terça-feira, 15 de novembro de 2016

SOLIDÃO PEREGRINA





SOLIDÃO PEREGRINA


A emulação 
do crepúsculo nos olhares, e com as suas luzes em discórdias, é um consórcio das articulações doloridas em um coração, e bem onde o andamento dos seus engenhos se transforma em um motim para exasperar a grande solidão que se estende pelo o seu horizonte.

 A erigir
 excelsa a imensa angústia 
do seu olhar.


- Estou só?


Uma floresta
 de AMOR dentro de uma solidão rasgada.

 A fantasiar o peregrino que contempla do seu íntimo a ampla viagem absurda por uma 
companhia.


Como 
tudo isso me assusta!
Trêmulos ouvidos 
que não se esquivam das trapaças perambulantes de uma língua, e que esta nos discursos das suas oratórias, os conteúdos do seu testamento não têm afãs, e o ínfimo do seu medo nos viés não sólido de uma investigação é como uma visão pontiaguda, e que estreita o círculo da apatia da alma que baila em busca de paz, e mesmo sendo restringida a ela o efeito de uma salvação. 

Especular
  a potência do intelecto no enunciado da lógica do seu pensar, e assim chamar o seu quociente que designa a sua tradução para o enlaçamento da “preposição especulativo do seu hábito de tortura”.

Oh!
O ancestral 
do medo sorve a convicção da esperança em se salvar!

 E a 
física do seu natural geme sem gritos, e no entrave dos seus lábios apenas o sombrio de uma sobrevivência que não suplanta as orações da sua boca!

- EU TENHO QUE IR!

 Quem tem
 ouvidos ouça o que se encontra disponível na Quimera do espírito!

 A soluçar
 no seu mundo e removendo os seus moldes de alegrias, e tecendo as suas tristezas nos textos acrescentados da sua pouca fé, e a falsa intenção dos seus atos semeiam nas ânsias a loquaz perdição da vida, e pressionadas as lágrimas molham o pulso da dolorida existência.

Enquadrar os
 intentos de uma grande solidão, e não execrar os seus restos que se encontram encrustados nas lágrimas de devoção, e assim participar de uma tradução sedenta de esperança que se lança em uma grande salvação.

- Que restos?

A evidência
 de uma fuga que palpita dentro das pupilas do mensageiro, e assim atraindo a multiplicidade do seu isolamento, e na fecundação do seu "eu" um ínfimo a mais e bem possuidor das suas forças o toma como hóspede da sua dor.

Que grande 
plano astral! Imponderável destino que atina a influência do físico raquítico de um menino!

Universo 
post mortem de um sonho sem 
vibração!

 Personificação ativada
 pelo o medo dos carnais, e captados pelos os fantasmas da transposição do amor à alma!

Extracorpóreo 
que no seu particular suas atividades psíquicas só querem matar!

- Que restos?

Desprovida percepção
 que no seu tangível captado se acovarda do seu sensorial, e que na frequência rítmica do seu coração se esconde nos intensos abalos gerados pela a solidão, e que essa apalpa as réstias das lágrima.

 A síntese 
audíveis dos gemidos. Os sons dos pensamentos de densidades vibracionais que se arrastam presos entre os dentes. Formas vivas e tresloucadas no quociente do ente.

 Miríades de circunstâncias para ativar a enorme depressão que se faz presente.

A manifestação 
de um dogma que não alude às obras da piedade, e que não busca o esforço do amor que fora guardado no íntimo.

E quem assim me divide?
Consumido e úmido 
o coração desatina nas tristezas, e a chuva de um perfume paira no lampejo dos beijos esquecidos que não mais vêm à tona das memórias.

SÃO ECOS MÓRBIDOS!

Um ilustre ar
 que não resguarda o vivo da história. Vívido pendão de uma inglória dispersa no esquecimento do sentimento. 

A empalidecer o 
semblante súbito do âmago que murmura ressequido pelo o vento do ventre do silêncio da solidão, e que estampa os eflúvios das suas ilusões, e quando a dor se cala, mas alto fala quando se fecham os olhos.

- Cegos!

Pálida luz 
de porcelanato que vaporosamente empina siderais contornos ocultos nos vapores da boca!

E TUDO ISSO É MISTÉRIO!
 
Desoladas matrizes
 que agora se acham perambulantes nos sutis sabores das planícies das volúpias, e que adornam a vontade que se acha tão longe da sua velha casa.

- Fugir delas?

Vazados olhos 
que brotam o frescor ávido de um rio espalhado pela as suas pálpebras, e com suas pedras íngremes pelo o solo onde o amor foi plantado.

Ardor na língua 
ferida, pontiagudos licores intensos nas farpas das visagens aos pés atirados.

- Silêncio!

Ressurge o cenário
 que dantes ressequido pingava a seiva da discórdia.

Profundo deixo 
as penúrias preservadas e atônicas no dorso das minhas lágrimas.

 Atado ataúde 
nas canções feitas com o deleito soberano do amor.

 A ATINAR 
desnudo o alvejar de uma cor, e sem perscrutar onde deve o pintor a cor colar, entre lábios exatos e castos que não souberam se alinhar, e para melhor a língua dentro da boca o seu banho tomar.

Olfato com uma
 aparência atroz, e um instinto que vem na sua voz, aguçado semblante de quem toma banho e depois morre na brisa inerte bem pendente que as mãos molham.

Ah! Que belo
 rosicler da aurora no arrebol dos pensamentos leves e bem alvos!

 E no tempo 
sentido das canções sem intervalos, e que na maré dos sonhos naufragaram!

 Pois o seu
 odor noturno é uma balsa que na sua liberdade menos amor se acha. 

Uma caravela 
sem dilema que no legado da tensão do seu fluir, vagante e alto sua alma  é deserta, e bem aberta o instinto de um alabastro que perfuma à pele.

Íntima honra 
de um privilégio que caminha no êxtase da sede, e de atmosfera celeste que doura e canta o vazio que a alma não suplanta.

- Que restos?

Roça o ápice
 de um licor delicado nas cores dos lábios. Voos à deriva de uma sedução nos distúrbios dos assovios que são os provérbios dos primeiros 
versos.

Intensamente anil
 a rima do seu instinto no instante que se pinta o assento subtil do brilho que faísca, e que se alastra no arrepio da brasa, e que aquece o bafejo do hálito a arder às cinzas do seu último abraço.


Afoita fumaça 
no luzir da dor, e bem nas docas onde se encontra o espectro de um homem, e esse tinge o zunir pálido de uma sombra que sempre acompanha o cinzento dos seus passos


 Oscilantes vagos Duentes 
que permanecem entre as suas duas pernas, frias pedras que cortam o seu jeito de olhar. Um eco nascente que atina a memória presente, e nas luminárias do seu firmamento as ânsias de desejos veladas abruptamente. Ar ardente não contido no oculto presente.

Murmúrios:

- QUEM EU SOU?

E que também 
aquece e faz arder o largo eco que eriça seus desejos, e que no seu sono pousa a ardência de um beijo.

Místicas línguas 
acesas que acessam a fogueira contida no íntimo do prazer, e onde a quietude silente é destinada pela a luz velada de um ambiente que acende o ente.

Aflorado afago 
que pinta a melancolia no éter da solidão, e onde se curva o açoite que tinge o ar enregelado do hálito de anseios, e que alternam as volúpias que somente passeiam.

Vontades indômitas 
de muitas faces e nomes! Coletivas trapaças das paisagens dos medos que cortam os seios! Esparso do que eu o sou, e entre as folhagens dos receios.

O medo nas escavações
 do "eu" com suas diversas camadas de paradigma. Instigantes mecanismos de fugas a procura dos restos que na sua grande solidão se esconde.

Suspiros úmidos
 a se estenderem no assoalho da madrugada, e fresco é o frasco chuvada dos maduros sussurros a caírem desgarrados da sua morada.

 Aparência que
 perscruta o instinto das ondas dos significados de um rosto assim tão desfigurado.

Efeitos e disposições 
de uma subjetividade dos pensamentos em uma consciência sensata, e onde o seu exterior e interior não vive a falsidade, e o seu ritmo conciso é um musical de sons alegres que sempre vêm do coração, impetuosa maré que responde aos ecos solitários e sombrios de uma grande fonte que não para de jorrar o seu leite e mel.

Oh, inanimado 
vácuo que esvazia e desmorona a onda do mar do amor! A causa mortis de uma bebida que palpita e que fere o noturno poema da amizade! A traçar suas linhas estraçalhadas sobre a pele de espanto do anacoreta que chora tanto!

Remontar o modelo 
da congruência do fio da honestidade, e bem na matriz do seu horizonte ser a verdade, e sem temáticas que o leve ao desespero, e assim emergir na síntese da ética, e não ser o suspeito dos crimes sincronizados dentro de uma alma em desespero.


Oh! Quem rastreará
 a coagulação de uma crítica que não fora amputada a inocente
 criatura? 

Áreas de catástrofe 
na cartilha da vida, e que soberbamente traça o seu comprimento enorme de maldade, e na espuma misteriosa dos seus lábios se afunda achatado a base de um corpo tão machucado.

Porque sombreada 
é a cauda da solidão. Infrutífero e mergulhado labor que no seu silêncio selvagem agita o ventre do amor.

Oh! Desembrulha-se
 secretamente e branca a violeta da sua sensual dança, e que olhos fixos se afirmam na soberba do espaço da sua nudez, e que avança e depois escorrega na embandeirada falsa alegria do sabor, e como fluem os dias que bailam no desespero do seu cântico!


As luzes das
 cascatas do sofrimento apupam os delicados sonhos que esmaecem lânguidos, e o rochedo da sua morada leva o artifício da loucura ao coração. E estridente e frágil é a febre que embala a nervosa graça do fado.

Oh! Quantas vozes
 juntam não gritam pela a 
liberdade!

 A audição 
que não percebe a fruição de uma inteligência!

E como é estranho
 o mergulho das lagrimas pelo o interior humano!

A festa da água 
em sal que congela o espetáculo da juventude do espírito, e que aclama por um protótipo da verdade, e que não seja desviado nele os traços sublimes das sensíveis leis nas suas emoções de contornos, e bem salientes e castras aos primeiros toques de unhas ordenamento pintada e bem desenhada. 

Quão grandes as
 saliências medíocre de um tato que não controla a sua visão fomenta, e que não cose o corte dos 
seus dentes.

O meu desenho
 me consola e a privacidade das suas figuras me remete as maquiagens sensatas de uma nova loucura.

 O ilusionismo de um pigmento aplicado na tela da vida, e ainda cheia de retoques borrados, e que não seca a sua gordura na pele.

Túmulos mitógrafos
 celebram os seus lendários heróis, e imemorial foi o lançamento do veneno mítico na grande solidão dos olhares poéticos, e que desterrado, eis que o poeta na sua maior invenção bebe um punhado insensato da miséria que entorpece o seu coração.

Os fragmentos
 de todos os seus desenhos são anedotas, paradigmas e epitáfios solitários integrados na figura recôndita de um "Aedo" totalmente abandonado.

Permeados de lendas
 o esgotamento, e que tece os laços dos olhares sob a pirâmide de um "eu" introspectivo, e bem centralizado na fobia do seu medo.

Olhar ao redor 
e não estranhar o vazio de um isolamento que desembrulha o vácuo absoluto de um silêncio, e que reina na subjetividade da alma, flagelado no labirinto das deambulações que se arrastam na alienação curiosa, e para a execução de identificação que o louco jamais ficará só.

Deslizar nas 
fendas de uma solidão, e ser o seu espectador, e assim ocupar o lugar da sua inscrição que é tomado por uma ânsia de loucura, e a debulhar entre os dedos os seus quadros escuros, e com um perfil de fingimento, tensos braços a enlaçarem as dores pintadas pelos os desejos de separações, e assim na sua dourada pintura entrar por definitivo na sua moldura.

- Que restos?

Ah!
 Críticas mescladas da infame hipocrisia humana!

Ingresso definido
 para a perdição da matéria!

Onde está
 o teu entusiasmo? Por que esgota o teu produto? E as tuas sobras são cores negativas e E MAL descritivas das fatiadas ALMAS soberbas de tamanho gigante?

 Porque o móbile 
da sua memória são folhas sem correções, e o retrato da sua composição apenas croquis das mortes nauseabundas?

Despojados termos
 de uma solicitação que não aborda o norteado pensamento de uma glória incandescente, e que habita na didática do fruto da paixão.

Complexa ciência 
dentro de um terreno que não procria os extraídos sorrisos das fantasias. Umedecida superfície que banha a língua de alegria.
Unir-se aos
 objetos que se consomem com as lágrimas, e separar a emoção de uma paixão vil e nociva, e desfazer dos seus materiais, e na potência que liga luz e sombra, ocultar-se dos seus tombos que rolam, e que depois enrolam, e assim espalhando e chorando a falsidade da junção de duas bocas profanas.

- A minha?

- É SANTA!É SANTA!

Delírios de
 fantasias indecifráveis e dançantes! Ritmos da ordem nas músicas momentâneos de volúpias e todas elas espontâneas!

Benevolente 
no apogeu das inclinações de tensões, e no aperto dos volumes do seu nepotismo.

Que espetáculo
 magnífico! Onde vive a visitante da minha exposição? Os afrescos das viagens dos pensamentos ardentes, E BEM quando timidamente se lançavam na sua pura inocência a semear o amor ausente?  

Propagam os 
fios dos pensamentos sombrios, e os ecos das suas memórias destrói tudo aquilo que o meu coração constrói, e as suas recordações não são cúmplices na minha vida, pois as suas pegadas sumiram da minha existência.

- Preciso ir?

Imprimir a 
história da minha solidão, e no emaranhado da minha agonia me perder dentro do seu tempo, e ardente será a chuva do seu silêncio a resvalar dentro da minha alma a sua outra face.

Que belo 
pragmático tribuno de um tributo cheio de dramas! Voos intensos com alaridos que abalam os sentidos da existência! Um solo de abutre no porvir ensanguentado do duelo do pulso contra a sua própria mão! 
 
A substância 
expressiva é a especulação absoluta de um pensamento que não combate a matéria, e que arrasta a sua vontade para o cio da alma.

O crivo da 
doutrina do arrependimento foge, e as ranhuras das suas figuras esconde a percepção dos relevos e sulcos das suas superfícies.

O seu mundo me
 provoca as dores, e o engano do seu doce me leva a perdição, e a identificação das suas luzes me cega à visão, e contrito, invisível e sensível o povo que vive dentro de mim consome as minhas carnes.

E NADA DISSO É ESTRANHO!

   A cerração dos dedos me comprime, e a distância do meu olhar se torna imprecisa, e quem em mim acenderá a fonte da vontade?

 A praia, o frio e somente uma única verdade:

- A solidão me mata!

Pois não mais
 sou anônimo e nem imaginário nos seus braços! Sou coágulo de silêncio orvalhado, e bem dentro de uma fresta inóspita, e diante de uma visão apocalíptica com a sua grande fome.
 
A angústia carrega mágoas que
 salpicam seus soluços, e a solidão  entristece o abrigo que existe para a salvação do corpo.

Arregalados olhos
 embaraçosos nos pensamentos agitados, mas tão solitários. A tecerem os estalos dos apupos carregados de coro de migalhas. Caos com forma de face e a esfacelar o mundo que sustenta meus pés.


Esfaqueiam-se
 os sons na esfacelada voz sobrecarregada de tropeços, e com um coro de falsos aplausos para atiçar as melodias que aos tapas arrancam as palavras inocentes.
Cálculos 
inusitados nas raízes NUAS das profecias de uma solidão.

 Os seus códigos 
compiladores das bestas do seu bel-prazer a se alinharem exaltando o "deus" favorito da sua indiferença!

 Os movimentos 
dos seus anéis de ouro a enfeitarem as fases da sua Vênus para a eterna vaidade.

 Manchas nas clarezas
 das pupilas como se fosse um pêndulo a balançar o seu egoísmo e elevar a sua vaidade!

Perturbação provocada
 por um riso sarcástico, e com o seu diágrafo ferido, elevado a milhões de potências desvairadas!

- E os restos?

Hipócrita é a participação
 dos sinais sem juízos, e onde se desaparecem dos seus vocabulários solitários a gratidão, e onde reina o contorno das suas músicas de sons fúnebres, as sombras das suas angústias e as cores frias do mármore dos seus corações.

Ó poema consolador
 sem formas para assim causar vibrações! 

Pradaria gloriosa 
do deslumbramento onde o moço concentrado na fulva madrugada paradisíaca tanto chora inquieto!

Permeado de conversações
 monótonas e endereçados adereços.

- ONDE ESTOU?

Esgotam-me
 as tintas... As notas que eu 
pinto.

Etéreas 
gotas que mancham as cores que se evaporam.

E bem 
dentro do seio ardente gritos dilatantes moram.

E dentro 
deste imenso labirinto morre meu instinto.

Há acordes
 por acaso nos meus 
alaridos?

Delírios nas
 sensações inebriadas e 
comovidas?

Há na minha
 saliva fresca o seu doce
 diluído?

Pálpebras
 que se olham tão descaídas.

Algazarras
 simultâneas com clamores muitas vezes excessivas.

Cavalgar
 rodeado de metáforas, e na proporção dos seus símbolos, e na direção da sua linguagem construir o instintivo das belas ideias, e que rodeiam os desvios da gagueira de uma boca.

Oh, recordação destacável!
 Imagem com vagas para os efeitos das mentiras!

 Onde estarão os teus restos?

Devolva-me o potencial do meu evocativo e unge a revelação do meu último suspiro!

Não empobreça 
a emoção verdadeira com os movimentos da sua natureza. A nova perspectiva de o seu real ser retocado por irradiações, e que revela à percepção dos doces nutrientes das virtudes sugestivas, e as afinidades de todos os seus poemas.
  
Ouvir o 
indivisível com a sua lógica solitária e suas “Coisas exteriores”, e com o inesperado que não traduz as suas palavras, e que essas soam amarradas, e com as suas depressões exorbitantes a instigarem e se arrastarem suas epidemias que se espalham avassaladoras e silenciosas, e assim sai se arraigando e acelerada a peste fértil que dissemina o fôlego da vida.

Embrear e assossegar
 as informações sobrecarregadas das mil solidões, e não acolher no seu psicológico o infame da sua ruptura na alma humana.

- Mas eu a amo!
Ah, solidão da alma!
 Dilacerante e tão desesperada!

Imensamente 
um universo fora do seu cosmo! 


Endereço os
 desdobramentos da angústia aos instrumentos de convecção da grande solidão. As suas ações frias, e às vezes, congeladas, e ainda bem acometidas por tristezas no plano particular da profundeza de um coração.

O artista no 
seu maior e belo processo. A arte e a obra na fabricação e depois a transformação

 DA SUA METAMORFOSE.

 E o poeta
 no seu sonambulismo deslocável e a morrer aos poucos e tonto.  

A angústia não cala 
e os seus rabiscos mergulham embriagados no silêncio da sua existência.

 Apologias entre grafias e fobias sem carismas, e a anatomia tão vazia de um sonho que não assovia os delírios das suas carícias. Visão de um apogeu, entretanto tudo isso é simplesmente utopia.

EU NÃO EXISTO!

A transição para uma habitação desumana é como uma rotação de senso de eventos gravitacionais, e que não criam a evolução do seu universo.

 Uma carga 
exausta às costas de quem é tão leve!

 Porque se adentra no semblante e dele se retira o mito do seu decoro, e o invisível se torna visível aos olhos do mármore que se esconde, e BEM às costas do amigo que se julga fiel.


- Estou só?

O meu guia
 está cego e a modalidade da sua coerência é possuir apenas a dispersão das verdades, e os empenhos dos seus propósitos são perseguidos pelos os disparates profanos da sua loucura, e o seu projeto final é o seu rico acervo da sua solidão, e essa se pendura nas estantes dos seus olhos, e que depois se arrasta no movediço coração que não é estrangeiro as lágrimas.

Venerado preceito
 de uma prescrição com seus olhos bifrontes, e que na vereda da salvação leva o amigo ao outro lado do seu acaso, e que na diretriz sem edificação venera o estranho do entremeio da vida-e-morte, e onde as páginas do seu juízo é uma voz coletiva de indagações dos monstros e fantasmas a ecoarem na reconstrução do humano.
 
A quem se 
revela o verbo da consciência? 

O céu da essência
 que abre o sangue fértil de um coração não doente?

Cinde-se e suga
os ares a espera solitária da dor.

 Mares infinitos...

Astros sem rastros e fôlegos mórbidos, e onde cintila a fulgência de um odor.

Despertar recôndito 
de um imenso pavor. 

Trajetória de uma falsa luz onde se esconde o clamor, e assim afundando o arraial das festas nas lendas de quem chora por amor. 

- Estou só?

Pois a alavanca não levanta os espinhos que se afundam na carne, e não escava o mal que brota incessante, e só desbarranca a constância da vontade, e que medrosa encerra dentro de si o seu grande medo.

Ah, rogativo!

- Cadê o brilho 
que acalma e corta sem empecilhos os cedros da injustiça?

 E que derrubam aos golpes as tristezas da alma?

O ouro da lenda
 gentil do meu arco-íris que enriquecem todas as minhas fantasias?

Oh!
 Eu era apenas um menino cheio de inocências!

O deslumbrante jardim onde o peregrino, o monge e o solitário oram no seu chão sagrado?

 A circularem 
nos odores do seu perfume o seu manto. 

O impulso do ponto
 de descanso que instila o silêncio a se abrir em um cântico.

 O fustigar dos
 suspiros que em chamas se consomem de amor.

Refugiar-se e aprimorar,
 e sempre em exercício, a superfície dos olhares para que não escapem deles a serenidade e a ponderação de uma alma lavrada, e na misericórdia absoluta da
 sua labuta vencer o mal.

- Eu ainda 
julgo que vivo está o meu
 sussurro.

A solidão me mata!

O ÚLTIMO DA MINHA EXISTÊNCIA.


Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas

Brasília, 15/11/2016
21:38


Feriado de terça-feira 
frio e triste e ainda 
cheio de lágrimas.



E eu me calo diante de uma profecia que tonteia meu coração. Nada mais direi e nem dirigirei um só olhar. Porque meus olhos estão bêbados e a vontade que golpeia meu ser se esvai sem a justiça divina que tanto anseia minha alma.


E eis que malbaratado e dentro de um bergantim  navegarei, e bem  no silêncio da ignoração dos olhares humano.

E SEM REMO. DEVO IR.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

ONDE ESTOU




ONDE ESTOU?


A luz
 dos instintos na sua maior 
dimensão. As forças de contingências nos conteúdos do seu ver, ouvir e sentir.
A lógica da sua ciência
 no campo de investigação de um coração, e que, às vezes, e na coerência dos seus argumentos, segue a vertente de um fenômeno que se debruça TÃO INGÊNUO, e que na sua arguta e brusca dependência eleva a sua tateante busca.


Ser aplaudido e possuir
 a beleza das estações das flores.

 A balançar o seu perfume.

Recitar em voz
 alta as confidências que foram faladas nas “Alamedas”do silêncio da alma, e que possui como atrativo o palco dos ventos ardentes.

PORQUE AS MINHAS NARINAS
 RESPIRAM!

Devolves-me o
 meu ofício e não ridiculize o meu vício! Isso porque os teus olhos recusam a simplicidade, e somente a soberba é o teatro da tua morte! 

A aparência do sujeito 
com o seu belo elo arquitetônico.

 A construir a sua obra que espelha seus perfumes para serem manipulados PELOS OS PENSAMENTOS DE LIGAÇÕES SUBLIMES, e QUE SOPRAM do seu céu as tempestades, e que no senso da oralidade se encaminham na sua relação com o seu próprio “EU”.

 CÉUS!
 QUEM ASSIM É?
A matéria 
no seu vazio, e com o seu universo propositadamente pessoal. A chorar na sua grande consciência, e sem o conhecimento da grande obra que ela é.

A PUXAR O SEU FADO!

Oh!
 Quem assim chora infinitamente sombrio, e tendo como inimigo a si mesmo?

O milagre
 que reside na esperança, e que depois se revela através dos olhos, e que no belo da sua doce simplicidade percebe a gloriosa ressuscitação de um coração que foi machucado.

 Sintomas de aplicações
 no calendário dos seus sentimentos, e que, à medida das atitudes dos sopros causam rupturas aos gráficos dos suspiros.


Os alicerces 
da compreensão que são herdados das fundações internas dos sentimentos, e que se alocam diante dos olhos pasmos.

 Porque se transita
 coberto e desnudo pelas as maldades da alma humana, e que na sua frequência mais abrupta se faz inocente a capa esvoaçante que cobre o monstro, e neste adágio absoluto a comportada toga vira um vestido de prostituta.
Meu Deus!

Devo confidenciar 
apenas a um só ouvido? Isso para que o outro não espalhe sobre a terra das tantas bocas o segredo aurífero de um combustível CHEIO DE DISCÓRDIAS? 

 E que desatinam
 a queimarem evolutivos na exaltação magnifica que restitui
 os esplendores da agonia!

 E que resvalam pronunciados e exaltados pelo o som do eco, e entre os seus dois efervescentes lábios tão cheios de amor?

O pendor elevado
 da profusão dos traços e sinais a causar na alma a partilha dos organismos, e que dentro de um "eu" são oriundas as tristezas, e de soslaio sempre olha com um olho aberto e o outro fechado e ousa a  perguntar:

- ESTOU ONDE?
Devo obstruir 
com os olhares as grandes paisagens para andar por elas todos os meus sentidos?

Por acaso
 seriam meus ouvidos evoluídos, e tudo que a minha boca falasse pareceria verdades?

 A forma obscura
 dos seus risos que estariam defronte da minha face para soltar seus gritos de escárnios, e assim salvaria depois
a minha alma?

Onde vive o homem 
sem conteúdo, e com a sua arqueologia dos ossos da sabedoria?

As inversões
 de potência da sua política fria na prosa da mentira.

 A soltar
 a exposição pública da sua CARNE de agonia.

 Um longo 
apêndice, e com secções incompletas da falsa medida do homem, e que ejacula do seu trono os monstros da sua existência.
Pensamentos teístas 
com os seus espectros irreais.

 Porque o centrismo
 do egoísmo é uma ilusão de um interior que é vítima da pobreza do seu externo, e que no seu último parágrafo de salvação acende uma fogueira, e
que se deita bem articulada para as conexões necessárias do embalsamento do seu corpo tomado por sinais, e que no introdutório do seu silêncio apenas lágrimas na execução exótica de uma lúcida causa bêbada, e desvairado um dos seus tantos comentários a causar rubor pela a sua face.

- Por acaso devo eu te seguir?


 Que MONSTRO é
 esse que se deita bem articulado para as conexões necessárias do embalsamento do seu corpo? E que é tomado por sinais falsos, e que no introdutório do seu silêncio apenas lágrimas na execução exótica de uma não lúcida causa bêbada, e desvairado um dos seus tantos comentários, e assim a causar rubor pela a sua face?

As contingências
 de um rosto na disjunção da sua desgraça, e com insuficiência de imaginação, e assim no contágio dos instantes em que seus dedos deslizam pela a sua face. Espantos que alçam voos e com o alimento vazio da alma no seu transe. A debruçar no entardecer das suas lágrimas, sozinho e pequenininho, à sombra da tensão do medo, e no afiançar dos seus segredos, partido pela a tragédia, entre derrotas e fugas.

E sob o signo
 da tristeza a esfinge é um espectro vivo no atino do caos, e com suas garras de aço, punhais inundados de ódios, um oásis dos logos das derrotas, ela atina o sensível, desdobra a cartografia dos sentidos e causa morte as complexidades intensivas de um espírito.

- Onde estou?


O mundo com a sua
 linguagem absurda, proliferando contágio das suas maldades humanas, e tudo isso pautado pela a mesma carne dos      desenganos.    



Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas

Brasília, 01/11/2016

20:10

Eis que as férias chegaram. 
Vamos voar!
         

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

SOU EU


SOU EU 

MÁGICA É A MÚSICA
 com a sua linda poesia que transporta, e com suas batidas de percepções, fluindo, criando a voz ritmada, a mover emoções, sacudindo os sentidos, mesclando efeitos no teatro imaginário dos pensamentos, e que se deitam para beber do bálsamo do aroma harmônico que nasce no coração. 
Um cenário crescente 
cheio de impulsos, e com requebros dentro dos movimentos repentinos, e que o faz voar alto e bem longe, e sem dissimulações no seu semblante, verdadeiro e exato, e sem fachada falsa, o amor leito a gozar no peito o leite, e exibindo no seu eixo a imortalidade de um perfume que nunca finda o seu odor, a metamorfose de uma auréola que circula da cabeça aos pés, irradiações de uma chuva celeste a purificar OS SENTIMENTOS VERDADEIROS. 
OLHARES ÍNTIMOS 
 com ritmos infinitos que
 se desdobram e aprovam o seguimento da nova aurora, confiáveis nas circulações e misturas dos seus verdadeiros sorrisos, aplausível e que subdividem todos os seus sentidos para dá a vida.

 Envolve-se nos delírios 
da beleza, exalta e sustenta seu verbo vivo, ascendem com compromissos os favores exatos dos prazeres, os sentimentos de multiplicidades que fundam a expressão do bom gosto, e dentro de um juízo que se parte para a fundação do seu belo universal e sábio provador, e sem a negação de todos os seus instintos que dominam, cercam com os seus rodopios a efetiva unidade do coração, pulsante, objetivo e ímpar no seu conceito do AMOR, LIVRE NA AUTONOMIA da prática dos seus impulsos, suscitando internamente a beleza, eliminando a resistência, sem contradição do seu campo amoroso.
E eu me dissolvo
 assim como os beijos, e com os seus frescores maravilhados, inebriados pela a cerejeira do afã da vontade, infiltrados na medida exata dos olhares, e que se agacham e sentem os florais dos pedaços da cor rósea na alma, efetivos prazeres saboreados dos lábios, e que acesos descrevem movimentos maravilhados dos rodopios do seio nos anseios do brando calor do peito, e a aplacar sem fim todas as delícias de um simples sabor, pois é enervante, palpitante o brilho que reluz dentro do diamante que festeja o espasmo convulsivo, e que passa rápido e lento na união fascinante dos aromas flamejantes dos gozos de seduções que enchem toda a matéria.

Porque se inclina
 e se atina, e se pede e também se espera o leito das palpitações.

 Voluptuosos rastros
 NO PRELÚDIO INTENSO DO AMOR, e com os seus bandolins que passeiam dentro das suas memórias, luminosas a expõem o sonhado da criação da alma na sua face, a beber o gosto ardente das delícias dos esplendores que cantam a flauta serena e harmônica do odor, e entre o gênio e o dom que embalsam todas as declarações eternas do seu verdadeiro AMOR. 
E também se brinca
intenso com o espírito sereno e pagador das verdades, sem débitos, e a romper os pecados, e ser o possuidor magnífico do gosto que comove, e assim ilustrando os chamados da verdade, e com vínculos das convulsões das palavras que brotam a realidade.

 E se corre de
 forma gostosa com os objetos de texturas, e com suas formas inocentes, e bem no contato da cor e som, estimulando a mente que se desenvolve no seu ambiente o zelo, e ativo e curioso o coração que tanto prazer sente do pulular ardente e doce da beleza do AMOR.


Agarrar o guizo dos seus
 gritos, e se lambuzar logo depois, e em seguida, e com os afazeres extrovertidos dos seus sorrisos, e na chuva dos seus papéis colorido, e sem medo e receio abrir os braços elásticos para esconder todos os seus atrevidos gemidos.

E SIMPLESMENTE AMAR 




Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas

Brasília, 24/10/2015

20:00


"Eis que chegará a grande solidão do aedo"

sábado, 15 de outubro de 2016

PORQUE AMAR É...



AMOR  
PORQUE AMAR É...

A colisão efetiva 
pelo o interior, e as suas reações de fusão ocorrido pela a temperatura e a pressão.

A irradiar 
grandes energias que brotam
 da vida.

 E por momento
 foge A AUSÊNCIA DA CONSCIÊNCIA QUE SE DEITA com o seu inalante, E ASSIM reagindo às misturas dos prazeres que causam batimentos em toda a área sensível do coração, e que se entregam as magias das delícias dos eventos do AMOR.

 PORQUE AMAR É...

Contrição que
 confessa extasiada o consolo da vontade, e que oferta carícias e suga as emoções dos beijos,e que agarrados criam um mundo doce e delicado, e que desenham ululantes os gritos figurantes que bordam os sons da boca que confessa o seu nome, e que cintilam na comunhão secreta da dádiva mística do seu universo.

A brincar
 com as suas pérolas e lírios inflados e férteis dos frutos que nascem DENTRO DO AMOR ETERNO.
Ativo fogo que sara
 as enfermidades. A luz da meditação onde O FACHO do seu pensamento é a ação inesgotável de uma energia de autocorreção do grande ciclo da salvação, e que próspera e propaga a esperança no coração de quem na preparação do seu maior elemento, docilmente a ele se entrega para viver  todas as suas emoções.

A cura que baila
 na loura lua que copia os movimentos do seu Sol. A eterna vela transparente que levanta a força dos ventos e faz navegar a bela nau por mar adentro e por dentro daquele QUE O AMOR SENTE.

Fantasiado com o seu ardor
 e com os seus trajes de várias cores. A explorar brilhante a sua carruagem que voa salpicada de estrelas acesas no luxo magnético dos desejos, e que desfilam suas folias que ardem nos cantos do AMOR que dilata o coração, e entre contos e poemas cheios de deuses e semideuses.

 TORNAM-SE DEUSES!


A encenarem em 
voltas dos coroados círculos dos hinos que se lançam e alcançam a brisa que estoca efeitos e tremores, e os braços e pernas que tremem pelos os apetites que afogam os passeios dos anseios,e bem no ar dos aromas onde flores dançam a janela dos abraços.

 O CHEIRO NA VIGÍLIA
DA LUZ SE ACENDE ATENTO.

O vaso que chove
 o seu azeite, e bem nos lampejos do peito que na sua cama de seda deita o vento arrastado dos giros dos beijos.

A moverem murmúrios
 nas encostas das costas, e frente e dorso que se hasteiam até ao céu.

Um mar onde 
suas frotas repletas de barcos preciosos navegam pelos os campos das avalanches das águas que abrem fendas e fazem soluçarem cascatas nas agitações dos montes que se encobrem com as suas belezas.  

A mágica aurora 
tingida por magias com as suas tapeçarias que pintam os ruídos, e giratório e florido a doçura do seu cesto que envolve o uníssono do espírito mediante paginas declarativas da recepção consciente que integra a fala do AMOR, o cíclico da figura de renovação que distingue a evolução dos sorrisos, o borrifador oculto das alegrias, e com o seu fetiche brilhante. 

Solúvel é o ar da sua música
 que prega a evaporação do equilibro, relâmpagos que afundam as reminiscências dos seus desejos, e sempre a sonhar com os seus fecundos beijos dentro de um céu perfeito, e onde sonâmbulos os braços envoltos de enleios atiçam as brincadeiras dos sentidos, alimentando sonoros florescerem dos “ais” molhados de inquietudes, e que enfeitam as prateleiras dos olhos que se ajeitam na beleza de todos os seus maravilhados poemas, berço dos devaneios de um garimpo, porque basta dois dedos para abrir e girar a chave de todos os
 seus segredos.
E como se injeta 
nas veias o raiar da liberdade que alcança o canto. O entendimento que caminha no universo de explosões da sua voz que chama e aclama, e o brando da sua vitória vem exposto nos olhos que verem os pilares das claridades triunfantes do amor que pedem passagem.

Acende e estende a 
fleuma e fecundo o seu labor alegra o arcanjo que se arranja no solo da vibração do afeto, e a tecer a seda branca do amor onde repousa o 
seu anjo.

Bendito é o seu choro
 volutuoso que fulgura no seu rosto cândido e sereno em salvação do outro. 
  
Asas reverberantes dos
 sonhos do amor primeiro no azul que veste os olhos enamorados, grinalda de conchas de esperança, e santa eternizada na alma que canta viço que apertam os lábios de luz bendita, e que em um licor se desmancha, e que alcança o sangue que triunfa na glória pura da inocência humana.

E bebem-se ânsias 
nas nuanças dos gozos supremos que ascendem nas substâncias dos seus prazeres que embala o arrebatamento.

 O risonho da 
aventura que cura e encanta o olhar QUE SE PARALISA com gotas de esperanças, e o aromal dos seus vapores de deslumbramentos dos momentos SE ABRE quando as suas pérolas ornam as grandezas do seu sono.

Embriagar
 reluzente a boca, e que nos seus afiados dentes prende a elevação constelada dos suspiros, e esses gemem no espalmar da harpa, e que na sua ardência acalma os grandes rebuliços da alma.

QUE MISTICISMO
veludo do encontro! Ânsias e sensações profundas no pélago da aurora do banho a emitirem tantas glórias! 

Beijos que acariciam
 os seios. O VENTRE que se enche com as dádivas superiores dos encantos dos olhares, e que os empréstimos dos seus sorrisos são agregados por palavras de predominância absolutas da beleza, e que sutilmente enleva o evolucionismo do espírito que plaina tomado por uma concepção visível de felicidade.


E o fósforo
 da língua se acende, e permeia às claras os ouvidos que atentos se derramam por amor as frases de acalantos, e que no entusiasmo das visões do coração ascende à física dentro da substância das alegrias do amor.

A lei extensível e
 rejuvenescida que rege todos os fragmentos de uma união, e com todas as suas sílabas fecundas, e a mercê das memórias que profetizam um belo arco-íris fresco com seu oásis, e na lua fecunda e pincelada por muitas sensações que iluminam as faces, e que vibram no amplo equilibro do fôlego, rotatórias tatuadas das curvas dos sonhos que dão origem a vida.


 E latejam as veias.

 PORQUE AMAR É...





Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas


Brasília, 15/10/2016

20:11

Ao moço da minha metade:
Isso porque, e às vezes, e poucas vezes se estar 
bem.

Mas às vezes 
a gente se sente bem pelo o momento. É quando a consciência descansa da sua velha rotina de acusações.


- Você estar bem?




sábado, 1 de outubro de 2016

ENIGMA (AO ANJO)







ENIGMA
(ao anjo)

E como treme
 o coração que vos 
fala!

 E que se move 
na elegância do achado da sua
 fala.

 E quando me olha:

 Eis que picante a sua fragrância me embala.

Leva-me e me arrasta.


Porque o eco 
doce do seu perfume, requintando e florescente, e junto com o seu hálito que vem montado na sua boca suave,e com os seus adjacentes lábios que sentem o alegre e suave estado apaixonado.

 Sábia face 
tresloucada pelas as correspondências dos belos olhares enamorados.

 Cenário dos impulsos 
das narinas que sentem o licor sendo derramado.
Que belo anjo de olhar assim:

- Esverdeado! 

Pontiagudo, 
penetrante e flamejante é o fogo 
que vem na luz do AMOR.

Crescente símbolo 
consagrado à felicidade que se espalha 
pelo o círculo loquaz da mente.

 Uno emblema que 
atiça a circunferência da visão, e bem quando esse olhar roda com os seus raios solares, e que depois paira no centro da lei de atração, entre as joias de um céu onipotente e o cai-e-cai das estrelas doadoras da regeneração do seu coração.


E como a sua 
formosura goza da cortesia do fresco ar que trança a aurora.

 Convertida e guarnecida
 dos seus olhos - O verde fino de um cristal lisonjeado do prado do seu rosto - E que sobre as flores vindouras do gosto do amor... Espalham ressonantes festejos dos cantores nos seus amores!
 
 Rasga-se o 
véu de um tabernáculo e a designação da sua figura é uma lua redonda como emblema da sua salvação. A tecer o chamado vivo e doador do amplo pilar do seu fôlego.

O interior 
regenerado e o novo nascimento feito pela a tríplice aliança da liberdade.

As amplas 
expressões que fecundam e introduz o arquiteto absoluto nos pilares estabelecidos do seu grande querer.

A força do seu
 uniforme são as belas palavras, e todas elas dizentes e cheias de grande significados, e onde o seu pórtico é a promessa de um trono firme, e com o fogo perpetuo que incendeia.

 Mas que não
 queima o célebre assento do templo da sua prosperidade.

Devolve-me,
 inédito, o absinto retirado de mim! O tempo que não fora estranho as minhas lágrimas!

Excitar os instintos
 dos prazeres nas paixões avassaladoras, e nas falácias do óbvio da sua composição, e assim alargar os seus voos alarmantes, e bem para o entretenimento da arte dinâmica do pensamento, a recriar a personagem no veículo motivador da sua mente.

Um olhar que 
atravessa a alma. Às margens das suas pupilas a pregar o evangelho da 
salvação.

 Esgotadas trajetórias de ardores que se fincam nos contornos provocadores, e sem desvios, e bem nas bordas dos lábios que delineiam as evidências dos mexer dos seus músculos, e assim deslocar, emergir as áreas eloquentes do seu mel para fazer crescer os olhares nas influências diversas dos seus desejos.

A genialidade 
de uma contemplação, e que não decai e nem malogra nas tarefas esquecida por uma mão, e essa sem a dispersão da outra que se lança na energia criadora da alma, e onde nasce o gênio da liberdade. Porque apesar de se tornar pesado a instituição sentimental do coração, o divino ato criador da libertação realiza no cérebro todo movimento dinâmico das orações.

- Devo abrir a minha boca?

Que belo vértice
 autêntico onde florescem as rosas e as suas pétalas nunca caem! Pois se espalha a ressurreição no mórbido ser que agora se decompõe das suas imundices, e o novo terreno já o espera, e agora sem as máculas da sua má deformação e os vis pecados da sua esfera.

Quem pinta 
assim a luz que cai esmaecida dentro dos olhares, e queima divino o destino que  flerta o suave momento que arde? 

Entusiasmos reunidos
 na língua filosófica da matéria que compõe o amor?


O lisonjeio intenso
 de um desenho que insiste na sua personificação, e na precisão luxuriante e meditativo do seu exagerado, e que quebra a privacidade das suas gravuras, e depois se mostram as falhas intensas da sua sexualidade ao Safo, e que este se engasga com a sua saliva seca a espera do borrão na pintura que não será depois repintada.
Onde devo falar 
dos meus recitais? Na área decorada da sua ignorância? Nos assentos de mármores do seu egoísmo? Ou ainda no terraço da sua falsidade?

Febril eu caio,
 e ao teu lado tremo.
Suspiro o gozo de o teu hálito exalar.
Perto de ti sinto teu doce coração falar.
E transporto-me ao langor do extremo.

Confuso e zonzo eu quero te tocar.
Pálido eu ouço o frêmito do ar.
Um fogo sutil no meu respirar.
Pondera-se em mim o desejo de te amar.

Inclino-me 
e vejo o mar nos teus olhares.
O mistério que me sonda no seu clamor profundo.

Intenso gelar que impede o meu falar.

Ruborizo-me com
 o perfume acolhedor que me chega aos lábios. Espiando estonteadamente as suas montanhas, e como também o clímax esvoaçante da sua frequência que transita arrebatador no nu comportado dos meus pensamentos.

 O luxo das
 suas sombras no veludo do silêncio, e que se curva na sutil ventania das delícias dos seus afagos. 

Transitando nos 
seus sopros, e nas dezenas e serenas noitadas dos sons delicados das suas vozes.

 As gradações
 dos suspiros das palpitações da luz do seu olhar.

 Tudo é tão sombrio! 
O gesto da sua imagem na paisagem da sua face, e que transmuda um ar no riso fresco do seu horizonte.

 Uma beleza ébria 
dentro da volúpia dos açoites dos seus desejos, embebecida no largo êxtase, deslumbrante e supremo dilema da insolência do balé das cores do amor.

FALO DO ANJO OU DE MIM?

Abre-se!
 Abre-se e vem à perfeição na adoração dos corpos, e entre salivas lânguidas e pavores gostosos!

 Intensas passagens bondosas das caridades dos declives dos beijos, e com os seus sulcos arrebentados, ruídos de aço nos dentes quebrados, prado por onde fluem as falsas mágicas, poços de desejos nas cisternas dos seios, porque o paraíso é a sua noite que canta e dança no seu trabalho, sobre as plataformas cintilantes das alegrias que hasteiam os seus mastros de felicidades, e suspensos os seus sinos badalam a hora exata de fazer adormecer a alma.
Sentar-se diante
 dos seus próprios olhos, e erudito ouvir, e bem distraído, os sons dos gestos de um coração, e que esse se interna dentro de si mesmo para obter o elixir da sua própria vida.

Os ruídos 
de uma solidão quebra o silêncio, e esses se embriagam com as dores, e convalescente o organismo na sua transição de desespero é o paciente frio com sua estranha doença sem fim.

Múltiplas variantes
 dos olhares que se entregam desesperados por abraços. Um afagar de efeito seguro que se sustenta com os sinais de cortesias.

Cortante é o lampejo fresco que corre rasteiro, e o líquen do seu ventre rodeia com o medo, o cálix que inquieta a paisagem selvagem da surpresa.

A grande insolência
 da voz que se asila no íntimo e causa badalações.

ENTÃO...


Badalam! Badalam! 
Lendas evoluem e nascem os 
fantasmas!

 Agitações fabulosas
 a arderem nas bravuras e bravatas de uma boca!

OS OLHAREM

 A SONDAREM
 rebentados os delirantes roucos sons convidativos que se estocam nas feridas dos ouvidos,e na negra dança que se levanta e faz rugir a lança que consome a pele, e BEM dentro de um leve intervalo dos abraços que se reveste com uma falsa amizade.
 

Surdas se levantam
 as músicas dos atos profanos, e com seus aspectos feridos e desumanos. A estocarem as suas sibilações nos foscos frissons dos rangeres dos dentes. Porque os escudos dos braços já convidam a um grande sonolência complacente das almas que se vendem a luxúrias.


Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas

Brasília,01/10/2016


20:10