sábado, 2 de julho de 2016

POEMA AO ANJO


POEMA AO ANJO
INSACIÁVEL
 louvor a se inclinar no coração, e entre as linhas das memórias. A pintar sua insigne no titubeante peito que suspira pelo o trânsito dos pulsos da alma, e essa arqueja ansiosa a espera dos abraços embebecidos dos sopros dos beijos do AMOR. 


O silêncio,
o verbo e o perfume, sofisticados e mágicos
 no transe de um coração 
enamorado.

A embriagar a sua
 língua rica e abundante com os
 seus magníficos corais 
radiantes.
Plenas e imensas e também 
tempestuosas são as ondas de um beijo com o seu sal doce a descer pelo o escuro topázio de uma imensa doce vontade.

 A propagar
 pela a alma a graça dos cravos que sustenta o sono da paixão. Pois na nuança açucarada das suas festas se dilui o veredicto sublime das pérolas do seu amor divino.

  Oh!
 Os bailes de máscaras com as suas músicas de abre-alas e fantasias de ardores! Ao som de um apogeu de percussão a bater no coração. E vem do seu alto as doutrinas e dons DA FELICIDADE. 

A sidérea luz 
do vigor do extenso grito ao primeiro contato do tambor de um amor.

Escondo
 o meu ímpeto e o seu proibido é o meu tempero. 

 E assim
Delineio os pensamentos com os temas da sua consciência, e no seu universo teórico não oculto a subjetividade dos temporais dos seus desejos, e nas fórmulas determinantes do justificador das suas metáforas fixo os seus inexprimíveis sons nos vocabulários de conotações lógicas da minha boca, e de aspectos frequentes de ineditismos sabores, para assim comunicar ao ouvidor a verdadeira forma de como nasce o AMOR.
Eu lanço e modelo 
o olhar que expressa pertinente o confronto de um silêncio ativo, e que se insere no desemparo da significação da sua língua, e que essa, às vezes torta, assim tenta ela disfarçar o seu vazio, mas busca a sua projeção na assimilação das transmutações sobrecarregada do seu afeto.

EU TENHO MEMÓRIAS!

A emergência de um 
horizonte que não se cala. Pois se alarga o seu teor vigente que cria FANTASIAS, entretanto o fúlgido das suas revelações na contramão da percepção, inequivocamente as suas inserções variadas pela a complexidade de uma razão tangível é bem flagrante na multiplicidade, e essa mergulha o corpo na combinação de uma tentação e volúpia com o seu feitiço silencioso. 
 
 Colocando 
uma simetria melódica bem alocada e com timbres famintos.

Desonerados 
são os gestos bestas de um alienista com hábitos de delírios, alucinações de acessos sombrios nas descobertas mórbidas dos seus enfermos sentimentos. A medicar com os curativos as doenças de uma paciência furiosa que aborda a alienação de todos os seus sentidos.

EU TENHO GRANDES MEMÓRIAS!

O obscurantismo 
do acessório da ciência que faz pulsar o coração é enganoso, e o seu ordenamento vem apenas do exterior, e onde o seu campo é vazio e tolo. Porque se vasculha a elegância e o estilo, e a retórica do seu assunto é sempre se querer ser bonito pelo o prazer das volúpias dos olhos que mergulham na tentação para trazer o prazer bem realçado nos lábios.
A pressão 
estilhaçada de uma consciência que modela a resistência.

E a mulher
 amada perfeita sempre ardente
 lateja os seios. 

Desejada e constante
 a amante se deita sem receio na luz que domina e ilumina a vertigem inebriante. Pois a sangria no coração derrama o respiradouro do fogo inteligente, e onde o seu acórdão universal desperta cintilando a seiva que lubrifica os lábios, pois o assédio dos olhos cava o seu posto de observação, e a primavera aberta das flores consagram o doce meigo amor.

Os sorrisos
 dos trigais ágeis que se movem nos lábios de águas preciosas dos lábios. A retorcerem o corpo ansioso que brinca e deixa os braços medrosos embriagados e delirantes, e que não se afasta a força que delgada alegre o embargo de não poder fazer nada.

Faça-se a medida
 e sem pontos, e nela depois a fusão de uma rica música impregnada de sofisticação, e com inovação de susceptibilidade harmônica, e onde no seu descritivo o paladar do domínio da sua língua nas inclinações dos impulsos de feitiços se solte, e que se requebre depois nas cadências dos encantos dos gostos profundos dos sabores.

O artificie 
que fornece lisonjas galantes no compêndio da corte dos abraços da amante. O pináculo dos sonhos humanos inundados de alegrias, e uma lúcida teoria de um teorema com ironia a fechar suas linhas na bebida expansiva DO CORPO QUE SUSPIRA PELA A VIDA.

EU TENHO TANTAS MEMÓRIAS!

Oh! 
Traga-me o óleo e convoca o escorificado dos teus lábios e me prove!

  Caminhe 
pasmada no êxtase dos álamos da sua glória. 

A marchar 
para a vitória e entre palmas frondosas e alucinatórias. Cavalgando na clarividência da nova história!

São lendas
 as imagens de combinações das estúpidas palavras que não auxiliam o gosto de um cérebro?

SÃO VERDADES MINHA 
AMANTE!
Oh, dilema! 
Dorme a noiva e a sua aliança é um filete perfumado dos seus sonhos a cair pelos os seus lábios! 

Rompendo o 
véu do seu álbum de anseio e alçando os poemas da sua vontade!

Denso desembarque das suas fantasias. ÀS surdinas das irradiações dos seus risos, e não escapam das atrações fulgurantes e aventureiras dos seus poemas de explosões e dos frascos nos vinhos bêbados das suas alucinações.

AH!
 arte ilusionista que distribui as suas cores para os olhares castos e cheios de danças! 

Alia-te
 e segue a aparência de uma efigie que no seu ateliê as eclipses do seu cubismo  faz nascer um arlequim ilusionista.

 Amável a espalhar seus beijos e com os seus espetáculos mirabolantes a abastecer a audácia das tintas inquietantes, e que tanto se alucinam quando se misturam.

 Pois se amarram 
doces às carícias que mergulham por baixo do vestido, e sob a chuva de afã aflora o jovem raiar do beijo, e a assim a captar por inúmeras vezes os entrelaçares açucares dos desejos.   

EU TENHO MEMÓRIAS!  



Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas


Brasília, 02/07/2016
 21:03

E como “Eu amo “Aquela” que ocupa o meu silêncio”.  

segunda-feira, 20 de junho de 2016

INTENSOS EVENTOS





INTENSOS EVENTOS
(EU OS VI...)

PORQUE
fervem e se instigam, e que também 
se agitam os alucinados olhares que brilham.

A SE 
AMASSAREM ENTRE SI OS SEUS 
GRITOS.
O BRANDO 
QUE SE ERGUE inquietante nas gotas dos ruídos do Verbo-Pétala, e que avança destemido na lisonja da sua formosura luzida.

EU VI!
A AMIGA
 e companheira de uma melodia que se agitava e corria na toada dos calafrios.

Rompendo
 o céu dos sentidos e no mágico cortejando abrir de um sorriso. 

Fincados
 prazeres a buscarem arrastos dos passos nas inclinadas luzes dos olhares, transparentes e belos e tão brilhantes na auréola da sagacidade.
Pois permeado 
de licores é o sensorial do seu sonho sensual a latejar perfumes no pulsar do instinto, e que corporifica o versátil tropeçar do olhar, e que na sua prática de desalinho profundo mira a sua miragem de encanto NOS DIÁLOGOS DE FOGO resplandecentes e radiantes do seu sensível vibrador de prazer.

EU O VI!


Desejo recôndito
 e a isto eu chamo de ferino ingênuo nome, e que se alastra quando o coração se dispõe a beber das suas reminiscências sem resistências.

 Porque o ínfimo suspenso é um turbilhão imenso das visões que palpitam no espiral universal da palma das mãos, e com suas linhas cruzadas, indecifrável escrita, misteriosa e infinita a se alocar na terra da
 vida.

Amplificado nascer
 de um cântico para fazer soar nos ouvidos a busca sensata do grito que desmitifica a escrita triste e fragmentada de um pedido, e que titubeia sem tom e sem sentido no complexo de uma angústia, e onde a sua névoa é uma torre a torturar a saudade, e às vezes sem nome.


Intensos e nervosos 
são os festins errantes por 
quem se ama.

 Imensa e cheia 
de constrangimento é uma boca que sussurra ao luar, e a soluçar com os receios do peito que verga envergonhado ao comprimir o frio da sua alma com a carne do seu corpo, e que faz pulsar o esplendor da sua dor que flameja, e assim faz morder alto os lábios que desejam do condor o voar dos sabores infinitos do
 amor.
Um olhar 
soluçante com sorrisos dispersos nos pedaços das gargalhadas dos eventos de um coração, e que aos pés da sua amante bebe estremecido o licor dos astros que voam pelos os rastros das graças fecundas do mágico arder do ritmo da canção, e que no seu bordão maior sobe como águia pelos os ares dos lindos beijos que ardem em desejos, e que se pintam pelos os traços da pele a nutrirem as lembranças sensatas pela a face de um ser 
enamorado.

Oh, lida que nunca se acaba! E sobrecarregadas de lágrimas passam as nuvens por um retrato, e entre fios de cabelos e dedos amarrados, e nos feixes desfolhados da vontade, vocais variados de línguas que não se desgastam, e que tombam caladas e gagas na linguagem da carne.


As doses eufóricas
 que relaxam os sentimentos e amortecem os ósculos que pedalam nas substâncias. A temperarem brandamente os sussurros de uma boca que na sua prudência chama pela a estação dourado dos seus gentis amores. A se alegrar mimoso nos zéfiros que são banhados pelo o licor do seu hálito.

QUANDO 
treme e COMEÇA A SONHAR na viração do frescor do vento que faz girar o amor, e que entra por boca adentro até estampar na face a essência que se deleita com o fechar de todos os seus músculos.
EU A VI!

AI!AI!
Fantástico talhar animado, e bem delicado do adorador fulgor descalço das palmas saudosas, vagarosas nos gemidos grossos, e que quebra o tímido, leve e frouxo o olhar no elétrico mar do seu entregar.

EU A VI!

AI!AI!
O pulso que se aperta! O peito que se acerca do leito e a sondar inclinado, e quase deitado o coração que empardece, e que se cerca das mãos róseas que abrem as portas para o deleite encrespado e convulso do extenso piscar suspenso... A se derramar diante do mar. 

O realismo
 inédito do mágico olhar quando a 
outro quer se entregar.

AI!AI!
Palores lânguidos convulsivos a vibrar voluptuosa a paixão que inunda o sono das fantasias. A embriagarem flores de fogo nos lábios de pétalas sorridos, e um turbilhão de perfumes vêm vindos. Espichado ardor que no leito não se esgota. Caprichado harém dos ditosos prazeres que se alucinam, e bem quando a febre e o delírio brincam. A banharem as pálpebras, e que bulindo os olhos se fecham para não se abrirem tão cedo.

E se
 abrem... Logo depois querem se fecharem!
Explicáveis palavras 
a traduzirem o intangível temporal das suas variantes formas, e nas suas verdades cheias de realidades, e na sua grande saudade permanecer prestante na sua 
liberdade!

Que bela 
subjetividade onde as vozes procuram as convulsões românticas, e bem abastadas de uma lírica, e talhadas por emoções que transfiguram a luz do sol, e no magnânimo passar da lua pela a vertiginosa memória ardente do astro rei.

Viva a liberdade! 

O propagar da  sua sobriedade humana no romance das peças dos manuscritos dos olhares que faz tombar o corpo, e no consensual do seu afeto o gume das vertentes dos seus calafrios que causa suspiro a pele. Apegada à dicção soberana dos pensamentos que ejaculam a crônica do seu romance infindo, e da abertura do seu clímax, expressivo e aferido pela a antologia da análise de todos os seus gritos.
A FASCINAÇÃO DO SEU TODO que enlouquecem e enlanguescem os seios da rosa, e que se revelam estendidos nos suspiros, e que inspiram os seus soluçantes lábios de vibrações azuis pelos os anis da paixão, e que empalecem e tecem as luzes dos beijos, e esses se afogam sobrecarregados de desejos.

Oh! 
Cabelos que morrem aos toques dos dedos! Soluçante paraíso guardado entre os risos! Nus gozos a se estenderem nas imagens dos alentos contentes dos dentes! A morrer trêmulo o fruto que se debruça acompanhado de um galope, e sobre as escutas de um coração que no império do seu mistério o seu rei vaga com o seu
 cetro.

E AGORA?

Exorbitantes
 são as bênçãos e os milagres da claridade de um luar com as suas atrações à noite das carícias, e sendo oferecidas as suas tonalidades azuis.

 Uma torrente 
de redemoinhos encantados. Translúcidas emoções nos oásis das sensações perplexas e atônicas a se rodopiarem além dos vendavais das fantasias.

AI!AI!
Que bela contemplação gloriosa de um sonâmbulo! 

E que
 na plenitude do esplendor do
 seu âmago se desperta nos
 momentos que descambam os ais e ais da sua alma!    


TRADUZA  
A MINHA CANÇÃO!    



Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas

Brasília, 20/06/2016

20:26

quinta-feira, 2 de junho de 2016

ENIGMAS E SEGREDOS:MISTURE-SE!



ENIGMAS E SEGREDOS

A substância viva
Fina e permeada a demonstrar o começo 
do seu ardor por todo o seu 
infinito.
 Atirada 
por uma lógica de articulação, 
e que na sua moralidade é direta na 
aprovação absoluta da reconciliação da 
instância do seu fervor, e que no olhar 
de ingenuidade dos seus sentidos sempre 
gira pela a densa busca de um céu reservado
 para o descanso do seu fogo.

E nunca 
será extinto o seu calor escondido,
 e sempre será reanimado. 

Um deslumbre
 umedecido, frio ao ser 
tocado e quente quando se é vestido.


Apunhalado por
 um lampejo de uma noite
 escura, e a tecer uma faísca que não se
 apaga. Divina graça das mãos consumidas
 pelo o incandescente ar que em chama
 acende a pira. Túnica embebecida pela 
a porção do batismo da sedução 
QUE CAI AO CHÃO.

 E que 
pelos os olhares é ingerido.

MISTURE-SE!

O campo, as borboletas
  nas papoulas risonhas. A tecerem suave o cântico da febre que usa inúmeros nomes, e ao ar livre das ondas libertas onde o fidalgo seus prazeres planta. A fruta ideal e matinal das saudações dos versos que se alinham diante dos olhares, e que depois se dispensam nas campinas e montes de todos os seus sonhos.

A glória sensível
 da aspiração que voa como pássaro, e que nos trópicos imortais nas hóstias das aleluias explode o repouso de um anjo, e titãs de harpas das redenções revelam a Via-Láctea dos delírios, e que no chalé glorioso da alma suas ilusões plantam, e assim o anjo chora e sonha.

Irradiar o fluxo
 da empolgação e fazer dançar os ânimos que guiam as linhas dos sorrisos, e assim concentrar nos lábios o calmar da leitura do amor soberano, e onde as balbúrdias do coração não mais preocupam os pensamentos, e que ESSES se atiram radiantes, e subindo pelas as inclinações da face, e sem perda de um lirial do campo das risadas, e sobre uma visão de plangência do êxtase de um luar, e que ri com o seu colar de pérola na metamorfose da auréola, e com suas irradiações que faz chora a chuva de ardores na primeira primavera do seu amor.

Captar por entre
 os lençóis todas as suas danças que enxergam nos signos dos movimentos do corpo o delírio de um êxtase exaltado, e que envolve o enlouquecido coração que almeja e deseja o latente propulsar das emoções, e essas esculpem os seus traços na face humana, e que inspiram o fascínio das suas lendas dentro das gravuras ardentes dos seus desejos que se molham nas suas lubrificações MAIS DELIRANTES.
Despigmentar as ilusões
 das suas retinas para que possa me vê melhor, e o verbo da prescrição dos autos das suas razões farão as apelações das argumentações tecidas pelo o conjunto de devolução dos erros, e que nas suas sentenças inocentará o ingênuo coração das artimanhas acesas dos seus desejos infecundos e promíscuos.

Vem sondar o
 meu amor e escreva no teu ar 
o meu nome! 

E nas correntezas
 mais profundas te revele e crescente a harmonia solícita da visão de uma arte que educa os efeitos dos olhares, e com as suas bordas temperadas, e senso e honra para a salvação da luz. As emoções que saltitam no ponto culminante e consciente de uma voz tão sensata e aclamativa pelo o belo direito das explosões de todos os seus eventos.

Alocar a visão
 na redenção dos tratados dos sonhos, e que esses sempre vêm banhar nas cores e movimentos das luzes do dom divino do exercício do pensar, e que acompanha o gênio privilegiado da inspiração das imagens do corpo profundo. A ostentar as suas técnicas de análises no mesclar dos fascínios refrescantes e minuciosos de todos os seus frouxares de liberdade pela a alma inteira.

Edificar o mundo
 íntimo, e onde o platônico com a potência do seu anjo move toda a constelação ao redor dos seus sonhos, e que todos os elementos das variações das substâncias do seu amor movimenta o fogo impetuoso do desejo das suas ilusões, e que essas crescem nos gestos dos seus olhares molhados de langores PELAS AS CORES DO CONTORCER  DO CORPO.
Belos ornamentos abundantes
 que se cruzam, e que nas suas fertilidades penetram nas regiões férteis dos desenhos que se enrolam, e bem nos seus concílios corporais de prazeres que saem em busca dos braços quentes de amizades para se doar.

EU SOU ÓRFÃ!

E rupestre
 é a tatuagem feita nas pupilas
dos meus olhos!

 Porque as minhas
 ilustrações são líquidas e a ferramenta de impacto da sua beleza é a radiação da sua luz ímpar, e que gradativamente se mistura para obter o clareamento absoluto da sua doce riqueza.

 Quando essa
se reflete pela a sua bela face.

As intensidades da
 colorização de todas as áreas da pele se esfregam, e os olhos se apercebem do abandono do pêndulo amigo que dirigiam os seus passos. Porque esticada ficou a pontaria, mas que arrancada e oscilante falhou quando o bem apurado sabor desandou no ruído frontal do medo que tanto chorou.


Lúcido é o método
 das determinações transcendentais das abordagens dos olhares, e que são acompanhados de uma fenomenologia, e de onde a sua matriz é a síntese absoluta de um sujeito medido por sentimentos que discursa acompanhado pelo o fio condutor de um espírito, e que não se verga aos sintomas das dores, e que na sua sincronização e dinâmica coagula a forma crítica dos desdéns de uma consciência, e que na sua metafisica morre a quebrar o espelho da razão do desconhecimento das suas experiências. 


Que belo discurso
 vazio de um só exemplo e os seus 
dois belo canibais!

 Um paradoxo 
torto e onde as suas leituras são ensaios críticos, análises de anuidades do estatuto de um corpo mórbido e talhado pelas as rupturas das febres ardentes do descaso!

Devo me perguntar:

 - onde estou?

Números arábicos! 
Algarismos feridos e divididos por uma referência turva, e dentro de longas edições de várias traduções para assim enganar a alma!

E o manuscrito 
da verdade não será acrescentado, isso porque o seu capítulo maior fora borrado, e o meu servo não está alinhado no linho da soberba, e os sons não se desprendem do vento do seu hálito, e a trama inconsolável bebe o verbo frágil e que pouco fala.

As lâminas e os
 alçapões se armam feitos laços de agonias, e agudo é o seu erotismo a se abrir orvalhado de mágoas no penetrante fruto que podre não cai.

 Espera
 e tece o seu sumo 
devasso.

O fluxo raro
 e claro fixado na revelação de uma solidão que na sua matéria não elucida os sons do seu silêncio. O aforismo que banha nas águas crescentes da saudade. O epigrafe cântico textual e aleatório de uma boca que transita nos movimentos das memórias. A sondar dominante o fundo da meditação dos efeitos do seu tempo, e mergulhando nas sensações que meditam nos agravos da inconstância dos fervores da impaciência. A postular uma atitude evocada dentro de um poema de paixão, e que no seu título a fantasia do seu lirismo é um rouxinol personalizado no oculto da sua face e a encerar o seu artesanato maior:

 O AMOR.
- Onde estou?

Nos fluxos 
das ações de um poema, e que no indicativo da sua instância fala do mito dos voos polidos que pulsam nas largas vozes poéticas de um EU, e que se desfolha em pétalas, e que no seu silêncio intangível acaricia as suas feridas, abre os seus sorrisos e morde a sua boca em busca de um licor próspero. 

O eufórico que
 espia anônimo o sábio fascínio que nas descrições da sua audição grava todo o seu repertório. Extremoso sorriso subterrâneo a figurar frenético na cumplicidade dos atos que apascentam a fidelidade dos diálogos sendo devorados pela a atração dos laços dos artífices, e que na alma são jogados. 

Um realismo
 fantástico aliado às metáforas das mãos que se apertam e se abrem, e sem cessarem de provarem dos doces lábios associados às provas de todas as verdades.


Grandes milícias 
múltiplas dos tribais aromas deleitados! Odores das rezas olfativas e dentro de um pote enclausurado. Naftalinas musicais que no sedutor da boca são jogadas.


- Onde estou?


Enroscado nos 
agrestes e celestes SABORES! A dormir nos anseios extremos e supremos da auréola do amor! Partindo as irradiações da mocidade na chuva primordial da fonte, e com o seu céu de delírios, e entre sonhos eternos de risadas exiladas no campo do êxtase, e a ri de uma sensibilidade que flameja o clarão do fogo pelos os gozos constelados de um AMOR.


A todo vapor
 se moí a vontade alienada pelos os sucos dos desejos, e donde a sua luz cega e traça o espanto que prega o afã da prosperidade, e ditosa a sua sorte inspira os atos do fogo que queima a neve dos braços, e afaga enlaçados os pensamentos soltos que sempre bem armados desembaraçam os cabelos, e deitado EU me pergunto:

- PRA AONDE VOU?  


Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas

Brasília,02/06/2016 

(Vinte e uma horas)



O inundado 
de alegria não é lúcido. 

É apenas teoria de
 um teorema com ironia.
(SOLRAC)


quinta-feira, 12 de maio de 2016

EXALAÇÕES PERFUMISTAS




EXALAÇÕES PERFUMISTAS

 OS AIS LÍRICOS E POÉTICOS DO ESPÍRITO 

Contemplar o inconsciente 
que brilha no consciente dos desejos, e com o seu belo quociente arrojado, e ruflando o contido do seu pólen na alma, e assim completando os saltos dos olhares em cada intervalo do fechar das emoções, e no corpóreo absoluto do seu fruto sondar o seu lado mais doce e sublime.

 Porque
 pelas as suas frestas as delícias minam aos toques dos dedos que deixam seus sinais estonteantes gravados nas
 memórias dos sonhos.

E respira-se
 o silêncio que leva o quieto olhar, e que se dedica sem medo a esperança de se formar o círculo interior do verbo amar.

Porque as
 duas partes caminham na fé de se encontrarem com as suas faces iluminadas pelos os poemas que voam nas jornadas radiantes das almas, e nos maravilhosos azuis passos das suas obras, e assim realçadas pelos os beijos supremos das verdades absolutas.

                                                                                                                

ESCREVER todas as mais belas notas musicais na pauta do espírito, e no tópico da sua designação formular o seu romântico em todo o seu conjunto escultórico de reflexões sentimentais, e ser dentro das suas imagens o falante dos seus traços.

O ARTICULADOR 
 dos seus temporais, e que no seu contexto teórico vivencia na alegria ou na dor todas as suas formas de AMOR. 
Luzes e Sombras


Assim unidas
 para a nitidez de o mágico
 transpassar do polêmico  
ardente vigor do equilibro da estátua do 
sofrimento, e que sempre perpetua o coração,
 e os seus gritos fulminantes ao ressoarem 
 todos os seus dramas, e cheias de 
exclamações no que compõem a sua cólera nos
 campos dos gemidos dos 
grandes infortúnios gritantes.
O corpo dotado
 de beleza, e que no seu passatempo maior
 se deixa ser olhado pelos os desejos 
gratificantes e picantes das luxúrias 
maiores, e que despertam o estudo das afeições sentimentais dos seus olhares.


O mágico
 das mãos a se comunicarem com os seus gestos, 
e a técnica do seu objetivo é tocarem as
 gravuras multicoloridas, e que despertam o 
cérebro com as suas inúmeras artes de 
exercícios agradáveis às mensagens imediatas
 da grandiosidade dos seus afetos.

 A grande
 fome que já vem marcada nas pupilas.

O colibri
 volta a sua flor, e deliciosamente, e a
 cada momento ele paira no deleite do seu
 leite, e a beber do encantamento dos seus
 olhares que se derramam atônicos e todos 
melados dos prazeres, e que faz saltar no íntimo
 a fome da disposição de se doar. 
Fazem os lábios sorrirem
 quando se beija com ardência a bela e 
maior láurea que desatina a insolação do 
corpo em suores. A transpirar ensopada a 
sedução ardósia, festivos galanteios do
encantamento lírico feitos beijos acessos
 a se expandirem nos versos dos lábios que 
gotejam a mirra, e onde o jardineiro fúlgido
 escuta o rouxinol a cantar divertido nos 
seus acordes do amor, contagiante e a 
dispersar os seus braços pelos os montes
 de exaltações e desmanchado de saudades que 
navegam nos gestos do SABOR lírico, e bem
transbordante pelos os beijos das paixões
 de uma Julieta nas noites serenas e sobrecarregadas
 de estrelas dentro dos seus olhos açucarados pelo o ÊXTASE DO AMOR.    
O SILÊNCIO SE ESPALHA 
nas sensações cinzentas de um áureo
 traje de ardor.

 A plainar os
 seus vestígios íntimos na fachada do encosto do seu pensar. A galgar o movimento do seu hálito que se debruça nos contornos purpúreos dos filamentos de rendas da sua doçura. A meditar nos sopros das paisagens vívidas dos interruptos enleios, e assim despido da sua matéria de devaneio que intersecciona até a sua forma de falar, gaguejar ao luar e a mergulhar no Tejo com a ilusão de se fartar de uma atenção que nunca deverá chegar.

PORQUE O
 CORAÇÃO SEMPRE SE SUBDIVIDE.
Que absinto!

 Ou minto! 
Suprimida emoção que é apenas um apetrecho 
nas páginas de um olhar.

 O que deve mudar? 
Assusta-me a forma do seu andar!

Arrancar o 
quadro pintado com a sua face e deixar a vergonha pernoitar nas ardentes vestes dos teus disfarces.

 Porque 
se desnivelam e extravasam depois as porções das mentiras que na desolação da falta de amor se enrolam no órfão poeta que canta e espera e nunca vem à melodia da brisa que respira no seu coração, e que movem todos os arredores da sua sensibilidade!

Os cortejos voluptuosos elevados que no parapeito germinam fumando o ópio da sedução, e entre risos e embrulhados de sedução!
Que belo sensual
 requintado de um sentido que atiça a cobiça,
 e que na sua realidade torna frívola 
a fantasia da esperança! 


É UMA CHAVE SEM PORTA!


   E Quem é disforme? 

Talvez a 
crença que compreende o medo das formas exatas 
de um chamado infinito, e que rege com a sua onipotência os tributos de uma visão que morre 
no escuro bastardo do seu pecado. 

Indefinida é
a sua sombra que cola repudiada nos
 passos da salvação! E onde seus seios se mostram febris  e ardentes de segredos.
Ah! Os seus parques têm sonolências!

 E quando
 me atiro nos seus balanços não mais volto 
à infância.

 Pois a 
ruptura dos seus movimentos me dá náuseas, e chusma o vício da mágoa que me atira no seu poço, e as suas catástrofes me levam aos palácios das mentiras.

 A olhar o
 horror convencido dos seus pedidos, pois tortura-me a distância que se alarga entre a minha alma e espírito, e que na superfície das alegrias não renunciam das tristezas e agonias.
É preciso sentir a vida!

 A se mover
 pelas as suas feridas, e no contágio do método 
da sua sensação dolorida, absurdamente se molhar
 nas chuvas de angústias que caem do seu tempo,
 e cujo tempo nos torna rude, e que embrabecido juramos nunca mais amar.

E EIS QUE PERCO
UM DOS MEUS SENTIDOS!


E cisma-se 
infiltrado nas memórias o vinco azul de uma emoção 
que palidamente repousa na separação de um verbo,
 E BEM torto e confuso a se deixar ocioso no 
biombo insensível que projeta o seu
 medo de amar.
Oh! Propor 
a generosidade consciente a uma voz que não
 é esnobe,e depois torná-la tolerável na sua bela profundidade, e assim acordar os atos dos
seus tons a beberem os seus grãos de misericórdia,
 e no espetáculo da miséria de um coração mau
 ser surdo aos seus instintos de pecados, 
aquietar-se na cegueira das fantasias que nos
 tentam levar a futilidades esfarrapadas das
 suas ficções que manufaturam e esmagam os
 sentidos. 

Porque aniquilado está o profeta 
que aclama pela a nulidade do criminoso. A 
erigir a consolação da sua consciência na 
revelação do seu vazio absoluto.
Quem assim respira? 

Quem aniquilará a grande solidão da 
alma?

 O instinto
 prospera quando se abrem os olhos, e diante dos prazeres eles piscam 
em forma de consolos!

E UMA MIRAGEM DO AMOR BRINCA!

E O
 FOGO SE FAZ
 FRIO E QUENTE!


Inflama a 
tensão que arrebenta as convicções das
 verdades, e indecente o apocalipse abraça e
 namora o dogma da preguiça que se esbalda
 com o fanatismo da carne.

CURIOSIDADES!
Carismático 
paraíso onde reside um punhal para 
crucificar a sua paixão nas lepras do
 mórbido coração.


O fulgor
de um movimento que se atraca com a lauda
 cauda de uma lágrima, e que sucumbe a escala
 da voz com os seus apetrechos roucos
e sílabas TORTAS nos aposentos dos 
acordos em segredos.

BEBAMOS!
Ó fórmula 
solidificada e que exige uma utopia de 
fingimento, e que se avalia por uma enorme miopia disfarçada, e que nos seus braços mal 
iluminados já não mais aquece!

BEBAMOS!


Ajoelho-me diante da febre e no branco brilho do seu espelho arrumo meus emaranhados cabelos, e na brisa noturna que espanta a mariposa friorenta espalho a lua e as estrelas, e logo um pedilúvio bebe os meus pés, e a prometida convincente e protegida guia as suas viagens no bolso da esperança, e a criança medrosa nos seus sonhos viaja enquanto morre o poeta na sua total velhice. Inesperada frustração de um incauto salto que na sua desastrada chegada, e tão sinuoso e também perigoso no seu sobressalto a deixar a sua profunda eloquente marca. 




Onde brinca 
no peito os vapores do AMOR?

 O seu tempero 
de primavera com a perfeição da sedução e 
que gera garras tão afiadas?


E ando a 
pensar demasiadamente se ela também
 pensa em mim!

SERÁ!?

Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas


Brasília, 12/05/2016

Quinta-Feira dolorida nas suas vinte HORAS e cinquenta e cinco MINUTOS. 

ATÉ AGORA.

“Coserei a minha Pele para que dela não mais fuja pelos os orifícios nenhuma gotícula do seu perfume”