POEMA EM PROSA
ANÁLISE PROFUNDA DO AMOR
Busco-te com
enorme
diligência, e assim acendo a candeia dos meus olhos até achá-la. E
assim, e agora, e também cheia em mim, à parte antes vazia, e transbordante
agora com a tua presença no meu íntimo.
Oh! Que belas
carícias de uma sonolência onde o outono das suas flores
sacode uma respiração
que derrama a luz da sua paixão!
Porque transpira dentro
do seio a brisa que
faz se entreabrir a flor, e assim borbulha a cadência das formas vivas da
música que atrevida, e bem corrente e rítmica ordena os sons da sua matriz,
então se acende as faíscas e toda a fogueira também bem renascida no
peito pede bis.
Risonho
brilho enlouquecido,
afogado riso inflado de um ri abençoado, mas direcionado a
amada, e bem delicada a beber os espasmos da vontade.
O concerto
alegre
de uma boca que soluça enamorada. Lábios trêmulos que cede espaço a luz
sagrada de um cenário, e onde a prece do seu perfume é uma cúpula de um sonho que
se agasalha no seu ninho. Bela Via-Láctea
com seu arco-íris a fundirem com os astros celestes um céu que se enche com o
êxtase do renascimento.
Peregrinar no
crepúsculo
do reino do AMOR, e assim convalescendo no templo oculto das suas
estrelas, e sendo aquecido pelo o sol do seu desejo, a brincar na lua das suas
viagens, e no cântico da sua voz dolente abrir a passagem do seu silêncio, e no
seu ínterim vestir o seu roseiral com os poemas de peregrinações da sua alma.
Quantas vozes
interiores com os duetos da sua oração a visitarem os seus versos de paixão! E
nas núpcias sublimes dos seus gemidos a voar pelo o celestial além das suas
aventuras:
O AMOR
Flébeis
cânticos
que na hora do ocaso os tímpanos sempre em
alerta se acham.
E na
dolência
da sua música as cores das suas notas, as emoções dos seus sons no
pólen da alma veste a sua graça.
Acrobacias e
siderações
no triunfo da flor, e onde no seu ninho “O GRANDE BEIJO” espera, e
bem na quietude da sua mística, e no
incenso infinito do seu odor, e no perfume do seu céu com seu mistério anseia
nos lábios se perder!
Quantas
carícias
na “ALAMEDA DOS SEUS SONHOS” embala o veludo
dos toques da mão.
É o brado da
vitória
com o seu belo júbilo e gloria! Porque o coração aclama e se contorce a
espera do fantástico colapso da metamorfose do amor!
Ouvir as vozes
que faz
tremer a alma e deixa pálido o rosto que anseia nas brumas densas dos sonhos se
impregnar com o seu licor. Avalanche cristalizada de suspiros dispersos no ar com os seus delírios de frisson. Altura transfigurada e ardente onde um anjo brinca.
A plenitude
de um sentido
que no conceito evidente dos seus símbolos, onde a mediação do
seu conhecimento transita na significação do seu mito, e onde a imagem do seu
objeto são alegorias poéticas, mas que são vivas no suporte ao seu fôlego vivo.
A identidade
do seu silêncio,
e que na interação ilustrada da sua comunicação, inefável
símbolo evocador dos sons do amor que se fundem nas cores, nas visões e
sensações do seu perfume, e que na diluição minuciosa do corpóreo sintetizador
do seu cheiro, eis que a fruição dos seus movimentos nos leva aos grandes voos
pelo o seu universo.
O
advento de um adivinho
dentro do simbolismo sugestivo, e que na aceitação
aplicada dos seus números, eis que se vestem as suas ideias, e o caráter da sua
concepção é um estilo complexo das aparências do seu sensível, e que o
sacerdócio do seu apregoar reconhece o real exercício da sua missão:
AMAR E AMAR!
Construo
intenso
e sem limitação o fogo e o ar da beleza que nas entranhas da alma
busca sua imortalidade. Porque eu sou testemunho bem intenso das grandes obras
dos meus suspiros! Do místico detentor ímpar do seu prazer! Da essência
invisível que bebe do meu seio os poemas da vida eterna! E cabe ser o que nas
águas profundas do interior das suas memórias fecunda:
"Eu sou a transparência
líquida... O primeiro elemento na criação legível dos sentimentos humanos"!
A transição
que enaltece
a articulação afável do sentimento não é inusitado, o coração
que abraça, e que se enche com essa essência que é o AMOR.
A lógica discursiva
dos símbolos poéticos da sua afeição onde a preposição do seu conceito é
infinita. E no abrir da “arca do seu
eu”,o seu viver é grandioso e bem mais forte do
que as próprias batidas do seu coração.
Que bela
intensa
língua sagrada onde o conjunto de todos os seus sabores é marcados
por sonhos e emoções. Transcendente universalidade dos seus sentidos na
cosmologia temática dos seus devaneios poéticos! O fogo com o seu ar invisível
e líquido na formação exemplar das suas siglas e convecções ardentes amorosas.
Que
vertiginosa afluência
do seu encanto onde a calma do seu louvor arrasta nas
suas melodias as estações do amor.
Eu posso
ouvir
seus mágicos sussurros e seu belo castelo de esplendor. A calma alma que
nos seus versos atina o silêncio inexprimível do vestígio na sua vertigem.
Reluzente e latente
é o anjo de belos olhos verdes nas vibrações dos meus pensamentos.
Pois a lua ardente brinca com o seu olhar invadindo com palmas a
sentinela do seu ardor. E assim também passeiam as flores pelos os seus finos
dedos. Atento vermelho que no deleito dos seus lábios se delira com os seus
frescores. Delicadas pupilas com
espontâneos jorros de alegrias que rasgam os olhares transversais do meu
interior.
Prepara o
cenáculo
para a emissão dos beijos puros e inocentes, e que no Cosmos dos seus
desejos se acenda a plenitude do Átomo da sua fome. Grande cintilância que
transpõe os catecismos dos abalos do seu pseudônimo. Intensidade dos seus dedos
que com força criam para sim novo codinome. A luz onde expõe seu corpo à
claridade do incógnito do seu SEGUNDO NOME.
Talho diante
de mim
e em mármore de ouro, a santidade repleta e magnífica dos teus
sorrisos, e dentro deles as belas citações extensas e marcantes, pois eu só
penso em ti amar, e assim sempre me deito a olhar no meu teto as “Estrelas” dos teus
olhos que não param de
brilhar. E assim se move a constelação com a sua
raiz profunda por dentro de mim.
Oh, domínio
técnico!
Nítida preferência do seu tópico reflexivo, e onde se acumula na pele
a ardência do seu perfume!
Banho-me ao
pé
do teu olhar com sussurros que se elevam pelo o hálito da tua boca. Sutil
frenesi com os seus bastidores que estreme um coração enamorado, intensidade da
sua razão com seu mérito de efeito poético bebendo sua emoção, e cada toque da
imaginação, e na conjunção do nu do meu coração, eis que a dispersão dos seus
eventos vislumbram os beijos da sua transmutação. Uma visão de fibra nos ecos
das cores dos sons da sua oração.
EU TE AMO!
O vórtice com suas piruetas,
e que no seu solo
fértil o óleo do seu rejuvenescimento o leva a inocência do Éden.
A cúpula da sua luz
que resplandece no
santuário da sua beleza, e onde se penduram os sonhos, e que nas suas danças as
visões fulgentes dos seus cristais ilumina o templo dos seus candelabros,
recitais ornamentados de afãs que molham os lábios, e onde a atmosfera dos seus
versos são volúpias dos seus belos musicais.
Que doces e
sutis
palpitações à luz dos teus olhos! Momento que chora meu coração, e onde a
sua ânsia se espalha pela A EMOÇÃO, e onde geme ágil a boca que suspira nas
bordas das fantasias. Apoteose perfume que emana da rosa harmônica, e onde me
enche o alimento do teu beijo, a unção delirante do seu anseio, o prêmio de
beber nela a sua ardência, e assim se sentir em movimento da consolação.
EU AMO!
E que belo
aéreo
pulsar dentro da alma a brandura do frescor, e sob o seu manto régio, o
privilégio de te tocar, prezo-me a usar o ar do teu hálito que não se cansa de
me chamar, pois a nuance dos teus cabelos querem me deixar sonhar.
Age em mim
teu cheiro
que manuseia minha vontade, adoráveis carícias que espreme as
ilusões do meu peito,e que assim tece sonhos na minha existência.
ETERNAMENTE.
Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas
Brasília, 01/05/2019
10:20