberdade que alcança o canto. O entendimento que caminha no universo de explosões da sua voz que chama e aclama, e o brando da sua vitória vem exposto nos olhos que verem os pilares das claridades triunfantes do amor que pedem passagem.

Acende e estende a 
fleuma e fecundo o seu labor alegra o arcanjo que se arranja no solo da vibração do afeto, e a tecer a seda branca do amor onde repousa o 
seu anjo.

Bendito é o seu choro
 volutuoso que fulgura no seu rosto cândido e sereno em salvação do outro. 
  
Asas reverberantes dos
 sonhos do amor primeiro no azul que veste os olhos enamorados, grinalda de conchas de esperança, e santa eternizada na alma que canta viço que apertam os lábios de luz bendita, e que em um licor se desmancha, e que alcança o sangue que triunfa na glória pura da inocência humana.

E bebem-se ânsias 
nas nuanças dos gozos supremos que ascendem nas substâncias dos seus prazeres que embala o arrebatamento.

 O risonho da 
aventura que cura e encanta o olhar QUE SE PARALISA com gotas de esperanças, e o aromal dos seus vapores de deslumbramentos dos momentos SE ABRE quando as suas pérolas ornam as grandezas do seu sono.

Embriagar
 reluzente a boca, e que nos seus afiados dentes prende a elevação constelada dos suspiros, e esses gemem no espalmar da harpa, e que na sua ardência acalma os grandes rebuliços da alma.

QUE MISTICISMO
veludo do encontro! Ânsias e sensações profundas no pélago da aurora do banho a emitirem tantas glórias! 

Beijos que acariciam
 os seios. O VENTRE que se enche com as dádivas superiores dos encantos dos olhares, e que os empréstimos dos seus sorrisos são agregados por palavras de predominância absolutas da beleza, e que sutilmente enleva o evolucionismo do espírito que plaina tomado por uma concepção visível de felicidade.


E o fósforo
 da língua se acende, e permeia às claras os ouvidos que atentos se derramam por amor as frases de acalantos, e que no entusiasmo das visões do coração ascende à física dentro da substância das alegrias do amor.

A lei extensível e
 rejuvenescida que rege todos os fragmentos de uma união, e com todas as suas sílabas fecundas, e a mercê das memórias que profetizam um belo arco-íris fresco com seu oásis, e na lua fecunda e pincelada por muitas sensações que iluminam as faces, e que vibram no amplo equilibro do fôlego, rotatórias tatuadas das curvas dos sonhos que dão origem a vida.


 E latejam as veias.

 PORQUE AMAR É...





Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas


Brasília, 15/10/2016

20:11

Ao moço da minha metade:
Isso porque, e às vezes, e poucas vezes se estar 
bem.

Mas às vezes 
a gente se sente bem pelo o momento. É quando a consciência descansa da sua velha rotina de acusações.


- Você estar bem?




sábado, 1 de outubro de 2016

ENIGMA (AO ANJO)







ENIGMA
(ao anjo)

E como treme
 o coração que vos 
fala!

 E que se move 
na elegância do achado da sua
 fala.

 E quando me olha:

 Eis que picante a sua fragrância me embala.

Leva-me e me arrasta.


Porque o eco 
doce do seu perfume, requintando e florescente, e junto com o seu hálito que vem montado na sua boca suave,e com os seus adjacentes lábios que sentem o alegre e suave estado apaixonado.

 Sábia face 
tresloucada pelas as correspondências dos belos olhares enamorados.

 Cenário dos impulsos 
das narinas que sentem o licor sendo derramado.
Que belo anjo de olhar assim:

- Esverdeado! 

Pontiagudo, 
penetrante e flamejante é o fogo 
que vem na luz do AMOR.

Crescente símbolo 
consagrado à felicidade que se espalha 
pelo o círculo loquaz da mente.

 Uno emblema que 
atiça a circunferência da visão, e bem quando esse olhar roda com os seus raios solares, e que depois paira no centro da lei de atração, entre as joias de um céu onipotente e o cai-e-cai das estrelas doadoras da regeneração do seu coração.


E como a sua 
formosura goza da cortesia do fresco ar que trança a aurora.

 Convertida e guarnecida
 dos seus olhos - O verde fino de um cristal lisonjeado do prado do seu rosto - E que sobre as flores vindouras do gosto do amor... Espalham ressonantes festejos dos cantores nos seus amores!
 
 Rasga-se o 
véu de um tabernáculo e a designação da sua figura é uma lua redonda como emblema da sua salvação. A tecer o chamado vivo e doador do amplo pilar do seu fôlego.

O interior 
regenerado e o novo nascimento feito pela a tríplice aliança da liberdade.

As amplas 
expressões que fecundam e introduz o arquiteto absoluto nos pilares estabelecidos do seu grande querer.

A força do seu
 uniforme são as belas palavras, e todas elas dizentes e cheias de grande significados, e onde o seu pórtico é a promessa de um trono firme, e com o fogo perpetuo que incendeia.

 Mas que não
 queima o célebre assento do templo da sua prosperidade.

Devolve-me,
 inédito, o absinto retirado de mim! O tempo que não fora estranho as minhas lágrimas!

Excitar os instintos
 dos prazeres nas paixões avassaladoras, e nas falácias do óbvio da sua composição, e assim alargar os seus voos alarmantes, e bem para o entretenimento da arte dinâmica do pensamento, a recriar a personagem no veículo motivador da sua mente.

Um olhar que 
atravessa a alma. Às margens das suas pupilas a pregar o evangelho da 
salvação.

 Esgotadas trajetórias de ardores que se fincam nos contornos provocadores, e sem desvios, e bem nas bordas dos lábios que delineiam as evidências dos mexer dos seus músculos, e assim deslocar, emergir as áreas eloquentes do seu mel para fazer crescer os olhares nas influências diversas dos seus desejos.

A genialidade 
de uma contemplação, e que não decai e nem malogra nas tarefas esquecida por uma mão, e essa sem a dispersão da outra que se lança na energia criadora da alma, e onde nasce o gênio da liberdade. Porque apesar de se tornar pesado a instituição sentimental do coração, o divino ato criador da libertação realiza no cérebro todo movimento dinâmico das orações.

- Devo abrir a minha boca?

Que belo vértice
 autêntico onde florescem as rosas e as suas pétalas nunca caem! Pois se espalha a ressurreição no mórbido ser que agora se decompõe das suas imundices, e o novo terreno já o espera, e agora sem as máculas da sua má deformação e os vis pecados da sua esfera.

Quem pinta 
assim a luz que cai esmaecida dentro dos olhares, e queima divino o destino que  flerta o suave momento que arde? 

Entusiasmos reunidos
 na língua filosófica da matéria que compõe o amor?


O lisonjeio intenso
 de um desenho que insiste na sua personificação, e na precisão luxuriante e meditativo do seu exagerado, e que quebra a privacidade das suas gravuras, e depois se mostram as falhas intensas da sua sexualidade ao Safo, e que este se engasga com a sua saliva seca a espera do borrão na pintura que não será depois repintada.
Onde devo falar 
dos meus recitais? Na área decorada da sua ignorância? Nos assentos de mármores do seu egoísmo? Ou ainda no terraço da sua falsidade?

Febril eu caio,
 e ao teu lado tremo.
Suspiro o gozo de o teu hálito exalar.
Perto de ti sinto teu doce coração falar.
E transporto-me ao langor do extremo.

Confuso e zonzo eu quero te tocar.
Pálido eu ouço o frêmito do ar.
Um fogo sutil no meu respirar.
Pondera-se em mim o desejo de te amar.

Inclino-me 
e vejo o mar nos teus olhares.
O mistério que me sonda no seu clamor profundo.

Intenso gelar que impede o meu falar.

Ruborizo-me com
 o perfume acolhedor que me chega aos lábios. Espiando estonteadamente as suas montanhas, e como também o clímax esvoaçante da sua frequência que transita arrebatador no nu comportado dos meus pensamentos.

 O luxo das
 suas sombras no veludo do silêncio, e que se curva na sutil ventania das delícias dos seus afagos. 

Transitando nos 
seus sopros, e nas dezenas e serenas noitadas dos sons delicados das suas vozes.

 As gradações
 dos suspiros das palpitações da luz do seu olhar.

 Tudo é tão sombrio! 
O gesto da sua imagem na paisagem da sua face, e que transmuda um ar no riso fresco do seu horizonte.

 Uma beleza ébria 
dentro da volúpia dos açoites dos seus desejos, embebecida no largo êxtase, deslumbrante e supremo dilema da insolência do balé das cores do amor.

FALO DO ANJO OU DE MIM?

Abre-se!
 Abre-se e vem à perfeição na adoração dos corpos, e entre salivas lânguidas e pavores gostosos!

 Intensas passagens bondosas das caridades dos declives dos beijos, e com os seus sulcos arrebentados, ruídos de aço nos dentes quebrados, prado por onde fluem as falsas mágicas, poços de desejos nas cisternas dos seios, porque o paraíso é a sua noite que canta e dança no seu trabalho, sobre as plataformas cintilantes das alegrias que hasteiam os seus mastros de felicidades, e suspensos os seus sinos badalam a hora exata de fazer adormecer a alma.
Sentar-se diante
 dos seus próprios olhos, e erudito ouvir, e bem distraído, os sons dos gestos de um coração, e que esse se interna dentro de si mesmo para obter o elixir da sua própria vida.

Os ruídos 
de uma solidão quebra o silêncio, e esses se embriagam com as dores, e convalescente o organismo na sua transição de desespero é o paciente frio com sua estranha doença sem fim.

Múltiplas variantes
 dos olhares que se entregam desesperados por abraços. Um afagar de efeito seguro que se sustenta com os sinais de cortesias.

Cortante é o lampejo fresco que corre rasteiro, e o líquen do seu ventre rodeia com o medo, o cálix que inquieta a paisagem selvagem da surpresa.

A grande insolência
 da voz que se asila no íntimo e causa badalações.

ENTÃO...


Badalam! Badalam! 
Lendas evoluem e nascem os 
fantasmas!

 Agitações fabulosas
 a arderem nas bravuras e bravatas de uma boca!

OS OLHAREM

 A SONDAREM
 rebentados os delirantes roucos sons convidativos que se estocam nas feridas dos ouvidos,e na negra dança que se levanta e faz rugir a lança que consome a pele, e BEM dentro de um leve intervalo dos abraços que se reveste com uma falsa amizade.
 

Surdas se levantam
 as músicas dos atos profanos, e com seus aspectos feridos e desumanos. A estocarem as suas sibilações nos foscos frissons dos rangeres dos dentes. Porque os escudos dos braços já convidam a um grande sonolência complacente das almas que se vendem a luxúrias.


Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas

Brasília,01/10/2016


20:10




terça-feira, 13 de setembro de 2016

EU ENTRE MIM







EU ENTRE MIM.
"EU" limitado e
 entre feras, e dentro de um rebanho, e nas mil esferas, e ainda indolente e queimado nesta terra. 

E nos

 mistérios, e ainda bem semelhante a um belo inseto. 

Tímido 
e bem discreto.

E deslumbrado
 no viver e a exalar o novo renascer.

 O sopro que
 vaga no voo da flecha com o alígero som que se engendra na rocha eterna.

 E na 

palma da mão um 
anel. 

E bem 

próximo de "mim", e em pé um corpo pensativo sem vida.

 E sobre

 a lousa dos mil suspiros mórbidos e irrefutáveis o “ser” que se irradia com o seu vazio.

 E somente

 triste melancolia.

  "EU" no meio de "mim"! 


Talvez uma

 réstia da nostalgia.

Vaga 
e indefinita monotonia. 

Sombra 

brilhante e muda de uma 
biografia.

 Talvez

 trevas o "EU" em "mim" e com a sua mania.

 Côncavo eco no peito

 vazio.

 Ociosidade 

que causa arrepios.

 A esconder

 a afronta na metade 
que me laça.

 Magnífica

 injustiça se esconde nos meus passos. 

"EU" mudo e
 assim ainda habito na metade que me mata. 

E o mover 

da outra parte é 
psicopata.

E que fere
 e que arrasta e bate dentro de um mausoléu de prata.



E se meu "EU'
 entre mim olha envolto...

 Formidável criatura

 que a "mim" devora.

 E o "EU" 

assim mora nas entranhas da fome insaciável, e entre convulsões obscuras, e a se rasgar no abismo da amargura.

 A murchar 

cansado na sua descrença.

 Ocioso cipreste

 que compele a amarga fonte de um lampejo roedor.

 Prisioneiro

 no mármore onde se 
esvai o amor.
Retumbam as
 escuridões negras que fecham as pupilas purpúreas adormecidas. E os tons das concisões dos seus corações se debruçam na fome apocalíptica da decadência das suas almas. 

A transitarem 
nos grandes arquivos desligados, e nas suas estagnações, as violências perseguidas dos efeitos das suas discórdias, e que expulsa a última inocência tão querida da sua doce paz.

O caráter 
vastíssimo e riquíssimo das formas sensatas da preparação programada dos seus beijos, e de recheios concludentes dos seus desejos.

Oh! 
Onde se encontram os seus 
apêndices? 

A cronologia 
das citações das formas do seu corpo com as dissertações das versões de todas as suas 
línguas? 

A destinatária 

que na sua metodologia foge com medo da entrega do seu 
amor?

Bilíngue a minha 
poética suporta o mau comentário do quadro sinóptico dos poemas que vagam dos seus olhares, e que nas suas informações não esclarecem a organização do meu espírito, e bem quando esse transita na cronologia dos seus sorrisos, e que não compreende a biografia dos dias da sua existência quando só pairava desdenhado a olhar o mundo de mágoas.

O EU ENTRE MIM

 NÃO TINHA FILHO



A evolução do
modelo do princípio dos seus afagos não foram independentes.

 A esmo o 

complexo simbólico do seu simbolismo não forneceu a sensibilidade; e estranhos foram os acontecimentos dos múltiplos autores da falsidade.

 O rebelado

 movimento de um olhar que não frouxou a sua paz.
Oh, insólito absurdo
 de uma alegria! 

E que 

nas suas dissonâncias não apuparam as artísticas expressões dos franzires dos seus sorrisos! 

Não captaram 
as alegrias com as convenções deliberadas dos desdobramentos da sublimação do seu realismo!  

Os recortes das
 suas sensações foram colados por pinceladas livres e tortas, e não deram os efeitos sublimes aos contornos imediatos dos seus visuais, e a sua peculiar forma não denotou a inocência na sua boca!

Vê além e
 observar o vácuo despertado de um artista sem emoção. 

A pintar a

 sua realidade com a utopia que no auge dos seus períodos de fantasias não questionou a falsa natureza das suas pinturas.

 Porque os seus

 olhos não se preocupavam com O CORVO que fora descoberto pousado na fotografia das suas mentiras. 

Afinal a 

sua cópia particular já se tornou verdadeira na sua vida.

Que ícone de
 analise é citada nas paisagens dos seus olhos? E que sob o domínio dos trechos da sua discórdia a função de ser humano está desabilitado? E entre feras os seus dois estágios, externo e interno já não experimentam das sensações que professam a realidade?



Quem interpretará
 a passagens dos dois estágios pelos os signos da adoração humana? 

As sensações 

dos traços frescos dos níveis irônicos que apontam a sensualidade no quadro da minha realidade, e com impressões e efeitos de inserção, e onde nele morre o menino que se formou homem.

O MENINO MATOU 

O HOMEM?
Excitar as cores
dos meus elementos, e que ao ar livre se banham com as texturas sensíveis, e bem delineadas dos sopros vivos.

 Puros e intensos

 nas cores proféticas da comunhão criativa da união, e assim nas suas emoções intensas espalhar seus fenômenos criativos para a fecundação das luzes que pintam, e com suaves partículas,

 O ROMANCE de estéticas vivas que impulsiona o humano.

Esse mistral 
que sopra as narinas emitem figuras cinzas, e o chumbo do bronze que as revestem...

 BORRAM as visões que cega o solar azul das forças, e as vibrações dos seus tons aterrorizam os índices vibrantes da sua última pintura.

Caminhar pelos
 os tons sóbrios e aterrorizantes, e assim anunciar a chamuscada sensação da morte. 

A mensageira 

da última estética na pele humana. 

A impor 

os sinais que impulsionam lágrimas ardentes, e sendo derramadas por quem olha seu espectro
 moribundo.



Une-me 
motivos delineados dos pontos frágeis da consolação, e que os temas da alienação dos órgãos da sua salvação atiçam os meus pecados, e o armistício da minha alma não está conectado no sangue puro da amizade.

- Quem é o narcismo?
Que embrião perigoso! 

Espeluncas 
que se arrastam no bordel do êxtase dos seus prazeres! 

Porque o meu

 crítico maior não vem de fora, e sim de dentro de "mim" , e dos seus tórridos pensamentos sombrios.  

Extremas controvérsias 

dos enigmas que se afiguram nos traços da minha face, e no seio da minha miséria, e acima de tudo na posteridade da minha vindoura existência. 


Um narciso perdido?


UM POBRE MENINO?

Dissonâncias
 e tendências nas formulações do seu sensível. 

A elevação das

 medidas que não se fixam, e debruçadas no veículo da fé não coabitam com a santidade do amor, e então me entrego extravasado para que possa me sentir multiplicado pela a afeição que a "mim" não é dada, e assim transbordante sinto tudo o que existe por dentro de "mim", e que sem o "EU" ignorado não conseguirei sentir.

Instrumentos 
de rupturas que implodem os construtores da inocência, e essa (oh, aleluia!) 

É MARTELADA! 


Porque existem dois Carlos.


A MESMA CARNE?


POR QUE
O EU ANTES MAIÚSCULO, 
E HOJE O MIM GRAVADO?
Subtende que:

UM ESTAR ACABADO!  


Carlos Alberto 

albertoesolrac
silêncioelágrimas


Brasília, 13/09/2016


10:18



“Hoje o céu estar ínfimo de movimentos”. “Abrem-se 
iluminadas às suas canções, e dentro de um verbete, e bem onde o diário grafa que hoje é o seu aniversário”.

É?

“Neste caso moço..." 
“Parabéns pra você”!