quarta-feira, 1 de maio de 2019

ANÁLISE PROFUNDA DO AMOR








POEMA EM PROSA

ANÁLISE PROFUNDA DO AMOR

Busco-te com enorme
 diligência, e assim acendo a candeia dos meus olhos até  achá-la. E assim, e agora, e também cheia em mim, à parte antes vazia, e transbordante agora com a tua presença no meu íntimo.

Oh! Que belas
carícias de uma sonolência onde o outono das suas flores 
sacode uma respiração que derrama a luz da sua paixão!

 Porque transpira dentro
do seio a brisa que faz se entreabrir a flor, e assim borbulha a cadência das formas vivas da música que atrevida, e bem corrente e rítmica ordena os sons da sua matriz, então se acende as faíscas e toda a fogueira  também bem renascida no peito pede bis.

Risonho brilho enlouquecido,
 afogado riso inflado de um ri abençoado, mas direcionado a amada, e bem delicada a beber os espasmos da vontade.     

O concerto alegre
 de uma boca que soluça enamorada. Lábios trêmulos que cede espaço a luz sagrada de um cenário, e onde a prece do seu perfume é uma cúpula de um sonho que se agasalha no seu ninho.  Bela Via-Láctea com seu arco-íris a fundirem com os astros celestes um céu que se enche com o êxtase do renascimento. 

Peregrinar no crepúsculo
 do reino do AMOR, e assim convalescendo no templo oculto das suas estrelas, e sendo aquecido pelo o sol do seu desejo, a brincar na lua das suas viagens, e no cântico da sua voz dolente abrir a passagem do seu silêncio, e no seu ínterim vestir o seu roseiral com os poemas de peregrinações da sua alma.

 Quantas vozes
 interiores com os duetos da sua oração a visitarem os seus versos de paixão! E nas núpcias sublimes dos seus gemidos a voar pelo o celestial além das suas aventuras:

O AMOR

Flébeis cânticos
que na hora do ocaso os tímpanos sempre em 
alerta se acham.

 E na dolência 
da sua música as cores das suas notas, as emoções dos seus sons no pólen da alma veste a sua graça. 

Acrobacias e siderações
 no triunfo da flor, e onde no seu ninho “O GRANDE BEIJO” espera, e bem na quietude da sua mística, e no incenso infinito do seu odor, e no perfume do seu céu com seu mistério anseia nos lábios se perder! 
Quantas carícias 
na “ALAMEDA DOS SEUS SONHOS” embala o veludo 
dos toques da mão. 

É o brado da vitória
 com o seu belo júbilo e gloria! Porque o coração aclama e se contorce a espera do fantástico colapso da metamorfose do amor!

 Ouvir as vozes 
que faz tremer a alma e deixa pálido o rosto que anseia nas brumas densas dos sonhos se impregnar com o seu licor. Avalanche cristalizada de suspiros dispersos no ar com os seus delírios de frisson. Altura transfigurada e ardente onde um anjo brinca.  

A plenitude de um sentido 
que no conceito evidente dos seus símbolos, onde a mediação do seu conhecimento transita na significação do seu mito, e onde a imagem do seu objeto são alegorias poéticas, mas que são vivas no suporte ao seu fôlego vivo.

 A identidade do seu silêncio,
 e que na interação ilustrada da sua comunicação, inefável símbolo evocador dos sons do amor que se fundem nas cores, nas visões e sensações do seu perfume, e que na diluição minuciosa do corpóreo sintetizador do seu cheiro, eis que a fruição dos seus movimentos nos leva aos grandes voos pelo o seu universo.

 O advento de um adivinho 
dentro do simbolismo sugestivo, e que na aceitação aplicada dos seus números, eis que se vestem as suas ideias, e o caráter da sua concepção é um estilo complexo das aparências do seu sensível, e que o sacerdócio do seu apregoar reconhece o real exercício da sua missão:

AMAR E AMAR!

 
Construo intenso
 e sem limitação o fogo e o ar da beleza que nas entranhas da alma busca sua imortalidade. Porque eu sou testemunho bem intenso das grandes obras dos meus suspiros! Do místico detentor ímpar do seu prazer! Da essência invisível que bebe do meu seio os poemas da vida eterna! E cabe ser o que nas águas profundas do interior das suas memórias fecunda:

 "Eu sou a transparência líquida... O primeiro elemento na criação legível dos sentimentos humanos"! 

A transição que enaltece
 a articulação afável do sentimento não é inusitado, o coração que abraça, e que se enche com essa essência que é o AMOR. 
A lógica discursiva 
dos símbolos poéticos da sua afeição onde a preposição do seu conceito é infinita. E no abrir da “arca do seu eu”,o seu viver é grandioso e bem mais forte do que as próprias batidas do seu coração.

 Que bela intensa
 língua sagrada onde o conjunto de todos os seus sabores é marcados por sonhos e emoções. Transcendente universalidade dos seus sentidos na cosmologia temática dos seus devaneios poéticos! O fogo com o seu ar invisível e líquido na formação exemplar das suas siglas e convecções ardentes amorosas.
   

Que vertiginosa afluência
 do seu encanto onde a calma do seu louvor arrasta nas suas melodias as estações do amor.
 
Eu posso ouvir 
seus mágicos sussurros e seu belo castelo de esplendor. A calma alma que nos seus versos atina o silêncio inexprimível do vestígio na sua vertigem.

 Reluzente e latente
 é o anjo de belos olhos verdes nas vibrações dos meus pensamentos. Pois a lua ardente brinca com o seu olhar invadindo com palmas a sentinela do seu ardor. E assim também passeiam as flores pelos os seus finos dedos. Atento vermelho que no deleito dos seus lábios se delira com os seus frescores.  Delicadas pupilas com espontâneos jorros de alegrias que rasgam os olhares transversais do meu interior.
 
Prepara o cenáculo
 para a emissão dos beijos puros e inocentes, e que no Cosmos dos seus desejos se acenda a plenitude do Átomo da sua fome. Grande cintilância que transpõe os catecismos dos abalos do seu pseudônimo. Intensidade dos seus dedos que com força criam para sim novo codinome. A luz onde expõe seu corpo à claridade do incógnito do seu SEGUNDO NOME. 

Talho diante de mim
 e em mármore de ouro, a santidade repleta e magnífica dos teus sorrisos, e dentro deles as belas citações extensas e marcantes, pois eu só penso em ti amar, e assim sempre me deito a olhar no meu teto as “Estrelas” dos teus olhos que não param de brilhar. E assim se move a constelação com a sua raiz profunda por dentro de mim. 

Oh, domínio técnico! 
Nítida preferência do seu tópico reflexivo, e onde se acumula na pele a ardência do seu perfume! 

Banho-me ao pé 
do teu olhar com sussurros que se elevam pelo o hálito da tua boca. Sutil frenesi com os seus bastidores que estreme um coração enamorado, intensidade da sua razão com seu mérito de efeito poético bebendo sua emoção, e cada toque da imaginação, e na conjunção do nu do meu coração, eis que a dispersão dos seus eventos vislumbram os beijos da sua transmutação. Uma visão de fibra nos ecos das cores dos sons da sua oração.

EU TE AMO!

 O vórtice com suas piruetas, 
e que no seu solo fértil o óleo do seu rejuvenescimento o leva a inocência do Éden.

  A cúpula da sua luz
 que resplandece no santuário da sua beleza, e onde se penduram os sonhos, e que nas suas danças as visões fulgentes dos seus cristais ilumina o templo dos seus candelabros, recitais ornamentados de afãs que molham os lábios, e onde a atmosfera dos seus versos são volúpias dos seus belos musicais.

Que doces e sutis 
palpitações à luz dos teus olhos! Momento que chora meu coração, e onde a sua ânsia se espalha pela A EMOÇÃO, e onde geme ágil a boca que suspira nas bordas das fantasias. Apoteose perfume que emana da rosa harmônica, e onde me enche o alimento do teu beijo, a unção delirante do seu anseio, o prêmio de beber nela a sua ardência, e assim se sentir em movimento da consolação.

EU AMO!

E que belo aéreo 
pulsar dentro da alma a brandura do frescor, e sob o seu manto régio, o privilégio de te tocar, prezo-me a usar o ar do teu hálito que não se cansa de me chamar, pois a nuance dos teus cabelos querem me deixar sonhar.

Age em mim teu cheiro 
que manuseia minha vontade, adoráveis carícias que espreme as ilusões do meu peito,e que assim tece sonhos na minha existência. 

ETERNAMENTE. 



Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas

Brasília, 01/05/2019 

10:20
     

   






segunda-feira, 1 de abril de 2019

POEMA EM PROSA: A MUSA




POEMA EM PROSA
 A MUSA

O visível da sua excelência
é uma região extensa onde os elevados dispersos da sua beleza reúnem no meu olhar um ponto de vista essencial para a minha sobrevivência.

O “topos”
privilegiado da extensão profundo do seu olhar enigmático com os seus significados não se esgotam, e onde se desdobra a sensibilidade radiante do estado da sua graça, e bem no campo consciente da fundação dos seus sentidos elevados.

 Que belo fenômeno
 de renascimento! Onde o grão da sua beleza ascende nos olhos à luz da eloquência, e assim transpassando o deslocamento dos lábios que se agitam no seu memorial de risos, e onde invoca a saudade que mergulha na densidade da felicidade.

- E como se grita!  


Pois o brilho 
transparente, e com a sua sonora gargalhada que aflora dos lábios atenuam as batidas de um coração que somente em ti pensa. Doce ambiente de sons sobre a irradiação silente que transmuda a minha face. E MUDOS DE ESPANTOS os olhos que musicalmente na tenra vibração da tua fala enamorados se acham.


Oh! Que belo acúmulo
 de transmissão de efervescência sentimental a florescer expressiva nas inovações dos sorrisos! Transições das anexações dos calafrios no aumento das batidas do coração!


- É AMOR?


Amplio meu repertório 
musical com o seu vocabulário cheio de “eu te amo”. Isso porque a cor do teu perfume tremula diante dos meus olhos, e a harmonia extrema da luz que brinca pela a tua face ativa a minha curiosidade, e na transição dos eventos dos seus sentidos enlaço a minha vontade com frenéticos alaridos das fantasias que afloram a ventania quando em mim roça o teu vestido.
  
O estado da minha alma 
quando te vê enfatiza o campo visual que se eleva em ti. E no invólucro do meu interior vejo diante de mim a salvaguarda da reabilitação dos meus olhares. Um panorama que introduz o sensorial perceptivo do alinhamento dos meus olhos para não deixar escapar um só bater de pálpebras. Isso porque você tem em mim um conjunto de quadros onde se aprecia o fluir da nova respiração.

Assim encho os
 olhos de brilho, e o seu cordão umbilical se liga aos meus sorrisos. Pois a EPISTEMOLOGIA ROMÂNTICA conduz o seu corolário a suspirar à luz da sua paixão.  
Coletânea teórica cheia de entusiasmo,
 e que nas nuanças das suas inquietações o “Bardo” debate a sua beleza fecunda. As entidades das suas percepções rodopiam em transe. É assim que percebe seus pês no seu território, e no método da análise do bater do seu coração, eis que o seu inconsciente se desperta e se liga a fenomenologia do AMOR.
    
Fixar meus olhos 
no seu “corpus poético” e nas indagações dos meus pensamentos assim determinar a parte da sua paisagem que me completa. 
Um mundo sagrado 
com a sua alquimia sensata onde sua identidade sobrenatural 
preenche cada momento da existência.

Grafar no pélago da alma 
a subjetividade. A alteridade que na interpelação sempre grita pelo o teu nome. Porque irredutíveis os pensamentos sempre te procura e o elementar da sua dialética é dizer: eu te amo! 

Porque também inacabado 
se encontra o primeiro sonho que sonhei quando te vi, e o impulso deste meu desassossego causa tensão nos meus desejos sempre que te vê. E na abertura do preâmbulo do meu poema sempre te chama pelo o
 teu primeiro nome:

ANGIE!
A GRÁCIL TE ACOMPANHA!

 E subtraído de mim 
arranco cada parte das minhas visões.

 Aquém e além... 

E os grandes fundamentos 
de raciocínios em mim sem a tua existência perde a razão. Porque profundo dentro de mim é a estância de uma espera que na reflexão do seu juízo sempre chama pelo o teu segundo nome:

 ÂNGELUS!

O corte em mim está sem interrupção,
 e sem distração, e sempre quando te vejo desbloqueio o meu coração, e assim sustento a suspensão de não vislumbrar em ti esse amor ardente, e assim alimento o meu âmago, e com a imersão do meu fôlego enamorado, e acompanho o bater, o ardor e a razão sensível de amá-la até a justaposição da TERRA E CÉU.

Porque EU AMO
 o infinito e o possível do seu impossível. E sempre avanço na construção do seu fluxo na regulação do seu inexprimível. Assim sendo o possível da sua consciência sempre tem coerência e teor do verdadeiro AMOR. E eu sou a sua obra que se entrega no articulador da sua criação.

- Não entendestes? Então somente me ame!

Porque em mim se alocam as multiplicidades
 dos sentidos que em cada uma das suas peculiaridades criam línguas, visões e audições, e onde oscila a tensão materializada do sonho que na ocorrência do seu salto sempre se depara diante de ti, e onde o dinamismo incontido da sua alegria somente ri quando te encontra. 

Porque a tua sedução
 é perfeita e real. E na captura da sua dinâmica eu sempre me perco a olhar as tuas belas pupilas verdes, e onde essa paisagem plausível e apreensível fragmenta a totalidade do meu “EU”, e que dispersos nos golpes do amor se encontra totalmente enamorado por ti.

SERÁ AMOR?



Carlos Alberto
albertoesolrac
silêncioelágrimas


Brasília, 01/03/2019 

20:00