terça-feira, 17 de julho de 2012

CORRESPONDÊNCIA: OLHARES




CORRESPONDÊNCIA
OLHARES
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A encantação é incentivada
 pelos os teus olhares, e as propostas das suas correspondências fornecem o ramo da contemplação pela a interação dos teus olhos. Os sentidos destes diálogos originais, e dos dados que são recolhidos pela a visão dos meus olhares, geram a expectativa que eu sou transportado para dentro de ti, motivo pelo qual os teus olhos se fecham e, particularmente, degusta-me, repercutindo as formas das minhas ações e dos meus atos que são tão doces na tua boca.
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Incendeias-me o
 hálito quente da tua boca
A constelação que na tua face é exposta
Pois quando ela ao meu corpo se encosta
Torrente de sonhos ao meu coração provoca
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  O doce viceja
 nos meus olhares que te alcançam
E a viração do teu céu diante de mim sorri e dança
A fogueira dos teus lábios se levanta e canta
E as brisas dos meus olhares por ti balançam
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Nos áureos
 prazeres dos sonhos corro e canto
Nos hinos de glórias minha alma alcança a fama
E os arcanjos do amor me faz sentir puro e santo
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E no calor
 das chamas dos teus lábios eu desencanto
Ruflando as minhas asas que de ardor se inflama
E desfolho o licor do amor no teu divino manto
outono-final
Reconstruo as
paisagens e faço a captura do espírito afetuoso, sem excesso, dos atalhos da sua obra, ganhando sentido e adaptação da fusão do meu desejo, reconhecendo no meu próprio corpo, a necessidade de expandir a persistência dos meus olhares, centralizando as funções dos itens selecionáveis à boca, aplicando-lhes a devida consagração, através dos giros dos meus olhos, objetos de usos constantes do transe da cerimônia sagrada dos atos e ritmos para a celebração do teu santuário de beleza.
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E para te
 alegrar eu canto e danço! Evocando o ritual de louvor para agradar os teus olhares e honrar a tua forma, corpo e espírito.
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Levo a minha
 cesta com flores e bálsamos unificadores e derramo-as ao chão, por onde deverão passar os pés da minha rosa cintilante, e com gestos miméticos, braços aberto, como se falassem: “Caia-te nos meus braços, estendendo a mimica dos teus olhares como um pedido de sedução na provação dos teus lábios.” Assim eu te espero!
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E esvoaçante
jogarei o teu visual fluídico nas curvas de admiração do meu rosto, pois assim conhecerás as tatuagens da minha língua feitas sob medida, e com a mais alta qualidade das suas pérolas preciosas, alcançarão dos teus lábios os largos sorrisos.
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A paisagem
 do teu visual é o meu mundo sígnico, onde alude à colagem da ligação dos meus olhares; apresentando elementos constituídos de significações que fluem nos campos simbólicos dos meus pensamentos, e mediante a um dispositivo interativo, a saliva, veiculo o código da minha sobrevivência a olhá-la e desejar o profundo romântico, o maravilhoso belo e sensível, e das suas formas sublimes na contemplação da estética lírica que integra a forte vertente, magnificências emoções do âmago que arrebata a vastidão do fascínio da frondosa e acolhedora visão do seu deleito.
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O teu ambiente
 atmosférico na sua sucessão da eclosão dos seus elementos, a chuva e os ventos a preparar o mosaico da sua
vegetação...
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Eu sou a
 síntese dos teus fenômenos e o movimento de translação dos teus olhares origina a precipitação da temperatura pelo o teu corpo, e a consequência destas oscilações leva a rotação ao teu coração  das estações sensíveis das suas variações diante dos meus olhos.
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A instrumentação
 da teoria da essência no centro do significado da gravidade dos teus olhares é matizada pelos os sentidos da transformação dos vocábulos silenciosos, feitos através de simbolismos do abrir e fechar dos teus olhos, surgindo aplicações sonoras das palavras para a ampliação semântica da luz do
teu silêncio.
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São férteis as
 inovações da fidelidade das mensagens traduzidas pela a grafia do conteúdo dos teus lábios, e neles reproduzem a sonora trilha romântica da tua língua feminina, adequando as provocações das expressões da tua face ao enfocado estrangeiro que te aguarda, transmitindo para ti a sua forma não mais questionada pelo o teu ser.
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Oh! Estrangeira!
Encanta o olhar de um corpo, e sorri-te para ele, já com as análises das tuas provocações; as expansões dos teus sorrisos, e a ação maravilhosa dos teus efeitos. Sobre os versos que derramam da boca da tua amada, tipografa a sua impressão no teu espírito. Lanças a conjugação do teu verbo amar na forma infinitiva, e acompanha a desinência da tua alma, pois a temática afirmativa do seu doce será o indicativo presente dos teus olhares!
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As enormes
 variações do fundo das correntes dos teus olhos, e a temperatura da sua atmosfera, são o relevo para onde migram a educação de emergências dos meus afetos, trazendo o regresso das ondas de calor do solo da tua pele ao meu corpo.
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Explorarei os
extraíveis recursos das tuas pupilas, desenvolvendo nelas o crescimento ornamental do índice espontâneo do sentimento, e anexo selarei os meus beijos nas regiões sensíveis da tua alma, administrando o teu território sustentável a presidência eterna do meu amor.
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Sereno e
similar ao teu sonho, é o pintor simbólico dos teus vínculos na composição dos detalhes comoventes da calma da tua afeição, que exprime o sentimento que alcança o sublime em sua máxima potência e movimento.
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Oh!
Acepção privilegiada! Distintiva do concebível exato da substância efetiva de vista grandiosa! A tua definição se consolida nos vasos
dos meus olhos!
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Manifesta a
omnipotência infalível do teu poder, ó amor!
Ilustra as tuas doces paisagens no absoluto daquele a quem sou
Transcendente e maior é a tua justiça e o teu semeador
É a mão ilustre de quem sabe
onde tocar a flor
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  A tua adoração é
sublime e a coloração do teu céu luminosa
Agita as construções dos sonhos que na alma dengosa
Não resiste aos sabores de uma fruta pura e apetitosa
O fascínio é sentir teu doce e ver
 abrir-se a tua rosa
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Lago fabuloso
 reverenciado pelos os meus olhos
Lua infinita do mundo que gira no espírito da vida
Flores de um jardim que pelo os olhares são colhidas
O mágico deleito do seu perfume na minha
boca se molha
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Capturo a
 sua essência que é pelo meu coração pretendido 
O seu mundo, seus efeitos comoventes pela minha boca são sentidos.
Assim eu sou nesta tua vida!

Carlos Albero
albertoesolrac
silêncioelágrimas

“ Não paro de morder a minha língua. Assim sendo: arrancarei todos os meus dentes…Ufa!”

segunda-feira, 9 de julho de 2012

EXPLOSÕES E VOOS

UNIVERSO

VOO 

AMOR

O FASCÍNIO

Voar
Tocar os dispositivos de um céu intangível. Despertar os movimentos de uma força em pleno período fértil do amor. O desafio audaz de sobrevoar o hálito dos sentimentos pelo o seu céu plácido de reações, gravitações e explosões. Esgotando-se e equilibrando-se em um universo cheio de constelações que é só seu.
Voar
No amor sublime e fazer tremer o sonho saudoso das lágrimas. Conduzir nos seus olhos a coroa de brilhante, embalsamando o clima dos orvalhos das pálpebras que invocam a luz do consolo do espírito, atingindo a cerúlea morada dos anjos. Eternizando as correntes expansivas do infinito amor. Prendendo o céu e a terra em seus rodopios. Incendiados pelos os bafejos inefáveis da boca que se eleva ao imaculado sabor da mimosa flor que suspira.
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Coordenarei
O ESPELHO LATENTE DO TEU ESPÍRITO e nas lentes dos meus olhos aumentarei a sua luz, registrando a intensidade da tua imagem. Acompanhando o excepcional clima de cada ponto do teu ser. Instaurando informações nítidas para cobrir toda a tua área que é vastíssima.
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“- Bebes...”
Estendeu-me ela o seu licor.
O acúmulo nos meus olhos de todas as partículas da tua matéria, é a detecção que a tua força em mim não é uma miragem, e a produção dos teus atritos quando te vejo, não é dissipada com a produção da aceleração do meu coração, que causa a colisão dos detectores emocionados. Engasgo-me quando te olho.
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“- Bebes...”
 Tornou ela a falar, estendendo-me o seu belo cálice de lágrimas que escorria pela a sua face.
Olho-a e falo:
Bebo as tuas lágrimas porque elas também são minhas.
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Ejetam dos teus olhares
 supernovas estrelas que explodem para a formação do gás que sai da tua boca, e o núcleo desta colisão na via láctea dos meus olhos, resplandece um belo arco-íris com altas taxas dos teus perfumes, e o teu ser feminino agora é para mim a gravitação no aglomerado interestelar dos milhões anos luz que te esperei, apontando a tua direção, e a estrutura da tua luz evoluída, é sempre uma estrela recém-nascida, gerando energia ao meu espírito, violentas pulsações, ventos carregados de vidas, expelindo círculos de fogo e um grande sol que abriga a minha própria vida.
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Ao pôr do teu sol
 o meu espirito participa das construções das atividades de cada pulsar do teu ser. Os teus olhares meigos caminham atraindo o planetário dos meus olhos, e o acesso da vocação pelos os teus sintomas de belezas, ejaculam as luas de Júpiter e as fases de Vênus.
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Eu vejo o teu
 universo circundado por uma grande lâmpada azul e por ele atravessam os meus pensamentos, onde cultivo a fonte inspirativa. A estrela que se converte nas práticas dos meus mexeres profundos, a olhar pelo o teu céu, anotando cada movimento, cada pulsação, e a agitação do gás da tua boca gera por dentro de mim, estrelas de grandes massas, colidindo com o meu universo vivo.
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Olha para mim
 e registra a grande intensidade cada vez mais potente das variações da face, deslocando-se do meu campo romântico! Olhe a luz dos meus olhos e extraia dela a nitidez excepcional, filtrando as denominações das cores de amor!
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Lanças os teus instrumentos!
O teu espelho captador nos meus olhos, e examine as informações da sua atmosfera, onde nascerão novas estrelas que evoluirão a cada explosão, e esse gás se formará na grande constelação de novos astros!
Observe o pulsar do campo.
O teu cosmo não é inalcançável por mim! Estou vivo dentro do teu ambiente, e se me olhares sutilmente, flagrará as diferentes posições dos meus olhos a olhar o teu ciclo vital e o ambiente do teu céu com detonações abaláveis ao meu ser.
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Olha
 a minha face e acompanhe o seu espetáculo indescritível. Grandes explosões que não calculam seus imensos clarões, deixando-me atônico! A força não é desconhecida, e excitante é a busca dos tópicos das suas funções e ações no velocímetro da alma.
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São moldados
 a matéria luminosa dos teus atos, existindo um esforço que aponta o modelo dinâmico da tua evolução a cada fechar dos meus olhos. Eu despenco em direção aos movimentos vulcanismos que são derramados pelo o meu interior, devido à atração gravitacional dos derrames dos teus gases, gerando ritmo ao meu coração, e na variação da minha pele em contato com a frequência dos teus olhares.
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Oh!
Está girando a terra dos meus olhos e a consequência deste fenômeno é que não paro em pé! O calor está sendo gerado pela a fonte e o seu grande estoque energético ultrapassa a rotação do meu corpo. Nas orbitas dos meus olhos dançam os balanços trêmulos das minhas retinas, e a sua expansão é provocar a explosão dos teus satélites.
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As riquezas
das informações das tuas lágrimas equacionam com precisão, a ação gravitacional do teu universo dentro do meu espírito e mais perto da tua lua interagem o meu corpo que se desloca pelas várias infinidades dos teus talentos doces, captando sinais e detectores fantásticos de marcas da existência dos abalos sensíveis no coração. Excitante é a instrumentação sofisticada das peças que compões cada partícula do teu ser. Criando e testando a realidade da veracidade de várias descobertas que fluem no meu ser, e essas redescobertas deverão crescer... São assim que elas funcionam, criando situações de abalos, calafrios... É o seu crivo de veracidade.
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Eu bebo
 as tuas lágrimas, pois testo os dedos das minhas mãos nos afagos pela a tua face. Eu entro em operação e não sei se tenho dois ou mais braços porque, variáveis e transientes são os toques dos meus dedos que também chora contigo.
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Tu és o meu centro
 e em torno dos meus olhos giram cerca de trezentos bilhões das tuas estrelas, inclusive a tua lua gigante que agita meus olhos e ejeta o hálito da minha matéria, onde lhe escapa a energia das erupções fortes dos grandes períodos da tua enorme velocidade no ínfimo do meu eu.
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Escapam os abrangentes
 mexeres do teu ser, e as ligações do brilho do teu jeito de ser, ativa a absorção da minha boca, onde o par de estrelas dos teus olhos permitem a revelação da simulação dos ventos, que seguem os grandes jorros de luminosidades, nas indicações das pulsações das regiões energizadas, pelo o farol cósmico da luz eletromagnética dos raios, que liberam o sol que produz a alma da tua vida.
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Propaga
 descontrolada de um ponto a outro da minha alma a grande capacidade da tua radiação, e descontrolado aplico as suas atividades mais importantes, deste o mexer da minha língua até o seu morder, pois é necessário que o combustível de enriquecimento do prazer concentre o teu cheiro, ardor e beleza, liberando os seus vapores, formando assim as luzes nos meus olhos.
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Oh!
Devo beber também as tuas lágrimas, pois elas têm influências nas fases da minha lua e nos eclipses dos meus olhos, assim eu aporto nos mares deliciosos da tua boca, explorando a ligação da tua língua no universo da minha alma, obtendo dados que serão utilizados pelo o meu ser enamorado. O fascínio dos astros da tua face são expressos pelos os meus olhos, onde os teus eventos gigantes são armazenados e manipulados pela a graça constante e contínuos na complexidade da minha alma.
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Aproxima-te,
 pois a variabilidade do teu doce é transitório e dentro do seu espaço, os teus astros, contam a tua história, transformando o teu ser, expelindo a tua beleza, e em ti o humano se torna conhecido nas evoluções dos teus complexos que crescem em ritmos acelerados, e agora conhecido pela aminha mente.
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Aglutinam em ti
as lindas galáxias, e o teu coração maior: o sol que passeia no oxigênio da tua boca, e as grandes estrelas do gênio da tua face que resplandecem com o seu brilho, formando a energia pura para a expansão da velocidade do teu espírito, na matéria infinita da longa linha do tempo da tua vida.
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 Registra, ó amada!
 Registra no livro do teu tabernáculo as minhas palavras! Imprime-as, assim como os sons da minha boca, os meus gestos, a expressão da minha face, as curvas que as minhas mãos descrevem, a atitude da boca na musicalidade da minha voz que orlam extasiadas as pregações para o teu ser.
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O teu vinho
 contém o almíscar. É renovação de todos os sacrifícios que por ti farei, e o meu rito penitencial é recolher da tua boca as orações de misericórdias, louvores, em preparação para a tua eterna felicidade.
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A tua substância
 é o meu próprio corpo, as tuas lágrimas o meu sangue, e os ritos finais serão testemunhos da graça confinada nos atos e ações deste precioso néctar que é o amor.
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São dos teus lábios
 que despertam as luxuosas refeições que entram na minha boca, autênticos manjares flutuantes que desprendem dos contornos milagrosos da tua língua.
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Guardo
 nas minhas retinas a magia dos teus encantos. Subo a bordo do teu corpo e deambulo pelas as sua trilhas aromáticas, sentindo os vapores inesquecíveis de cada região do teu campo, regando os teus devaneios, e inflamando o teu espírito, que repousa suas asas e inflama a energia do píncaro do teu monte, provocando emoções e imortalizando o guardião romântico do teu leito.
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Deita teus olhos
 anilados e agita o peito palpitante da donzela, pois com a minha carruagem de pena de cisne te levará ao salão de festas, a morada luminosa de pérola erguida, onde se coleta a extrema maestria da valsa dos teus pés. São dois os momentos, primeiro o abraço, segundo a colagem das faces, uma sorvendo o hálito da outra, onde se desenha uma genealogia com os olhares do molde apreciado e realçado do nosso eterno amor. O ímpeto repositório dos nossos segredos mais profundos e somente a nós são cabíveis de decifrar os seus enigmas.
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A tua voz
 desperta a dança e a canção emerge do fundo do teu espírito. Desliza pela a tua boca a música, movendo o teu coração, a harpa de correnteza inquieta e doce. Vibram as cordas harmônicas do fôlego do teu espírito ao toque sutil dos meus dedos.
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Ergue-te
os teus braços, ó minha donzela! Deixes vagar no júbilo oceano das tuas lágrimas o meu coração. O vapor da tua boca bajula a chama acessa dos meus olhos e o teu fogo não cessa com as suas festividades. O teu perfume vagueia no dorso do vento, encho a minha boca com a tua essência, o meu seio viripotente, respira, vagueando pelos os teus cabelos. Tremulantes é a morada dos teus suspiros. Os feixes de luzes ondulantes dos teus sorrisos tombam à margem encantadas da tua face. Caminho como uma corça suspirando pela a tua água e acordo iluminado nas ondas das tuas emoções.
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Faz deslocar
 os teus braços pelas as minhas costas, pois esse é o sinal que estamos há muito tempo juntos. Assim tenho a visão completa de toda a estrutura do teu corpo porque ainda existem estrelas nos teus olhos que não foram tocadas. Um componente intrigante ainda se esconde na tua galáxia. É a área mais rápida para os desenvolvimentos das sensações, o teu corpo, a fábrica rica de textura de elementos gravitacionais. Aplicarei as múltiplas teorias da imaginação pela vasta e rica matéria da tua evolução.
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Evolutivo eu
ampliarei a utilidade dos teus códigos nas imagens que são criados por ti, quando fecham os teus olhos e os raios dos efeitos infravermelhos absorvem as marcas de salivas que ficam entre os nossos lábios.
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Pois bem!
Deita-te! Fecha-te os olhos! Deixando a tua boca entreaberta. Respire ofegante e com as tuas mãos sobre o teu coração, sinta-te viva e absoluta.
Beberei as tuas lágrimas
Agasalhá-las-ei no sigilo compassivo da minha boca
E pela a minha língua sentirei o seu suave gosto
Estou sedento para deslizar meus lábios no teu rosto
E pelo o sudário do meu coração enxugar tua face, teus belos olhos.
Soprar com os meus olhares aliviando o fogo
Embriagar-te, refrescando-te com os beijos meus que te tocam.
E, corpos e sonhos se roçam...
Por favor, nada fale! Apenas receba!
Agora já com o meu gosto na tua língua podes me morder...
Durmamos amiga minha entre pelúcias e chamas.
E não ousamos acordar um ao outro...
Por que...
Não sentes? Estamos voando...! Voando e voando...! Voando pelo o  universo ardente do teu corpo!
Caem estrelas eu as recolho e as devolvo de volta…
Meus DEUS! Essa que caiu agora é do meu ou do teu rosto?
Carlos Alberto
Albertoesolrac
silêncioelágrimas
 
Procurei um amigo e lhe fiz uma confidência: disse-lhe que estava pensando em comprar uma moto.
- Meu Deus cara, tu vai morrer! Assim ele falou…
E eu também falei: UFA!

domingo, 1 de julho de 2012

RESSONÂNCIA

 
OBSERVAÇÕES  
REFLEXIVAS
O BEIJO 
QUE NÃO ACONTECEU
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A intenção
 é dialogar com a sutileza do vínculo acêntrico e cênico da não conclusão de um beijo que por mim não foi dado.
O deslocar do rosto a espera dos atributos sonhados. O fechar dos olhos para a entrega dos lábios na emancipação do desejo que pleiteia o coração.  O mexer da língua quando o unguento é ativado, refrigerando-a e causando uma dormência de fantasias. Os ouvidos que ouvem os inexprimíveis, e por fim o corpo que tomba em um sonáculo profundo, cheio de perfumes que brincam, como se falassem:
 “ vamos te provocar e fazer criações ilusórias, mas sentidas por cada um dos teus níveis de sensibilidade. Sinta-nos e faça a tua viagem com as nossas belas criações ardentes, e quanto ao erguer da torre, és tu quem assenta cada pedra para maior ser o seu descomunal de belezas aos teus olhos.”
Buscar
 a auto certificação que ainda é aplausível a boca que fala calar-se pela a penetrabilidade das dobras, por efluências de um sonho, sutilmente o lugar, onde se deposita a artística escrita de um ardor sensível, e que faz a sua circulação no buscar do nascimento da sua primeira essência.
É o ato inaugural e as suas paisagens causam ruídos estringísseis, assimilando o sagaz, o astuto, o ritmo inteligente que gravita em transe nos períodos dos desejos da boca…
E eu! Como quis beber da sua delícia preferida
     ( Tua saliva )
Unir-me aos suspiros das tuas meigas flores
      ( tua boca )
E nos teus braços morrer cheio de amores
      ( teu corpo )
Mover-se como um licor pela tua boca ingerida
      ( Teus desejos )
Sonhei em beijá-la e esse beijo por toda vida…
        ( Teu amor ) 
Ouves-me... O teu amor? 
  Ele
 me deslocaria, fazendo com que eu entrasse no seu opressivo lugar, cindido pela a sua luz. Eu compreenderia o alcanço da sua interioridade e depreenderia, a partir dos seus sinais, o seu ilimitado determinante. O compreensível artificie da influência dos seus momentos nos seus movimentos, deixando à deriva pelos os lábios.
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Oh! Deus!
 A Florescência divina da fita que amarra duas línguas, dando a completude da sua harmônica junção, e na sua sensualidade faz brotar o fruto do conhecimento do corpo.
Eu queria ser esmaecido pelo o seu odor
Transformar-me no ser que ainda não sou
Ah! Queria apenas provar deste ardor
Assim eu caberia dentro do próprio amor
Diagnosticar a
 utilidade do imenso nascer de um coração curioso, pela a santidade de um átrio, que exprime a dúplice de marcas ardentes, e enrolamentos das peripécias que assistem as chamas das aspirações sublimes da voz, e das suas instituições conscientes nos círculos das suas apreciações, pois,
No meu corpo a sua alma afloraria
E eu dentro dela me perderia
Oh! Deus! Acho que me encontraria!
Ou será que eu e ela juntos morreríamos?
E um dentro do outro quem de nós aguentaria?
Não seriamos os mesmo? Ah! Sonhos e fantasias!
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  Programático
 foi o direcionar dos meus olhares; e a estética idealizada pelo o doce presente e contínuo do âmago da minha visão, criou uma cópia exposta aos meus olhos da imagem ideal aos meus pensamentos. A argila fora modelada, entretanto, inacabada foram as suas formas, mas eu queria publicá-las no momento em que o signo expõe a sua significância a boca. A lua vida da sua originalidade apresenta dons puros, e seus efeitos contundentes são moduladores do instrumento que produz o realce da arte recíproca no conjunto de toda a face, verso e in-verso um do outro, sendo compreendidos os textos que emanam dos beijos desejosos.
Céus! Habita tua luz que inspira cânticos!
Soltam preces a boca onde repousa o anjo!
E vêm milhões de serafins e também arcanjos!
Fazer festins e beber também dos teus lábios românticos!
E a lanterna dos meus olhos rolantes exalam sonhos!
Deus! Qual lugar amada minha eu te ponho?
Pois habitas nos lugares mais altos dos meus sonhos!
E até meu suor o teu cheiro emana!
Nos olhos a bela paisagem! Nectarina humana!
Incendeias-me quando a levo para a cama!
Oh!
A sensação da minha consciência foi especulada! A interpretação do puro com a sua totalidade foi abalada! A unificação do sonhado com o licor divino fizeram a transferência do enredo do meu desejo pela a inspiração poética da musa amada, ocorrendo
o transporte da intuição por uma transição de mediação por dentro do meu espírito, e, palpitante, a evidência de um coração que arfava nos perfumes que era jogado pela a sua pele.
E a sua boca é meu abrigo ansioso
Onde pairam vários odores deliciosos
Hálitos que balançam tão melindrosos
E batem e pulsam de uma forma tão ditosos!
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E quando
 se olha paisagens se pintam
Às vezes o coração se desatina
E as pétalas da doce flor-menina
O seu perfume ao coração envia
E a língua o seu mover espia
Acelerando a pele que se alumia.
É comovente
 a competência da língua em preparação ao ataque. A produção excessiva de água beatificadora no objeto-organismo revela a fonte da evolução de todos os órgãos em uma cena evoluída, onde o esboço de um cenário capacita a imaginação criativa, aos levantes de um espírito que compõe a sua própria música, e nas asas do infinitíssimo fechar dos olhos vem o estado provocativo dos fluxos que se voltam para dentro de nós, construindo os seus simbolismos, e eu respirei e transpirei quando foi aberta a porta do templo, onde emanavam incenso e gotículas da imortalidade, provida de pertinências contínuas, forças que orientam onde prostrar os joelhos de adoração ao seu fulgor.
O coração cheio a fio trabalha
Mover de astros desfigurados
Cálice de lágrimas jogado
E seu tremor no corpo espalha
Anseios brilhantes cansados
Ardência que sente e nada fala
Atônicos sonhos risonhos deitados
Boca que consente e se cala
Corpo e alma esmaecem e se acabam
O espírito da carne se separa
Vida que se acaba triste e malfadada
Deixará por acaso uma só lágrima?
Olhos que se fitam e se deparam
Com desejos e não existe mais nada!
Ah! Beijo!
O eco eloquente que exprime o impetuoso! Alma inocente de elevados doces ardente! Os teus ângulos expõem a minha nudez e faz estremecer o efêmero do meu desejo. O teu ciclo de vida é a voz da aragem aos meus ouvidos, e nutre a minha pele que empardece com os teus sintomas. Faz romper as asas que se entrelaçam nos teus aromas, nascendo o teu crepúsculo, onde o forte sopro do folego é visto dentro dos meus olhos, e as suas nuvens se rompem, fazendo cair à chuva e brotando vida. Revelam às estrelas do teu céu os teus lagos, rios e oceanos, e o arco do teu concerto mostra a tua lua incandescente, nascendo em cada partícula da alma, emergindo do ventre da cúpula do hálito da tua boca.
A tua doçura na beleza
 harmônica do teu abrir é simétrico à sensação da completude da coesão de equilibro dos lábios, onde a tua paz elabora o transbordamento espontâneos do teu benefício, e o casamento dos fabulosos efeitos das tuas sementes. A tua doçura trabalha na meiga sonoridade da tua voz, construindo a vitalidade dos sentimentos que propagam na audição sonhadora dos dinâmicos florais da tua boca. Pertencer aos teus ciclos é manifestar a canção das tuas asas, assemelhar-se a um anjo e disseminar nas tuas delícias as várias formas de suspiros e ais adocicados. Recolho as minhas asas para quando entrar em ti sentir o teu sensível, em um plano de acepção do teu inteligível, e sondar as múltiplas camadas inesgotáveis dos teus monumentos que não cessam de fornecer as luzes internas das lindas imagens do teu pôr-do-sol.
Meus lábios se movimentam
 e a tempestade de sabores que nele habita é despertada, entretanto, o principio da sua vitalidade ainda não foi tocada, e dança o movimento de um beijo que não foi alcançado.
Ah!
Tenho saudade quando contigo fiquei face a face e experimentei nas narinas o frescor do teu hálito!
E no auge do seu assento saberia eu aquele a quem não sou
Por que eu sei que não sou aquele que provou do amor
E com a sua boca confessou o seu grande esplendor
Um vive no outro... Sou eu ou será o amor?

Carlos Alberto
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silêncioelágrimas